BNDES empresta R$ 2,7 bi à Engie para construção de parque eólico

bndes empresta R$ 2,7 bi à engie para construção de parque eólico

Parque eólico estará localizado no estado da Bahia e deverá ser completamente operacional em 2021

A Engie Brasil Energia obteve do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o financiamento da construção de um parque eólico na Bahia, com projeto que inclui linhas de transmissão, no Paraná. Os contratos já foram assinados para o investimento total de R$ 2,7 bilhões, de acordo com comunicado divulgado hoje (20).  

Parque eólico na Bahia

A companhia do grupo francês Engie obteve do BNDES R$ 1,24 bilhão com prazo de quitação em 220 meses, referentes ao complexo eólico Campo Largo-Fase 2, que está sendo implantado na Bahia, que visa a transformação da energia eólica em energia renovável, do tipo elétrica, já teve produção futura negociada com clientes no mercado livre de eletricidade.

Em relação ao projeto de transmissão Gralha Azul, que engloba construção de linhas no Paraná, com aproximadamente mil quilômetros em extensão, receberá empréstimo de R$ 1,481 bilhão, com prazo de amortização de 246 meses.

Operação em 2021

De acordo com a empresa, por meio de um comunicado, o parque eólico deverá estar completamente em funcionamento a partir de 2021. Já a obra de transmissão deverá ser concluída em março de 2023. Porém, a Engie Brasil espera diminuir o prazo de implementação das linhas em ao menos 12 meses.

Vale ressaltar que o capital obtido junto ao BNDES representa 80% do investimento previsto para os dois empreendimentos.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

SP: falência de empresas cresce em 73% em março

sp - falência de empresas cresce em 73% em março

Com o aumento da falência de empresas, ainda não é possível determinar se este crescimento está vinculado unicamente à pandemia de coronavírus, já que em 2019 também houve um período com índices altos de pedidos de falência

O mês de março foi registrado com um período de aumento em 73% nos pedidos de falência de empresas no Estado de São Paulo, em comparação ao mês de fevereiro.

Falência de empresas cresce no estado paulista

Segundo um levantamento realizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com o apoio da Softplan (empresa de software e responsável pelo SAJ – Sistema de Automação da Justiça), foram registrados 161 pedidos de falência. Em fevereiros, foram 93 casos. O crescimento também pode ser evidenciado na comparação com março do ano passado, quando houve 96 solicitações.

Até o momento, o número registrado foi o maior desde agosto de 2019, época em que foram registradas 175 solicitações.

Quarentena em razão do novo coronavírus

No mês passado, foi decretada a quarentena pelo governo de São Paulo, decorrente da pandemia de Covid-19. No entanto, não é possível ainda determinar que esse crescimento já é um efeito direto dessa situação. Por causa da crise econômica do país, no ano passado já tiveram meses com patamares altos de pedidos de falência de empresas.

Além disso, as solicitações de recuperação judicial também cresceram em São Paulo, conforme o levantamento. Foram 98 no mês passado, ante 87 de fevereiro. Vale ressaltar que uma recuperação é um mecanismo legal por meio do qual a Justiça interrompe por 180 dias as ações e execuções de cobrança das companhias em dificuldade. Após esse prazo, um plano de pagamento tem de ser submetido a uma assembleia de credores.

Judiciário

A expectativa no Judiciário é de que nos próximos meses a situação se agrave. Muitos pedidos de falência de empresas e de recuperação judicial serão recebidos pela Justiça, que já está bastante sobrecarregada, além de uma quantidade considerável de ações por conta de problemas gerados pela pandemia. Entre os quais: conflitos entre escolas e pais, turistas e agências de viagem, contribuintes e o poder público.

De acordo com o advogado Luiz Roberto Ayoub, sócio do PCPC Advogados, haverá um aumento de ações nos próximos meses. Em declaração à Folha de S. Paulo, ele acredita que mais do que nunca o momento agora é de mediação para a solução de conflitos:

“Serão disputas de perde, perde, ninguém vai ganhar”.

Portanto, para ele, “apenas com muita negociação será possível minimizar os prejuízos agora para voltar a ganhar no futuro.”

Pensamento semelhante possui o também advogado Ricardo Sayeg. Para ele, o Judiciário terá que ser mais humanista do que capitalista, “de modo a sempre levar em conta a necessidade de preservar a dignidade da pessoa humana em suas decisões.”

Fonte: Folha de S. Paulo]

*Foto: Divulgação / Getty Images

Contas públicas do país serão afetadas por conta da Covid-19

contas públicas do país serão afetadas por conta da covid-19

A crise econômica mundial gerada pelo avanço da pandemia da Covid-19 também deve afetar as projeções das contas públicas do Brasil, segundo consta no documento Monitor Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Contas públicas e retração do PIB

De acordo com o órgão multilateral, as contas públicas do Brasil deverão registrar uma retração do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,3% neste ano e estima uma recuperação parcial para 2021, quando o crescimento deverá marcar 2,9%.

Segundo o FMI, o déficit primário como proporção do PIB deve elevar de 1,0% em 2019, para 5,2% em 2020, resultado do reflexo das medidas que o governo vem adotado para proteger os efeitos recessivos ao nível de atividade causados pela Covid-19. Para o ano que vem, a projeção do Fundo é de que o indicador registrará um déficit de 2,1%.

Neste mesmo cenário, o déficit nominal deve passar de 6,0% do PIB de 2019 para 9,3% do produto interno bruto em 2020 e ainda baixar 6,1% do PIB em 2021, conforme afirma o FMI:

“Em resposta à pandemia, o Brasil expandiu as transferências de recursos para famílias de baixa renda e concedeu alívio temporário no pagamento de impostos, somando 2,9% do PIB.”

Já em relação às variáveis macroeconômicas consideradas pelo FMI, o órgão multilateral espera que o IPCA crescerá 3,6% neste ano e terá um incremento de 3,3% em 2021. O percentual de desemprego deve subir para 14,7% em 2020 e atingirá 13,5% no ano que vem.

Projeções fiscais

Geralmente, o FMI anuncia as projeções fiscais para os países membros num panorama de quatro anos adiante. Todavia, em virtude do caráter extraordinário e não estrutural da recessão mundial causada pela Covid-19, a pior desde a Grande Depressão, o Fundo optou por divulgar previsões somente para um ano à frente.

Com o desgaste das contas públicas e condições econômicas no país para este ano, o FMI passou a projetar um aumento da dívida pública bruta, como proporção do PIB, de 89,5% em 2019 para 98,2% em 2020, indicador que poderá ficar estável em 98,2% no ano que vem. Além disso, a dívida líquida também terá um avanço do ano passado, de 55,7% para 62,8% neste ano, e que deverá passar para 64,9% em 2021.

Ainda segundo o FMI, o quadro negativo para a produção e o consumo no país neste ano poderá exigir mais recursos do governo para conter uma grande piora da demanda acumulada:

“No entanto, as autoridades devem continuar a buscar reformas fiscais e desenvolver um arcabouço de médio prazo para preservar o teto de gastos e colocar a dívida em uma trajetória declinante. Manter a credibilidade fiscal é essencial para restaurar a confiança de investidores e atrair investimentos muito necessários para quando as condições da economia começarem a normalizar.”

A forte recessão fará aumentar os gastos gerais do governo como proporção do PIB de 37,9% em 2019 para 39,9% neste ano, que deverão recuar para 37,5% no ano que vem. Em contrapartida, as receitas do Poder Executivo baixarão, na mesma base comparativa, de 31,9% no ano passado para 30,5% em 2020, porém, voltarão a subir para 31,3% no ano que vem.

Fonte: Forbes Brasil

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Mesmo em queda na receita, Cyrela cresce 28,5% no lucro do 4º tri

mesmo em queda na receita, cyrela cresce 28,5% no lucro do 4º tri

A construtora e incorporadora Cyrela registrou alta em seu lucro durante o quarto trimestre, mesmo em um período de vendas menores, a empresa foi beneficiada pela fraca base de comparação anual.

A empresa anunciou ontem (19) que obteve lucro líquido de R$ 149 milhões entre os meses de outubro e dezembro, o que equivale a uma quantia 28,5% a mais em relação a mesma etapa de um ano antes. Com isso, o número veio pouco acima dos R$ 140,7 milhões da previsão média de analistas consultados pela companhia Refinitiv.

Cyrela aumenta receita líquida do trimestre

Já a receita líquida do trimestre, de R$ 1,23 bilhão, foi 7,4% menor no comparativo anual. Isso reflete um desempenho mais fraco em empreendimentos do programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida. O projeto não possuía contrato de crédito assinado e por isso não obteve lançamentos reconhecidos no trimestre.

Em janeiro deste ano, a Cyrela tinha informado  resultados preliminares, que evidenciaram uma queda de 15,5% nas vendas do trimestre, no valor de R$ 2,06 bilhões.

Como foi o quarto trimestre

Em contrapartida, a Cyrela apresentou geração de caixa de R$ 245 milhões no quarto trimestre, montante bem acima dos R$ 137 milhões do ano anterior.

Porém, em relação à dívida líquida da construtora marcou R$ 851 milhões no final do ano passado, com alta de 22,3% em três meses.

No relatório em que foi mencionado os problemas gerados pela pandemia do novo coronavírus, a Cyrela afirmou ter “sólida posição de caixa e alavancagem confortável, o que garante tranquilidade na condução dos negócios em um ambiente mais incerto”.

Fonte: Forbes Brasil

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Preços do petróleo voltam a subir e marcam 8%

preços do petróleo voltam a subir e marcam 8%

A valorização do petróleo aconteceu em decorrência da rápida resposta das autoridades norte-americanas

Ontem (10), os preços do petróleo subiram mais de 8%. Com isso, houve recuperação parcial após uma forte queda registrada na segunda-feira (9), que foi a maior em quase 30 anos. Este fator gerou um estímulo econômico e coragem para a compra do produto, mas também de produtores norte-americanos optando por diminuir os gastos, movimento este que pode levar a cortes de produção.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, prometeu na segunda-feira “grandes” medidas na intenção de proteger a economia do país contra disseminação do novo coronavírus. Em contrapartida, o governo do Japão divulgou que pretende gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de medidas com a finalidade de lidar melhor com as consequências do vírus da doença chinesa.

Petróleo não convencional

Enquanto isso, os produtores norte-americanos de “shale” (petróleo não convencional), entre os quais, a Occidental Petroleum, cortou ainda mais os gastos, o que pode acarretar em uma diminuição da produção. Segundo explica John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York:

“Houve uma resposta quase que imediata dos produtores norte-americanos para cortar gastos, o que provavelmente resultará na diminuição da produção de petróleo dos EUA nos próximos meses.”

 Ele ainda acrescentou que “a rapidez dessa resposta ajudou a impulsionar o mercado depois do colapso de segunda-feira”, quando os preços despencaram em torno de 25%.

Contratos futuros

Em relação aos contratos futuros do petróleo Brent, encerraram o dia em alta de US$ 2,86, ou 8,3%, a US$ 37,22 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos avançou US$ 3,23, ou 10,4%, para US$ 34,36 o barril.

Para os operadores, que classificaram a sessão como “inside day”, pois nenhum dos valores de referência tocou as mínimas ou máximas da véspera, afirmaram que os preços aparentar estar agora se consolidando em um novo intervalo.

Fonte: Forbes Brasil

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Grupo Soma começa caminho para IPO

grupo soma começa caminho para ipo

O Grupo de Moda Soma solicitou ontem (28) registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Esta atitude chega em meio  à turbulência recente do mercado financeiro, gerada pela disseminação global do novo coronavírus.

A empresa, que se apresenta como a maior plataforma de moda do Brasil, possui 221 lojas de produtos para as classes A e B, a maior parte delas concentradas em shopping centers. A Soma é proprietária de marcas como Animale, Cris Barros e A.Brand, voltado ao público feminino; Fábula, para crianças; e Foxton, para homens.

Receita do Grupo de Moda Soma

Em 2019, o grupo de moda registrou R$ 1,3 bilhão em receita líquida, que confirma uma alta de 20,5% em relação a 2018, enquanto que seu lucro líquido teve um aumento de 48%, passando para R$ 127 milhões.

Com isso, a oferta expande a fila de companhias que se prepararam para a listagem na B3. Porém, a oferta do Grupo Soma é a primeira a se tornar pública depois da queda das ações no mundo inteiro, em função do crescente temor de danos causados pela epidemia chinesa sobre a economia global. Só o Ibovespa, principal índice de ações do país, já despencou mais de 10% em três pregões.

IPO do grupo de moda

O IPO do Grupo de Moda Soma, que integra ofertas primária e secundária de ações, será comandado por Bank of America, Itaú BBA, JPMorgan e XP Investimentos.

A empresa, criada em 1991, começou com a primeira marca, a Animale, que cresceu apoiada em um ciclo de aquisições. Em relação ao prospecto preliminar da oferta, a Soma disse que planeja utilizar o que captar com a oferta primária (ações novas), cujos recursos vão para o caixa da companhia, com o intuito de abrir mais pontos comerciais e adquirir mais marcas, além de quitar dívidas e dividendos.

Já a oferta secundária (de papéis segurados por atuais sócios) terá em torno de 40 vendedores.

Se for levado adiante os planos desta listagem, o Grupo de Moda Soma terá na bolsa paulista concorrentes setoriais, o que inclui as empresas: Cia Hering, Guararapes, Lojas Renner e Restoque.

Fonte: Forbes Brasil

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Superagro termina mais uma edição amanhã

superagro termina mais uma edição amanhã

Começou na terça-feira (21), mais uma edição do Superagro, promovido pela Agro100 e mais 65 empresas do mercado agrícola. Durante os preparativos, a expectativa era atrair mais de 5.500 visitantes e negociar mais de R$ 160 milhões em insumos, máquinas e equipamentos. O evento termina amanhã (23), no Centro de Tecnologia da Agro100, situado na Estrada da Cegonha, Km 3, em Londrina, no Paraná.

Durante este período de três dias 24 hectares de área com lavouras de demonstração, estandes, espaços temáticos, auditório e muita tecnologia de ponta do agronegócio ficaram à disposição dos visitantes.

Superagro 2020

O Superagro é um dos principais eventos de disseminação de tecnologia, voltado aos produtores rurais das mais de 200 cidades do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde empresa Agro100 opera com suas 43 filiais e mais de 180 técnicos de campo.

Sobre isso, o diretor de Marketing & Clientes da Agro100, Carlos Gajardoni afirmou à imprensa:

“Estamos num momento muito positivo para agricultura, a relação de troca de insumos por grãos está em um dos melhores patamares dos últimos 10 anos e vamos demonstrar e oferecer o que existe de melhor para a condução das suas lavouras, com alta eficiência agronômica e custos competitivos. É o melhor momento de fazerem o planejamento das próximas safras de soja e milho, já fechando uma solução de insumos e serviços e travando seu custo de insumos, garantindo a estabilidade do custo de produção e rentabilidade da atividade através do sistema de barter (troca).”

Realização do evento

Toda edição do Superagro é realizado sempre no mês de janeiro pela companhia Agro100 e mais de 65 empresas do agronegócio, no Centro de Tecnologia Agronômica da empresa, localizada Estrada da Cegonha, Km 03, em Londrina.

O evento é uma grande apresentação de tecnologia e soluções ao agricultor em 24 hectares (12 deles sob um pivô de irrigação) de campos de demonstração de cultivares, agroquímicos e técnicas de manejo de lavouras; exposições de máquinas, equipamentos e veículos; tecnologia digital aplicada ao campo.

Além disso, o Superagro promove o Espaço Mulher com palestras empresariais e também oficinas para esposas e filhas de agricultores que escolherem por não participar do circuito tecnológico; Espaço Ciência e Tecnologia, com palestras e orientação técnica da Embrapa, Iapar, Emater e Adapar; o espaço da Universidade Corporativa Agro100 UCA100 com nosso programa de sucessão, Agro100 Líderes do Futuro, o espaço de Clientes Clube100 e nossa Central de Negócios, onde os produtores podem fazer a troca de insumos por grãos, garantindo a estabilidade nos custos de produção para os próximos plantios.

Superagro – programação

– 8h00 – Recepção de visitantes e circuito tecnológico

– 8h00 e 12h00 funcionamento das oficinas do Espaço Mulher.

– 11 horas abertura da praça de alimentação, a central de negócios e os estandes do espaço de veículos, máquinas e implementos.

– 14h00 e 15h00 palestras técnicas no Espaço Ciência e Tecnologia pela Embrapa, Iapar, Emater-PR e Adapar.

– E todos os dias, a partir das 17h00, serão feitos sorteios de prêmios no espaço de convivência do evento.

Fonte: Revista Rural

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Ibovespa chega a 30% de valorização no ano

ibovespa chega a 30% de valorização no ano

Valorização do Ibovespa chega em dia de volume gigante

O dia de hoje (18) no Ibovespa foi marcado por um volume gigante e valorização de 30% ao ano, em um fechamento recorde para 2019. Ações de bancos e da Petrobras lideraram o avanço de hoje.

Ibovespa – como foi o dia

O Ibovespa ascendeu 1,51%, a 114.314,65 pontos. A rodada financeira desta sessão somou ainda um volume recorde no valor de R$ 79,6 milhões, incentivado pelo vencimento de escolhas sobre o índice e o índice futuro. O último recorde tinha sido de R$ 47 bilhões, ocorrido em fevereiro deste ano.

Com isso, o mercado financeiro presenciou o começo do que pode ser a corrida da reforma tributária, após a divulgação da implementação de uma comissão mista com deputados e senadores para elaborar um texto de consenso sobre o projeto em no máximo 90 dias.

Reforma tributária

Depois de encontrar com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita em projeções positivas, prevendo que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro se desenvolverá “muito mais” do que 2% no ano que vem.

Ponto de vista semelhante teve o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que diz que seguindo a fase de reformas, o Brasil deverá crescer mais fortemente nos próximos anos.  

Para o chefe de renda variável da Vero Investimentos, Fábio Galdino, há a probabilidade de as agências de classificação de risco elevarem a nota do Brasil em 2020, diante do panorama atual, depois de a S&P elevar a perspectiva para o rating de longo prazo do país na semana passada. E ainda explicou:

“No contexto de hoje, já percebemos uma melhora no humor do investidor estrangeiro, que vem reduzindo o volume de vendas no mercado. Acho que ainda não veremos uma inversão deste fluxo, mas com certeza vai diminuir.”

Em relação ao Ibovespa e o mercado financeiro, seus agentes também estão acompanhando a votação que acontece na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O motivo é a aprovação ou não do impeachment do presidente Donald Trump, que foi alvo de acusações de abuso de poder e obstrução de um inquérito do Congresso.

Porém, de acordo com analistas, mesmo que tenha aval na Câmara, o processo de impeachment não deve passar no Senado americano.

Fonte: Forbes Brasil

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Já é obrigação dos estados e municípios alçarem taxa previdenciária de 14%

já é obrigação dos estados e municípios alçarem taxa previdenciária de 14%

Decisão de taxa previdenciária consta da reforma da Previdência e deve ser cumprida pelos estados e municípios até julho de 2020

Anunciada em novembro, a reforma da Previdência estipula que estados e municípios já aumentem suas taxas previdenciárias de contribuição cobradas de servidores públicos. O prazo limite para o cumprimento da decisão é para julho de 2020.

Taxa previdenciária

A proposta modifica normas de aposentadoria ganhou força e foi autorizada pelo Congresso depois de um acordo que determinava poupar os governos regionais e deixar que estes fossem tratados em uma proposta paralela, a ser debatida em outra ocasião.

No entanto, mesmo que tenha ficado de fora da estrutura central da reforma, assim como nas alterações a respeito da idade mínima para aposentadoria e tempo de contribuição, os entes federativos foram prejudicados por outros pontos que constam no decreto.

De acordo com a portaria publicada nesta quarta-feira (4), o governo determinou, por exemplo, que estados e municípios terão a data limite de 31 julho de 2020 para provar que elevaram as alíquotas previdenciárias de seus servidores em ao menos 14$, como estipula a reforma.

Já os governadores e prefeitos terão duas opções. Ou fixar uma taxa de pelo menos 14%, ou adotar o modelo progressivo da União, com contribuições que variam entre 7,5% e 22%, a depender da remuneração do servidor.

Falta de cumprimento

O ente federativo que não comprovar que adotou a nova regra até fim de julho do ano que vem será punido com a perda do certificado de regularidade previdenciária e ainda poderá ficar sem receber repasses voluntários de recursos da União, e também ser bloqueado em operações de crédito.

Atualmente, a taxa previdenciária mínima é de 11%. A maioria dos entes cobra valores inferiores a 14%. O único estado que já adotou contribuição maior do que o piso é Goiás, que cobra 14,25% de seus servidores.

Na época de tramitação da reforma, parlamentares questionaram o fato de que nem todos os pontos que alcançam estados e municípios foram tirados da proposta. Portanto, tais trechos foram motivos de debate no Congresso, pois deputados defendiam que não tivesse nenhum efeito sobre os entes. Mesmo assim, as mudanças foram aprovadas.

Esclarecimento

Sobre isso, Marlon Nogueira, secretário adjunto de Previdência, esclarece a importância de quem tudo atrelado a estados e municípios ficou de forma desta reforma previdenciária:

“Tem vários dispositivos da emenda constitucional que se aplicam também a estados e municípios. O que ficou de fora são as regras de aposentadoria e pensão por morte. As regras de concessão e cálculo dos benefícios ficaram na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela”.

Fonte: Folha de S. Paulo

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750 mil toneladas de trigo terão taxa de importação isenta

750 mil toneladas de trigo terão taxa de importação isenta

Isentar tarifa do trigo significa consolidar o compromisso que o Brasil assumiu junto à OMC

Na semana passada, foi anunciado pelo Ministério da Agricultura que o Brasil implantou uma corta de importação de 750 mil toneladas de trigo por ano isento de tarifas. A medida, por enquanto, tem prazo indeterminado.

Tal cota consolida o compromisso que o Brasil assumiu junto à OMC (Organização Mundial do Comércio).

Implementação da cota do trigo

A implementação da cota do trigo recebeu aval durante uma reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que foi realizada no dia 5 de novembro, conforma nota divulgada pelo ministério.

A pasta ainda ressaltou que com a medida, as importações de todos os países serão favorecidas com a cota, com exceção das provenientes de nações com as quais o Brasil possui acordo de livre-comércio para o produto. É o caso da Argentina, que é a principal fornecedora de trigo para o Brasil, que é isenta de taxas por ser país-membro do Mercosul.

Previsões da Abitrigo

Já era esperada a cota entrar em vigor em 2020, segundo previsões da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo). Com isso, a medida pode favorecer especialmente o cereal dos Estados Unidos, Canadá e Rússia.

Em viagem presidencial ocorrida em março deste ano, Jair Bolsonaro acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil consentiria a importação de no máximo 750 mil toneladas de trigo dos EUA isentas de taxa.

Mercado americano de carnes

A iniciativa seria um dos esforços que o Brasil está fazendo para conseguir entrar novamente no mercado americano de carnes. Tal esforço sempre encontrou resistência dos produtores americanos de proteína animal.

Em meados de 2017, os Estados Unidos suspenderam a compra de carne bovina in natura brasileira, em função da operação Carne Fraca, em que foi revelado um esquema de adulteração do produto que era negociado no mercado interno e externo, em que atestados de qualidade eram obtidos por meio de corrupção de funcionários daquele governo.

Em uma publicação da Folha de São Paulo no dia 4 de novembro, o governo americano negou a abertura de seu mercado à carne bovina in natura do Brasil depois do resultado de uma inspeção técnica comandada pelo Departamento de Agricultura no Brasil.

Fonte: Folha de S. Paulo

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