Mesmo em queda na receita, Cyrela cresce 28,5% no lucro do 4º tri

mesmo em queda na receita, cyrela cresce 28,5% no lucro do 4º tri

A construtora e incorporadora Cyrela registrou alta em seu lucro durante o quarto trimestre, mesmo em um período de vendas menores, a empresa foi beneficiada pela fraca base de comparação anual.

A empresa anunciou ontem (19) que obteve lucro líquido de R$ 149 milhões entre os meses de outubro e dezembro, o que equivale a uma quantia 28,5% a mais em relação a mesma etapa de um ano antes. Com isso, o número veio pouco acima dos R$ 140,7 milhões da previsão média de analistas consultados pela companhia Refinitiv.

Cyrela aumenta receita líquida do trimestre

Já a receita líquida do trimestre, de R$ 1,23 bilhão, foi 7,4% menor no comparativo anual. Isso reflete um desempenho mais fraco em empreendimentos do programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida. O projeto não possuía contrato de crédito assinado e por isso não obteve lançamentos reconhecidos no trimestre.

Em janeiro deste ano, a Cyrela tinha informado  resultados preliminares, que evidenciaram uma queda de 15,5% nas vendas do trimestre, no valor de R$ 2,06 bilhões.

Como foi o quarto trimestre

Em contrapartida, a Cyrela apresentou geração de caixa de R$ 245 milhões no quarto trimestre, montante bem acima dos R$ 137 milhões do ano anterior.

Porém, em relação à dívida líquida da construtora marcou R$ 851 milhões no final do ano passado, com alta de 22,3% em três meses.

No relatório em que foi mencionado os problemas gerados pela pandemia do novo coronavírus, a Cyrela afirmou ter “sólida posição de caixa e alavancagem confortável, o que garante tranquilidade na condução dos negócios em um ambiente mais incerto”.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Preços do petróleo voltam a subir e marcam 8%

preços do petróleo voltam a subir e marcam 8%

A valorização do petróleo aconteceu em decorrência da rápida resposta das autoridades norte-americanas

Ontem (10), os preços do petróleo subiram mais de 8%. Com isso, houve recuperação parcial após uma forte queda registrada na segunda-feira (9), que foi a maior em quase 30 anos. Este fator gerou um estímulo econômico e coragem para a compra do produto, mas também de produtores norte-americanos optando por diminuir os gastos, movimento este que pode levar a cortes de produção.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, prometeu na segunda-feira “grandes” medidas na intenção de proteger a economia do país contra disseminação do novo coronavírus. Em contrapartida, o governo do Japão divulgou que pretende gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de medidas com a finalidade de lidar melhor com as consequências do vírus da doença chinesa.

Petróleo não convencional

Enquanto isso, os produtores norte-americanos de “shale” (petróleo não convencional), entre os quais, a Occidental Petroleum, cortou ainda mais os gastos, o que pode acarretar em uma diminuição da produção. Segundo explica John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York:

“Houve uma resposta quase que imediata dos produtores norte-americanos para cortar gastos, o que provavelmente resultará na diminuição da produção de petróleo dos EUA nos próximos meses.”

 Ele ainda acrescentou que “a rapidez dessa resposta ajudou a impulsionar o mercado depois do colapso de segunda-feira”, quando os preços despencaram em torno de 25%.

Contratos futuros

Em relação aos contratos futuros do petróleo Brent, encerraram o dia em alta de US$ 2,86, ou 8,3%, a US$ 37,22 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos avançou US$ 3,23, ou 10,4%, para US$ 34,36 o barril.

Para os operadores, que classificaram a sessão como “inside day”, pois nenhum dos valores de referência tocou as mínimas ou máximas da véspera, afirmaram que os preços aparentar estar agora se consolidando em um novo intervalo.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Grupo Soma começa caminho para IPO

grupo soma começa caminho para ipo

O Grupo de Moda Soma solicitou ontem (28) registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Esta atitude chega em meio  à turbulência recente do mercado financeiro, gerada pela disseminação global do novo coronavírus.

A empresa, que se apresenta como a maior plataforma de moda do Brasil, possui 221 lojas de produtos para as classes A e B, a maior parte delas concentradas em shopping centers. A Soma é proprietária de marcas como Animale, Cris Barros e A.Brand, voltado ao público feminino; Fábula, para crianças; e Foxton, para homens.

Receita do Grupo de Moda Soma

Em 2019, o grupo de moda registrou R$ 1,3 bilhão em receita líquida, que confirma uma alta de 20,5% em relação a 2018, enquanto que seu lucro líquido teve um aumento de 48%, passando para R$ 127 milhões.

Com isso, a oferta expande a fila de companhias que se prepararam para a listagem na B3. Porém, a oferta do Grupo Soma é a primeira a se tornar pública depois da queda das ações no mundo inteiro, em função do crescente temor de danos causados pela epidemia chinesa sobre a economia global. Só o Ibovespa, principal índice de ações do país, já despencou mais de 10% em três pregões.

IPO do grupo de moda

O IPO do Grupo de Moda Soma, que integra ofertas primária e secundária de ações, será comandado por Bank of America, Itaú BBA, JPMorgan e XP Investimentos.

A empresa, criada em 1991, começou com a primeira marca, a Animale, que cresceu apoiada em um ciclo de aquisições. Em relação ao prospecto preliminar da oferta, a Soma disse que planeja utilizar o que captar com a oferta primária (ações novas), cujos recursos vão para o caixa da companhia, com o intuito de abrir mais pontos comerciais e adquirir mais marcas, além de quitar dívidas e dividendos.

Já a oferta secundária (de papéis segurados por atuais sócios) terá em torno de 40 vendedores.

Se for levado adiante os planos desta listagem, o Grupo de Moda Soma terá na bolsa paulista concorrentes setoriais, o que inclui as empresas: Cia Hering, Guararapes, Lojas Renner e Restoque.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Superagro termina mais uma edição amanhã

superagro termina mais uma edição amanhã

Começou na terça-feira (21), mais uma edição do Superagro, promovido pela Agro100 e mais 65 empresas do mercado agrícola. Durante os preparativos, a expectativa era atrair mais de 5.500 visitantes e negociar mais de R$ 160 milhões em insumos, máquinas e equipamentos. O evento termina amanhã (23), no Centro de Tecnologia da Agro100, situado na Estrada da Cegonha, Km 3, em Londrina, no Paraná.

Durante este período de três dias 24 hectares de área com lavouras de demonstração, estandes, espaços temáticos, auditório e muita tecnologia de ponta do agronegócio ficaram à disposição dos visitantes.

Superagro 2020

O Superagro é um dos principais eventos de disseminação de tecnologia, voltado aos produtores rurais das mais de 200 cidades do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde empresa Agro100 opera com suas 43 filiais e mais de 180 técnicos de campo.

Sobre isso, o diretor de Marketing & Clientes da Agro100, Carlos Gajardoni afirmou à imprensa:

“Estamos num momento muito positivo para agricultura, a relação de troca de insumos por grãos está em um dos melhores patamares dos últimos 10 anos e vamos demonstrar e oferecer o que existe de melhor para a condução das suas lavouras, com alta eficiência agronômica e custos competitivos. É o melhor momento de fazerem o planejamento das próximas safras de soja e milho, já fechando uma solução de insumos e serviços e travando seu custo de insumos, garantindo a estabilidade do custo de produção e rentabilidade da atividade através do sistema de barter (troca).”

Realização do evento

Toda edição do Superagro é realizado sempre no mês de janeiro pela companhia Agro100 e mais de 65 empresas do agronegócio, no Centro de Tecnologia Agronômica da empresa, localizada Estrada da Cegonha, Km 03, em Londrina.

O evento é uma grande apresentação de tecnologia e soluções ao agricultor em 24 hectares (12 deles sob um pivô de irrigação) de campos de demonstração de cultivares, agroquímicos e técnicas de manejo de lavouras; exposições de máquinas, equipamentos e veículos; tecnologia digital aplicada ao campo.

Além disso, o Superagro promove o Espaço Mulher com palestras empresariais e também oficinas para esposas e filhas de agricultores que escolherem por não participar do circuito tecnológico; Espaço Ciência e Tecnologia, com palestras e orientação técnica da Embrapa, Iapar, Emater e Adapar; o espaço da Universidade Corporativa Agro100 UCA100 com nosso programa de sucessão, Agro100 Líderes do Futuro, o espaço de Clientes Clube100 e nossa Central de Negócios, onde os produtores podem fazer a troca de insumos por grãos, garantindo a estabilidade nos custos de produção para os próximos plantios.

Superagro – programação

– 8h00 – Recepção de visitantes e circuito tecnológico

– 8h00 e 12h00 funcionamento das oficinas do Espaço Mulher.

– 11 horas abertura da praça de alimentação, a central de negócios e os estandes do espaço de veículos, máquinas e implementos.

– 14h00 e 15h00 palestras técnicas no Espaço Ciência e Tecnologia pela Embrapa, Iapar, Emater-PR e Adapar.

– E todos os dias, a partir das 17h00, serão feitos sorteios de prêmios no espaço de convivência do evento.

Fonte: Revista Rural

*Foto: Divulgação

Ibovespa chega a 30% de valorização no ano

ibovespa chega a 30% de valorização no ano

Valorização do Ibovespa chega em dia de volume gigante

O dia de hoje (18) no Ibovespa foi marcado por um volume gigante e valorização de 30% ao ano, em um fechamento recorde para 2019. Ações de bancos e da Petrobras lideraram o avanço de hoje.

Ibovespa – como foi o dia

O Ibovespa ascendeu 1,51%, a 114.314,65 pontos. A rodada financeira desta sessão somou ainda um volume recorde no valor de R$ 79,6 milhões, incentivado pelo vencimento de escolhas sobre o índice e o índice futuro. O último recorde tinha sido de R$ 47 bilhões, ocorrido em fevereiro deste ano.

Com isso, o mercado financeiro presenciou o começo do que pode ser a corrida da reforma tributária, após a divulgação da implementação de uma comissão mista com deputados e senadores para elaborar um texto de consenso sobre o projeto em no máximo 90 dias.

Reforma tributária

Depois de encontrar com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita em projeções positivas, prevendo que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro se desenvolverá “muito mais” do que 2% no ano que vem.

Ponto de vista semelhante teve o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que diz que seguindo a fase de reformas, o Brasil deverá crescer mais fortemente nos próximos anos.  

Para o chefe de renda variável da Vero Investimentos, Fábio Galdino, há a probabilidade de as agências de classificação de risco elevarem a nota do Brasil em 2020, diante do panorama atual, depois de a S&P elevar a perspectiva para o rating de longo prazo do país na semana passada. E ainda explicou:

“No contexto de hoje, já percebemos uma melhora no humor do investidor estrangeiro, que vem reduzindo o volume de vendas no mercado. Acho que ainda não veremos uma inversão deste fluxo, mas com certeza vai diminuir.”

Em relação ao Ibovespa e o mercado financeiro, seus agentes também estão acompanhando a votação que acontece na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O motivo é a aprovação ou não do impeachment do presidente Donald Trump, que foi alvo de acusações de abuso de poder e obstrução de um inquérito do Congresso.

Porém, de acordo com analistas, mesmo que tenha aval na Câmara, o processo de impeachment não deve passar no Senado americano.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Já é obrigação dos estados e municípios alçarem taxa previdenciária de 14%

já é obrigação dos estados e municípios alçarem taxa previdenciária de 14%

Decisão de taxa previdenciária consta da reforma da Previdência e deve ser cumprida pelos estados e municípios até julho de 2020

Anunciada em novembro, a reforma da Previdência estipula que estados e municípios já aumentem suas taxas previdenciárias de contribuição cobradas de servidores públicos. O prazo limite para o cumprimento da decisão é para julho de 2020.

Taxa previdenciária

A proposta modifica normas de aposentadoria ganhou força e foi autorizada pelo Congresso depois de um acordo que determinava poupar os governos regionais e deixar que estes fossem tratados em uma proposta paralela, a ser debatida em outra ocasião.

No entanto, mesmo que tenha ficado de fora da estrutura central da reforma, assim como nas alterações a respeito da idade mínima para aposentadoria e tempo de contribuição, os entes federativos foram prejudicados por outros pontos que constam no decreto.

De acordo com a portaria publicada nesta quarta-feira (4), o governo determinou, por exemplo, que estados e municípios terão a data limite de 31 julho de 2020 para provar que elevaram as alíquotas previdenciárias de seus servidores em ao menos 14$, como estipula a reforma.

Já os governadores e prefeitos terão duas opções. Ou fixar uma taxa de pelo menos 14%, ou adotar o modelo progressivo da União, com contribuições que variam entre 7,5% e 22%, a depender da remuneração do servidor.

Falta de cumprimento

O ente federativo que não comprovar que adotou a nova regra até fim de julho do ano que vem será punido com a perda do certificado de regularidade previdenciária e ainda poderá ficar sem receber repasses voluntários de recursos da União, e também ser bloqueado em operações de crédito.

Atualmente, a taxa previdenciária mínima é de 11%. A maioria dos entes cobra valores inferiores a 14%. O único estado que já adotou contribuição maior do que o piso é Goiás, que cobra 14,25% de seus servidores.

Na época de tramitação da reforma, parlamentares questionaram o fato de que nem todos os pontos que alcançam estados e municípios foram tirados da proposta. Portanto, tais trechos foram motivos de debate no Congresso, pois deputados defendiam que não tivesse nenhum efeito sobre os entes. Mesmo assim, as mudanças foram aprovadas.

Esclarecimento

Sobre isso, Marlon Nogueira, secretário adjunto de Previdência, esclarece a importância de quem tudo atrelado a estados e municípios ficou de forma desta reforma previdenciária:

“Tem vários dispositivos da emenda constitucional que se aplicam também a estados e municípios. O que ficou de fora são as regras de aposentadoria e pensão por morte. As regras de concessão e cálculo dos benefícios ficaram na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela”.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

750 mil toneladas de trigo terão taxa de importação isenta

750 mil toneladas de trigo terão taxa de importação isenta

Isentar tarifa do trigo significa consolidar o compromisso que o Brasil assumiu junto à OMC

Na semana passada, foi anunciado pelo Ministério da Agricultura que o Brasil implantou uma corta de importação de 750 mil toneladas de trigo por ano isento de tarifas. A medida, por enquanto, tem prazo indeterminado.

Tal cota consolida o compromisso que o Brasil assumiu junto à OMC (Organização Mundial do Comércio).

Implementação da cota do trigo

A implementação da cota do trigo recebeu aval durante uma reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que foi realizada no dia 5 de novembro, conforma nota divulgada pelo ministério.

A pasta ainda ressaltou que com a medida, as importações de todos os países serão favorecidas com a cota, com exceção das provenientes de nações com as quais o Brasil possui acordo de livre-comércio para o produto. É o caso da Argentina, que é a principal fornecedora de trigo para o Brasil, que é isenta de taxas por ser país-membro do Mercosul.

Previsões da Abitrigo

Já era esperada a cota entrar em vigor em 2020, segundo previsões da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo). Com isso, a medida pode favorecer especialmente o cereal dos Estados Unidos, Canadá e Rússia.

Em viagem presidencial ocorrida em março deste ano, Jair Bolsonaro acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil consentiria a importação de no máximo 750 mil toneladas de trigo dos EUA isentas de taxa.

Mercado americano de carnes

A iniciativa seria um dos esforços que o Brasil está fazendo para conseguir entrar novamente no mercado americano de carnes. Tal esforço sempre encontrou resistência dos produtores americanos de proteína animal.

Em meados de 2017, os Estados Unidos suspenderam a compra de carne bovina in natura brasileira, em função da operação Carne Fraca, em que foi revelado um esquema de adulteração do produto que era negociado no mercado interno e externo, em que atestados de qualidade eram obtidos por meio de corrupção de funcionários daquele governo.

Em uma publicação da Folha de São Paulo no dia 4 de novembro, o governo americano negou a abertura de seu mercado à carne bovina in natura do Brasil depois do resultado de uma inspeção técnica comandada pelo Departamento de Agricultura no Brasil.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

STJ diz que motoristas não têm vínculo empregatício com a Uber

stj diz que motoristas não têm vínculo empregatício com a uber

Por decisão do órgão, fica estabelecido que motoristas não são empregados da empresa Uber, e sim microempreendedores individuais que prestam serviço para a mesma e, portanto, não há qualquer tipo de vínculo empregatício

Recentemente, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu por unanimidade que há vínculo empregatício entre motoristas e a Uber. Com isso, fica estabelecido que os condutores são microempreendedores individuais, e não colaboradores da empresa de transporte por aplicativo. Portanto, desde então qualquer disputa legal deve ser encaminhada a um tribunal da Justiça Cível e não da Justiça do Trabalho.

Sobre isso, o ministro Moura Ribeiro justificou em sua decisão:

“Os motoristas de aplicativo não mantêm relação hierárquica com a empresa Uber porque seus serviços são prestados de forma eventual, sem horários pré-estabelecidos e não recebem salário fixo, o que descaracteriza o vínculo empregatício entre as partes”.

Não há vínculo empregatício

Ribeiro ressalta que a modalidade de economia compartilhada é uma novidade no mercado, em que os aplicativos de companhias de tecnologia funcionam como intermediários para quem quer prestar serviços a outras pessoas, e isso engloba o trabalho prestado pela Uber, em parceria com motoristas, sem ter vínculo empregatício.

Portanto, o ministro ainda diz que a Uber não será obrigada a pagar direitos trabalhistas aos motoristas, quem envolveriam questões, como: aviso prévio, férias, FGTS e multa rescisória.

Com isso, o Superior Tribunal de Justiça também determinou que o órgão responsável por resolver possíveis disputas entre a companhia de app e motoristas é a Justiça Cível. Pois, se houvesse vínculo empregatício, estas ações seriam encaminhadas à Justiça do Trabalho. A decisão foi de comum acordo entre todos os ministros que fazem parte da Segunda Seção do STJ e que se tornou pública no início de setembro.

Decisão do STJ

A decisão foi proferida baseada em um caso que foi o primeiro deste tipo a ser levado a um tribunal superior no país. Com isso, outras ocorrências devem ser influenciadas em instâncias de primeiro e segundo grau. Mais de 250 processos na Justiça do Trabalho já definiram que não há vínculo empregatício entre a companhia e condutores parceiros, de acordo com informações da própria Uber.

A partir disso, o STJ avaliou o vínculo entre motoristas e a empresa de transporte por aplicativo, em virtude de um processo que já tramitava na Justiça estadual de Minas Gerais. A ação foi movida por um motorista que havia sido suspenso da plataforma da empresa sob alegação de má conduta de comportamento e da utilização do app. Com isso, o condutor resolveu mover um processo por danos morais.

Todavia, o tribunal estadual não se analisou capaz de julgar tal caso por compreender que se tratava de uma relação de trabalho. Portanto, o processo foi parar na Justiça do Trabalho, que também renunciou a decidir o caso. Pois, para ela não havia vínculo empregatício entre as partes. Consequentemente, o caso foi parar nas mãos do STJ.

Fonte: Tecnoblog

*Foto: Divulgação

99 e Uber faturam quase o mesmo que transporte público em SJC

99 e uber faturam quase o mesmo que transporte público em sjc

Faturamento próximo já é uma realidade de companhias como 99 e Uber, em relação ao transporte público de São José dos Campos (SP)

Empresas que dispõe serviço de transportes privado por aplicativo, como 99 e Uber têm faturado quase o mesmo que as tradicionais companhias de ônibus municipais da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. A afirmação é do prefeito Felício Ramuth (PSDB).

99 e Uber

A cidade só dispõe dos serviços de transporte por app das empresas 99 e Uber. Juntas, elas conseguem fatura aproximadamente R$ 14 milhões por mês. Já os ônibus urbanos, em que 390 veículos circulam por toda área do município, arrecadam R$ 15 milhões em tarifas por mês.

De acordo com Ramuth, em declaração ao jornal Folha de S. Paulo:

“A tendência é que os aplicativos ultrapassem o total faturado pelas empresas de transporte público coletivo até o fim do ano”.

Apps x transporte público

São José dos Campos possui atualmente 713 mil habitantes. Com isso, a utilização dos apps 99 e Uber têm aumentado. Em contrapartida, a procura por transporte público tem sido menor. Do início de 2017 para cá, a demanda pelo serviço de transporte via aplicativos quadruplicou. No entanto, durante o mesmo período, os ônibus tiveram suas viagens reduzidas entre 12% e 15%.

O prefeito afirma que antes a maioria dos usuários de aplicativos já não utilizavam nem táxi nem ônibus. Com isso, uma parte deles optou pelos carros sob demanda, assim que o serviço entrou em vigor na cidade, do que os veículos da rede pública. No entanto, outros fatores pesam também para a queda do número de passageiros do transporte público. Entre eles, o desemprego e o aumento na tarifa. Pois, 60% das viagens de ônibus são pagas com vale transporte, em São José dos Campos.

Taxas

Uma taxa de 1% sobre as corridas de aplicativos feitas pelas empresas 99 e Uber é cobrada pela cidade. Já as companhias de transporte público são isentas de impostos municipais.

O prefeito ressalta:

“O dinheiro arrecadado dos aplicativos vai para um fundo voltado para a mobilidade, mas é insuficiente para compensar os gastos do sistema de ônibus”.

Prefeitura de São José dos Campos

Diferente da capital paulista, a prefeitura de São José não dá subsídio aos ônibus. Portanto, toda a despesa é coberta pela arrecadação de tarifas.  

A prefeitura prepara a criação de um corredor de ônibus, no intuito de atrair mais passageiros. Além disso, irá adaptar as normas da nova licitação do transporte público. Com isso, haverá possibilidade de abrir espaço para ideias inovadoras, como o transporte por vans chamado via aplicativo. Em 2021, devem entrar em vigor esses novos contratos.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

SP: em uma década, número de indústrias fechadas aumentou

sp - em uma década, número de indústrias fechadas aumentou

Em contrapartida, mais de 4.490 indústrias foram abertas entre janeiro e maio deste ano, mas isso não quero dizer que seja algo positivo para o setor

Maior polo industrial do Brasil, o estado de São Paulo confirmou o encerramento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas entre janeiro e maio. Com isso, o número de indústrias fechadas aumentou e foi o maior já registrado nesta última década, e ainda 12% a mais que o de 2018. As informações são da Junta Comercial.

Estes indicativos revelam que a economia nacional ainda está em fase fraca de recuperação depois do período de recessão entre 2014 e 2016. Sendo assim, o setor acabou reduzindo sua expansão, além de demitir empregados e desativar fábricas.

Número de indústrias fechadas aumentou

Com o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em queda, em um acúmulo de 4,2%, no período de 2014 a 2018, a taxa da indústria de transformação caiu ainda mais em todo país e atingiu 14,4%. As consequências foram graves e impactaram negativamente e, consequentemente, o número de indústrias fechadas aumentou. A afirmação é do economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados.

Indústrias abertas neste ano

Em contrapartida, foram abertas entre janeiro e maio deste ano 4.491 indústrias na capital paulista. Mesmo que tenha registrado neste período mais abertura de empresas do que encerramento das mesmas, isso não quero dizer que seja um saldo positivo. Para o economista, o PIB continuou caindo apesar do surgimentos de novas indústrias. Com isso, houve uma diminuição em produtividade. Ele ressalta que é provável que companhias médias e grandes encerraram suas atividades e eu seu lugar foram abertas unidades de pequeno porte.

Depoimento

De acordo com Caetano Bianco Neto, presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú, diversas companhias de grande porte do setor foram fechadas. Sobre isso, ele ainda afirmou à revista EXAME:

“Quando fecha uma grande, muitas vezes surgem outras três ou quatro micro e pequenas fabricantes, algumas inclusive abertas por ex-funcionários, mas com pouca mão de obra”.

Em meados dos anos 2000, o polo de calçados de Jaú era referência nacional na fabricação de sapatos femininos. Chegou a empregar 12 mil pessoas neste período, diz Bianco Neto. Atualmente, o setor conta com 5 mil empregados. O presidente do Sindicato juntou-se a representantes das cidades vozinhas Birigui e Franca e entregaram um plano de recuperação para a indústria de calçados ao atual governador do estado, Joao Doria (PSDB).

Das indústrias fechadas

As companhias que encerraram suas atividades neste ano figuram indústrias nacionais e internacionais. A solução de algumas foi transferir as filiais para outras unidades da mesma empresa. A medida teve por objetivo cortar gastos. No entanto, tem as que optaram por encerrar sua produção e gerando muitos desempregados, aos quais, parte deles estão com salários atrasados e também não receberam indenizações.

Setor de autopeças

Na zona oeste de São Paulo, existia até o mês de abril a indústria de autopeças Indebrás. O resultado ainda deixou 150 funcionários sem trabalho. O impacto maior foi em relação a salários atrasados e ainda sem pagamento das rescisões. Com isso, os ex-colabordores acamparam em frente à fábrica durante 48 dias. O caso foi parar na Justiça do Trabalho e que por fim houve um acordo em que a companhia se comprometeu a pagá-los em 18 parcelas mensais.

No entanto, ainda há o medo que a companhia só cumpra as primeiras parcelas e depois suspenda o restante. Pois, casos assim já vieram a público praticados por outras indústrias, ressalta Érlon Souza, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Dificuldade em outras regiões do país

Não é só no estado de São Paulo que a situação das indústrias se agravou. Houve encerramento de atividades em outras cidades do país. É o caso da fabricante de pneus Pirelli que divulgou em maio o fechamento da fábrica de Gravataí (RS), onde 900 pessoas foram demitidas. Com isso, a produção de pneus de motos foi incorporada à de pneus para veículos em Campinas (SP). A empresa promete que no decorrer dos próximos três anos 300 vagas devem ser geradas. A Pirelli justifica o ocorrido como um processo de reestruturação, em função do atual cenário econômico do Brasil.

Empresas que fecharam em 2019

Entre as companhias que encerraram unidades neste ano, estão duas fábricas da PepsiCo, referente às marcas Mabel e Quaker, nos estados de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, respectivamente. Também foram fechadas polos das empresas: Britânia (BA), Kimberly-Clark (RS), Malwee (SC), Nestlé (RS) e Paquetá (BA). Já no ABC paulista, após uma greve e negociações que envolveu a prefeitura de Rio Grande da Serra e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a empresa de autopeças Dura resolveu adiar a decisão de fechar a fábrica em maio. Com esta atitude positiva, 250 funcionários mantiveram seus empregos.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Bloomberg – Marcos Issa