Conheça mais sobre o projeto ‘Mulheres na Conservação’

conheça mais sobre o projeto ‘mulheres na conservação’

O “Mulheres na Conservação” está presente em diversas plataformas e conta a história e a personalidade de mulheres que são destaques em projetos ambientes no Brasil

A dupla Neiva Guedes e Patrícia Médici foram as primeiras personagens do projeto Mulheres na Conservação. A série de reportagens conta com apoio da Fundação Toyota do Brasil e revela a história e personalidade de mulheres que vivem em função de preservar espécies ameaçadas da fauna brasileira.

As heroínas da natureza são acompanhadas pela jornalista Paulina Chamorro, que narra suas trajetórias e dia a dia. O projeto também acaba contando os desafios de ser uma conservacionista e quais são os desafios e vantagens de ser uma mulher neste cenário.

Mulheres na Conservação – plataformas

A série de reportagens Mulheres na Conservação pode ser acessada por meio múltiplas plataformas, como o site da National Geographic Brasil, no portal CicloVivo, em uma websérie e também atravé de PodCast. A dupla Patrícia e Neiva são as personagens que já ganharam episódios.

As imagens do programa são feitas por João Marcos Rosa e os vídeos por Bruno Magalhães, da empresa Niltro Histórias Visuais. As trajetórias dessas incríveis mulheres são inspiradoras, explica a Paulina:

“Ter o projeto em várias plataformas e veículos, garante que a gente consiga mostrar vários lados destas narrativas e destas personagens.”

Conquistas femininas

Não são só as conquistas como uma das Mulheres na Conservação, que Neiva Guedes agrega à sua vida, ela também foi reconhecida e indicada ao prêmio “Faz Diferença”, uma iniciativa do jornal O Globo, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ela concorre na categoria “Sociedade/Ciência e Saúde” por ter tirado as araras azuis da lista de animais em extinção com um trabalho de mais de 30 anos em defesa da espécie.

Mais uma personagem

Agora a série de reportagens Mulheres na Conservação vai contar a história de outra heroína do meio ambiente: a bióloga Beatrice Padovani, que é uma das mais importantes especialistas em conservação marinha do país.

Em parceria com pescadores e comunidades litorâneas, ela também é uma mulher que assumiu o protagonismo e hoje trabalha duro para salvar recifes de corais, manguezais e espécies de peixes.

A trajetória de Beatrice já está disponível na National Geographic Brasil e em breve estará no site CicloVivo e também nas várias plataformas do projeto Mulheres na Conservação; fiquem ligados.

Fonte: portal CicloVivo

*Foto: Divulgação / João Marcos Rosa – NITRO

Falhas em duas etapas de verificação originaram erros no Enem

falhas em duas etapas de verificação originaram erros no enem

Exigência do edital do Enem é contrariada por erro, que também conta com fiscalização do Inep

Empresa responsável pela impressão das provas do Enem 2019, a gráfica Valid teve falhas em duas etapas que tinham o dever de identificar a dissociação entre candidatos e suas respectivas cor de exames. O erro vai contra a exigência do edital que rege a contratação da companhia.

Enem – entenda os erros

Em contrapartida, a gráfica se justificou em forma de ofício, que foi enviado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em seguida, o documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com o atual governo, 5.974 que realizaram a prova receberam notas erradas do Enem 2019. No entanto, o “equívoco” só foi verificado na sexta-feira passada (17), após a divulgação oficial dos resultados e de uma série de reclamações de estudantes por meio das mídias sociais.

No início, de acordo com afirmação de Alexandre Lopes, presidente do Inep, na segunda-feira (20): “erro aconteceu na fase de impressão, que gerou informação equivocada”.

Houve problemas nos códigos de barra de identificação do gabarito, durante a impressão, que diz respeito à relação do candidato e a cor da prova realizada pelo mesmo.

Também existe um protocolo operacional para que inconsistências como essas sejam avaliadas e corrigidas antes do envio dos dados para a correção. Porém, esse sistema falhou em duas etapas: nos processos de verificação da associação entre o aluno e a cor do exame. Mesmo que o sistema constatava que tinha um desvio, ainda assim não foi gerado um arquivo digital para enviar os casos para uma nova análise. Esta nova fase de análise é chamada de células de reprocesso.

No entanto, houve um segundo problemas nas tais células de reprocesso, em virtude de uma instabilidade em um sensor específico de leitura dos cadernos de prova, que deixou passar os erros. A confusão só foi apurada pela gráfica após ter sido acionada pelo Inep, segundo consta no documento da Valid:

“Nesta fase do processo, e especificamente no segundo dia de aplicação, após sermos acionados pelo Inep, foi identificada uma instabilidade em um sensor específico de disparo de leituras dos cadernos de prova.”

Cores da prova

Na prática, essa dissociação fez com que participantes tenham realizado a prova amarela, por exemplo, mas tenham tido o gabarito corrigido como a prova branca. Vale ressaltar que a ordem das questões altera conforme a cor do exame.

No edital, é mencionado que na contratação da gráfica, no caso a Valid, é exigido que a empresa possua um equipamento para identificar falha ou duplicidade.

A gráfica necessita ter em suas instalações um “sistema de inspeção de produção de produtos de segurança, através de tecnologia digital, que realize a verificação dos impressos com aplicação de dados variáveis, evitando falta ou duplicidades”.

Além disso, a empresa é obrigada a se responsabilizar “pelos vícios e danos decorrentes da execução do objeto”.

Inep

Em contrapartida, o Inep deve “acompanhar e fiscalizar a execução dos serviços, por meio dos servidores designados como representantes da administração, exigindo seu fiel e total cumprimento”. A explicação também consta do trecho do termo de referência.

Esta foi a primeira vez que a Valid imprimiu as provas do Enem e tal empresa não possuía experiência em serviços dessa proporção, em que 3,9 milhões de pessoas participaram do exame. Em 2019, a gráfica que imprimia as provas desde 2009, a RR Donnelley, declarou falência em março de 2019.

Em vez de realizar um novo certame, o governo Bolsonaro preferiu contratar a segunda colocada desta última licitação. A Valid foi contratada por R$ 151,7 milhões. Trabalhadores do Inep relataram no decorrer do ano passado riscos de problemas com a gráfica, e todos eles sempre foram minimizados pelo governo.

A Valid não se pronunciou até o momento. O presidente do Inep garante que a nota de todos os participantes foram recalculadas na intenção de procurar por inconsistência.

Para afastar a probabilidade de troca de gabaritos, técnicos do órgão também calcularam, de acordo com ele, as notas com todos os gabaritos possíveis.

Com a conclusão desse processo, o Inep chegou ao número de participantes prejudicados, que tiveram suas notas modificadas.

O instituto recebeu 172 mil reclamações da nota e o governo já foi acionado pela Justiça, para responder a uma série de questionamentos.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Inep

Superagro termina mais uma edição amanhã

superagro termina mais uma edição amanhã

Começou na terça-feira (21), mais uma edição do Superagro, promovido pela Agro100 e mais 65 empresas do mercado agrícola. Durante os preparativos, a expectativa era atrair mais de 5.500 visitantes e negociar mais de R$ 160 milhões em insumos, máquinas e equipamentos. O evento termina amanhã (23), no Centro de Tecnologia da Agro100, situado na Estrada da Cegonha, Km 3, em Londrina, no Paraná.

Durante este período de três dias 24 hectares de área com lavouras de demonstração, estandes, espaços temáticos, auditório e muita tecnologia de ponta do agronegócio ficaram à disposição dos visitantes.

Superagro 2020

O Superagro é um dos principais eventos de disseminação de tecnologia, voltado aos produtores rurais das mais de 200 cidades do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde empresa Agro100 opera com suas 43 filiais e mais de 180 técnicos de campo.

Sobre isso, o diretor de Marketing & Clientes da Agro100, Carlos Gajardoni afirmou à imprensa:

“Estamos num momento muito positivo para agricultura, a relação de troca de insumos por grãos está em um dos melhores patamares dos últimos 10 anos e vamos demonstrar e oferecer o que existe de melhor para a condução das suas lavouras, com alta eficiência agronômica e custos competitivos. É o melhor momento de fazerem o planejamento das próximas safras de soja e milho, já fechando uma solução de insumos e serviços e travando seu custo de insumos, garantindo a estabilidade do custo de produção e rentabilidade da atividade através do sistema de barter (troca).”

Realização do evento

Toda edição do Superagro é realizado sempre no mês de janeiro pela companhia Agro100 e mais de 65 empresas do agronegócio, no Centro de Tecnologia Agronômica da empresa, localizada Estrada da Cegonha, Km 03, em Londrina.

O evento é uma grande apresentação de tecnologia e soluções ao agricultor em 24 hectares (12 deles sob um pivô de irrigação) de campos de demonstração de cultivares, agroquímicos e técnicas de manejo de lavouras; exposições de máquinas, equipamentos e veículos; tecnologia digital aplicada ao campo.

Além disso, o Superagro promove o Espaço Mulher com palestras empresariais e também oficinas para esposas e filhas de agricultores que escolherem por não participar do circuito tecnológico; Espaço Ciência e Tecnologia, com palestras e orientação técnica da Embrapa, Iapar, Emater e Adapar; o espaço da Universidade Corporativa Agro100 UCA100 com nosso programa de sucessão, Agro100 Líderes do Futuro, o espaço de Clientes Clube100 e nossa Central de Negócios, onde os produtores podem fazer a troca de insumos por grãos, garantindo a estabilidade nos custos de produção para os próximos plantios.

Superagro – programação

– 8h00 – Recepção de visitantes e circuito tecnológico

– 8h00 e 12h00 funcionamento das oficinas do Espaço Mulher.

– 11 horas abertura da praça de alimentação, a central de negócios e os estandes do espaço de veículos, máquinas e implementos.

– 14h00 e 15h00 palestras técnicas no Espaço Ciência e Tecnologia pela Embrapa, Iapar, Emater-PR e Adapar.

– E todos os dias, a partir das 17h00, serão feitos sorteios de prêmios no espaço de convivência do evento.

Fonte: Revista Rural

*Foto: Divulgação

Suporte ao Windows 7 é suspenso pela Microsoft

suporte ao windows 7 é suspenso pela microsoft

Desde terça-feira (14), o serviço deixou de ser oferecido ao Windows 7

O sistema operacional para computadores Windows 7, um dos mais populares da história da web, deixou de possuir suporte técnico da Microsoft desde a última terça-feira, dia 14.

Windows 7 – o que muda sem o suporte operacional

A partir desta data, o sistema deixou de receber atualizações. Isto significa que quem possui o Windows 7 e continua usando, estará mais vulnerável a ataques de hackers.

De acordo com o site Net Market Share, 26,6% dos computadores do mundo todo segue operando com Windows 7, mesmo após a divulgação da Microsoft já ter alertado há mais de um ano que deixaria de atualizá-lo no início de 2020.

No entanto, a empresa recomenda àqueles que permanecem utilizando este sistema operacional que o atualizem para um sistema operacional mais recente, caso tenham um computador comprado há menos de três anos. Se não for esta a situação, a Microsoft indica a compra de uma nova máquina.

Em suma, assim como aconteceu anos atrás, quando o popular Windows XP deixou de ser atualizado pela empresa, a decisão de deixar de atualizar o sistema operacional deixará os usuários que optarem por não realizá-la, mais suscetíveis a possíveis vírus, trojans e ainda serem atacados por hackers.

Windows 10

Conforme dados de dezembro de 2019, mais da metade dos computadores do planeta utiliza o sistema operacional Windows 10.

Já os outros 25% são constituídos por usuários de Macs (Apple), de Linux, de alguns remanescentes do Windows XP, que insistem em não abandoná-lo e de Windows 8 e 8.1, que nunca ganharam popularidade entre os consumidores da Microsoft.

Principal motivação

Para a imprensa especializada, o principal motivo que explica o número de pessoas que continua usando o Windows 7 é a satisfação geral dos usuários com o sistema. Além disso, a impressão negativa que parte deles tiveram ao utilizar o Windows 10 também é um fator relevante por optarem em seguir com o antigo sistema operacional.

Mesmo a Microsoft deixando de ofertar a assistência técnica para o Windows 7 ao público em geral, a empresa continuará promovendo suporte a companhias e órgãos governamentais que optem por manter o sistema e estejam dispostos a custear o serviço.  

Fonte: Revista Exame

*Foto: Divulgação / Reuters

Prefeitura de SP dará R$ 215 para famílias comprarem uniformes

prefeitura de SP dará R$ 215 para famílias comprarem uniforme

Com a licitação cancelada, o órgão enviará cartões às escolas para providenciarem a compra dos uniformes em fevereiro, e as aulas começam no dia 5

Depois de cancelar a licitação que visava a compra de uniformes escolares, a Prefeitura de São Paulo aprovou a liberação de R$ 215 para cada aluno para que seus pais comprem a vestimenta diretamente em lojas cadastradas pela Secretaria da Educação.

Compra de uniformes – como será

O valor aprovado será disponibilizado por meio de cartões bancários enviados às escolas em fevereiro, e no dia 5 terá início as aulas.

Já está em andamento o credenciamento dos estabelecimentos capacitados para atender estes alunos e vender os uniformes. De acordo com Bruno Caetano, secretário da prefeitura, as lojas espalhadas por toda a capital paulista, serão visitadas para avaliar a procedência e o preço desses produtos, além de também atestarem sua qualidade.

A decisão foi divulgada pela gestão Bruno Covas (PSDB), depois de 20 companhias participarem do processo de licitação para a entrega dos uniformes serem desclassificadas. O motivo é que todas elas não cumpriram as especificações exigidas no edital ou por terem sido reprovadas nos testes de qualidade.

Também foram constatados que os tênis machucavam os pés e os agasalhos apresentaram abertura muito larga para o capuz.

Fases de recurso da concorrência foram encerradas

Além disso, a licitação determinava que cada aluno receberia uma calça, cinco camisetas, uma bermuda, um moletom, uma jaqueta, cinco pares de meia e um par de tênis, para um total de 660 mil estudantes. O gasto estimado para toda esta compra era de R$ 130 milhões.

O uso do cartão bancário no valor de R$ 215 para aluno adquirir os uniformes será utilizado pelas respectivas famílias da forma que achar melhor.

Demanda de uniformes de 2017 e 2018

Os uniformes entregues pela prefeitura às escolas municipais chegaram com problemas nos anos de 2017 e 2018. As reclamações foram inúmeras, desde os tamanhos que estavam errados até a fragilidade das peças e falta de conforto.

Depois das queixas chegarem à prefeitura, o município optou por alterar as especificações das vestimentas, trocando o tactel por poliéster e aumentando a espessura dos tecidos, e também modificou os calçados para melhor durabilidade e qualidade.

Vagas em creches

No fim de 2010, a gestão Bruno Covas divulgou outra medida de transferência de recursos na educação: a aquisição de vagas em creches particulares.

O projeto de lei realizado pela prefeitura prevê um custo de R$ 727 por criança. A ação é direcionada comente a crianças em situação de vulnerabilidade.

Com isso, os pais e mães ou responsáveis legalmente deverão inscrever as crianças num cadastro e caberá à prefeitura distribuir a demanda.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Governo paulista libera R$ 1 bi para reforma de escolas

governo paulista libera R$ 1 bi para reforma de escolas

Valor destinado a reformas e manutenção das escolas está abaixo do de 2014

O governo do estado de São Paulo informou ontem (9) a liberação de R$ 1 bilhão, destinado a melhorias na infraestrutura em escolas da rede estadual.

Desse montante, R$ 630 milhões já foram depositados nas associações de pais e mestres (APMS) de 5.004 instituições de ensino.

Escolas –agilidade sem burocracia

De acordo com a secretaria da Educação, sob gestão de Rossieli Soares, o objetivo é que os serviços de melhorias sejam realizados com maior agilidade e sem burocracia.

A aprovação do repasse surge em ano de eleições municipais e acontece depois de uma drástica redução de recursos orçamentários e, portanto, não atinge o valor destinado em 2014 para reforma e manutenção de unidades escolares, que foi de R$ 1,79 bilhão (em valor corrigido pela inflação).

Conforme informações da gestão João Doria (PSDB), 754 escolas serão totalmente reformadas em 2020.

Destas instituições, 70 integram o programa Escola + Bonita, que prevê a pintura de fachadas, entre outros serviços.

Manual de Pintura

Vale lembrar que o apontamento de cores semelhantes às do partido do atual governador de São Paulo levou a Justiça a suspender os trabalhos de pintura no fim de 2019.

No “Manual de Pintura – Escolas Estaduais Paulista 2019” norteia que 40% das fachadas dos colégios sejam pintadas de azul e amarelo: aproximadamente 30% da primeira cor e 10% da outra. Os 60% restantes devem ser na tonalidade branca e de elementos estruturais, como pilares e vigas, tom de concreto.

A cor verde e o tom de areia também são recomendados para outras áreas das escolas, como grades, portões e janelas.

Em caráter prioritário, as 70 escolas do programa demandam, de acordo com o governo estadual, serviços de maior complexidade, e em virtude disso possuem prazo de término entre 90 e 270 dias. Já as outras 284 unidades receberão reformas emergenciais com duração de 60 a 120 dias.

Novo mobiliário

Novo mobiliário

Além disso, o governo paulista também divulgou ontem a aquisição, por mais de R$ 200 milhões, de novo mobiliários destinados a 3.400 escolas, o que inclui itens como pincel anatômico, quadros brancos, que substituirão as lousas tradicionais, que utilizam giz.

No entanto, Élida Graziane, procuradora do Ministério Público de Contas do estado de São Paulo, avalia a medida como temerária, em relação ao governo optar por realizar os repasses para as reformas em escolas por meio das APMs, em virtude que possa haver risco de burla ao dever de licitar.

Ela acrescenta ainda que, ao descentralizar os recursos, pode-se perder a chance de contratar serviços mais baratos pelo ganho de escala.

Escolas – recebimentos dos kits

O governo estadual também divulgou que as escolas da capital e da Grande São Paulo receberão os kits com material escolar até o dia 3 de fevereiro, quando é iniciado o ano letivo.

Nos colégios do litoral e do interior, os materiais deverão chegar até o dia 13 de fevereiro.

No ano passado, foi registrado um atraso na entrega dos kits, que não foram licitados na gestão anterior, de Mário França (PSB).

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Cará amazonense vira embalagem de alimentos

cará amazonense vira embalagem de alimentos

Invenção é de uma pesquisadora da região que usa o cará em substituição ao plástico convencional para acondicionar alimentos

O cará amazonense chega para tornar sustentável a produção do chamado biofilmes (filmes finos fabricados a partir de materiais biológicos). Alimentos como mandioca, goiaba e até mesmo a casca da banana e da laranja pode virar matéria prima para esta finalidade.

Quem afirma tudo isso é a engenheira agrônoma Ana Cecília Nina Lobato. Ela apostou no cará (Dioscorea trifida) e com isso conquistou visibilidade nacional.

Cará amazonense

O objetivo de Ana Cecília é criar um material capaz de acondicionar alimentos e que seja uma alternativa em relação ao plástico tradicional derivado do petróleo.

A engenheira escreveu uma tese de mestrado, em que parte dela diz respeito ao biofilme, produzido a partir da fécula do cará, que é um tubérculo encontrado em abundância no Norte e Nordeste do país.

O projeto foi feito em forma de colaboração entre a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). E também participaram do experimento os pesquisadores: Carlos Victor lamarão Pereira, Albejamere Pereira de Castro e Francisca das Chagas do Amaral Souza.

Além disso, a utilização deste material possui vários benefícios, entre os quais: seu plantio ser resistente à seca, em que é exigido pouca adubação e ainda exclui o uso de agrotóxico em cultivos menores.

Como é feito o processo

A extração da fécula do cará, como explica Ana Cecília, eles foram lavados, descascados, cortados, triturados, filtrados e submetidos à fermentação por um período de 14 e 21 dias. Após isso, o material passou por uma filtração e decantação por 48 horas. Já para a elaboração dos filmes, foram misturados água, amido e glicerol, onde foi variada a concentração de glicerol que atua como um agente plastificante.

A pesquisa desenvolveu dois tipos de materiais: na forma mais espessa e outro em gel. Resistentes à umidade e comestíveis, os produtos resultantes agregam potencial para chegar ao mercado.

Quando está em condições favoráveis, o biofilme de cará leva quase dois meses para sofrer o processo de degradação em meio à natureza, ou pode ser ingerido junto ao alimento embalado. De todo jeito, caso venha a ser descartado do modo errado não impactará danos aos animais, por exemplo.

Revestimentos comestíveis

A pesquisadora ainda ressalta em seu estudo que o “uso de revestimentos comestíveis representa grande vantagem econômica evitando a necessidade de armazenamento dos produtos em atmosfera controlada, diminuindo custos operacionais e de equipamentos”.

Portanto, além de diminuir a utilização do plástico comum, a intenção é que o material com finalidade para embalagem de alimentos in natura eleve a durabilidade dos mesmos, principalmente, em áreas onde frutas e legumes são perdidos facilmente devido às altas temperaturas.  

Agora, o projeto segue em desenvolvimento por Ana Cecília, em seu doutorado e também pelos demais pesquisadores citados acima. O foco do projeto é deixar o filme de cará mais fino.

Fonte: Ciclo Vivo

*Foto: Reprodução / G1

Alcolumbre enxerga dificuldade em privatização da Eletrobras

alcolumbre enxerga dificuldade em privatização da eletrobras

Para parte do Congresso, a privatização da Eletrobras só deve avançar quando apresentar um novo modelo, principalmente em relação ao valor da operação

Em 2020, a proposta do governo para a privatização da Eletrobras entra como uma das prioridades da administração. Contudo, ela deve enfrentar problemas no Congresso caso a operação permanecer como está atualmente. No dia 20, Dani Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, afirmou ter contabilizado 48 senadores a favor da Frente Parlamentar do Norte e do Nordeste, que resiste à proposta. Ele justifica que o maior empecilho é a receita que o poder público terá com a venda, em função de seu alto valor de mercado. Sobre isso, o parlamentar explicou:

“Como o governo vai vender algo que vale R$ 120 bilhões por R$ 15 bilhões? É a isso que a maioria se posiciona contra. O Brasil não pode perder. Esse é um patrimônio dos brasileiros.”

Eletrobras – necessidade de novo modelo

Para boa parte do Congresso, a privatização da Eletrobras só deve avançar quando apresentar um novo modelo, principalmente em relação ao valor da operação. Em outubro, houve uma articulação no Senado a fim de colocar à venda primeiro os Correios, já que a decisão de passar a gestão da empresa de energia elétrica não alcançou popularidade entre os parlamentares. Existe ainda a preocupação de que a autorização do projeto de lei (PL) que trata da privatização da estatal possua reflexos nas eleições municipais do ano que vem, em que boa parte dos congressistas estará envolvida.

De passagem pelo Rio de Janeiro, em uma palestra, Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras, ressaltou sobre a expectativa de que a PL nº 5.877/2019 seja reforçado no primeiro semestre de 2020 e ainda defendeu a privatização como forma de expandir os investimentos no setor energético:

“O que a gente espera é que o PL seja aprovado no primeiro semestre”, disse Ferreira Júnior, que acrescentou: “Não vai se misturar com a eleição, que é no segundo semestre.”

Ações da estatal de energia elétrica

O PL foi encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em novembro. Entre outras questões, a proposta determina que o processo de desestatização será executado através de uma operação de elevação do capital social da Eletrobras, com a venda de novas ações ordinárias, que possibilitam o voto, em bolsa de valores. No entanto, o governo não participaria do processo. Sendo assim, a participação da União no capital social da empresa pública seria diluída, e ela deixaria de ser a acionista majoritária. Hoje, a União detém 51% das ações ordinárias da companhia.

Sobre isso, Alcolumbre reforça que se a estatal mudar o modelo de negócio, pode ser que passe pelo Senado. Ele ainda defendeu que sua manutenção seja concentrada nas mãos do governo, por meio de uma golden share, que é uma ação de classe especial que confere ao governo poder de veto sobre decisões consideradas estratégicas.

Texto

O texto foi elaborado pela equipe econômica, onde fica estipulado que, ao final do processo, nenhum acionista privado poderá possuir mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

O PL admite também que a estatal faça uma segunda oferta de ações de propriedade da União. A privatização não abrangerá a Eletronuclear, que comanda as usinas de Angra 1, 2 e 3, nem a Itaipu Binacional que, por fatores constitucionais, devem ficar sob controle da União.

Fonte: Correio Braziliense

*Foto: Divulgação / Eletrobras

Prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

Publicado semana passada, o edital prevê expansão de 890 para 1.160 radares

A Prefeitura de São Paulo, sob gestão Bruno Covas (PSDB), divulgou no dia 19 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), um edital de licitação para a instalação de mais 270 radares fixos, que adicionados aos 890 já existentes, chegará a um total de 1.160 equipamentos na capital paulista.

Edital – mais radares

Consta do contrato do edital também a manutenção de todo parque de fiscalização eletrônica da metrópole, até a substituição, se preciso for, dos radares já instalados.

A empresar que ganhar a licitação, fiscalizará carros e caminhões em vias públicas, além de oferecer radares com tecnologia suficiente para conseguir multar com maior eficácia as infrações cometidas por motociclistas, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

No entanto, ainda não foram divulgados os prazos para instalação dos equipamentos nem suas alterações.

Mortes em 2018

Pela primeira vez no ano passado, o número de óbitos de motociclistas, em vias públicas superou o de pedestres, sendo 366, ante 439 pessoas a pé.

Desde maio de 2017, a Prefeitura de São Paulo deixou de usar radares estáticos, implantados em caixas de metal, pois acabavam por dificultar a identificação dos equipamentos por parte dos motoristas.

Contratos dos radares

Os contratos de licitação serão divididos em cinco lotes, espalhados pelas cinco regiões da capital paulista, e com prazo de validade de 60 meses. Já o custo previsto pela gestão Covas é de R$ 1,3 bilhão. Porém, cada lote será arrematado pela companhia que apresentar o menor preço.

A pasta ainda não divulgou uma data para início da implantação dos novos equipamentos, logo que for concluído o processo de licitação.

Número de multas cresceu

Depois de sete meses, o número de multas de trânsito aplicadas na metrópole voltou a crescer, em relação ao mesmo período de 2018. Em agosto deste ano, de acordo com dados anunciados pelo portal Mobilidade Segura da gestão Bruno Covas (PSDB), foram 910.266 infrações autuadas. Já no ano passado, este número foi de 901.216. cerca de 10 mil a menos.

Desde o dia 16 de dezembro, entraram em operação novos radares em quatro túneis de São Paulo. Os equipamentos foram instalados nos túneis: Ayrton Senna 2 (sentido Ibirapuera); passagem Franklin Roosevelt (sentido Lapa); Max Feffer (sentido Centro); e Maria Maluf (nos dois sentidos).

Fonte: Agora São Paulo

*Foto: Divulgação / Rivaldo Gomes – Folhapress

BNDES lança fundo de R$ 160 milhões para financiar IOT

bnds lança fundo de R$ 160 milhões para financiar iot

BNDES conta com a parceria da Qualcomm Ventures, braço direito de investimentos da empresa Qualcomm nesta empreitada, que visa também apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A

O BNDES em parceria com a Qualcomm Ventures lançou um fundo com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de Internet das Coisas no Brasil e também pretende apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de IoT no Brasil, o fundo irá apoiar startups em estágio inicial (capital semente e financiamento de série A).

BNDES – investimento

BNDES – investimento

O BNDES e a Qualcomm pretender investir 50% do valor total esperado para o fundo, correspondente a R$ 80 milhões. O restante deve vir por meio de outros investidores convidados, na intenção de atingir o valor integral. O fundo será comandado por um gestor profissional a ser selecionado por ambas as empresas por meio de um edital de seleção, que está disponível no site do banco estatal. Os gestores de fundos de investimentos em participações poderão enviar suas propostas até o dia 7 de fevereiro de 2020.

Segundo o presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, a criação desse fundo está alinhado com a visão estratégica da companhia em incentivar o ecossistema de IoT no Brasil. Em declaração ao site Tiinside, ele afirmou:

“Além do aporte financeiro, contribuiremos também com nossa expertise em IoT, afinal estamos desenvolvendo tecnologias nesse campo há pelo menos uma década”.

Política de investimentos

O fundo tem por política de investimentos o de contemplar companhias com aplicações de hardware, software e análise de dados, ligadas às áreas estratégicas, como a Indústria 4.0, as cidades inteligentes, além dos setores de saúde e agronegócio, e o IoT residencial.

Além disso, o fundo do BNDES e Qualcomm segue a linha do Plano Nacional de Internet das Coisas, que é uma política pública lançada em junho deste ano, com o intuito de desenvolver o ecossistema de IoT no país. Ele também está alinhado com a nova regulamentação da Lei de Informática, que possibilita que empresas produtoras de eletrônicos invistam recursos incentivados em Fundos de Venture Capital.

Fonte: site Tiinside

*Ilustração: Divulgação