Magazine Luiza fortalece comércio na região Norte do país

magazine luiza fortalece comércio no norte do país

Ao adquirir direito de uso da rede Armazém Paraíba, o Magalu pode reforçar sua atuação nos estados do Pará e Maranhão.

O memorando de entendimento assinado no início de maio entre o Magazine Luiza e a Sociedade Comercial Irmãs Claudino S.A. (Socic), que gerencia o grupo Armazém Paulista autoriza que a empresa possa explorar os 48 pontos comerciais espalhados pelo Pará e Maranhão.

Com isso, o gigante varejista passará a marcar presença em 17 estados e ultrapassará mais de 1.000 lojas físicas.

Segundo o Magazine, a ideia é investir em um novo centro de distribuição para esta região em que os clientes tenham um melhor atendimento, tanto na forma online como offline.

PROGRAMA RETIRA LOJA

Além disso, um dos focos dos pontos comerciais do Pará e Maranhão será o funcionamento do programa “Retira Loja”. Portanto, o cliente que comprar algum produto via internet poderá retirá-lo diretamente em alguma loja física dos dois estados. De acordo com o vice-presidente do Magalu, Fabrício Garcia, a intenção é entrar no mercado da região Norte de forma bastante expressiva, abocanhando clientes tanto nas lojas físicas como no meio digital.

Em um comunicado, Garcia afirmou: “Em todas as regiões que chegamos com pontos físicos, nossas vendas digitais aumentam de forma significativa”.

A empresa tem expectativa que a assinatura dos contratos definitivos saiam em breve e que ainda seja aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A partir disso, é que a operação no Norte do país poderá ser iniciada.

AÇÕES DO MAGAZINE LUIZA

No fim de abril, foi divulgado que o Magalu alcançou a marca de 1.000% em valorização. Um dos fatores para este percentual foi a companhia ser de capital aberto desde 2011.

Ainda no mesmo período, pelo IPO (oferta pública inicial de ações), cada título da empresa foi negociado a R$ 16, com encerramento de R$ 191,26. O valor foi considerado o máximo já atingido pela rede varejista. Este percentual é muito mais expressivo do que os índices alcançados no Ibovespa de apenas 45,7%.

*Foto: Divulgação

“Árida”: conheça o primeiro game brasileiro ambientado no sertão

árida - conheça o game brasileiro ambientado no sertão

Jogo online narra a história de Cícera, uma jovem sertaneja do século 19

Lançado mês passado, o game brasileiro “Árida” foi desenvolvido por uma empresa de jogos baiana, a Aoca Game Lab.

O enredo traça a jornada da jovem Cícera, de 13 anos e seu avô em meio a uma grave seca. O sertão como pano de fundo da história engloba até a famosa Guerra de Canudos, que também aconteceu neste período.

A Aoca Games teve o cuidado com a pesquisa histórica, pois apesar de todos os sete desenvolvedores serem do estado Bahia, nenhum deles é sertanejo de fato.

COMO TUDO COMEÇOU

De acordo com o fundador da empresa, Felipe Pereira, o argumento de Árida surgiu há cerca de quatro anos. Ele recrutou profissionais da área e decidiram que a Guerra de Canudos seria apenas um elemento do game. Além disso, todos concordaram que a força da história estava mesmo no sertão baiano e resolveram ampliar este assunto.

COMO VIVER O UNIVERSO DE CÍCERA NO JOGO

A jornada da protagonista sertaneja é retratada durante uma grave seca ocorrida no século 19. Na primeira parte do game, Cícera e seu avô são apresentados aos jogadores. Eles poderão se ambientar com todo o universo dos personagens e saber as vantagens e desvantagens de viver em meio à seca.

Além disso, a Aoca Games deve lançar “Árida” apenas pela plataforma Steam, que é uma loja online. O usuário que quiser ser avisado sobre o lançamento do game, basta acessar o site da Steam e se cadastrar. Por enquanto, não é pretensão da produtora baiana trabalhar com console Xbox, um dos mais conhecidos do mercado.

FINANCIAMENTO E MERCADO INTERNACIONAL

A primeira parte do game foi viabilizada por meio de um edital de jogos as Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Já a segunda parte poderá ser captada por financiamento da Ancine. Recentemente, a Agência Nacional de Cinema passou a destinar recursos para este setor que também enxerga como um projeto audiovisual.

Em dezembro, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão divulgou investimento de R$ 45 milhões ao setor de game. O valor é mais que o dobro de recursos investidos pelo FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) ao desenvolvimento de jogos.

A empresa Aoca Games pretende expandir as vendas de “Árida” ao mercado internacional. Com isso, eles querem ter a oportunidade de despertar o interesse pelos nordestinos em outros países. Além disso, acham importante que a indústria do game brasileiro fuja do eixo Rio-São Paulo e contemplem outros estados.

Segundo Felipe, este jogo também pode se transformar em uma animação ou uma HQ, conforme seu sucesso fora do país.

*Foto: Divulgação

Impressora 3D já imprime um coração a partir de tecido humano

coração em 3d

Criado por equipe israelense da universidade de Tel Aviv, em Jerusalém, o protótipo possui células do próprio paciente

A revista Advanced Science publicou um estudo em abril, realizado por cientistas da universidade de Tel Aviv. Liderado pelo professor Tal Dvir o coração em 3D é considerado o primeiro no mundo a ser impresso com vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras.

A pesquisa desses cientistas pode abrir um caminho para que no futuro pacientes em filas de espera por um transplante não precisem mais recorrer a essa solução e poderão receber corações pulsantes por meio de impressoras 3D. Pois a rejeição praticamente seria nula ao utilizar no processo as próprias células do paciente.

Em entrevista à publicação, Dvir afirma:

“Realizamos uma pequena biópsia de tecido adiposo do paciente, removemos todas as células e as separamos do colágeno e de outros biomateriais, as reprogramamos para que fossem células-tronco e, então, as diferenciamos para que sejam células cardíacas e células de vasos sanguíneos”.

Em seguida, os materiais do paciente foram processados e convertidos em biotinta, podendo assim para serem impressos junto às células.

TAMANHO DO PROTÓTIPO E PASSOS SEGUINTES

Segundo os jornalistas que presenciaram a demonstração dos cientistas em uma coletiva também no mês abril, o tamanho do coração impresso é comparado ao de um coelho ou uma cereja, medindo cerca de três centímetros. Por enquanto, o coração completo ainda não é capaz de bombear, e sim apenas suas células se contraem.

De acordo com os cientistas ainda é necessário mais desenvolvimento até que o órgão consiga ser transplantado em um ser humano. As células precisam estar mais amadurecidas e se comuniquem entre si, ou seja, que elas aprendam a se comportar adequadamente. Porém, a ideia é primeiro realizar transplantes em pequenos animais, como ratos e coelhos.

Dvir finaliza:

“Talvez, em dez anos, haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos sejam conduzidos rotineiramente”.

DOENÇA CARDÍACA E TRANSPLANTES

Doenças ligadas ao coração são as principais causas de morte no mundo. Os dados são do Sistema Único de Saúde (SUS) e no Brasil é a causa número um que leva ao óbito. Nos EUA, os falecimentos em decorrência de problemas no coração estão em primeiro lugar. Já em Israel, ela fica em segunda posição, vindo logo após o câncer.

Na maioria das vezes, o paciente não consegue esperar a doação do órgão e morre antes, segundo informações do HCor. No Brasil, a espera chega entre 12 e 18 meses a depender da região onde a pessoa reside. Nos EUA, o paciente esperar cerca de seis meses por um transplante.

*Foto: Reprodução / Advanced Science – Tal Dvir, Assaf Shapira, Nadav Moor

Lojistas já recebem no ato da venda pela empresa PagSeguro

lojistas recebem pagamento no momento da compra pelo pagseguro

Desde maio a opção entrou em vigor aos lojistas que já possuem conta PagSeguro

A PagSeguro anunciou em final de abril que os vendedores que utilizam suas maquininhas receberão o pagamento imediatamente.

A medida vale aos comerciantes que já possuem conta na companhia pertencente ao grupo UOL. Além disso, a famosa empresa de maquininhas tem pequena participação acionária e indireta da Folha de São Paulo.

O vendedor poderá utilizar o dinheiro do pagamento da PagSeguro de duas formas: via débito ou sacá-lo em caixas eletrônicos.

FUNCIONAMENTO ANTERIOR DE PAGAMENTOS

Antes, quando o comerciante fazia uma venda por cartão de débito, demorava cerca de um dia para receber. E na opção de cartão de crédito a espera era de 30 dias ou menos, com prazo determinado pelo vajerista. Porém, essa escolha equivalia a juros maiores.

CONCORRÊNCIA FORTE

A decisão da PagSeguro serve como estratégia para atenuar a forte concorrência da Rede, companhia do Itaú. A empresa pertencente ao banco divulgou também em abril que as vendas realizadas na forma de crédito serão pagas em até dois dias. Com isso, o varejista não precisa mais antecipar o pagamento. Porém, a taxa cobrada não foi divulgada à imprensa.

A tática adotada pela Rede fez despencar as ações da PagSeguro no pregão, e também das concorrentes Cielo e Stone. Na bolsa de Nova York, em 22 de abril, a PagSeguro registrou queda de 1,23% e Stone, 2,38%, na Nasdaq.

Todavia, não foi só a Rede que impôs a medida agressiva ao mercado de maquininhas de cartão. A Safrapay, do banco Safra, também acatou a mesma alternativa em zerar a taxa de juros ao varejista que quiser antecipar o valor pago à vista pelo cliente no cartão de crédito.

CADE VAI AVERIGUAR INICIATIVA DA REDE

A decisão da Rede poderá alterar o modo competitivo das empresas do setor, segundo analistas da XP Investimentos.

Já o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai verificar a iniciativa adotada pela companhia. A concorrência alega que essa postura confere venda casada, pois os clientes devem possuir conta no Itaú para se beneficiarem das condições de pagamento e descontos promovidos pela Rede.

ABIPAG

A Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag), afirma que iniciativas como a da Rede devem ser vistas com desconfiança. Para a associação, uma medida como essa em que a empresa diz zerar a tarifa de antecipação para pagamentos via cartão de crédito, deve ser encarada como o de compensar a falta de taxa neste serviço, mas que provavelmente deve ser compensada na forma de outra tarifa. Em comunicado enviado à imprensa, a Abipag conclui que a intenção da Rede é acabar com as fintechs e impedir que tenha competição nesse nicho de mercado e ainda ressalta que também possa ser uma ação promocional de caráter duvidoso.

Foto: Divulgação

Maconha medicinal: importação pelo medicamento cresce no Brasil

cresce importação de maconha medicinal no brasil

Avanço das autorizações chegaram a 70% no ano passado, segundo a Anvisa

Desde 2018, o mercado de maconha medicinal tem atraído investidores estrangeiros ao Brasil.

A importação do medicamento cresceu bastante nos últimos tempos no país. Entres os motivos, está o fato da Anvisa ainda não ter alavancado o processo de regulamentação para que farmacêuticas brasileiras possam plantar a erva e comercializar seu uso do ponto de vista clínico.

O número de novos pedidos atingiu 2.371 casos só no ano passado, além de 1.242 solicitações de revalidação.

O mercado brasileiro de maconha medicinal chegou a ser citado no site americano Marijuana Business Daily, no mês passado. O que comprova que os investidores acompanham de perto o uso do medicamento em território nacional.

RENOVAÇÕES X LIBERAÇÕES EM 2019

Para este ano, o número de renovações tem sido o menor que o de liberações. Um dos motivos é alto custo para importação do medicamento. Entre janeiro e março, somente 429 licenças foram renovadas, segundo Caio Abreu, diretor da Entourage, empresa especializada nesse segmento.

AUTORIZAÇÕES DE PLANTIO VIA PROCESSO JUDICIAL

Muitos pacientes, por falta de condições financeiras, acabam limitando a dose de uso do medicamento. Pois assim, eles conseguem estender o tratamento à base de canabidiol. Tem casos de pessoas que optam por alternativas consideradas ilegais para conseguir a fórmula, ressalta Caio.

PLATAFORMA DE COMPRA LEGAL DE MACONHA MEDICINAL

Fundado em 2018, o portal Dr. Cannabis foi idealizado pela empresária Viviane Sedola. Vinda da área de relações públicas do site de crowdfunding Kickante, Viviane percebeu a carência de informação do mercado de maconha medicinal no Brasil.

A partir daí, resolveu apostar neste ramo de atividade e criar uma plataforma para divulgar informações de como comprar de forma legalizada: canabidiol (CBD) e tetraidrocanabinol (THC). Enfim, facilitar cada vez mais o acesso a esse recurso medicinal e que ainda é um tabu no país.

Pouca gente sabe que o medicamento serve para tratar casos de epilepsia, autismo, dores crônicas, esclerose múltipla e até ansiedade. Com isso, a CEO do Dr. Cannabis reúne em seu portal tanto médicos como usuários cadastrados. Eles recebem uma newsletter com as últimas informações deste universo medicinal.

Desde 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite ao paciente com receita médica que importe CBD ou THC. O processo de importação não é muito barato, podendo ultrapassar R$ 2 mil. Portanto, pacientes que não possuem condições financeiras, eles podem pedir judicialmente uma licença para poder plantar a erva em casa. Atualmente, já são 15, o número de casos de quem conseguiu este tipo de autorização via judicial.

LEGISLAÇÃO PARA PLANTIO

Está em discussão no Senado o projeto de lei 514/2017 para permissão do plantio da erva para fins medicinais. Com isso, a indústria farmacêutica brasileira teria muito a ganhar.

Quando foi divulgado em 2018 pelo presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, a aceleração do processo de regulamentação da maconha medicinal, o setor farmacêutico correu para se aprofundar sobre o assunto, etc. Porém, com o atraso em regularizar todos os trâmites, a instalação de linhas de produção desse mercado tiveram que esperar. A partir daí, que os investidores estrangeiros viram uma grande oportunidade de negócio no país.

*Foto: Divulgação