LG cria máscara recarregável e que purifica o ar

lg cria mascara recarregável e que purifica o ar

Máscara recarregável e purificante é o mais novo investimento da gigante sul-coreana de tecnologia

A empresa de tecnologia LG anunciou nesta quinta-feira (27) a criação de uma máscara que é capaz de purificar o ar, e também é recarregável. A máscara de rosto utiliza a mesma tecnologia dos purificadores de ar caseiros da empresa. Esta é a aposta de investimento da gigante sul-coreana em tempos de pandemia do novo coronavírus. No entanto, a LG não menciona a eficiência do produto, em relação a prevenir que uma pessoa seja infectada pelo vírus.

Máscara recarregável da LG – comunicado da empresa

De acordo com um comunicado publicado no site oficial da LG, a empresa afirma que a máscara recarregável foi criada para substituir as máscaras “inconsistentes” feitas em casa pelas pessoas, com suas camadas de tecido. Além de ter o intuito de evitar o uso de máscaras descartáveis, que já estão esgotadas em alguns locais.

Luzes de UV-LED

A LG anunciou ainda que a máscara é equipada com luzes de UV-LED que “matam germes prejudiciais” e é capaz de enviar notificações para o app LG ThinQ (disponível para sistemas Android e iOS) quando os filtros precisam ser trocados.

Máscara tecnológica

A empresa afirma que a máscara recarregável tecnológica pode ajudar a pessoa a respirar melhor. Além disso, o produto possui ventiladores capazes de entender quando o usuário inspira ou expira.

Doação de 2.000 máscaras aos profissionais da saúde de Seul

Quando a LG fez o anúncio da criação da máscara no mês passado, ela afirmou na ocasião que doaria 2.000 máscaras para um hospital universitário em Seul, de acordo com o jornal Korea Herald.

A doação tem por objetivo auxiliar os profissionais da área de saúde a usar o mesmo dispositivo por um longo período de tempo, já que a máscara recarregável auxiliar o usuário a respirar melhor.

Em contrapartida, a LG não revelou quando a máscara será lançada e muito menos quanto custará o produto.

*Foto: Divulgação

Sindicato afirma que Volkswagen pode cortar 5 mil funcionários

sindicato afirma que volkswagen pode cortar 5 mil funcionários

Volkswagen não admite o fato, mas afirma que é excesso de mão de obra em razão da pandemia de Covid-19

A montadora Volkswagen abriu negociações com os sindicatos dos metalúrgicos do ABC e da Grande Curitiba para diminuir seu quadro de funcionários no Brasil. A entidade diz que a iniciativa da reunião, realizada ontem (18), partiu da companhia de veículos.

Volkswagen pode cortar 5.000 funcionários

Segundos os sindicalistas, a montadora propõe a diminuição de 35% da mão de obra no Brasil. Atualmente, ela é distribuída em três fábricas no estado de São Paulo e uma no Paraná. O corte corresponderia à demissão de quase 5.000 trabalhadores em distintos setores.

Além de não confirmar este número, a Volkswagen revela apenas que há um excedente de mão de obra, em função da crise na economia gerada pela pandemia de Covid-19.

A montadora também afirma que as negociações com os sindicatos foram abertas. Porém, ainda tenta amenizar a situação por meio de medidas de flexibilização do trabalho.

Flexibilidade de jornada

Segundo os sindicalistas, a montadora apresentou propostas que envolvem: flexibilidade de jornada, corte do reajuste salarial, redução do valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e alterações em benefícios (transporte, alimentação e plano de saúde).

Mercado automotivo brasileiro

No entanto, a Volkswagen esclarece que decisões sobre cortes de pessoal dependem da evolução do mercado automotivo brasileiro. atualmente, a empresa funciona com uma previsão de queda de 40% nas vendas de veículos e de 45% na produção. Estes dados foram levantados pela Anfavea (associação das montadoras).

Nota da motadora

Em nota, a montadora afirma que está “avaliando em conjunto medidas de flexibilização e revisão dos acordos coletivos vigentes para adequação ao nível atual de produção, com foco na sustentabilidade de suas operações no cenário econômico atual, muito impactado pela pandemia do novo coronavírus.”

Sinais de recuperação do setor

Em contrapartida, o setor automotivo tem dado indicativos de recuperação mais rápida do que outros setores da economia do país. Além disso, vem apresentando média diária de vendas que se chegam perto das 8.000 unidades neste mês de agosto. Porém, os resultados atuais não escondem os problemas acumulados nos últimos cinco anos.

Queda nas vendas entre 2014 e 2016

Em suma, isso quer dizer que com a forte queda nas vendas registrada entre 2014 e 2016, resultou em uma ociosidade na indústria automotiva, que superou os 50%. Em razão da pandemia, a lenta retomada que teve início em 2017, acabou sendo interrompida.

Aproximadamente 3.000 postos de trabalho foram cortados na indústria automotiva no decorrer da pandemia, afirma a Anfavea.

Além disso, este índice poderia ser maior se a Renault não tivesse revisto as 747 demissões feitas em julho. E que, por decisão judicial, foi reaberta as negociações com o sindicato da Grande Curitiba. A fábrica da montadora, situada na cidade de São José dos Pinhais, é próxima da planta paranaense da Volkswagen.

GM

Além da Volkswagen, a General Motors também abriu negociações com os sindicatos e apresentou proposta de PDV em São Caetano do Sul (Grande São Paulo) e São José dos Campos (interior de São Paulo).

De acordo com sindicalistas de São José dos Campos e Região, os benefícios oferecidos a quem aderir ao PDV na unidade abrangem: salários adicionais, extensão do plano de saúde e um carro popular Onix Joy.

*Foto: Divulgação/Eduardo Knapp – Folhapress

Inteligência artificial pode impedir evasão escolar em SP e GO

inteligência artificial pode impedir evasão escolar em sp e go

Com medo de uma evasão escolar em SP e GO, ambos os estados decidiram fazer um convênio com uma empresa que utiliza inteligência artificial para estimular comportamentos. Sendo assim, por meio de mensagens neste direcionamento, a ideia é atingir mais de 2,5 milhões de alunos e suas famílias. Entre exemplos de mensagens, tem esta: “Se liga! 80% dos seus colegas acreditam no ensino médio para se dar bem no futuro.”

Como impedir uma evasão escolar em SP e GO

Desde março as aulas presenciais estão suspensas em todo o Brasil. Com isso, uma das maiores preocupações das redes públicas de ensino é que os alunos não retornem às escolas passado o período de distanciamento social. Apesar das atividades letivas continuarem de modo remoto, o controle da frequência de acesso dos estudantes tem sido um grande desafio.

Uso de inteligência artificial

Por meio do uso de inteligência artificial de uma empresa contratada, ela dispara mensagens de incentivo e também de perguntas a fim de entender se os alunos estão acompanhando as atividades, se estão desmotivados e se pretendem voltar à escola. Todas as mensagens são encaminhadas para os telefones das famílias cadastrados nos sistemas das secretarias de educação.

Sobre isso, Guilherme Lichand, presidente da Movva, startup responsável pelo envio das mensagens, explica:

“As redes estão fazendo um esforço enorme para manter as atividades a distância, mas não conseguem que todos os alunos acompanhem e nem saber por qual motivo. Se é por falta de recursos para acessá-las, falta de interesse ou porque precisou começar a trabalhar. É um trabalho massivo que os professores e as escolas não conseguem fazer individualmente.”

Ele conta que a empresa usa nudgebots, que é uma inteligência artificial aplicada à economia comportamental. Além disso, a estratégia parte da análise de dados para criar e enviar mensagens para induzir comportamentos positivos. Entre os quais podemos destacar: cuidados com a saúde, prevenção de inadimplência e engajamento educacional.

Perfil das respostas para impedir evasão escolar em SP e GO

De acordo com o perfil das respostas recebidas, o sistema da Movva traça uma estratégia de engajamento para esses alunos. Em suma, isso pode ser feito ao enviar dicas de estudo ou com motivos para que não abandone a escola.

Em Goiás, por exemplo, o disparo de mensagens começou em junho para 12 mil dos 18 mil alunos matriculados em unidades de ensino médio com tempo integral. Em 30 dias, a startup identificou que, entre os alunos que recebiam as mensagens, 13,5% disse não pensar em voltar à escola após o retorno das aulas presenciais. Já entre os que não receberam mensagens, o índice era de 24%.

Para a secretária de Educação de Goiás, Fátima Gavioli, a evasão escolar é um problema histórico no estado e já tinha um trabalho intenso para diminuí-la. Porém, com a pandemia, as ações antes desenvolvidas ficaram mais difíceis:

“Aqui em Goiás há uma cultura entre os jovens de começar a trabalhar muito cedo. Se ele receber R$ 200, R$ 300 em um subemprego, ele prefere sair da escola. Antes, se o menino faltava dois dias seguidos, a gente ia atrás para entender o que aconteceu. Agora, perdemos essa referência.”

Professores

Por mais que os professores se empenhem nas aulas remotas, o acompanhamento nem sempre é possível e na frequência necessária. Gavioli ressalta que 7% dos estudantes da rede não realizaram nenhuma atividade remota e também não responderam a nenhuma das tentativas de contato dos educadores. Portanto, esse é o grupo considerado com maior risco de abandonar os estudos.

Além disso, os dados dos alunos que pretendem não retornar às aulas presenciais ou que não respondem às mensagens são enviados à secretaria. Sendo assim, uma ação mais específica será feita com esse grupo, afirma Gavioli:

“Esses estudantes serão os primeiros que vamos atrás e teremos uma atenção especial na volta às aulas.”

Evasão escolar em SP

Em contrapartida o envio das mensagens em São Paulo começará em duas semanas para 2,5 milhões de alunos, financiados pela Fundação Lemann. Mesmo que a rede possua 3,6 milhões de matrículas, não há o contato telefônico de todos nos cadastros das secretarias.

Aplicativo

Lichand afirma que o aplicativo da Movva foi disponibilizado pela secretaria paulista para as aulas online. A ferramenta foi baixada por aproximadamente 2 milhões de alunos, com cerca de 1,7 milhão de acessos por dia:

“É um número alto considerando que foi uma ação emergencial para manter as atividades, mas ainda assim metade dos alunos não acessa diariamente. Nosso objetivo é aumentar o engajamento.”

Em função do envio de mensagens ser conectado ao sistema que acompanha o acesso dos alunos na plataforma, é possível identificar quais são os alunos com maior risco de evasão, disse Lichand:

“Se o aluno acessou o sistema e ainda assim diz que não pretende voltar à escola, mandamos mensagem de incentivo e com argumentos para convencê-lo a continuar estudando.”

Ação focalizada

O coordenador de Tecnologia e Informação da Seduc (Secretaria de Educação de São Paulo), Thiago Cardoso, destaca que com as respostas ou ausência delas, a pasta vai identificar os alunos com mais chance de evasão e traçar uma estratégia para que isso não ocorra:

“Essas informações serão repassadas para as escolas para que façam a busca desses alunos, entendam os motivos de não quererem voltar às aulas.”

*Foto: Divulgação

Magalu adquire portal de notícias de tecnologia e aumenta venda de anúncios

magalu adquire portal de notícias de tecnologia e aumenta venda de anúncios

Magalu adquire portal de notícias Canaltech para que seus vendedores possam oferecer produtos nos canais da empresa, vinculados à propaganda no site

O Magazine Luiza adquiriu ontem (6) o portal de notícias de tecnologia Canaltech. O objetivo da transação é o de aumentar a distribuição de seus anúncios publicitários na internet. Sendo assim, os vendedores passam a oferecer seus produtos nos canais da empresa, vinculando também á propaganda no site.

Magalu adquire portal de notícias

A varejista conta com uma ferramenta própria de anúncios online e deseja captar o público que acessa o site. Com isso, eles criam uma estratégia que mistura exposição de anúncios, que levam o consumidor ao e-commerce da marca, e a chamada publicidade nativa, aquela que comercializa produtos por meio de conteúdos gerados no site em forma de texto ou vídeo.

Valores da aquisição

O Magalu não divulga valores da transação. Além do Canaltech, a varejista também comprou a plataforma de mídia online da startup Inloco. De acordo com informações da própria empresa, isso vai possibilitar que vendedores ofereçam produtos de modo segmentado, na intenção de atrair clientes de regiões próximas, por exemplo, a fim de reduzir despesas de frete.

Comunicado do presidente da varejista

Em comunicado, Frederico Trajano, presidente-executivo do Magazine Luiza, afirma que a ideia da aquisição conjunta é “monetizar a audiência”.

Todavia, a empresa ainda diz que isso pontua sua entrada no mercado de anúncios e que está atrelado à estratégia de superapp, que é uma aposta da gigante do varejo nos últimos anos para fomentar as compras via smartphone.

Vale lembrar que em junho do ano passado, a empresa passou a fortalecer seus negócios na região Norte do país.

Já no fim do mês passado, o Magalu comprou a Hubsales, startup em que fabricantes oferecem seus produtos diretamente aos consumidores. Ela é especializada nos setores de calçados e de confecções, com foco na região de Franca (SP). Com isso, a varejista movimentará mais de R$ 100 milhões e mais de 700 mil pedidos anuais.

*Foto: Divulgação