IGP-DI acumula alta em 12 meses e chega a 2,17% em março

igp-di acumula alta em 12 meses e chega a 2,17% em março

IGP-DI acumula alta em 12 meses, batendo 30,63% neste período

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 2,17% em março depois de subir 2,71% no mês anterior. E ainda aliou a descompressão dos preços no atacado, compensando o peso dos combustíveis no varejo.

IGP-DI acumula alta em 12 meses

O dado foi divulgado nesta quarta-feira (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, o resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da agência Reuters de avanço de 2,63%. Sendo assim, o índice passa a acumular alta de 30,63% em 12 meses.

IPA-DI no mês de março

Já no mês de março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que corresponde a 60% do indicador, desacelerou a alta para 2,59%, de 3,40% em fevereiro.

Bens Intermediários

Em relação aos custos dos Bens Intermediários passaram a subir 4,04% em março. Isso após dispararem 6,60% no mês anterior. Na ocasião, houve desaceleração da alta do subgrupo materiais e componentes para a manufatura de 5,51% para 2,44%.

Em contrapartida, a crise na economia atinge diretamente o consumidor, que sofre com a pressão da alta dos preços ficou mais intensa. Isso porque o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, teve alta de 1%, depois de subir 0,54% em fevereiro.

De acordo com o coordenador dos índices de preços, André Braz:

“Os energéticos foram os responsáveis pelo avanço da taxa do IPC de fevereiro para março. As principais contribuições para a aceleração da inflação ao consumidor partiram dos seguintes itens: gasolina (11,05%), etanol (17,33%), tarifa de energia (1,02%) e gás de bujão (4,04%), que juntos responderam por 77% do resultado final do IPC.”

Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou a alta no período a 1,30%, de 1,89% antes.

O que é IGP-DI?

O IGP-DI é utilizado como referência para correções de preços e valores contratuais. Além disso, é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e nas contas nacionais em geral.

*Foto: Divulgação

Itaú prevê Selic a 5.50% no fim do ano diante do acúmulo de incertezas

itaú prevê selic a 5,50% no fim do ano diante do acúmulo de incertezas

Banco revisitou suas projeções para câmbio, juros, inflação e PIB, com isso o cenário pode ter taxa Selic a 5.50%

Nesta sexta-feira (12), o Itaú Unibanco (ITUB4), divulgou o relatório “Aumento de incertezas turva o cenário”. Por meio dele, o maior banco do país, revisou suas projeções para câmbio, juros, inflação e PIB em 2021 e 2022 diante da pandemia.

Taxa Selic a 5.50%

A instituição cita o aumento das incertezas globais e domésticas, assim como a inflação mais pressionada. Além disso, a equipe de economia do Itaú espera agora que a taxa básica de juros Selic feche o ano em 5.50% ao ano. Ou seja, acima dos 5% anteriormente previstos.

Reunião do Copom

A fase de aperto monetário já seria iniciada na próxima reunião do Copom, do Banco Central, na semana que vem. Com o foco de uma alta de 0.50 ponto percentual que levaria a Selic para 2.50% ao ano.

IPCA

Conforme afirmação do Itaú, a inflação ao consumidor medida pelo IPCA ficará em 4.7% em 2021, mais próxima do teto da meta de inflação. Em contrapartida, o centro da meta é de 3.75%, com tolerância de 1.50 ponto percentual, ou seja, até 5.25% ao ano. Antes, o banco estimava que o IPCA terminaria o ano em 3.8%. As alterações foram feitas com base nas cotações mais elevadas do petróleo e no câmbio mais depreciado.

Taxa de câmbio

A taxa de câmbio deve encerrar 2021 com o dólar negociado a R$ 5,30, ante projeção anterior de R$ 5,00; para 2022, a estimativa é que a moeda americana tenha cotação de R$ 5,50 no fim do ano (versus R$ 5,00 anteriormente).

Sobre isso, o relatório do Itaú, assinado pelo economista-chefe Mario Mesquita ressalta:

“Dada a dinâmica da pandemia e suas consequências econômicas e sociais, existe um risco não desprezível de flexibilização adicional do regime fiscal do teto de gastos à frente.”

O economista ainda completou:

“Tal cenário impactaria a já frágil sustentabilidade fiscal brasileira, aumentando o prêmio de risco doméstico, com efeitos negativos sobre juros, câmbio e atividade econômica em 2021 e, predominantemente, em 2022.”

Baixas expectativas de crescimento

Além disso, o relatório do Itaú revisou para baixo as expectativas de crescimento tanto neste ano como em 2022, para 3.8% (ante 4% em previsão anterior) e 1.8% (ante 2.5%), respectivamente.

De acordo com o banco, as projeções tinham três premissas:

  • O avanço da vacinação, com a retomada do setor de serviços;
  • Crescimento global robusto;
  • Manutenção de juros baixos.

O relatório conclui:

“O aumento do risco fiscal e a consequente deterioração das condições financeiras impedem a manutenção dos juros em patamares mais baixos e reduzem a perspectiva de crescimento adiante.”

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Deputados do RJ aprovam auxílio de até R$ 300

deputados do RJ aprovam auxílio de até R$ 300

Auxílio de até R$ 300 no RJ valerão até o final de 2021

Na terça-feira (23), os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovaram a criação de um auxílio emergencial de até R$ 300 no estado do Rio, com validade até o final de 2021.

Auxílio de até R$ 300

Por meio de um auxílio de até R$ 300, o programa pretende atingir famílias abaixo da linha da pobreza. Ou seja, com renda mensal de até R$ 178 por pessoa, e ainda cidadãos que perderam o emprego durante a pandemia, além dos trabalhadores autônomos.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Alerj, o deputado André Ceciliano (PT), e tem o apoio do governador em exercício, Cláudio Castro, para ser implementada. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos deputados.

Vale ressaltar que em outubro, um estudo da FGV chegou a afirmar que o auxílio emergencial reduziu a pobreza do país em 23%.

Projeto segue para sanção do governador

Agora, o projeto segue para sanção do governador, e prevê o pagamento de R$ 200 por beneficiário que se enquadrar nas regras. E ainda um adicional de R$ 50 por filho menor de idade, até o limite de dois filhos.

Porém, o benefício não poderá ser acumulado com o Bolsa Família nem com um novo auxílio emergencial federal. E se o auxílio estadual for instituído antes de uma nova ajuda da União, o beneficiário terá o pagamento suspenso enquanto recebe as parcelas federais.

Fundos estaduais

Além disso, o programa terá fonte de custeio, vindos dos fundos estaduais, que teriam 30% de seus recursos desvinculados. Apenas o Fundo Estadual de Combate à Pobreza, o principal deles, tem arrecadação prevista para 2021 de R$ 4,6 bilhões, dos quais R$ 1,3 bilhão poderia ser destinado ao benefício. Entretanto, para garantir a desvinculação, a Alerj ainda precisa aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que vai permitir o uso dos recursos dos fundos estaduais.

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Infraestrutura brasileira: cresce número de investimentos

infraestrutura brasileira - cresce número de investimentos

Apesar do desejo por maior infraestrutura brasileira, falta planejamento ao país

Com a economia e cenário político desfavoráveis, os investimentos na infraestrutura brasileira crescem. Sendo assim, o setor de indústria totaliza R$ 71,2 bilhões no período de 2021 a 2026. Ou seja, um aumento de 24,7%, em comparação ao período de 2020 a 2025.

Os números são do estudo “Perspectivas do Mercado de Infraestrutura 2021 – 2026”, da consultoria Neoway, e divulgado pela revista EXAME no último domingo (14). O levantamento contempla obras em andamento com previsão de conclusão até o último ano do período indicado.

Como anda a infraestrutura brasileira

Entretanto, a alta desses números da infraestrutura brasileira foi puxada pelo setor de transportes e vias urbanas. Além do setor de energia, que correspondem por 40% e 30% do montante, respectivamente.

E também se trata das obras de parques eólicos, termoelétricas, metrôs e rodovias, que concentram a maioria dos investimentos. Sobre isso, o relatório aponta em um trecho:

“No setor de energia, os investimentos continuam convergindo para energia eólica, que cresce continuamente como matriz energética do país.”

Grandes projetos seguiram na pandemia

Além disso, mesmo em meio à pandemia de Covid-19, os governos não chegaram a recuar nem postergar grandes projetos. Portanto, tudo isso ajudou a atender o crescimento dos números, apesar de ser um cenário adverso. A gerente de produtos da Neoway, Jamila Rainha, que monitora as construtoras e obras do segmento imobiliário, infraestrutura e industrial com abrangência nacional, explica:

“Há para este período uma previsão de obras de grande porte como as do Metrô de São Paulo – a extensão da linha 2 Verde até a Penha -, que está autorizada pelo governo do estado e tem previsão de entrega entre 2025 e 2026”, explica a executiva. “Outros exemplos de fatores que contribuem são projetos como da linha Laranja do Metrô e grandes projetos industriais na área de papel e celulose, que continuam impulsionando investimentos nesse setor.”

Mesmo que demorem ainda um tempo para serem executadas e concluídas, o que o estudo leva em consideração é a projeção de conclusão.

Mas falta planejamento e execução

Todavia, o relatório indica também um aumento de 14% nas intenções de investimentos anunciados para o período de 2021 a 2026, totalizando R$ 882,3 bilhões.

Mesmo com estes números significativos, somente 8% dessas obras de infraestrutura brasileira, em fase de projeto e intenção, possui uma previsão de início. Tal percentual vem do aumento ao longo dos anos. Isto é, o montante de investimento em jogo é real. Mas sua execução depende de vontade, prioridade política e planejamento estratégico.

Setor de transportes e vias urbanas

Assim como nas obras em andamento, o setor de transportes e vias urbanas concentra as intenções de investimento (48,3%), seguido pelo setor energético (20,9%) e da indústria (26,9%). Este último puxado pelos aportes planejados na área de papel e celulose.

Por fim, tanto em relação às obras em andamento, quanto aos projetos e intenções, a região Sudeste concentra a maioria dos investimentos. E ela é puxada pelo estado de São Paulo, seguida pelo Nordeste, que concentra metade dos investimentos em projetos de geração de energia, e do Sul do país.

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Blau Farmacêutica pede IPO para crescer na América Latina

blau farmacêutica pede ipo para crescer na américa latina

IPO da Blau Farmacêutica será coordenada pelo Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual, XP, JPMorgan e Citi

Na última sexta-feira (5), a fornecedora de medicamentos para tratamentos complexos Blau Farmacêutica pediu aval para sua oferta inicial de ações (IPO). O objetivo é captar recursos para a ampliação da empresa na América Latina. Além disso, a farmacêutica expande a fila de empresas de saúdes rumo à B3, na esteira dos efeitos na economia, por causa da pandemia de Covid-19.

Blau Farmacêutica

A Blau Farmacêutica possui sede em Cotia (SP) e é especializada em produtos para tratamento de câncer, doenças sanguíneas e dos rins. Atualmente, ela conta com cinco fábricas no Brasil, além de cinco subsidiárias na América Latina, o que inclui Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai.

Prospecto preliminar

Em seu prospecto preliminar da oferta, a empresa informa que pretende utilizar os recursos da vendas de ações para investir em centros de coleta de plasma nos Estados Unidos. Contudo, ainda acelerar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ampliar sua participação na América Latina e quitar dívidas.

Coordenação

Além disso, a operação será coordenada pelo Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual, XP, JPMorgan e Citi. Todavia, a oferta também servirá para que o único acionista da empresa, Marcelo Hahn, venda uma participação no negócio.

Outras empresas de saúde

Vale ressaltar que o anúncio da Blau Farmacêutica ocorreu dois dias depois da distribuidora de produtos médicos Viveo pedir registro para IPO.

A Rede D’Or de hospitais e a D1000 Varejo Farma entraram para a Bolsa de Valores em 2020. Já a rede de drogarias Nissei espera aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para seguir com seu IPO.

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Terceiro trimestre registra 14.1 milhões de desempregados no Brasil

terceiro trimestre registra 14,1 milhões de desempregados no brasil

14.1 milhões de desempregados correspondem à taxa de 0,8 percentuais abaixo da esperada por especialistas

No final do terceiro trimestre deste ano, o Brasil registrou 14.1 milhões de desempregados. Portanto, isso resulta em uma nova máxima recorde para o período. O aumento também é marcado pela forte procura de trabalho após a flexibilização das medidas de contenção à Covid-19.

14.1 milhões de desempregados na pandemia

Os 14.1 milhões de desempregados durante a pandemia do novo coronavírus provocou sérios danos à economia do país. Sendo assim, o mercado de trabalho será o último a se recuperar de crises, com a taxa de desemprego marcando 14,6% nos três meses até setembro, de 13,3% no segundo trimestre.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O índice registrou o recorde da série iniciada em 2012, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

14.1 milhões de desempregados – taxa ligeiramente abaixo da expectativa

Em contrapartida, a taxa ficou ligeiramente abaixo daquela esperada em um levantamento da agência Reuters junto a especialistas. Por este estudo, a taxa seria de 14,9%.

Ao final do terceiro trimestre, o país tinha um total de 14,092 milhões de desempregados. Ou seja, um aumento de 10,2% em comparação ao período entre abril e junho, e de 12,6% sobre o mesmo período de 2019.

Sobre isso, Adriana Beringuy, analista da pesquisa, explicou:

“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação.”

Pessoas empregadas

Entretanto, o número de pessoas empregadas recuou 1,1% entre julho e setembro sobre o trimestre anterior, e 12,1% na comparação anual. Isto dá uma soma total de 82,464 milhões, menor patamar da série histórica.

Portanto, o nível de ocupação foi de 47,1% no período, que também foi o menor da série, com 47,9% no trimestre anterior. Ainda conforme o IBGE, o nível de ocupação está abaixo de 50% desde o trimestre finalizado em maio. Em suma, isso aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no Brasil.

Setor privado

Em relação aos empregados no setor privado, sem carteira de trabalho assinada, somavam 9,013 milhões nos três meses até setembro, de 8,639 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

Já os que possuíam carteira assinada no período eram 29,366 milhões, de 30,154 milhões antes, de acordo com dados do IBGE.

*Foto: Divulgação/ Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Redução de dívida pode contar com venda de reservas, diz Waldery

redução de dívida pode contar com venda de reservas, diz waldery

Na última sexta-feira (20), Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda, disse que a venda de reservas internacionais é uma ação que está na mira do governo. Isso porque ela pode ajudar a reduzir a dívida bruta. Porém, ele ressaltou que quem decide a respeito é o Banco Central.

Na noite anterior, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que seria possível vender “um pouco” das reservas ao mencionar as medidas que poderiam ser tomadas para reduzir a relação dívida/PIB do Brasil.

Sobre isso, Waldery ressaltou que a fala do ministro “entrou num contexto de uma gestão macroeconômica mais integrada e melhor feita, melhor desenhada”.

Venda de reservas

Waldery tomou como exemplo o ano passado em que a venda de reservas pelo BC colaborou para reduzir a dívida bruta sobre o PIB em aproximadamente 2 pontos. Portanto, as antecipações de recursos do BNDES ao Tesouro colaboraram com recuo de mais 1,2 ponto, afirma o secretário.

Por isso ele defende que “são itens que entram no nosso cardápio de ações” e que o governo também lançará mão desses mecanismos “dadas as intenções, em 2021”.

Reservas internacionais

Ele ainda acrescentou sobre a venda de reservas internacionais:

“Sobre venda de reservas internacionais fala o Banco Central. Sobre ficar atento com o nível de endividamento que se expressa, o Ministério da Economia.”

Então, foram essas duas medidas que ajudaram o governo a fechar 2019 com dívida bruta de 75,8% do PIB, sobre 76,5% em 2018. Embora o déficit primário registrado no ano.

Porém, para 2020, a perspectiva é de que a dívida salte em torno de 96% do PIB, na esteira dos vultosos gastos para enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Orçamento

Todavia, durante coletiva de imprensa, Waldery disse ainda que a equipe econômica conta com a constituição da Comissão Mista de Orçamento (CMO) para apreciação neste ano do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021.

“A Comissão Mista de Orçamento deve ser constituída agora, trabalhamos com essa hipótese. Há incentivos para o Congresso aprovar tanto o PLDO, quanto também caminhar para aprovação do PLOA (projeto da lei orçamentária). Iremos aguardar.”

Congresso

O secretário acredita que o Congresso está ciente da necessidade de apreciação dos dois projetos. Isso porque ambos dão previsão legal pata a execução das emendas dos parlamentares.

*Foto: Divulgação

Novas regras de portabilidade de crédito e débito em conta ficam para 2021

novas regras de portabilidade de crédito e débito em conta ficam para 2021

Decisão do CMN visa maior eficiência ao mercado financeiro quanto à portabilidade de crédito e débito

O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou para março de 2021 o prazo para a entrada em vigor da extensão das possibilidades de portabilidade de crédito e de débito em conta de depósitos e de pagamento aprovadas em novembro de 2019, de acordo com decisão anunciada nesta sexta (23).

Portabilidade de crédito e débito

Segundo o Banco Central (BC), o ajuste tem por objetivo a necessidade de as instituições reguladas “concentrarem esforços”, principalmente na área de tecnologia, além das iniciativas do PIX e do open banking.

Inicialmente previstas para entrarem em vigor mês que vem, as novas regras contam com a permissão para que operações de crédito imobiliário contratadas originalmente fora do Sistema Financeiro de Habitação sejam enquadradas no SFH no momento da portabilidade. Porém, desde que respeitem as normas da modalidade.

Portabilidade do crédito no cheque especial

Além disso, também foi adiada para março a portabilidade do crédito no cheque especial. O objetivo é possibilitar a transferência de dívidas de uma linha de crédito cara para outras modalidades mais em conta, movimentando assim a economia nacional.

Empréstimos com bancos multilaterais

Em relação a recursos obtidos por meio de empréstimos com bancos multilaterais ou agências internacionais de desenvolvimento destinados a operações de repasse, a CMN afirma que também poderão ingressar no país através de contas exclusivamente designadas.

Sendo assim, as instituições financeiras que estruturarem essas operações junto aos organismos multilaterais poderão negociar uma captação de maior vulto. Além de deixar os recursos depositados na conta designada no exterior, e ingressar com os recursos no país gradualmente, à medida que os respectivos projetos forem sendo aprovados.

Nota do Banco Central

Por fim, o Banco Central divulgou em nota que a medida tem o intuito de promover maior eficiência ao mercado financeiro. Portanto, as captações externas para os agentes econômicos financiarem seus projetos no país seriam facilitas.

*Foto: Divulgação/Bloomberg News

Estudo da FGV aponta que auxílio emergencial reduziu a pobreza do país em 23%

estudo da fgv aponta que auxílio emergencial reduziu a pobreza do país em 23%

Nesta sexta-feira (9), um estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), intitulado “Covid, Classes Econômicas e o Caminho do Meio: Crônica da Crise até Agosto de 2020” foi divulgado. E o resultado aponta que o projeto auxílio emergencial reduziu a pobreza do Brasil. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o bônus contribuiu para que 15 milhões de brasileiros saíssem da linha de pobreza até agosto de 2020. Isso refletiu um percentual de 23,7%. A comparação foi feita com os dados fechados de 2019. A definição usada pela fundação caracteriza a pobreza de acordo com a renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo (522,50 reais).

Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, afirma que mesmo que o país ainda registre 50 milhões de pobres depois desta queda, ainda sim este é o nível mais baixo de toda a série histórica.

“De maneira geral, a gente observou um boom social inédito, mesmo comparando com períodos pós-estabilização, que foram períodos de boom social. Em toda a série estatística a pobreza nunca esteve num nível tão baixo, são 50 milhões de brasileiros. A queda foi realmente inédita, de acordo com as séries estatísticas”.

Auxílio emergencial reduziu a pobreza – dados do estudo

Segundo o estudo, o auxílio emergencial reduziu a pobreza na região Nordeste em 30,4%, e em 27,5% no Norte do país. Já no Sul, a redução foi de 13,9%; no Sudeste de 14,2% e no Centro-Oeste a queda na pobreza atingiu 21,7%.

Todavia, a FGV Social ressalta que nestas regiões há maiores parcelas do público-alvo do auxílio emergencial, reforça Neri:

“O Brasil, nos nove meses do auxílio emergencial, até o final do ano, pretende gastar 322 bilhões de reais, cerca de nove meses são nove anos de Bolsa Família, uma injeção de recursos bastante substantivo.”

Mercado de trabalho

Em contrapartida, o pesquisador revela que as camadas com renda acima de dois salários mínimos per capita perderam 4,8 milhões de pessoas na pandemia. Além disso, os dados referentes ao mercado de trabalho demonstram forte retração da economia.

“Houve uma queda de renda de 20%. O índice de Gini teve um aumento muito forte, que é o índice de desigualdade. A renda do trabalho da metade mais pobre caiu 28%. Então guarda um certo paradoxo na pesquisa. As rendas de todas as fontes tiveram um aumento espetacular, principalmente na base da distribuição, enquanto a renda do trabalho, que deveria ser a principal renda das pessoas, teve uma queda igualmente espetacular, especialmente também na base da distribuição. O que explica esse paradoxo é a atuação do auxílio emergencial, que atingiu no seu pico com 67 milhões de brasileiros”.

Auxílio emergencial reduziu a pobreza- camadas intermediárias

Todavia, a queda no topo e a subida na base das classes de renda, as camadas intermediárias registraram um aumento de 21,4 milhões de pessoas. Isso significa quase metade da população da Argentina. Neri também alerta que a redução na pobreza é temporária e tende a ser completamente revertida depois do fim do auxílio emergencial:

 “O boom social ocorrido em plena pandemia é surpreendente, mas enseja uma preocupação porque sua principal causa, que é o auxílio emergencial, generoso, que foi concedido, ele cai à metade agora em outubro, e depois é totalmente extinto em 31 dezembro. Então, nossa estimativa é que esses 15 milhões que saíram da pobreza vão voltar à velha pobreza de maneira relativamente rápida. Isso equivale a cerca de meia Venezuela em termos populacionais.”

Novos programas sociais

Contudo, o estudo da FGV Social indicou que ainda não foram definidos novos programas sociais para contornar a crise atual. E também disse que existem “cicatrizes trabalhistas de natureza mais permanente abertas pela crise”.

Por fim, a questão sanitária preocupa cada vez mais, visto que o segmento mais pobre, público-alvo do auxílio emergencial, conta com taxas mais baixas de isolamento social. Em suma, isso compreende o impedimento das pessoas mais pobres em conseguirem exercer “ações mais ajustadas às necessidades impostas pela pandemia”.

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Sindicato afirma que Volkswagen pode cortar 5 mil funcionários

sindicato afirma que volkswagen pode cortar 5 mil funcionários

Volkswagen não admite o fato, mas afirma que é excesso de mão de obra em razão da pandemia de Covid-19

A montadora Volkswagen abriu negociações com os sindicatos dos metalúrgicos do ABC e da Grande Curitiba para diminuir seu quadro de funcionários no Brasil. A entidade diz que a iniciativa da reunião, realizada ontem (18), partiu da companhia de veículos.

Volkswagen pode cortar 5.000 funcionários

Segundos os sindicalistas, a montadora propõe a diminuição de 35% da mão de obra no Brasil. Atualmente, ela é distribuída em três fábricas no estado de São Paulo e uma no Paraná. O corte corresponderia à demissão de quase 5.000 trabalhadores em distintos setores.

Além de não confirmar este número, a Volkswagen revela apenas que há um excedente de mão de obra, em função da crise na economia gerada pela pandemia de Covid-19.

A montadora também afirma que as negociações com os sindicatos foram abertas. Porém, ainda tenta amenizar a situação por meio de medidas de flexibilização do trabalho.

Flexibilidade de jornada

Segundo os sindicalistas, a montadora apresentou propostas que envolvem: flexibilidade de jornada, corte do reajuste salarial, redução do valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e alterações em benefícios (transporte, alimentação e plano de saúde).

Mercado automotivo brasileiro

No entanto, a Volkswagen esclarece que decisões sobre cortes de pessoal dependem da evolução do mercado automotivo brasileiro. atualmente, a empresa funciona com uma previsão de queda de 40% nas vendas de veículos e de 45% na produção. Estes dados foram levantados pela Anfavea (associação das montadoras).

Nota da motadora

Em nota, a montadora afirma que está “avaliando em conjunto medidas de flexibilização e revisão dos acordos coletivos vigentes para adequação ao nível atual de produção, com foco na sustentabilidade de suas operações no cenário econômico atual, muito impactado pela pandemia do novo coronavírus.”

Sinais de recuperação do setor

Em contrapartida, o setor automotivo tem dado indicativos de recuperação mais rápida do que outros setores da economia do país. Além disso, vem apresentando média diária de vendas que se chegam perto das 8.000 unidades neste mês de agosto. Porém, os resultados atuais não escondem os problemas acumulados nos últimos cinco anos.

Queda nas vendas entre 2014 e 2016

Em suma, isso quer dizer que com a forte queda nas vendas registrada entre 2014 e 2016, resultou em uma ociosidade na indústria automotiva, que superou os 50%. Em razão da pandemia, a lenta retomada que teve início em 2017, acabou sendo interrompida.

Aproximadamente 3.000 postos de trabalho foram cortados na indústria automotiva no decorrer da pandemia, afirma a Anfavea.

Além disso, este índice poderia ser maior se a Renault não tivesse revisto as 747 demissões feitas em julho. E que, por decisão judicial, foi reaberta as negociações com o sindicato da Grande Curitiba. A fábrica da montadora, situada na cidade de São José dos Pinhais, é próxima da planta paranaense da Volkswagen.

GM

Além da Volkswagen, a General Motors também abriu negociações com os sindicatos e apresentou proposta de PDV em São Caetano do Sul (Grande São Paulo) e São José dos Campos (interior de São Paulo).

De acordo com sindicalistas de São José dos Campos e Região, os benefícios oferecidos a quem aderir ao PDV na unidade abrangem: salários adicionais, extensão do plano de saúde e um carro popular Onix Joy.

*Foto: Divulgação/Eduardo Knapp – Folhapress