Já é obrigação dos estados e municípios alçarem taxa previdenciária de 14%

já é obrigação dos estados e municípios alçarem taxa previdenciária de 14%

Decisão de taxa previdenciária consta da reforma da Previdência e deve ser cumprida pelos estados e municípios até julho de 2020

Anunciada em novembro, a reforma da Previdência estipula que estados e municípios já aumentem suas taxas previdenciárias de contribuição cobradas de servidores públicos. O prazo limite para o cumprimento da decisão é para julho de 2020.

Taxa previdenciária

A proposta modifica normas de aposentadoria ganhou força e foi autorizada pelo Congresso depois de um acordo que determinava poupar os governos regionais e deixar que estes fossem tratados em uma proposta paralela, a ser debatida em outra ocasião.

No entanto, mesmo que tenha ficado de fora da estrutura central da reforma, assim como nas alterações a respeito da idade mínima para aposentadoria e tempo de contribuição, os entes federativos foram prejudicados por outros pontos que constam no decreto.

De acordo com a portaria publicada nesta quarta-feira (4), o governo determinou, por exemplo, que estados e municípios terão a data limite de 31 julho de 2020 para provar que elevaram as alíquotas previdenciárias de seus servidores em ao menos 14$, como estipula a reforma.

Já os governadores e prefeitos terão duas opções. Ou fixar uma taxa de pelo menos 14%, ou adotar o modelo progressivo da União, com contribuições que variam entre 7,5% e 22%, a depender da remuneração do servidor.

Falta de cumprimento

O ente federativo que não comprovar que adotou a nova regra até fim de julho do ano que vem será punido com a perda do certificado de regularidade previdenciária e ainda poderá ficar sem receber repasses voluntários de recursos da União, e também ser bloqueado em operações de crédito.

Atualmente, a taxa previdenciária mínima é de 11%. A maioria dos entes cobra valores inferiores a 14%. O único estado que já adotou contribuição maior do que o piso é Goiás, que cobra 14,25% de seus servidores.

Na época de tramitação da reforma, parlamentares questionaram o fato de que nem todos os pontos que alcançam estados e municípios foram tirados da proposta. Portanto, tais trechos foram motivos de debate no Congresso, pois deputados defendiam que não tivesse nenhum efeito sobre os entes. Mesmo assim, as mudanças foram aprovadas.

Esclarecimento

Sobre isso, Marlon Nogueira, secretário adjunto de Previdência, esclarece a importância de quem tudo atrelado a estados e municípios ficou de forma desta reforma previdenciária:

“Tem vários dispositivos da emenda constitucional que se aplicam também a estados e municípios. O que ficou de fora são as regras de aposentadoria e pensão por morte. As regras de concessão e cálculo dos benefícios ficaram na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela”.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

750 mil toneladas de trigo terão taxa de importação isenta

750 mil toneladas de trigo terão taxa de importação isenta

Isentar tarifa do trigo significa consolidar o compromisso que o Brasil assumiu junto à OMC

Na semana passada, foi anunciado pelo Ministério da Agricultura que o Brasil implantou uma corta de importação de 750 mil toneladas de trigo por ano isento de tarifas. A medida, por enquanto, tem prazo indeterminado.

Tal cota consolida o compromisso que o Brasil assumiu junto à OMC (Organização Mundial do Comércio).

Implementação da cota do trigo

A implementação da cota do trigo recebeu aval durante uma reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que foi realizada no dia 5 de novembro, conforma nota divulgada pelo ministério.

A pasta ainda ressaltou que com a medida, as importações de todos os países serão favorecidas com a cota, com exceção das provenientes de nações com as quais o Brasil possui acordo de livre-comércio para o produto. É o caso da Argentina, que é a principal fornecedora de trigo para o Brasil, que é isenta de taxas por ser país-membro do Mercosul.

Previsões da Abitrigo

Já era esperada a cota entrar em vigor em 2020, segundo previsões da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo). Com isso, a medida pode favorecer especialmente o cereal dos Estados Unidos, Canadá e Rússia.

Em viagem presidencial ocorrida em março deste ano, Jair Bolsonaro acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil consentiria a importação de no máximo 750 mil toneladas de trigo dos EUA isentas de taxa.

Mercado americano de carnes

A iniciativa seria um dos esforços que o Brasil está fazendo para conseguir entrar novamente no mercado americano de carnes. Tal esforço sempre encontrou resistência dos produtores americanos de proteína animal.

Em meados de 2017, os Estados Unidos suspenderam a compra de carne bovina in natura brasileira, em função da operação Carne Fraca, em que foi revelado um esquema de adulteração do produto que era negociado no mercado interno e externo, em que atestados de qualidade eram obtidos por meio de corrupção de funcionários daquele governo.

Em uma publicação da Folha de São Paulo no dia 4 de novembro, o governo americano negou a abertura de seu mercado à carne bovina in natura do Brasil depois do resultado de uma inspeção técnica comandada pelo Departamento de Agricultura no Brasil.

Fonte: Folha de S. Paulo

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STJ diz que motoristas não têm vínculo empregatício com a Uber

stj diz que motoristas não têm vínculo empregatício com a uber

Por decisão do órgão, fica estabelecido que motoristas não são empregados da empresa Uber, e sim microempreendedores individuais que prestam serviço para a mesma e, portanto, não há qualquer tipo de vínculo empregatício

Recentemente, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu por unanimidade que há vínculo empregatício entre motoristas e a Uber. Com isso, fica estabelecido que os condutores são microempreendedores individuais, e não colaboradores da empresa de transporte por aplicativo. Portanto, desde então qualquer disputa legal deve ser encaminhada a um tribunal da Justiça Cível e não da Justiça do Trabalho.

Sobre isso, o ministro Moura Ribeiro justificou em sua decisão:

“Os motoristas de aplicativo não mantêm relação hierárquica com a empresa Uber porque seus serviços são prestados de forma eventual, sem horários pré-estabelecidos e não recebem salário fixo, o que descaracteriza o vínculo empregatício entre as partes”.

Não há vínculo empregatício

Ribeiro ressalta que a modalidade de economia compartilhada é uma novidade no mercado, em que os aplicativos de companhias de tecnologia funcionam como intermediários para quem quer prestar serviços a outras pessoas, e isso engloba o trabalho prestado pela Uber, em parceria com motoristas, sem ter vínculo empregatício.

Portanto, o ministro ainda diz que a Uber não será obrigada a pagar direitos trabalhistas aos motoristas, quem envolveriam questões, como: aviso prévio, férias, FGTS e multa rescisória.

Com isso, o Superior Tribunal de Justiça também determinou que o órgão responsável por resolver possíveis disputas entre a companhia de app e motoristas é a Justiça Cível. Pois, se houvesse vínculo empregatício, estas ações seriam encaminhadas à Justiça do Trabalho. A decisão foi de comum acordo entre todos os ministros que fazem parte da Segunda Seção do STJ e que se tornou pública no início de setembro.

Decisão do STJ

A decisão foi proferida baseada em um caso que foi o primeiro deste tipo a ser levado a um tribunal superior no país. Com isso, outras ocorrências devem ser influenciadas em instâncias de primeiro e segundo grau. Mais de 250 processos na Justiça do Trabalho já definiram que não há vínculo empregatício entre a companhia e condutores parceiros, de acordo com informações da própria Uber.

A partir disso, o STJ avaliou o vínculo entre motoristas e a empresa de transporte por aplicativo, em virtude de um processo que já tramitava na Justiça estadual de Minas Gerais. A ação foi movida por um motorista que havia sido suspenso da plataforma da empresa sob alegação de má conduta de comportamento e da utilização do app. Com isso, o condutor resolveu mover um processo por danos morais.

Todavia, o tribunal estadual não se analisou capaz de julgar tal caso por compreender que se tratava de uma relação de trabalho. Portanto, o processo foi parar na Justiça do Trabalho, que também renunciou a decidir o caso. Pois, para ela não havia vínculo empregatício entre as partes. Consequentemente, o caso foi parar nas mãos do STJ.

Fonte: Tecnoblog

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99 e Uber faturam quase o mesmo que transporte público em SJC

99 e uber faturam quase o mesmo que transporte público em sjc

Faturamento próximo já é uma realidade de companhias como 99 e Uber, em relação ao transporte público de São José dos Campos (SP)

Empresas que dispõe serviço de transportes privado por aplicativo, como 99 e Uber têm faturado quase o mesmo que as tradicionais companhias de ônibus municipais da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. A afirmação é do prefeito Felício Ramuth (PSDB).

99 e Uber

A cidade só dispõe dos serviços de transporte por app das empresas 99 e Uber. Juntas, elas conseguem fatura aproximadamente R$ 14 milhões por mês. Já os ônibus urbanos, em que 390 veículos circulam por toda área do município, arrecadam R$ 15 milhões em tarifas por mês.

De acordo com Ramuth, em declaração ao jornal Folha de S. Paulo:

“A tendência é que os aplicativos ultrapassem o total faturado pelas empresas de transporte público coletivo até o fim do ano”.

Apps x transporte público

São José dos Campos possui atualmente 713 mil habitantes. Com isso, a utilização dos apps 99 e Uber têm aumentado. Em contrapartida, a procura por transporte público tem sido menor. Do início de 2017 para cá, a demanda pelo serviço de transporte via aplicativos quadruplicou. No entanto, durante o mesmo período, os ônibus tiveram suas viagens reduzidas entre 12% e 15%.

O prefeito afirma que antes a maioria dos usuários de aplicativos já não utilizavam nem táxi nem ônibus. Com isso, uma parte deles optou pelos carros sob demanda, assim que o serviço entrou em vigor na cidade, do que os veículos da rede pública. No entanto, outros fatores pesam também para a queda do número de passageiros do transporte público. Entre eles, o desemprego e o aumento na tarifa. Pois, 60% das viagens de ônibus são pagas com vale transporte, em São José dos Campos.

Taxas

Uma taxa de 1% sobre as corridas de aplicativos feitas pelas empresas 99 e Uber é cobrada pela cidade. Já as companhias de transporte público são isentas de impostos municipais.

O prefeito ressalta:

“O dinheiro arrecadado dos aplicativos vai para um fundo voltado para a mobilidade, mas é insuficiente para compensar os gastos do sistema de ônibus”.

Prefeitura de São José dos Campos

Diferente da capital paulista, a prefeitura de São José não dá subsídio aos ônibus. Portanto, toda a despesa é coberta pela arrecadação de tarifas.  

A prefeitura prepara a criação de um corredor de ônibus, no intuito de atrair mais passageiros. Além disso, irá adaptar as normas da nova licitação do transporte público. Com isso, haverá possibilidade de abrir espaço para ideias inovadoras, como o transporte por vans chamado via aplicativo. Em 2021, devem entrar em vigor esses novos contratos.

Fonte: Folha de S. Paulo

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SP: em uma década, número de indústrias fechadas aumentou

sp - em uma década, número de indústrias fechadas aumentou

Em contrapartida, mais de 4.490 indústrias foram abertas entre janeiro e maio deste ano, mas isso não quero dizer que seja algo positivo para o setor

Maior polo industrial do Brasil, o estado de São Paulo confirmou o encerramento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas entre janeiro e maio. Com isso, o número de indústrias fechadas aumentou e foi o maior já registrado nesta última década, e ainda 12% a mais que o de 2018. As informações são da Junta Comercial.

Estes indicativos revelam que a economia nacional ainda está em fase fraca de recuperação depois do período de recessão entre 2014 e 2016. Sendo assim, o setor acabou reduzindo sua expansão, além de demitir empregados e desativar fábricas.

Número de indústrias fechadas aumentou

Com o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em queda, em um acúmulo de 4,2%, no período de 2014 a 2018, a taxa da indústria de transformação caiu ainda mais em todo país e atingiu 14,4%. As consequências foram graves e impactaram negativamente e, consequentemente, o número de indústrias fechadas aumentou. A afirmação é do economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados.

Indústrias abertas neste ano

Em contrapartida, foram abertas entre janeiro e maio deste ano 4.491 indústrias na capital paulista. Mesmo que tenha registrado neste período mais abertura de empresas do que encerramento das mesmas, isso não quero dizer que seja um saldo positivo. Para o economista, o PIB continuou caindo apesar do surgimentos de novas indústrias. Com isso, houve uma diminuição em produtividade. Ele ressalta que é provável que companhias médias e grandes encerraram suas atividades e eu seu lugar foram abertas unidades de pequeno porte.

Depoimento

De acordo com Caetano Bianco Neto, presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú, diversas companhias de grande porte do setor foram fechadas. Sobre isso, ele ainda afirmou à revista EXAME:

“Quando fecha uma grande, muitas vezes surgem outras três ou quatro micro e pequenas fabricantes, algumas inclusive abertas por ex-funcionários, mas com pouca mão de obra”.

Em meados dos anos 2000, o polo de calçados de Jaú era referência nacional na fabricação de sapatos femininos. Chegou a empregar 12 mil pessoas neste período, diz Bianco Neto. Atualmente, o setor conta com 5 mil empregados. O presidente do Sindicato juntou-se a representantes das cidades vozinhas Birigui e Franca e entregaram um plano de recuperação para a indústria de calçados ao atual governador do estado, Joao Doria (PSDB).

Das indústrias fechadas

As companhias que encerraram suas atividades neste ano figuram indústrias nacionais e internacionais. A solução de algumas foi transferir as filiais para outras unidades da mesma empresa. A medida teve por objetivo cortar gastos. No entanto, tem as que optaram por encerrar sua produção e gerando muitos desempregados, aos quais, parte deles estão com salários atrasados e também não receberam indenizações.

Setor de autopeças

Na zona oeste de São Paulo, existia até o mês de abril a indústria de autopeças Indebrás. O resultado ainda deixou 150 funcionários sem trabalho. O impacto maior foi em relação a salários atrasados e ainda sem pagamento das rescisões. Com isso, os ex-colabordores acamparam em frente à fábrica durante 48 dias. O caso foi parar na Justiça do Trabalho e que por fim houve um acordo em que a companhia se comprometeu a pagá-los em 18 parcelas mensais.

No entanto, ainda há o medo que a companhia só cumpra as primeiras parcelas e depois suspenda o restante. Pois, casos assim já vieram a público praticados por outras indústrias, ressalta Érlon Souza, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Dificuldade em outras regiões do país

Não é só no estado de São Paulo que a situação das indústrias se agravou. Houve encerramento de atividades em outras cidades do país. É o caso da fabricante de pneus Pirelli que divulgou em maio o fechamento da fábrica de Gravataí (RS), onde 900 pessoas foram demitidas. Com isso, a produção de pneus de motos foi incorporada à de pneus para veículos em Campinas (SP). A empresa promete que no decorrer dos próximos três anos 300 vagas devem ser geradas. A Pirelli justifica o ocorrido como um processo de reestruturação, em função do atual cenário econômico do Brasil.

Empresas que fecharam em 2019

Entre as companhias que encerraram unidades neste ano, estão duas fábricas da PepsiCo, referente às marcas Mabel e Quaker, nos estados de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, respectivamente. Também foram fechadas polos das empresas: Britânia (BA), Kimberly-Clark (RS), Malwee (SC), Nestlé (RS) e Paquetá (BA). Já no ABC paulista, após uma greve e negociações que envolveu a prefeitura de Rio Grande da Serra e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a empresa de autopeças Dura resolveu adiar a decisão de fechar a fábrica em maio. Com esta atitude positiva, 250 funcionários mantiveram seus empregos.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação / Bloomberg – Marcos Issa

Fintechs chegam para acabar com burocracias bancárias

fintechs chegam para acabar com burocracias bancárias

Uma das maiores revoluções apresentadas até o momento é a criação de cartões pré-pagos

Startups inovam cada vez mais no setor de serviços financeiros. Para alegria de muitos usuários estas empresas chegam para acabar com burocracias bancárias.

As fintechs, como estes modelos de empresas são chamados, tem seu maior número concentrado no Brasil. A afirmação é do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que realizou o estudo “Fintech na América Latina 2018: Crescimento e Consolidação”.

Já o relatório da holding Distrito, “Fintech Mining Report 2019”, diz que o país possui 550 empresas com este perfil. Só no período de 2016 a 2018, já apareceram 231 companhias focadas no mercado financeiro.

Objetivo das fintechs

O surgimento dessas fintechs vem com o intuito de acrescentar e ensinar as pessoas a lidarem com seu próprio dinheiro. Uma das soluções encontradas para este feito é facilitar as transações financeiras, ou seja, torná-las menos burocráticas. Também é importante que elas sejam mais dinâmicas e com maior transparência em relação a recebimento de valores, transferências, investimentos e pagamentos de contas.

Além das empresas utilizarem recursos de inteligência artificial e blochchain, elas também se apoiam em outros fatores. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 116 milhões dos 209 milhões de brasileiros, possuem acesso à internet. Esta informação também é muito importante para as operações das fintechs.

Diversas alternativas

Já é uma realidade nos dias atuais os usuários não necessitarem abrir uma conta em agência e terem acesso a recursos de um banco tradicional. Além disso, eles também podem optar por contas isentas de taxas e investirem pelo próprio smartphone, via aplicativo.

Segundo o CEO do Grupo GR Discovery, Mateus Davi Pinto Lucio, em entrevista à revista Veja:

“O Brasil oferece poucas opções para os investidores. Em outros países, como nos Estados Unidos, a gama de alternativas é muito maior”.

Com isso, a empresa que atua há dez anos no país, foca seus serviços em inovação e em facilitar a vida de seus clientes. Por meio do WhatsApp, o consumidor que possui o recurso GR Exchange, consegue realizações operações no mercado de câmbio.

A companhia GR Help decidiu alegrar seus usuários com um assistente virtual inteligente. Este serviço proporciona ao consumidor uma experiência mais simples de como preencher o formulário de Imposto de Renda. Motivo de dor de cabeça para muitas pessoas todos os anos. Além disso, a fintech criou um cartão pré-pago com menos burocracia em sua aquisição, diferente dos modelos tradicionais.

Cartão sem análise

A empresa GR Card propõe ao mercado o uso de um cartão que não necessita de aprovações de gerentes. Tudo é feito a partir de um formulário online e, em seguida, a conta digital já está pronta. A fintech também não exige que o cliente possua conta em outro banco para poder abrir uma conta.

Outra facilidade da companhia é que o usuário pode carregar seu cartão a cada pagamento de boleto, por exemplo. Com o dinheiro em conta, o cliente pode efetuar pagamentos ou ainda realizar compras em um dos mais de 600 mil pontos de comércio que aceitam este cartão. As lojas podem ser físicas ou online, basta que aceitem a bandeira GoodCard. O GR Card também possibilita saques em toda a rede S&P e fazer transferências entre cartões.

Maior transparência

Além de simplificar a vida dos cidadãos, o uso de um cartão digital pode abrir mercado para pequenas empresas.

Um exemplo prático disso é o caso de uma empreiteira que utiliza serviços terceirizados. Neste caso, muitos dos gesseiros e pedreiros não possuem contas em bancos tradicionais. Além de não terem condições de abrir uma por não conseguirem apresentar um comprovante de renda que seja considerado válido por estas instituições financeiras, afirma o CEO.

Ainda de acordo com Lucio:

“Eles recebem em dinheiro ou pela conta de algum familiar. Com o produto pré-pago, o empreiteiro pode gerar dezenas de cartões, colocar nas mãos de cada profissional e fazer os depósitos para cada um deles”.

Todavia, com este recurso do cartão digital, estes prestadores de serviço poderão ter acesso a todo histórico de depósito, o que gera uma maior transparência pela empresa que os contratou.

O CEO complementa que este tipo de tecnologia foi feita para quem realmente precisa e antes não tinham acesso por exigências burocráticas de instituições tradicionais. Agora, o usuário consegue verificar saldo, realizar transações e até mesmo bloquear um cartão via site ou aplicativo da companhia. Sempre com rapidez e transparência, gerando assim a nova trajetória dos bancos.

*Ilustração: Reprodução / Morgana Miranda

Carro próprio x Uber: qual gera mais economia ao consumidor

carro próprio x uber qual gera mais economia ao consumidor

Atualmente, não há como negar que a vida das pessoas ficou mais cômoda após chegar ao mercado os aplicativos de transporte. As causas para utilizar este serviço são diversas. Vão desde não querer dirigir porque vai sair com os amigos para beber ou se não tem carro próprio mesmo e já está tarde para pegar um ônibus ou metrô para voltar para casa.

Comparado aos gastos mensais de um veículo próprio, os aplicativos de transporte podem ser a solução para muitos. No Brasil, as empresas prestadoras deste serviço mais conhecidas são: Uber, 99 e Cabify.

Mas nem sempre para todas as pessoas será mais vantajoso deixar o automóvel de lado para andar só de carro compartilhado. Portanto, cada um deve se fazer esta pergunta.

O que pesa mais no bolso

Em primeiro lugar, o que é bom para um, pode não ser para o outro. Portanto, é importante cada pessoa fazer a própria análise de gastos, colocando tudo na ponta do lápis mesmo.

Por exemplo, quem tem carro já possui gastos de início de ano com IPVA e renovação do seguro do carro. Além de colocar combustível semanalmente, a depender do tipo, se é gasolina ou etanol. Também tem os condutores que cometem infrações no trânsito e depois são obrigados a arcar com multas altíssimas. Fora isso, tem os gastos com revisão do carro e estacionamento.

Outro fator bastante levado em consideração é a depreciação do carro, ou seja, ele perde seu valor a cada ano. E na hora que vai trocar de veículo e dá o usado como entrada ou pensando que vai abater boa parte do preço do veículo novo, vem aquele susto. No caso de quem utiliza pouco o carro no dia a dia, talvez seja uma vantagem na hora de trocar de automóvel por estar em melhor estado de conservação.

Uber x Veículo próprio

Mais uma vez é importante aqui o próprio dono do veículo fazer as contas de quanto gasta ao ano tanto com custos fixos quanto com os inesperados.

Se a pessoa gasta quase cerca de R$ 8 mil por ano, já incluso impostos, depreciação e seguro, com este mesmo valor ela pode conseguir realizar cinco viagens semanais de Uber no ao custo de R$ 30 cada corrida.

Vale a pena tantas despesas?

Fora os gastos fixos por ano, existem os gastos com estacionamento, combustível, que não dá para precisar o valor exato por mês. Além das pessoas que podem pegar estrada e eventualmente pagar pedágios, tudo isso são custos a serem computados.

Vantagens de ficar sem carro

Para quem não for dependente do carro e seja apenas um comodismo, vale a pena utilizar o app de transportes. Já os que conseguiriam ficar numa boa sem veículo na cidade, seria uma solução vendê-lo. Se o veículo valer hoje em torno de R$ 25 mil, ainda tem a opção de aplicar o dinheiro e ainda ter algum lucro por ano. A pessoa também pode ainda alugar sua vaga de garagem no prédio por um valor médio de R$ 160 e ainda ter um ganho anual de R$ 1.920.

O usuário de transporte por aplicativo ainda pode alternar sua utilização com metrô, ônibus ou bicicleta e economizar ainda mais.

Conclusão

Para quem consegue ficar sem carro é uma boa se desfazer dele mesmo e utilizar transporte público ou os carros compartilhados.

Agora, para quem trabalha de carro pela cidade ou que ainda tem de realizar pequenas viagens na semana, é melhor continuar com o veículo. Geralmente, as empresas dão auxílio combustível ao dono.

O que importa é pensar direito, pois não é uma decisão fácil de tomar e requer saber antes quanto é gasto com cada opção.

*Foto: Divulgação

Iti: novo app do Itaú com transferências via cartão de crédito

novo app do itau

Aplicativo também permite a lojistas receberem pagamento com taxa de 1% e com isenção de mensalidade  

Lançado em maio, o app iti possibilita fazer pagamentos e realizar transferências a qualquer pessoa. Basta usar um código digital ou a lista de contatos do usuário, a transação é gratuita.

Além disso, o dispositivo faz operações via cartão de crédito de qualquer banco. Com isso, o indivíduo recebe no mesmo minuto e só paga quando a fatura chegar.

Segundo a diretora do iti, Lívia Chanes, o aplicativo foi criado na intenção de facilitar o dia a dia. E não é necessário comprovar renda e sua aprovação não demanda muito tempo. Chanes diz também que não precisa ser correntista do Itaú para utilizar o serviço.

O diretor geral do banco de varejo do Itaú Unibanco complementa:

“É o que nós acreditamos que seja o futuro do mercado. É uma plataforma digital que oferta produtos de pagamento. Crédito, incluindo cartões, seguros, investimentos. Tudo em arquitetura aberta”.

Como funciona

Quem for pessoa física, é só fazer um cadastro na plataforma e tirar uma selfie. Na sequência, o usuário já é capaz de carregar a conta via transferência ou por boletos. Com isso, a pessoa realiza transferências ou pagamentos.

Até o fim de 2019, as transferências e saques externos estarão isentos de taxas. Porém, após esse período, devem ser cobradas. O início das operações para transferências terão limite de R$ 1 mil ao dia. Isto significa que mais de 90% da demanda aprovada já foi usada. Conforme o uso do app pelo cliente, o limite será adicionado aos poucos pelo iti.

Pagamentos via QR Code já não são uma novidade no país e outros apps também oferecem este tipo de serviço. Portanto, o iti também permite que a pessoa aproveite o limite do cartão de crédito de qualquer banco fazer transferências e pagar por este serviço apenas no vencimento da fatura.

O diferencial do iti é que qualquer usuário poder baixar o app e utilizá-lo conforme for melhor para sua necessidade. Além disso, não há burocracia para sua aprovação, isso é um ponto positivo para quem não possui conta bancária. Porém, ela tem dinheiro para pagar um boleto ou fazer uma transferência, por exemplo.

Vantagens aos lojistas

Todavia, o grande benefício do iti vai para os lojistas. Estes poderão utilizar maquininhas da Rede (pertencente ao Itaú) para receber pagamentos. Além disso, o Itaú pretende no futuro que outras maquininhas de cartão também aceitem o iti.

Outra vantagem do app é que não há taxas para antecipação de recebíveis nem mensalidade. Somente é cobrada taxa de 1% ao lojista por operação e ele recebe o dinheiro na hora.

Como o iti é uma plataforma e não é necessário possuir conta bancária, o lojista pode deixar o dinheiro ali. Mas, caso queira, ele pode transferir o valor para qualquer instituição financeira de sua preferência.

Em comparação com outras maquininhas de cartão que cobram tarifas maiores para modo débito e crédito, o percentual executado pelo iti é bem inferior. Com isso, a adesão a este tipo de serviço pelos comerciantes pode ser grande. Diferente das outras marcas, o percentual pago pelos lojistas vai totalmente para o aplicativo. Portanto, não há divisão entre emissor, adquirente e bandeira do cartão.

Contrato de prestação de serviços entre iti e Rede

Um acordo firmado entre Rede e o app estabelece que a primeira vai receber o fee mensal conforme volume de transações realizados em suas maquininhas.

Isso faz com que não vire um ‘canibalismo’, segundo diretores do Itaú, o fato das operações do iti se sobressaírem às da Rede. No último trimestre desse ano, o aplicativo poderá ser utilizado via celulares Android e iOS.

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Huawei entrou para valer novamente no Brasil com grande oferta

huawei p30 chega ao país com grande desconto

Promoção sinalizou grande retorno da empresa chinesa ao país, ocorrido em maio

A Huawei criou uma estratégia de vendas bastante atraente ao público brasileiro em sua reestreia por aqui. A companhia de telefonia chinesa ofereceu a consumidores um desconto de R$ 2 mil ou até mais para quem levasse um celular antigo em troca do lançamento P30. Com isso, a Huawei entrou para valer novamente no Brasil

A linha Huawei P30 passou a ser comercializada em maio e tem como concorrentes deste modelo o Iphone XS e o Samsung Galaxy S10.

Huawei entrou para valer novamente no Brasil

A oferta da empresa contemplava lojas de eletrônicos de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Os clientes que levassem um aparelho antigo de qualquer marca receberia o desconto após uma análise técnica para determinar o valor exato. Esse preço seria somado ainda ao bônus de R$ 2 mil proposto pela Huawei.

Um exemplo disso é que se o cliente fosse até uma loja e seu celular antigo fosse avaliado em R$ 500, o desconto total na troca por outro aparelho seria de R$ 2.500.

Preço sugerido  para o P30

O valor sugerido pela Huawei para as vendas do modelo P30 no Brasil é de R$ 5.499. Porém, a linha Lite não integrou esta promoção por já ser comercializada a baixo custo. ​

Todavia, a análise de cada smatphone antigo levado a locais de comércio eletrônico ficou a critério do próprio estabelecimento. As lojas parceiras nesta reestreia da empresa ao país foram: Casas Bahia, Fast Shop, Magazine Luiza, Ponto Frio e Vivo.

Segunda maior fabricante de smartphones do mundo

A Huawei reconquistou o título de segunda maior fabricante de celulares do mundo, deixando a Apple para trás. Na primeira posição ainda permanece a gigante sul-coreana Samsung.

A última vez que a chinesa comercializou seus aparelhos no Brasil foi em 2014. Segundo dados do IDC, a companhia que possui um diferencial em suas câmeras, consideradas potentes por apresentarem lentes Leica, responde hoje por 15,8% do mercado global de smartphones.

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Novo tipo de asa flexível pode influenciar setor aéreo

nova asa de avião pode influenciar viagens aéreas

Segundo o MIT News, periódico pertencente ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts, um avião com asas flexíveis e que se molda automaticamente durante o voo está mais próximo da realidade do que se imagina.

O conceito da asa foi desenvolvido por engenheiros do MIT, da NASA (agência espacial americana) e de outras universidades dos EUA. Além disso, o teste inicial realizado em um túnel de vento da NASA obteve um resultado promissor.

Asa adaptável

O novo modelo de asa é fabricado a partir de milhares de pequenas peças iguais. Com isso, elas criam uma estrutura de treliça aberta. Em seguida, esta estrutura é revestida por uma fina camada de material polimérico.

O resultado da estrutura apresenta espaços vazios e são justamente eles que conseguem adquirir a força que um polímero parecido à borracha e que possui densidade quase mil vezes menor. E é em função desse menor peso que os aviões se tornariam mais eficazes, energeticamente falando.

Esse tipo de estrutura também é capaz de ser aplicado na construção de qualquer outra forma geométrica. Em relação às asas das aeronaves, a junção de elementos flexíveis e rígidos admite que toda a asa se deforme e se molde. Tudo isso conforme a fases de voo, como a decolagem, navegação e aterrisagem.

Essa flexibilidade do material poderia permitir a elaboração de conceitos e projetos de aeronaves mais inovadores e que fugisse da mesmice do tradicional modelo de ‘tubo com asas’.

Hoje, as projeções das asas de um avião utilizam partes móveis que executam da melhor maneira possível a função de cada obrigação. Porém, a adequação aerodinâmica ainda está longe da ideal por causa da rigidez e peso dos materiais.

Teste no túnel da NASA e montagem do conceito

A asa que foi testada no túnel de ventos de alta velocidade da NASA possui quase o mesmo tamanho real da asa de um avião do local. Graças ao desenvolvimento cuidadoso e estrutural da treliça, além do equilíbrio entre as partes flexíveis e rígidas no interior da asa, os engenheiros conseguiram que toda asa ou partes dela pudessem se deformar automaticamente. Com isso, elas responderam às alterações presentes na carga aerodinâmica e a outras energias externas. Para os pesquisadores, esse teste foi considerado um sucesso.

O conceito desse primeiro teste foi montado à mão com a utilização de peças de resina de polietileno. Estas forma impressas em 3D. Além disso, a intenção é que no futuro robôs possam montar as peças maiores ou mais difíceis. Esse tipo de tecnologia poderá ainda diminuir custos e gerar estruturas de qualquer tamanho mais eficientes, leves e rígidas. E ainda haveria a vantagem delas poderem ser montadas diretamente no local desejado.

Este conceito, segundo os especialistas, também pode ser aplicado em antenas, espaçonaves, lâminas de turbinas eólicas e, quem sabe um dia, até na construção de pontes.

*Foto: Divulgação