Novas regras de portabilidade de crédito e débito em conta ficam para 2021

novas regras de portabilidade de crédito e débito em conta ficam para 2021

Decisão do CMN visa maior eficiência ao mercado financeiro quanto à portabilidade de crédito e débito

O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou para março de 2021 o prazo para a entrada em vigor da extensão das possibilidades de portabilidade de crédito e de débito em conta de depósitos e de pagamento aprovadas em novembro de 2019, de acordo com decisão anunciada nesta sexta (23).

Portabilidade de crédito e débito

Segundo o Banco Central (BC), o ajuste tem por objetivo a necessidade de as instituições reguladas “concentrarem esforços”, principalmente na área de tecnologia, além das iniciativas do PIX e do open banking.

Inicialmente previstas para entrarem em vigor mês que vem, as novas regras contam com a permissão para que operações de crédito imobiliário contratadas originalmente fora do Sistema Financeiro de Habitação sejam enquadradas no SFH no momento da portabilidade. Porém, desde que respeitem as normas da modalidade.

Portabilidade do crédito no cheque especial

Além disso, também foi adiada para março a portabilidade do crédito no cheque especial. O objetivo é possibilitar a transferência de dívidas de uma linha de crédito cara para outras modalidades mais em conta, movimentando assim a economia nacional.

Empréstimos com bancos multilaterais

Em relação a recursos obtidos por meio de empréstimos com bancos multilaterais ou agências internacionais de desenvolvimento destinados a operações de repasse, a CMN afirma que também poderão ingressar no país através de contas exclusivamente designadas.

Sendo assim, as instituições financeiras que estruturarem essas operações junto aos organismos multilaterais poderão negociar uma captação de maior vulto. Além de deixar os recursos depositados na conta designada no exterior, e ingressar com os recursos no país gradualmente, à medida que os respectivos projetos forem sendo aprovados.

Nota do Banco Central

Por fim, o Banco Central divulgou em nota que a medida tem o intuito de promover maior eficiência ao mercado financeiro. Portanto, as captações externas para os agentes econômicos financiarem seus projetos no país seriam facilitas.

*Foto: Divulgação/Bloomberg News

Estudo da FGV aponta que auxílio emergencial reduziu a pobreza do país em 23%

estudo da fgv aponta que auxílio emergencial reduziu a pobreza do país em 23%

Nesta sexta-feira (9), um estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), intitulado “Covid, Classes Econômicas e o Caminho do Meio: Crônica da Crise até Agosto de 2020” foi divulgado. E o resultado aponta que o projeto auxílio emergencial reduziu a pobreza do Brasil. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o bônus contribuiu para que 15 milhões de brasileiros saíssem da linha de pobreza até agosto de 2020. Isso refletiu um percentual de 23,7%. A comparação foi feita com os dados fechados de 2019. A definição usada pela fundação caracteriza a pobreza de acordo com a renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo (522,50 reais).

Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, afirma que mesmo que o país ainda registre 50 milhões de pobres depois desta queda, ainda sim este é o nível mais baixo de toda a série histórica.

“De maneira geral, a gente observou um boom social inédito, mesmo comparando com períodos pós-estabilização, que foram períodos de boom social. Em toda a série estatística a pobreza nunca esteve num nível tão baixo, são 50 milhões de brasileiros. A queda foi realmente inédita, de acordo com as séries estatísticas”.

Auxílio emergencial reduziu a pobreza – dados do estudo

Segundo o estudo, o auxílio emergencial reduziu a pobreza na região Nordeste em 30,4%, e em 27,5% no Norte do país. Já no Sul, a redução foi de 13,9%; no Sudeste de 14,2% e no Centro-Oeste a queda na pobreza atingiu 21,7%.

Todavia, a FGV Social ressalta que nestas regiões há maiores parcelas do público-alvo do auxílio emergencial, reforça Neri:

“O Brasil, nos nove meses do auxílio emergencial, até o final do ano, pretende gastar 322 bilhões de reais, cerca de nove meses são nove anos de Bolsa Família, uma injeção de recursos bastante substantivo.”

Mercado de trabalho

Em contrapartida, o pesquisador revela que as camadas com renda acima de dois salários mínimos per capita perderam 4,8 milhões de pessoas na pandemia. Além disso, os dados referentes ao mercado de trabalho demonstram forte retração da economia.

“Houve uma queda de renda de 20%. O índice de Gini teve um aumento muito forte, que é o índice de desigualdade. A renda do trabalho da metade mais pobre caiu 28%. Então guarda um certo paradoxo na pesquisa. As rendas de todas as fontes tiveram um aumento espetacular, principalmente na base da distribuição, enquanto a renda do trabalho, que deveria ser a principal renda das pessoas, teve uma queda igualmente espetacular, especialmente também na base da distribuição. O que explica esse paradoxo é a atuação do auxílio emergencial, que atingiu no seu pico com 67 milhões de brasileiros”.

Auxílio emergencial reduziu a pobreza- camadas intermediárias

Todavia, a queda no topo e a subida na base das classes de renda, as camadas intermediárias registraram um aumento de 21,4 milhões de pessoas. Isso significa quase metade da população da Argentina. Neri também alerta que a redução na pobreza é temporária e tende a ser completamente revertida depois do fim do auxílio emergencial:

 “O boom social ocorrido em plena pandemia é surpreendente, mas enseja uma preocupação porque sua principal causa, que é o auxílio emergencial, generoso, que foi concedido, ele cai à metade agora em outubro, e depois é totalmente extinto em 31 dezembro. Então, nossa estimativa é que esses 15 milhões que saíram da pobreza vão voltar à velha pobreza de maneira relativamente rápida. Isso equivale a cerca de meia Venezuela em termos populacionais.”

Novos programas sociais

Contudo, o estudo da FGV Social indicou que ainda não foram definidos novos programas sociais para contornar a crise atual. E também disse que existem “cicatrizes trabalhistas de natureza mais permanente abertas pela crise”.

Por fim, a questão sanitária preocupa cada vez mais, visto que o segmento mais pobre, público-alvo do auxílio emergencial, conta com taxas mais baixas de isolamento social. Em suma, isso compreende o impedimento das pessoas mais pobres em conseguirem exercer “ações mais ajustadas às necessidades impostas pela pandemia”.

*Foto: Divulgação

Sindicato afirma que Volkswagen pode cortar 5 mil funcionários

sindicato afirma que volkswagen pode cortar 5 mil funcionários

Volkswagen não admite o fato, mas afirma que é excesso de mão de obra em razão da pandemia de Covid-19

A montadora Volkswagen abriu negociações com os sindicatos dos metalúrgicos do ABC e da Grande Curitiba para diminuir seu quadro de funcionários no Brasil. A entidade diz que a iniciativa da reunião, realizada ontem (18), partiu da companhia de veículos.

Volkswagen pode cortar 5.000 funcionários

Segundos os sindicalistas, a montadora propõe a diminuição de 35% da mão de obra no Brasil. Atualmente, ela é distribuída em três fábricas no estado de São Paulo e uma no Paraná. O corte corresponderia à demissão de quase 5.000 trabalhadores em distintos setores.

Além de não confirmar este número, a Volkswagen revela apenas que há um excedente de mão de obra, em função da crise na economia gerada pela pandemia de Covid-19.

A montadora também afirma que as negociações com os sindicatos foram abertas. Porém, ainda tenta amenizar a situação por meio de medidas de flexibilização do trabalho.

Flexibilidade de jornada

Segundo os sindicalistas, a montadora apresentou propostas que envolvem: flexibilidade de jornada, corte do reajuste salarial, redução do valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e alterações em benefícios (transporte, alimentação e plano de saúde).

Mercado automotivo brasileiro

No entanto, a Volkswagen esclarece que decisões sobre cortes de pessoal dependem da evolução do mercado automotivo brasileiro. atualmente, a empresa funciona com uma previsão de queda de 40% nas vendas de veículos e de 45% na produção. Estes dados foram levantados pela Anfavea (associação das montadoras).

Nota da motadora

Em nota, a montadora afirma que está “avaliando em conjunto medidas de flexibilização e revisão dos acordos coletivos vigentes para adequação ao nível atual de produção, com foco na sustentabilidade de suas operações no cenário econômico atual, muito impactado pela pandemia do novo coronavírus.”

Sinais de recuperação do setor

Em contrapartida, o setor automotivo tem dado indicativos de recuperação mais rápida do que outros setores da economia do país. Além disso, vem apresentando média diária de vendas que se chegam perto das 8.000 unidades neste mês de agosto. Porém, os resultados atuais não escondem os problemas acumulados nos últimos cinco anos.

Queda nas vendas entre 2014 e 2016

Em suma, isso quer dizer que com a forte queda nas vendas registrada entre 2014 e 2016, resultou em uma ociosidade na indústria automotiva, que superou os 50%. Em razão da pandemia, a lenta retomada que teve início em 2017, acabou sendo interrompida.

Aproximadamente 3.000 postos de trabalho foram cortados na indústria automotiva no decorrer da pandemia, afirma a Anfavea.

Além disso, este índice poderia ser maior se a Renault não tivesse revisto as 747 demissões feitas em julho. E que, por decisão judicial, foi reaberta as negociações com o sindicato da Grande Curitiba. A fábrica da montadora, situada na cidade de São José dos Pinhais, é próxima da planta paranaense da Volkswagen.

GM

Além da Volkswagen, a General Motors também abriu negociações com os sindicatos e apresentou proposta de PDV em São Caetano do Sul (Grande São Paulo) e São José dos Campos (interior de São Paulo).

De acordo com sindicalistas de São José dos Campos e Região, os benefícios oferecidos a quem aderir ao PDV na unidade abrangem: salários adicionais, extensão do plano de saúde e um carro popular Onix Joy.

*Foto: Divulgação/Eduardo Knapp – Folhapress

Seguradora Allianz compra dois setores da SulAmérica

seguradora allianz compra dois setores da sulamérica

Seguradora Allianz pretende ganhar mais força no mercado brasileiro, que o classificou como “mercado-chave”

A seguradora Allianz anunciou hoje (10) os trâmites da compra de dois segmentos da SulAmérica. São eles: automóvel e ramos elementares. A transação foi fechada em R$ 3,2 bilhões. Com esta operação, a companhia de seguros se transforma na segunda maior seguradora do mercado brasileiro, no setor automotivo e a terceira em ramos elementares.

Anúncio da seguradora Allianz

Quando a seguradora Allianz anunciou a conclusão do acordo de compra, também declarou que a iniciativa integra parte de um esforço a fim de atingir a liderança em países que chamou de “mercado-chave”.

Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz, afirmou, em relação ao setor de Economia da América do Sul:

“Com a compra da SulAmérica Auto e Massificados, conquistamos uma posição de liderança no crescente mercado de Ramos Elementares na maior economia da América do Sul.”

Novas tecnologias

Além disso, o executivo classificou o investimento como uma grande oportunidade para implementar novas tecnologias e ainda fornecer soluções de maior qualidade a corretores e clientes locais.

Sobre isso, o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, reforça que o acordo firmado com a Allianz ressalta a importância dos serviços da seguradora.

Presidente da Allianz

Por meio de um comunicado, o presidente da Allianz no Brasil, Eduard Folch, garantiu que a nova empresa irá reunir o melhor das suas seguradoras.

Ele também revelou que novos integrantes serão adicionados aos Comitê Executivo, que tem por objetivo o de “alcançar a posição de liderança em Ramos Elementares no mercado segurador brasileiro”.

*Foto: Divulgação

O que é Pronampe e quais bancos integram o programa

o que é pronampe e quais bancos integram o programa

Com a baixa adesão dos bancos em relação ao Pronampe, apenas três instituições financeiras solicitaram permissão para operar os recursos deste programa. Mas afinal de contas o que é Pronampe e qual sua finalidade? Neste artigo, iremos explicar tudo isso e quais bancos já fazem parte da iniciativa do governo.

O que é Pronampe?

Pronampe é a sigla para Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O programa pertence ao governo federal e é destinado ao desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte. A iniciativa de economia foi instituída via Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020.

Empresas beneficiadas

O programa é destinado às microempresas, empresas de Pequeno Porte, que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

Com isso, as operações de crédito poderão ser utilizadas para investimentos e capital de giro isolado ou associado ao investimento. Na prática, isso quer dizer que as micro e pequenas empresas poderão utilizar os recurso obtidos para fazer investimentos (como compra de maquinário e equipamentos; realizar reformas) e/ou para custos operacionais (como salários dos funcionários, pagamentos de contas de água, luz, aluguel, compra de matérias-primas, mercadorias, entre outras).

Bancos autorizados a participar do Programa

Confira abaixo as instituições financeiras e de pagamento que podem aderir ao Pronampe:

  • Banco do Brasil S.A.
  • Caixa Econômica Federal
  • Banco do Nordeste do Brasil S.A.
  • Banco da Amazônia S.A.
  • Bancos estaduais e as agências de fomento estaduais
  • Cooperativas de crédito e os bancos cooperados
  • Instituições integrantes do sistema de pagamentos brasileiro
  • Plataformas tecnológicas de serviços financeiros (fintechs)
  • Organizações da sociedade civil de interesse público de crédito
  • Demais instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Prazo para pagamento das operações do Pronampe

No Pronampe o prazo máximo de pagamento para as operações contratadas neste âmbito é de 36 meses.

Já em relação à garantis das operações dentro do programa, as instituições financeiras que aderirem ao Pronampe poderão requerer a garantia do Fundo Garantidor de Operação – FGO, que é regido pela Lei 12.087, de 2009, e administrado pelo Banco do Brasil, em até 100% do valor da operação.

Fonte: Portal do Empreendedor o Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

BNDES empresta R$ 2,7 bi à Engie para construção de parque eólico

bndes empresta R$ 2,7 bi à engie para construção de parque eólico

Parque eólico estará localizado no estado da Bahia e deverá ser completamente operacional em 2021

A Engie Brasil Energia obteve do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o financiamento da construção de um parque eólico na Bahia, com projeto que inclui linhas de transmissão, no Paraná. Os contratos já foram assinados para o investimento total de R$ 2,7 bilhões, de acordo com comunicado divulgado hoje (20).  

Parque eólico na Bahia

A companhia do grupo francês Engie obteve do BNDES R$ 1,24 bilhão com prazo de quitação em 220 meses, referentes ao complexo eólico Campo Largo-Fase 2, que está sendo implantado na Bahia, que visa a transformação da energia eólica em energia renovável, do tipo elétrica, já teve produção futura negociada com clientes no mercado livre de eletricidade.

Em relação ao projeto de transmissão Gralha Azul, que engloba construção de linhas no Paraná, com aproximadamente mil quilômetros em extensão, receberá empréstimo de R$ 1,481 bilhão, com prazo de amortização de 246 meses.

Operação em 2021

De acordo com a empresa, por meio de um comunicado, o parque eólico deverá estar completamente em funcionamento a partir de 2021. Já a obra de transmissão deverá ser concluída em março de 2023. Porém, a Engie Brasil espera diminuir o prazo de implementação das linhas em ao menos 12 meses.

Vale ressaltar que o capital obtido junto ao BNDES representa 80% do investimento previsto para os dois empreendimentos.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

SP: falência de empresas cresce em 73% em março

sp - falência de empresas cresce em 73% em março

Com o aumento da falência de empresas, ainda não é possível determinar se este crescimento está vinculado unicamente à pandemia de coronavírus, já que em 2019 também houve um período com índices altos de pedidos de falência

O mês de março foi registrado com um período de aumento em 73% nos pedidos de falência de empresas no Estado de São Paulo, em comparação ao mês de fevereiro.

Falência de empresas cresce no estado paulista

Segundo um levantamento realizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com o apoio da Softplan (empresa de software e responsável pelo SAJ – Sistema de Automação da Justiça), foram registrados 161 pedidos de falência. Em fevereiros, foram 93 casos. O crescimento também pode ser evidenciado na comparação com março do ano passado, quando houve 96 solicitações.

Até o momento, o número registrado foi o maior desde agosto de 2019, época em que foram registradas 175 solicitações.

Quarentena em razão do novo coronavírus

No mês passado, foi decretada a quarentena pelo governo de São Paulo, decorrente da pandemia de Covid-19. No entanto, não é possível ainda determinar que esse crescimento já é um efeito direto dessa situação. Por causa da crise econômica do país, no ano passado já tiveram meses com patamares altos de pedidos de falência de empresas.

Além disso, as solicitações de recuperação judicial também cresceram em São Paulo, conforme o levantamento. Foram 98 no mês passado, ante 87 de fevereiro. Vale ressaltar que uma recuperação é um mecanismo legal por meio do qual a Justiça interrompe por 180 dias as ações e execuções de cobrança das companhias em dificuldade. Após esse prazo, um plano de pagamento tem de ser submetido a uma assembleia de credores.

Judiciário

A expectativa no Judiciário é de que nos próximos meses a situação se agrave. Muitos pedidos de falência de empresas e de recuperação judicial serão recebidos pela Justiça, que já está bastante sobrecarregada, além de uma quantidade considerável de ações por conta de problemas gerados pela pandemia. Entre os quais: conflitos entre escolas e pais, turistas e agências de viagem, contribuintes e o poder público.

De acordo com o advogado Luiz Roberto Ayoub, sócio do PCPC Advogados, haverá um aumento de ações nos próximos meses. Em declaração à Folha de S. Paulo, ele acredita que mais do que nunca o momento agora é de mediação para a solução de conflitos:

“Serão disputas de perde, perde, ninguém vai ganhar”.

Portanto, para ele, “apenas com muita negociação será possível minimizar os prejuízos agora para voltar a ganhar no futuro.”

Pensamento semelhante possui o também advogado Ricardo Sayeg. Para ele, o Judiciário terá que ser mais humanista do que capitalista, “de modo a sempre levar em conta a necessidade de preservar a dignidade da pessoa humana em suas decisões.”

Fonte: Folha de S. Paulo]

*Foto: Divulgação / Getty Images

Contas públicas do país serão afetadas por conta da Covid-19

contas públicas do país serão afetadas por conta da covid-19

A crise econômica mundial gerada pelo avanço da pandemia da Covid-19 também deve afetar as projeções das contas públicas do Brasil, segundo consta no documento Monitor Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Contas públicas e retração do PIB

De acordo com o órgão multilateral, as contas públicas do Brasil deverão registrar uma retração do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,3% neste ano e estima uma recuperação parcial para 2021, quando o crescimento deverá marcar 2,9%.

Segundo o FMI, o déficit primário como proporção do PIB deve elevar de 1,0% em 2019, para 5,2% em 2020, resultado do reflexo das medidas que o governo vem adotado para proteger os efeitos recessivos ao nível de atividade causados pela Covid-19. Para o ano que vem, a projeção do Fundo é de que o indicador registrará um déficit de 2,1%.

Neste mesmo cenário, o déficit nominal deve passar de 6,0% do PIB de 2019 para 9,3% do produto interno bruto em 2020 e ainda baixar 6,1% do PIB em 2021, conforme afirma o FMI:

“Em resposta à pandemia, o Brasil expandiu as transferências de recursos para famílias de baixa renda e concedeu alívio temporário no pagamento de impostos, somando 2,9% do PIB.”

Já em relação às variáveis macroeconômicas consideradas pelo FMI, o órgão multilateral espera que o IPCA crescerá 3,6% neste ano e terá um incremento de 3,3% em 2021. O percentual de desemprego deve subir para 14,7% em 2020 e atingirá 13,5% no ano que vem.

Projeções fiscais

Geralmente, o FMI anuncia as projeções fiscais para os países membros num panorama de quatro anos adiante. Todavia, em virtude do caráter extraordinário e não estrutural da recessão mundial causada pela Covid-19, a pior desde a Grande Depressão, o Fundo optou por divulgar previsões somente para um ano à frente.

Com o desgaste das contas públicas e condições econômicas no país para este ano, o FMI passou a projetar um aumento da dívida pública bruta, como proporção do PIB, de 89,5% em 2019 para 98,2% em 2020, indicador que poderá ficar estável em 98,2% no ano que vem. Além disso, a dívida líquida também terá um avanço do ano passado, de 55,7% para 62,8% neste ano, e que deverá passar para 64,9% em 2021.

Ainda segundo o FMI, o quadro negativo para a produção e o consumo no país neste ano poderá exigir mais recursos do governo para conter uma grande piora da demanda acumulada:

“No entanto, as autoridades devem continuar a buscar reformas fiscais e desenvolver um arcabouço de médio prazo para preservar o teto de gastos e colocar a dívida em uma trajetória declinante. Manter a credibilidade fiscal é essencial para restaurar a confiança de investidores e atrair investimentos muito necessários para quando as condições da economia começarem a normalizar.”

A forte recessão fará aumentar os gastos gerais do governo como proporção do PIB de 37,9% em 2019 para 39,9% neste ano, que deverão recuar para 37,5% no ano que vem. Em contrapartida, as receitas do Poder Executivo baixarão, na mesma base comparativa, de 31,9% no ano passado para 30,5% em 2020, porém, voltarão a subir para 31,3% no ano que vem.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Mesmo em queda na receita, Cyrela cresce 28,5% no lucro do 4º tri

mesmo em queda na receita, cyrela cresce 28,5% no lucro do 4º tri

A construtora e incorporadora Cyrela registrou alta em seu lucro durante o quarto trimestre, mesmo em um período de vendas menores, a empresa foi beneficiada pela fraca base de comparação anual.

A empresa anunciou ontem (19) que obteve lucro líquido de R$ 149 milhões entre os meses de outubro e dezembro, o que equivale a uma quantia 28,5% a mais em relação a mesma etapa de um ano antes. Com isso, o número veio pouco acima dos R$ 140,7 milhões da previsão média de analistas consultados pela companhia Refinitiv.

Cyrela aumenta receita líquida do trimestre

Já a receita líquida do trimestre, de R$ 1,23 bilhão, foi 7,4% menor no comparativo anual. Isso reflete um desempenho mais fraco em empreendimentos do programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida. O projeto não possuía contrato de crédito assinado e por isso não obteve lançamentos reconhecidos no trimestre.

Em janeiro deste ano, a Cyrela tinha informado  resultados preliminares, que evidenciaram uma queda de 15,5% nas vendas do trimestre, no valor de R$ 2,06 bilhões.

Como foi o quarto trimestre

Em contrapartida, a Cyrela apresentou geração de caixa de R$ 245 milhões no quarto trimestre, montante bem acima dos R$ 137 milhões do ano anterior.

Porém, em relação à dívida líquida da construtora marcou R$ 851 milhões no final do ano passado, com alta de 22,3% em três meses.

No relatório em que foi mencionado os problemas gerados pela pandemia do novo coronavírus, a Cyrela afirmou ter “sólida posição de caixa e alavancagem confortável, o que garante tranquilidade na condução dos negócios em um ambiente mais incerto”.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Preços do petróleo voltam a subir e marcam 8%

preços do petróleo voltam a subir e marcam 8%

A valorização do petróleo aconteceu em decorrência da rápida resposta das autoridades norte-americanas

Ontem (10), os preços do petróleo subiram mais de 8%. Com isso, houve recuperação parcial após uma forte queda registrada na segunda-feira (9), que foi a maior em quase 30 anos. Este fator gerou um estímulo econômico e coragem para a compra do produto, mas também de produtores norte-americanos optando por diminuir os gastos, movimento este que pode levar a cortes de produção.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, prometeu na segunda-feira “grandes” medidas na intenção de proteger a economia do país contra disseminação do novo coronavírus. Em contrapartida, o governo do Japão divulgou que pretende gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de medidas com a finalidade de lidar melhor com as consequências do vírus da doença chinesa.

Petróleo não convencional

Enquanto isso, os produtores norte-americanos de “shale” (petróleo não convencional), entre os quais, a Occidental Petroleum, cortou ainda mais os gastos, o que pode acarretar em uma diminuição da produção. Segundo explica John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York:

“Houve uma resposta quase que imediata dos produtores norte-americanos para cortar gastos, o que provavelmente resultará na diminuição da produção de petróleo dos EUA nos próximos meses.”

 Ele ainda acrescentou que “a rapidez dessa resposta ajudou a impulsionar o mercado depois do colapso de segunda-feira”, quando os preços despencaram em torno de 25%.

Contratos futuros

Em relação aos contratos futuros do petróleo Brent, encerraram o dia em alta de US$ 2,86, ou 8,3%, a US$ 37,22 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos avançou US$ 3,23, ou 10,4%, para US$ 34,36 o barril.

Para os operadores, que classificaram a sessão como “inside day”, pois nenhum dos valores de referência tocou as mínimas ou máximas da véspera, afirmaram que os preços aparentar estar agora se consolidando em um novo intervalo.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação