Libra: afinal de contas o que é este ‘whitepaper’ do Facebook?

libra - afinal de contas o que é este ‘whitepaper’ do facebook

Muito já foi falado sobre a Libra do Facebook desde seu lançamento, em 18 de junho. Mas é preciso entender as reais diferenças de uma moeda própria criada pela rede social e o Bitcoin já presente no mercado financeiro.

Chamado de ‘whitepaper’ pelos especialistas do setor por se tratar de um documento, ao ser lançado chamou bastante atenção sob o ponto de vista de como ele pode impactar no preço do Bitcoin a longo prazo.

Alguns analistas do mercado creem que a moeda do fundador da rede social, Mark Zuckerberg, não passa apenas de uma espécie de paypal em que é citada a palavra “blockchain” como um chamariz. Já do lado oposto, outros especialistas acreditam que a Libra pode abrir caminho para a implantação de mais criptomoedas tradicionais.

Com essas informações em mente, a importância de saber distinguir exatamente a função da Libra e do Bitcoin é essencial no mercado financeiro.

Bitcoin não é igual a Libra

Enquanto que o Bitcoin é considerado uma rede descentralizada e focada em ser resistente à sua censura, a Libra é comandada por um grupo de grandes empresas. Porém estas corporações sofrem pressão regulamentar de diversos governos espalhados pelo mundo.

Já foi constatado desde seu lançamento, que o Facebbok terá de enfrentar a decisão de legisladores que são contra a implantação de sua moeda digital.

Prova disso é que, de acordo com o site Bloomberg, o ministro de finanças francês bruno Le Maire disse na época que não podia permitir que a Libra se tornasse uma moeda dominante. No mesmo período, um parlamentar alemão também disse que os reguladores deveriam prestar atenção sobre esta questão.

Já nos Estados Unidos, o impacto do ‘whitepaper’ foi maior, fazendo com a presidente da Câmara de Serviços Financeiros, Maxine Waters, solicitasse que a rede social suspendesse a operação da Libra por enquanto.

Além disso, em relação à política monetária, as duas moedas também se distinguem. No caso, a moeda do Facebook é amparada por um balaio de moedas dos governos, ao passo que o Bitcoin possui seus próprios meios de ofertas que não envolvem política e são predeterminados.

Resistências

Caso sofra mais resistências de reguladores, pode ser que a operação da Libra não vá adiante, de acordo com o vice-presidente de soluções digitais da Mastercard, John Lambert em entrevista à Reuters.

Por conta da moeda do Facebook possuir participantes que são facilmente identificáveis, estes podem se tornar alvo dos reguladores. Além disso, ainda correriam o risco de ter o projeto todo interrompido por estes órgãos.

Em função de ser alvo de regulamentos, surge a pergunta se realmente a Libra deveria ser considerada uma criptomoeda como o Bitcoin. Pois, para os gêmeos Winklevoss, é notório o desagrado do setor financeiro que quer a permanência de uma rede descentralizada como o Bitcoin consegue proporcionar. Além disso, esta moeda consegue se aliar a aplicativos de pagamentos em criptomoeda que já são estão regulamentados. Essa ligação ainda permite o uso do Altcoins também estabelecimentos como o supermercado Whole Foods e as lojas da rede Starbucks.

Reflexos do escândalo

Também não se pode deixar de mencionar os escândalos envolvendo o Facebook. Por ter sido alvo de que é uma empresa que invade a privacidade de seus usuários ao longo dos anos, ele não gera confiança como o Bitcoin, ao contrário, causa desconfiança. Portanto, ela é vista como antiética.

Análise

Em suma, a Libra do Facebook demonstra ser mais um sistema de financeiro que surge no mercado. Sua aparição não deve influenciar no preço do Bitcoin, pois esta criptomoeda já entendida como uma loja que não depende de política para sua operação e que seu valor é de transação médio.

Fontes: Forbes e Bloomberg

*Foto: Divulgação

Brasil Game Show deste ano inova ao trazer novas marcas

brasil game show deste ano inova ao trazer novas marcas

A 12ª edição do Brasil Game Show promete ser a maior de todas até o momento. Considerada a maior feira de jogos da América Latina, desta vez o evento contará com a participação de novas empresas do setor, além de especialistas. O BGS acontecerá de 9 a 13 de outubro, no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo.

Destaques e convidados

Entre as presenças já confirmadas, está a de Al Lowe, criador da série “Leisure Suit Larry” e também dos games: “Freddy Pharkas”, “King’s Quest III”, “Police Quest” e “Torin’s Passage”. Ainda serão anunciadas mais participações até outubro.

Além disso, o BGS também trará o dublador do Marioz Broz, da Nintendo, Charles Martinet; o criador do game “Dark Souls”, Hidetaka Miyazaki; o designer de jogos John Romero, de “Doom” e “Quake; e Shota Nakama, da Video Game Orchestra.

Em relação a presenças de novas empresas. A edição deste ano trará a Asus, que apresentará as inovações da linha ROG (Republico of Gamers). Também estarão presentes no pavilhão a Intel e o stand do YouTube. Este último ocupará 1.000 m². A dimensão será a mesma do espaço destinado ao game “Fortnite”, mais um debutante do evento.

Aumento de visitantes

A expectativa para o CEO e fundador da BGS, Marcelo Tavares é que tenha um aumento do número de visitantes em 10%. No ano passado, passaram pela feira 330 mil pessoas. Segundo Tavares, o interesse do público cresce a medida que nomes renomados da indústria de games comparecem ao evento, juntamente com a produção de jogos disponibilizada em mais de uma plataforma.

O CEO menciona como exemplo disso tudo o título “Fortnite”, que foi considerado o game mais jogado no mundo em 2018. A campanha dele envolveu outras mídias digitais, como o longa-metragem “Vingadores: Ultimato”.

Tavares também ressalta que este jogo é essencial para o BGS e um modo da empresa responsável pelo título, Epic Games, corresponder ao carinho dos fãs brasileiros ao estar presente nesta edição.

Maior número de empresas estreantes e expansões das antigas

Além das já citadas, a feira contará com a estreia da AOC. Já em termos de ampliação de espaço, a empresa DXRacer poderá desfrutar desta novidade. Entre as presenças já carimbadas em outras edições, estão a Brasil Game Cup e a Hasbro. Fora isso, a expansão dos locais de players de streaming de vídeo será maior, pois, de acordo com Tavares, o público brasileiro gosta muito de ver este tipo de transmissão.

Vendas de ingressos

A junção de todos esses fatores reflete na venda de ingressos, que para este ano está fluindo muito mais, segundo o CEO da feira. Portanto, ele acredita que o público da edição 2019 será o maior de todos.

Além disso, Tavares disse que a parte de pessoas de fora de São Paulo que comparecerão à feira deste ano deve representar entre 30% e 40% do público total. Isso pode acontecer graças à campanha de marketing realizada pela primeira vez com a mesma intensidade em todos os cantos do país.

Em entrevista ao site F5 da Folha de S. Paulo em junho, Tavares afirmou:

“Queremos um evento cada vez mais democrático. Teremos uma área só para mobile, mantendo a área para PC Gamers e consoles. É um evento que vai ter cada vez mais conexão com a internet, do ponto de vista de redes sociais e transmissão online, que esse ano, faremos não só dos campeonatos de e-sports, mas de toda a feira”.

Os ingressos para a 12ª edição do Brasil Game Show custam entre R$ 95 e R$ 390.

*Foto: Divulgação

‘Phishing’: usuários brasileiros são os mais atacados

phishing - usuários brasileiros são os mais atacados

Segundo análise da empresa de antivírus Kaspersky Lab, um em cada cinco brasileiros são bombardeados por mensagens que contenham fraudes

Um estudo divulgado pela companhia russa Kaspersky Lab mostra estatísticas sobre ataques feitos por spam (e-mails indesejados) durante o primeiro trimestre de 2019. Os números publicados pela fabricante de antivírus atestam que o Brasil é o país com mais usuários que recebem mensagem de teor ‘phishing’.

O que é phishing?

Em tradução livre, phishing significa receber uma mensagem por smartphone ou e-mail e este conteúdo tentar convencer a pessoa a passar seus dados pessoais.

Os casos mais habituais, recebidos via spam de e-mail, atestam que a vítima possui algum débito financeiro. Em seguida, a mensagem geralmente diz que para solucionar esta questão, o usuário deve clicar em um link, onde serão pedidas algumas informações. Porém, esses dados da vítima serão digitados em uma página falsa. Na sequência, o conteúdo fornecido pela vítima será utilizado por ladrões em operações fraudulentas. Elas podem ser desde roubo de contas até acesso a transferências bancárias não permitidas.

Estudo da Kaspersky Lab

Ainda segundo o estudo da Kaspersky Lab, 21,66% dos brasileiros (algo em torno de um em cada cinco internautas) já receberam esse tipo de mensagem fraudulenta. Na sequência vem os australianos (17,20%), seguidos pelos espanhóis (16,96%), portugueses (16,81%) e venezuelanos (16,72%).

Além disso, o levantamento apontou que os brasileiros ocupam o quarto lugar como autores dessas mensagens. A empresa afirma que 6,95% de todas as mensagens indesejadas foram enviadas por meio de computador no país. Já os chineses são responsáveis por enviarem o maior número de conteúdos como esses, com 15,82%. Na segunda posição ficou os Estados Unidos, com 12,64%.

Instituições financeiras e mercado de flores

Em 25,78% dos casos a fraude teve como principais envolvidos as instituições financeiras, segundo a Kaspersky Lab. Outros segmentos que interessam aos golpistas inserem sérvios de sites de internet (19,82%), sistemas de prestação de contas (17,33%) e por último as redes sociais (9,07%).

Todavia, o estudo também apresentou que algumas das mensagens usadas por criminosos se valiam de comemorações, como o Dia dos Namorados. Este dia é mais conhecido como Dia de São Valentim nos EUA e é festejado todo dia 14 de fevereiro. Essa data em específico foi apontada no relatório como tendo um elevado número de mensagens indesejadas vindas de locais que tinham a ver com a temática. Os espaços citados envolviam lojas de flores, serviços para relacionamentos e até vendas de Viagra.

Os e-mails que não possuem conteúdo essencialmente comercial (como a venda ilegal de um medicamento) são preparados para que os usuários forneçam seus dados pessoais.

O relatório da fabricante de antivírus russa não mostrou exemplos de mensagens indesejadas que rodearam o país, em português. Portanto, quem quiser saber como são praticados os golpes no Brasil, pode acessar o Catálogo de Fraudes. O site foi desenvolvido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, que contém vários exemplos nacionais desse tipo de conduta.

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Game XP 2019 promete segunda edição mais tecnológica

game xp 2019 no rio de janeiro

Evento realizado no Rio de Janeiro terá montanha-russa com realidade virtual e dinossauros em 4D

A segunda edição da Game XP 2019 promete ser ainda mais tecnológica que a primeira, realizada em 2018.

O projeto ocorreu pela primeira vez em 2017, durante o Rock in Rio e no ano passado aconteceu em um local apropriado. Com isso, foi criado para o evento o primeiro ‘GamePark’ do mundo.

Para esse ano, a equipe de produção aumentará em 60% o tamanho da arena de games. E os acontecimentos não param por aí. O evento terá o dobro de atrações, além de duas horas a mais de duração. Agora serão 11 horas de espetáculo por dia. Esse caso de tempo maior se deve ao fator dos organizadores serem os criadores do RIR e da CCXP.

Novidades desse ano

Uma das atrações que veio para inovar é a presença de uma montanha-russa de realidade virtual. Ela é uma projeção ‘intergaláctica’ com 60 frames por segundo e 360 graus. O espaço também terá um elevador com queda de 40 metros, teleférico e uma pista de kart com carros elétricos. Além disso, essa edição proporcionará ao público um passeio de realidade em 4D por um mundo jurássico, a DinoMund Experience.

Entre as atrações que já fizeram parte do evento na primeira edição, estão: o soccer experience, fliperamas modernos, roda-gigante, área de laser tag três vezes maior, competições de Just Dance e o labirinto do Pacman. Já os jogos que não são eletrônicos ganharão espaço nesta edição. É o caso das paredes escaladas, ping-pong, jenga, totó e pinballs. Todos esses jogos ficarão concentrados na entrada do Game XP.

O evento também contará com três arenas olímpicas com capacidade para 5.000 lugares na plateia para acompanharem as partidas. Nesses espaços poderão ser vistos os campeonatos de: Counter-Strike  (pelo streamer Gaules TV) e Rainbow Six (de novo com liga feminina). Além disso, a festa oficial de encerramento do campeonato mundial de Fortnite, que ocorre em Nova York, será transmitida ao vivo com narração em português.

Segundo a CEO da Game XP, Roberta Coelho, o evento é uma mistura de eSports, games e tecnologia.

Música

A edição de 2019 trará pela primeira vez apresentações musicais. Quem passar pela Game XP poderá conferir os shows de Iza, AnaVitoria e da banda Catdealers. Durante os três dias de evento, haverá uma apresentação da Nova Orquestra, que termina com show de fogos de artifício.

Estrutura e comércio

Na área externa da Game XP terá uma rua produzida com cenário medieval, onde serão dispostas 12 casinhas que venderão vários produtos, como roupas e acessórios. Mais de 70 marcas participarão dessa edição como patrocinadores, atrações e comerciantes. Entre as companhias estão a Epic Games (Fortenite) r a Ubisoft, ambas parceiras do evento.

Além disso, para esse ano foi criado um aplicativo com geolocalização. Tudo que o usuário fizer por meio do app contará pontos e também para cada atração que a pessoa comparecer. Todos esses pontos serão uma espécie de moeda de troca, como benefícios dentro do parque.

Cobertura e desafios

A empresa de telefonia Oi será a responsável por fornecer wi-fi gratuito ao público. Já o canal SporTV transmitirá alguns jogos ao vivo e o evento também fará a transmissão via redes sociais.

Segundo a organização do evento, o desafio dessa edição será alcançar toda a família e provar que o universo dos games pode ser acompanhado por qualquer idade.

Datas e ingressos

A Game XP 2019 acontece de 25 a 28 de julho, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. A expectativa para esse ano é o público seja maior que as 95 mil pessoas que passaram pela edição de 2018 e registrou R$ 54 milhões.

Os ingressos que começaram a ser vendidos em 7 de maio, custavam R$ 175 o primeiro lote. Quem optar pelo Ingresso Family tem direito a um par de entradas e uma meia-entrada, por R$ 350. Já os ingressos Player One, com transporte incluso e acessos VIPs, saem R$ 400 por dia.

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Stories do Instagram vira espaço para engajamento de marcas

stories do instagram vira espaço para engajamento de marcas

Mark Zuckerberg anunciou recentemente mais novidades em relação às suas redes sociais. O CEO do Facebook afirmou que está em fase de testes para o Instagram reduzir a relevância de seus likes. Com isso, o número de curtidas tanto em fotos como em vídeos deixará de no modo público.

O Instagram também disponibilizará tags exclusivas para compras. Um influenciador poderá marcar um produto que usa em seu post e seu seguidor poderá comprá-lo diretamente pela rede social. É este objetivo que pode fazer com o que o Instagram se torne uma plataforma digital importante para o E-commerce.

O PODER DOS STORIES PARA O CRESCIMENTO DE MARCAS

Já é uma realidade que o Instagram tem poder de interação três vezes maior que o Facebook. As informações são da empresa Socialbakers, que coletou dados de mais de 13 milhões de perfis no mundo todo. O estudo foi realizado tanto com páginas pessoais ou comerciais, por meio do engajamento de anúncios publicitários.

Segundo a country manager da Socialbakers, Alexandra Avelar, a pesquisa revela a mudança comportamental dos usuários. Para ela, os internautas têm procurado mais opiniões seguras de ‘vozes confiáveis’ na hora de adquirir produtos por meio digital. Ela conclui que é nesta fase que se dá a união entre influenciadores e marcas, criando veracidade ao público.

O estudo também mostra que a potência do formato dos Stories gera uma fonte muito rica para engajamento das marcas. Para ter uma ideia, no período de um ano a utilização do Stories de modo comercial aumentou em 21%. Sobre isso, Alexandra destaca três fatores:

  • Conteúdo simplificado, aproximando influenciador e público;
  • A interação detalhada entre influenciador e seguidores não causa cansaço;
  • O contato mais palpável entre consumidor, influenciador e marca possibilita conversas mais diretas.

A VOZ ATIVA DOS MICROINFLUENCIADORES

Segundo a Socialbakers, dos 13 milhões de perfis avaliados, cerca de 2,3 milhões corresponde a latino-americanos. Sobre eles, 97% do público são de microinfluenciadores, que possuem de 1.000 a 100 mil seguidores.

A executiva da empresa observa que este tipo de influenciador tem sua voz ativa às marcas. E, consequentemente, é importante a um determinado segmento de mercado e conseguem expandir por este motivo.

A plataforma brasileira Squid traçou em fevereiro desse ano um perfil dos microinfluenciadores nacionais. Os resultados constataram que 41% deles apresentam de 10 mil a 25 mil seguidores. Desses, 70% são do sexo feminino e 53,2% tem faixa-etária entre 26 e 35 anos. Já os assuntos que interessam a este nicho de mercado, estão: lifestyle (36,7%), moda (22%) e arte (18,1%).

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Cresce setor de tecnologia para a segurança privada e pública

cresce setor de tecnologia para a segurança privada e pública

Aplicativos desse setor chamam a atenção de startups e também de governos, como questão de segurança pública

Em decorrência do aumento de índice de criminalidade e violência no país, o ramo de tecnologia da segurança cresceu. A procura por inovação nesta área foi detectada mesmo em período de crise econômica.

O faturamento de 2018 para o setor foi de R$ 6 bilhões, com aumento percentual de 8%. Os dados são da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). E para este ano, a expectativa é um crescimento de 10%.

A grande procura por dispositivos de segurança tanto para o meio privado como para o público tem feito companhias e startups da área inovarem seus sistemas. As tecnologias vão desde o reconhecimento facial, passando por aplicativos que solicitem prestação de socorro até a ampliação de segurança em condomínios.

Segundo a presidente da Abese, Selma Migliori, mais de 90 companhias do setor devem lançar algum produto novo em 2019.

SEGURANÇA PÚBLICA

Selma enxerga um crescimento e interesse por parte dos governos, principalmente após as eleições de 2018. Pois um dos temas que fizeram parte do atual governo se tratava justamente de segurança pública.

A prefeitura de São Paulo já está em fase de testes dessas tecnologias, no caso de drones. A intenção é reduzir custos. Pois com o uso desse dispositivo, pode ser dispensada a utilização de helicópteros pela Guarda Civil Metropolitana em muitos casos. No ano passado, a prefeitura adquiriu sete drones por meio de apreensões da Receita Federal ou por doações.

Os equipamentos possuem câmeras e foram testados em tarefas, como monitoramento de multidões e para proteção de região de mananciais.

Segundo o coronel Rogério Vieira Peixoto, coordenador de tecnologia, logística e infraestrutura da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, um edital deve ser lançado para a secretaria adquirir mais de 40 drones. Os dispositivos serão entregues à equipes da Guarda Civil Metropolitana, que será treinada para a utilização dos mesmos.

RECONHECIMENTO FACIAL

Além disso, o drone também serve para reconhecimento facial de desaparecidos ou foragidos. O aparelho permite isso graças a uma câmera de alta precisão e dotada por um sistema de inteligência artificial.

Uma ideia similar foi praticada durante o carnaval desse ano, no Rio de Janeiro. Em parceria com a empresa de telefonia Oi foram espalhadas 34 câmeras pelo bairro de Copacabana. O projeto-piloto foi capaz de identificar por meio de sistema de inteligência artificial 10 foragidos. Este feito só foi possível também porque pelo uso de um cadastro que continha nomes de desaparecidos e pessoas com mandado de prisão a cumprir.

De acordo com o coordenador de comunicação social da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mauro Fliess, essa tecnologia praticada em grande alcance pode contribuir de alguma forma para redução da criminalidade. Ele ressalta que mais testes serão realizados em diferentes ocasiões antes do estado optar pela compra dos equipamentos.

SEGURANÇA PRIVADA

A mesma tecnologia já é adotada pelo setor privado. A empresa paulistana Haganá oferece serviço de reconhecimento facial para recepção e vigilância de edifícios. O dispositivo implantado ano passado permite acionar catracas para liberação de visitantes em prédios. Todavia, a companhia também disponibiliza o serviço de uma assistente virtual que entra em contato com o visitante via Whatsapp e solicita que ele tire uma “selfie”. Esta foto será verificada e autenticada por esta assistente, relata o presidente da Haganá, Chen Gilad. Com isso, a qualidade do sistema reforça o índice de segurança, além da redução da contratação de pessoal.

STAURTUPS VOLTADAS À SEGURANÇA PESSOAL

As startups têm desenvolvido sistemas para este nicho de mercado. Prova disso é a companhia Anjo 55 que oferece a seus clientes um serviço de vigilância. Por meio de vigilantes contratados, a pessoa poderá ser escoltada em suas atividades a partir de R$ 2,75 o minuto. O diferencial da empresa é ter parcerias com companhias de vigilância já estabelecidas e reconhecidas no mercado. Pois é necessário que os profissionais sejam capacitados e devidamente treinados.

Outra empresa que é especializada em segurança pessoal é a Family 24h. O propósito dessa startup é permitir que o cliente informe qualquer tipo de ocorrência de forma rápida e sem alarde. Isso é feito por meio de um botão de pânico que pode ser instalado no bolso da calça. O funcionamento do equipamento se dá pelo uso de sinais de smartphones que estão próximos do cliente. Ele enviará um alerta e a localização à parentes ou amigos pré-cadastrados pelo cliente. Porém, essas pessoas também precisam ter o aplicativo da startup baixado em seu celular. O custo da contratação é de R$ 99 para o botão de pânico mais mensalidades de R$ 6,99, que garantem total acesso às ferramentas do Family 24h.

Já para o ramo de condomínios, a empresa Noxnox oferece uma tecnologia de comunicação entre porteiros e moradores. O sistema é ativado por meio de aplicativo, que substitui o uso de interfones. Com isso, o condômino consegue visualizar pela tela do app quem deseja entrar em sua casa. A instalação do aparelho nos condomínios é gratuita e cada apartamento tem direito a utilizar o app em um único celular. Quem quiser o serviço em mais de um aparelho deve pagar R$ 33 por cada conta adicional.

*Foto: Divulgação

“Árida”: conheça o primeiro game brasileiro ambientado no sertão

árida - conheça o game brasileiro ambientado no sertão

Jogo online narra a história de Cícera, uma jovem sertaneja do século 19

Lançado mês passado, o game brasileiro “Árida” foi desenvolvido por uma empresa de jogos baiana, a Aoca Game Lab.

O enredo traça a jornada da jovem Cícera, de 13 anos e seu avô em meio a uma grave seca. O sertão como pano de fundo da história engloba até a famosa Guerra de Canudos, que também aconteceu neste período.

A Aoca Games teve o cuidado com a pesquisa histórica, pois apesar de todos os sete desenvolvedores serem do estado Bahia, nenhum deles é sertanejo de fato.

COMO TUDO COMEÇOU

De acordo com o fundador da empresa, Felipe Pereira, o argumento de Árida surgiu há cerca de quatro anos. Ele recrutou profissionais da área e decidiram que a Guerra de Canudos seria apenas um elemento do game. Além disso, todos concordaram que a força da história estava mesmo no sertão baiano e resolveram ampliar este assunto.

COMO VIVER O UNIVERSO DE CÍCERA NO JOGO

A jornada da protagonista sertaneja é retratada durante uma grave seca ocorrida no século 19. Na primeira parte do game, Cícera e seu avô são apresentados aos jogadores. Eles poderão se ambientar com todo o universo dos personagens e saber as vantagens e desvantagens de viver em meio à seca.

Além disso, a Aoca Games deve lançar “Árida” apenas pela plataforma Steam, que é uma loja online. O usuário que quiser ser avisado sobre o lançamento do game, basta acessar o site da Steam e se cadastrar. Por enquanto, não é pretensão da produtora baiana trabalhar com console Xbox, um dos mais conhecidos do mercado.

FINANCIAMENTO E MERCADO INTERNACIONAL

A primeira parte do game foi viabilizada por meio de um edital de jogos as Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Já a segunda parte poderá ser captada por financiamento da Ancine. Recentemente, a Agência Nacional de Cinema passou a destinar recursos para este setor que também enxerga como um projeto audiovisual.

Em dezembro, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão divulgou investimento de R$ 45 milhões ao setor de game. O valor é mais que o dobro de recursos investidos pelo FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) ao desenvolvimento de jogos.

A empresa Aoca Games pretende expandir as vendas de “Árida” ao mercado internacional. Com isso, eles querem ter a oportunidade de despertar o interesse pelos nordestinos em outros países. Além disso, acham importante que a indústria do game brasileiro fuja do eixo Rio-São Paulo e contemplem outros estados.

Segundo Felipe, este jogo também pode se transformar em uma animação ou uma HQ, conforme seu sucesso fora do país.

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Impressora 3D já imprime um coração a partir de tecido humano

coração em 3d

Criado por equipe israelense da universidade de Tel Aviv, em Jerusalém, o protótipo possui células do próprio paciente

A revista Advanced Science publicou um estudo em abril, realizado por cientistas da universidade de Tel Aviv. Liderado pelo professor Tal Dvir o coração em 3D é considerado o primeiro no mundo a ser impresso com vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras.

A pesquisa desses cientistas pode abrir um caminho para que no futuro pacientes em filas de espera por um transplante não precisem mais recorrer a essa solução e poderão receber corações pulsantes por meio de impressoras 3D. Pois a rejeição praticamente seria nula ao utilizar no processo as próprias células do paciente.

Em entrevista à publicação, Dvir afirma:

“Realizamos uma pequena biópsia de tecido adiposo do paciente, removemos todas as células e as separamos do colágeno e de outros biomateriais, as reprogramamos para que fossem células-tronco e, então, as diferenciamos para que sejam células cardíacas e células de vasos sanguíneos”.

Em seguida, os materiais do paciente foram processados e convertidos em biotinta, podendo assim para serem impressos junto às células.

TAMANHO DO PROTÓTIPO E PASSOS SEGUINTES

Segundo os jornalistas que presenciaram a demonstração dos cientistas em uma coletiva também no mês abril, o tamanho do coração impresso é comparado ao de um coelho ou uma cereja, medindo cerca de três centímetros. Por enquanto, o coração completo ainda não é capaz de bombear, e sim apenas suas células se contraem.

De acordo com os cientistas ainda é necessário mais desenvolvimento até que o órgão consiga ser transplantado em um ser humano. As células precisam estar mais amadurecidas e se comuniquem entre si, ou seja, que elas aprendam a se comportar adequadamente. Porém, a ideia é primeiro realizar transplantes em pequenos animais, como ratos e coelhos.

Dvir finaliza:

“Talvez, em dez anos, haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos sejam conduzidos rotineiramente”.

DOENÇA CARDÍACA E TRANSPLANTES

Doenças ligadas ao coração são as principais causas de morte no mundo. Os dados são do Sistema Único de Saúde (SUS) e no Brasil é a causa número um que leva ao óbito. Nos EUA, os falecimentos em decorrência de problemas no coração estão em primeiro lugar. Já em Israel, ela fica em segunda posição, vindo logo após o câncer.

Na maioria das vezes, o paciente não consegue esperar a doação do órgão e morre antes, segundo informações do HCor. No Brasil, a espera chega entre 12 e 18 meses a depender da região onde a pessoa reside. Nos EUA, o paciente esperar cerca de seis meses por um transplante.

*Foto: Reprodução / Advanced Science – Tal Dvir, Assaf Shapira, Nadav Moor

Novos processadores melhoram inteligência artificial dos celulares

empresas prometem melhorar inteligência artificial dos celulares

A empresa californiana Qualcomm disponibilizou ao mercado no mês passado seus novos processadores para smartphones. A tecnologia roda em sistema Android com custo de R$ 2 mil ou menos a contar da época do lançamento.

As novas linhas de processadores, intituladas Snapdragon 665 e Snapdragon 730 apresentam recursos melhorados de inteligência artificial em suas câmeras.

O modelo 665 possui suporte para câmera tripla encontrado em smartphones tops de linha, como o Samsung Galaxy S10. O aparelho brasileiro tem três câmeras traseiras com lentes de captura diferentes em sua amplitude.

Já o processador americano é capaz de aumentar o zoom digital de aproximação em até 5x. No total, ele possui capacidade para capturar imagens de até 48 megapixels.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Ainda sobre a linha 665 do Snapdragon, a apresentação do chip de processamento de inteligência artificial é mais veloz do que o do seu antecessor, o 660. O recurso possibilita regular e ajustar automaticamente os diferentes tipos de cena captados. E as fotos podem ser melhoradas pela uso da inteligência artificial que é analisada por meio de um banco próprio de dados sobre diversos tipos de imagens.

PREVISÃO PARA OS PRÓXIMOS ANOS

De acordo com estimativa prevista pela empresa de consultoria norte-americana Gatner, daqui três anos, 80% dos celulares terão recursos de inteligência artificial nativos, ou seja, com chips dedicados a essa tarefa. O número representa um acréscimo de 10% em relação a 2017. O motivo do crescimento é o interesse das fabricantes em querer diferenciar cada vez mais seus produtos.

O Snapdragon 665 possibilita o usuário a utilizar o rosto como senha, graças ao sistema de reconhecimento facial em três dimensões. Com isso, o consumidor não corre o risco de o sensor ser enganado se fosse usado uma foto no lugar.

No quesito game, o modelo se sobressai em relação à geração anterior, segundo teste realizado pela Qualcomm. Seu consumo de energia é 20% menor, ou seja, menos consumo de bateria utilizado pelos jogadores de celular.

Se este processador estiver presente em um Iphone Xs conseguirá captar imagens desfocadas em segundo plano com apenas uma câmera. Antigamente era necessário o uso de duas câmeras para este efeito. Por enquanto, nenhuma empresa de celular anunciou um modelo com um dos novos processadores da Qualcomm. Porém, há rumores de que ainda seja lançado por alguma empresa neste ano.

Modelo 730

O novo Snapdragon 730 tem foco na demanda de aparelhos mais sofisticados, com motor de processamento de inteligência artificial de quarta geração. Em relação ao 665, seu desempenho é mais veloz e ainda duas vezes mais rápido a linha Snapdragon 710.

O modelo já vem com recurso para fotos com fundo desfocado pelo uso de uma única câmera. Aqui o uso de inteligência artificial otimiza cenas fotografadas por sensores tridimensionais para desbloqueio facial. A união de todas as câmeras desse dispositivo chegam a capturar imagens de até 192 megapixels.

Seu diferencial em relação aos outros modelos de processadores está no desempenho da tecnologia HDR. Os vídeos com resolução em 4k possuem otimização dos níveis de brilho e contraste, gerando um efeito melhor do que em câmeras sem este recurso.

Para os gamers que utilizarem este processador, há um modelo específico, o Snapdragon 730G. Com ele, o processamento gráfico pode ser melhor em até 25% em relação à linha 730.

Mesmo a empresa americana não ter anunciado quais gigantes de telefonia celular lançariam aparelhos com sua tecnologia, ela sugeriu que a Xiaomi possa estar interessada. Recentemente, a companhia chinesa estreitou uma parceria com a DL e retornou ao mercado brasileiro.

A Qualcomm espera que o lançamento de seus três novos processadores no mercado global aconteça ainda no primeiro semestre de 2019.

*Foto: Divulgação

Detran e Serpro permitem o uso de CRLV digital

detram e serpro permitem o uso de crlv digital

Agora não tem mais desculpa que esqueceu o documento do veículo em casa ou no outro carro usado pela família. Já entrou em vigor a iniciativa de poder apresentar o CRLV direto pela tela do celular.

A medida é uma parceria entre Detran e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Com isso, além do documento impresso, o condutor também pode utilizar o serviço digital.

O procedimento visa facilitar a vida do motorista e agentes de trânsito em uma blitz ou outros tipos de abordagem. Por meio da leitura de um QR Code é possível ter acesso ao documento do carro já cadastrado. Além disso, a tecnologia permite o compartilhamento do CRLV com até cinco smartphones, ou seja, pode ser utilizado por familiares que dividem o uso de um mesmo automóvel.

ARQUIVO EM PDF

Além do acesso via celular por QR Code, o condutor poderá apresentar o documento em forma de PDF. Para isso ele terá autenticar assinatura digital em cartório e depois apenas salvar o arquivo no smartphone.

Importante ressaltar que estas alternativas de apresentação não substituem em definitivo o documento impresso original. E o aplicativo de reconhecimento vale apenas para os cidadãos que possuem o pagamento do licenciamento em dia.

VERSÃO ELETRÔNICA EM 13 ESTADOS BRASILEIROS

A versão eletrônica do CRLV já está presente em 13 estados do país, entres eles, Alagoas e Rio de Janeiro. As demais localidades têm até o mês de junho para adotarem esse sistema, conforme a Resolução nº769/2018 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Até o final do ano, a intenção da parceria entre Detran e Serpro é estar presente em todo território nacional.

COMO INSTALAR O APLICATIVO

O usuário deve acessar o serviço de instalação de aplicativos por meio de um aparelho Android ou IOS. Em seguida, deve fazer o download do app CDT (Carteira Digital de Trânsito), desenvolvido pelo Serpro.

Na primeira tela do app é possível consultar informações de validade jurídica dos documentos digitais e de compartilhamento por celular. O próximo passo é colocar o CPF para iniciar o cadastro e depois os dados pessoais. Será pedido a criação de uma senha para os demais passos até finalizar o cadastro.

*Foto: Divulgação