Selo ilmpact reconhece inovações de impacto social

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Selo ilmpact é uma iniciativa do Innovation Latam em parceria com a Fundação Dom Cabral, qualificando startups comprometidas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU

Neste ano, o selo iImpact recebeu 555 inscrições de startups de 24 países. A iniciativa é do Innovation Latam em parceria com a Fundação Dom Cabral. Sendo assim, ela reconhece startups que estão de fato gerando impacto social e ambiental positivo na América Latina.

Países

O Brasil concentra o maior número de inscrições, com 311 participantes. Em seguida, aparecem México (38), Chile (28) Peru (26) Argentina e Colômbia (24 de cada país).

Entre os destaques dos perfis das participantes é a predominância de startups maduras. Isso porque do total de inscritas, 86,7% possuem ao menos um MVP (Mínimo Produto Variável) estruturado. Já a metade (53,9%) das startups está em fase de tração (traction) ou escala (scale-up).

Selo ilmpact – 17 ODS

Além disso, o selo iImpact permite que startups se qualifiquem e mostrem ao mercado o compromisso em promover soluções que colaborem com os 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2020, 65 projetos foram reconhecidos pelo impacto gerado na sociedade.

Cada startup pode indicar até três dos 17 ODS como foco de sua atuação. Na atual edição do selo, o 8º objetivo da ONU – trabalho decente e crescimento econômico – foi destacado por 135 das startups inscritas. E ainda tiveram mais de 100 registros os ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), 12 (consumo e produção responsáveis) e 13 (ação contra a mudança global do clima).

Maior aderência das startups

Segundo o líder da metodologia de pesquisa da Fundação Dom Cabral, professor Fabian Salum, a edição 2021 demonstra o interesse e seletiva escolha com aderência recorrente das startups ao projeto iImpact.

“Percebe-se, na primeira fase da coleta de dados, que as startups participantes demonstraram novamente o interesse em compartilhar seus projetos, modelos de negócios, e formas de medir o impacto gerado de forma representativa e correlacionada à alguma das 17 ODS da ONU.”

As inscrições já foram encerradas e agora comela a seleção para a segunda fase. Com isso, as empresas selecionadas apresentarão as evidências do impacto que geram.

Além da validação da Fundação Dom Cabral, elas passarão pelo crivo de uma banca de jurados formada por 80 executivos de grandes companhias e organizações que atuam na América Latina e em outros países, e de docentes.

Empresas

Empresas participantes: Aegea, IBM, Ambev, Grant Thornton, Amazon, Gerdau, MRV Engenharia, Electrolux, Banco Carrefour, Grupo A.Yoshii Engenharia, Editora Globo, Grupo Sequoia, Bradesco, Cubo-Itaú, Dow, Roche e Saque-Pague, entre outras.

Já entre as organizações internacionais, os destaques são: ICLEI, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Future Females, Principles for Responsible Investment e ISH Markit for Latin America.

Processo de avaliação

O processo de avaliação é feito a partir da metodologia desenvolvida pelo Prof. Dr. Fabian Salum e sua equipe da Fundação Dom Cabral. Eles estão alinhados com os compromissos definidos pela ONU, e buscam a comprovação das evidências da contribuição socioambiental gerada pela startup para com a sociedade que recebe direta ou indiretamente o impacto positivo dessa contribuição.

*Foto: Divulgação

O que é Avaliação de Impacto e como ela reflete na sociedade

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Avaliação de Impacto considera a mudança social produzida por um programa ou projeto

Quando se considera o impacto da mudança social produzida por um programa ou projeto, estamos falando de uma avaliação. Neste artigo, você entenderá como este tipo de análise influencia em uma sociedade.

Avaliação de Impacto – o que é

Uma avaliação de impacto coleta resultados que se relacionam com as conquistas concretas. Em geral, ela corresponde ao alcance e a amplitude da iniciativa em questão. Além disso, o impacto social pode ter uma natureza mais subjetiva, associada à ideia de transformação na sociedade.

A avaliação é medida em torno do quanto este impacto muda a vida das pessoas envolvidas. Portanto, é uma prática reflexiva que visa buscar evidências para identificar se uma iniciativa tem atingido as transformações sociais que estipulou como objetivos.

Importância

A importância da Avaliação de Impacto vem de vários motivos e é uma ferramenta estratégica valiosa. Ela fornece ás organizações dados e evidências que possibilitam refletir sobre as abordagens adotadas. Com isso, ela pode oferecer suporte para o processo de tomada de decisão.

Ela também permite analisar a relação de causalidade entre as intervenções e os impactos percebidos, identificando fatores que são essenciais para impulsionar as transformações. Além disso, é capaz de saber os fatores que não contribuem de modo tão direto, e os limitadores que criam obstáculos.

Por fim, estudos avaliativos possuem o potencial de fortalecer o diálogo com investidores e com o setor público. Tudo isso auxilia as organizações a manterem um relacionamento transparente com doadores, e a reivindicarem melhorias nas políticas públicas e negociarem a ampliação de programas sociais efetivos.

O que é SROI e qual sua utilidade?

O ‘SROI – Social Return on Investment’, ou Retorno Social sobre Investimento, é um protocolo de avaliação que propõe uma análise comparativa entre o valor dos recursos investidos em um projeto ou programa e o valor social gerado para a sociedade com essa iniciativa. Para isso, ele aplica várias técnicas para prever o valor intangível de ativos que não podem ser comprados ou vendidos.

Esta ferramenta transcende a monetarização do impacto social. Mesmo que a relação custo-benefício seja o geralmente atrai a atenção dos investidores sociais, que enxergam a possibilidade de uma avaliação objetiva e financeira sobre o uso de seus recursos, este processo não deve ser considerado apenas um índice.

Amazônia

Em 2016, o IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) conduziu a avaliação do Retorno Social sobre Investimento de um projeto dedicado à primeira infância da Amazônia.

E o resultado positivo constatado pelo estudo foi de uma mudança social notável que o projeto gerou aos seus beneficiários. Isso porque ele ofereceu argumentos irrefutáveis para que o projeto se tornasse uma política pública. Sendo assim, houve um benefício para uma parcela significativamente maior da população, contribuindo para a melhoria da vida de mais crianças.

*Foto: Divulgação/Dirceu Quintino/Portal Amazônia

Prêmio Empreenda Saúde vai escolher projetos de tecnologia

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Prêmio Empreenda Saúde receberá inscrições de startups que promovam projetos inovadores também de impacto social a fim de melhorar a saúde no Brasil

As startups da área de saúde têm até o dia 2 de agosto para se inscrever no Prêmio Empreenda Saúde. O concurso é voltado a projetos tecnológicos e inovadores que incentivem o desenvolvimento do setor no país.

7ª edição do Prêmio Empreenda Saúde

Esta é a sétima edição do Prêmio Empreenda Saúde. A iniciativa busca soluções em fase de prototipagem ou comercialização com potencial de gerar impacto social.

Além disso, o concurso é promovido pela Fundação Everis Brasil e é aberto a startups registradas legalmente e que tenham captado até R$ 4,5 milhões de financiamento nos últimos três anos ou faturado mais de R$ 2,250 milhões no último ano.

Inscrições

As empresas poderão se inscrever pelo site oficial do projeto. Neste ano, haverá três novas categorias, ditando tendências em saúde aceleradas pela pandemia.

Vale destacar que projetos que promovam expansão da assistência em saúde por meio do uso de ferramentas de tecnologia interativas nos serviços públicos e privados podem se inscrever em “Telehealth”. Sendo assim, poderão concorrer experiências de teleconsultas, telemonitoramento e teleorientação, entre outras.

Por outro lado, startups com tecnologias do tipo mobile ou “wearables” (acopladas ao corpo), com atuação direcionada à gestão de dados populacional, cuidados coordenados e integrados em saúde nos serviços públicos e privados, saúde digital com foco em prevenção de doenças, entre outros, podem se inscrever em “Gestão de saúde populacional com foco em wellness”.

Por fim, as iniciativas com ênfase na gestão administrativa e assistencial de serviços públicos ou privados que promovam inovação por meio da incorporação de novas ferramentas e tecnologias podem aplicar em “Eficiência operacional aplicada à gestão da saúde.”

Vencedor

O vencedor e assim como o ranking dos 12 melhores projetos serão anunciados no dia 4 de novembro. O primeiro lugar recebe R$ 50 mil e a chance de passar por mentoria de três meses.

De acordo com o presidente da Fundação Everis Brasil, Antonio Carlos Valente:

“O Empreenda Saúde é a grande chance de startups brasileiras do setor entrarem em contato com um imenso ecossistema de inovação no setor, a começar pelo nosso júri, composto por representantes renomados das áreas de ensino, pesquisa, inovação, saúde e executivos dos mais diversos setores do mercado.”

Últimas edições

Nas últimas edições se destacaram as seguintes soluções em saúde:

  • Epistemic, com solução para detecção de surtos epiléticos;
  • o software Fófuuu, para tratamentos de fonoaudiologia;
  • e a Neurobots, que criou exoesqueleto controlado pelo cérebro que ajuda na recuperação de pacientes que sofreram acidentes vasculares cerebrais.

*Foto: Divulgação

Tecnologias agroalimentares ajudam a combater a fome no Brasil

tecnologias agroalimentares ajudam a combater a fome no brasil

Tecnologias agroalimentares reforçam que “a comida é o caminho para a paz”, afirma o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2020, David Beasley, em nome da World Food Programme (WFP)

Desde março de 2020, com a chegada da pandemia no Brasil, que o temor de que as cadeiras de alimentos entrassem em colapso. Esse risco ainda existe. Além disso, historiadores costumam apontar que se as pessoas negligenciarem a história, ela poderá ser repetida no futuro.

Prova disso é que a população brasileira não aprendeu com a Grande Seca (1877-79), que matou entre 200 mil e 500 mil pessoas. Além de integrar um desastre climático global, com uma estimativa de 50 milhões de fatalidades entre 1875-79.

Fomes catastróficas

Atualmente, o desenvolvimento econômico e tecnólogo foram capazes de conter fomes catastróficas, e que se preocupa com o impacto social e coletivo.

Segundo Amartya Sem, em geral, hoje se tem condições de transferir rapidamente alimentos de locais onde há excedentes para áreas com escassez abrupta.

Entretanto, há “elos frágeis” nesta solução. Isso envolve uma população hoje marginalizada, espelhada pelas periferias urbanas e regiões remotas. Quem ainda não enxergou esta calamidade é porque ela é disfarçada por meio de programas de transferência de renda e por campanhas filantrópicas, que recebem cada vez menos doações em meio à pandemia.

Por outro lado, outros projetos buscam debater a resiliência das cadeias de abastecimento de alimentos nas periferias e conectá-las diretamente ao campo.

Tecnologias agroalimentares

Já o segundo elo frágil diz respeito aos eventos que podem afetar a oferta global de alimentos. Neste caso, há a possibilidade de adaptar plantas industriais (como ocorreu com a produção de máscaras de proteção em 2020) não se aplica à produção agrícola. Além disso, há uma escassez generalizada de alimentos que poderia ter um grave impacto social e político.

Portanto, é necessária e entrada de técnicas agroalimentares. Os alimentos seriam produzidos independentemente de condições climáticas e geográficas.

Neste caso, a agricultura utiliza a energia solar para transformar carbono e nitrogênio em carboidratos e proteínas. Porém, há outras formas de fazer isso, o que inclui processos industriais.

ONG The Good Food Institute

Sendo assim, a ONG The Good Food Institute desenvolve projetos para fomentar a produção de proteínas alternativas. A iniciativa produz carne a partir de plantas ou de células animais cultivadas.

De acordo com David Denkenberger, diretor da ALLFED, há várias maneiras de transformar matéria vegetal não-edível (como troncos e folhas de árvores) em carboidratos comestíveis, utilizando tecnologias agroalimentares ou até mesmo cultivando fungos.

Não natural

Apesar dessa técnica soar um tanto não natural, ela é uma das grandes vantagens adaptativas de nossa espécie, além de contar com alimentos variados para um dieta.

A produção de nutrientes em laboratório não seria uma ruptura. Mas sim a continuação das práticas inovadoras de nossos ancestrais, que primeiro dominaram o fogo e araram a terra, para então permitir o florescimento humano em todas as regiões do globo.

*Foto: Divulgação/MST

Artesãos indígenas integram marketplace da Tucum Brasil

artesãos indígenas integram marketplace da tucum brasil

Por meio do projeto, os artesãos indígenas têm a oportunidade de se aproximarem de seus consumidores e ainda receberem capacitação e autonomia para implementar em suas comunidades

A Tucum Brasil acaba de lançar um marketplace para ajudar artesãos indígenas, com venda de acessórios, decoração, arte e, claro, artesanatos. O objetivo do projeto é dar continuidade ao processo de capacitação e autonomia dos povos indígenas, gerando maior impacto social. A curadoria da iniciativa, começada em 2011, apresenta agora uma nova plataforma a fim de aproximar cada vez mais os artesãos do consumidor final.

Marketplace para artesãos indígenas

Sendo assim, o marketplace alia a venda de peças produzidas por indígenas de várias regiões do Brasil. São produtos oferecidos por mais de 30 etnias, como Kayapó e Yanomami, que vivem nas bacias dos Rios Xingu e Negro, respectivamente.

Nova plataforma

Além disso, a nova plataforma da Tucum Brasil oferece, além de um canal aberto entre produtor e cliente, um conteúdo e informação para uma experiência de compra diferenciada. Todavia, a ferramenta conta ainda com acessibilidade para todos os dispositivos e frete para todo Brasil.

Capacitação e apoio

Em relação à geração de renda dos povos indígenas, a Tucum abraça esta importância do artesanato, promovendo um curso de capacitação. Ou seja, uma preparação para os artesãos indígenas venderem seus produtos no marketplace.

Ao todo, são 26 horas de conteúdo, divididos em 5 módulos que abordam temas, como: noções básicas de fotografia e tratamento de imagem; fases do processo logístico; estratégias de comunicação, social midia e marketing digital. Por fim, há também uma mentoria com experiência prática de venda online.

Sobre isso, Amanda Santana, fundadora do projeto, explica:

“A gente sempre entendeu que, para gerar autonomia, eles precisam ter conhecimento de como que essa cadeia funciona. Queremos dar espaço para que os indígenas e suas iniciativas ofereçam seus produtos diretamente para o público que a Tucum tem construído ao longo desses 8 anos.”

Pindorama

O lançamento do marketplace foi marcado pela criação de um editorial chamado Pindorama. Tal conceito ganhou este nome para lembrar que a terra que habitamos, originalmente, é indígena e era assim também que o território se chamava.

Contudo, o editorial ainda tem o objetivo de falar sobre a valorização da beleza originária e o empoderamento da existência indígena. Uma curiosidade desse editorial é que ele foi criado totalmente por

“Nós não estamos protegendo a natureza. Nós somos a Natureza. E lutamos para ficar de pé. Nossas vidas importam e os nossos costumes também. Temos a liberdade de vivermos onde quisermos. E queremos a garantia de nossos direitos de existir como acreditamos ser ideal.”

*Foto: Divulgação/Tucum Brasil

Pias comunitárias são instaladas por ONG em todo o Brasil

pias comunitárias são instaladas por ong em todo o brasil

Pias comunitárias integram campanha Uma Mão Lava Outra, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, levando água e sabão a zonas periféricas

A ONG Habitat para a Humanidade Brasil, que atua em prol de moradia digna, arrecadou R$ 630 mil em meio à pandemia. O valor será destinado à instalação de mais de 300 pias comunitárias em favelas e zonas periféricas de 13 estados brasileiros.

Pias comunitárias

Nas zonas de maior vulnerabilidade do país ainda falta acesso à água para que os residentes dali lavem sempre suas mãos. Pensando no risco que é sem ter recurso básico e em meio à pandemia é que surgiu a campanha #UmaMãoLavaOutra, da Habitat Natural. Hoje, no Brasil há mais de 30 milhões de pessoas que não possui acesso à água tratada em suas casas, o que causa um grande impacto social negativo. Já para outros 20 milhões, o abastecimento de água é irregular (SNIS). Portanto, o objetivo da campanha é levar água e sabão a quem precisa para também poderem se proteger do vírus, por meio de pias comunitárias.

Doações

A campanha da ONG arrecadou doações de mais de 200 pessoas, e ainda contou com patrocínio da PepsiCo. Além disso, a Habitat para a Humanidade Brasil foi uma das contempladas pelo projeto 300 Desenhos. Sendo assim, vários artistas doaram seus trabalhos com o intuito de levantar fundos para três instituições filantrópicas.

Com as arrecadações e compartilhamentos da campanha nas redes sociais, mais de 90 mil pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade vão poder lavar as mãos todos os dias com água e sabão.

A instalação das pias comunitárias já começou e continua durante o mês de agosto.

Implementação

As pias comunitárias estão sendo instaladas em pontos estratégicos das comunidades. Sendo assim, entram no circuito parceiros locais, associações de moradores e lideranças comunitárias.

As instalações já estão acontecendo nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora (MG), Lavras (MG), Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, João Pessoa e Recife. Toda a implementação conta com a parceria de organizações como: Florescer Brasil, Engenheiros Sem Fronteiras, Favelar, Atos Colaborativos, Arquitetura Faz Bem, Mobiliza RAU + E, entre outras.

Como nasceu a iniciativa

Logo que foi instituído o período de quarentena em razão da pandemia da Covid-19 no país, a Habitat Brasil reconheceu o grande impacto que teria e ainda seria mais devastador nas comunidades mais vulneráveis. Portanto, a ONG agiu rapidamente para apoiar estas famílias de modo emergencial e coletivo. Houve uma articulação que trouxe voluntários, parceiros, doadores, empresas e comunidades para tentar amenizar os prejuízos da chegada da doença em zonas periféricas do país.

Distribuição de alimentos e produtos de higiene

Contudo, fora a instalação das pias comunitárias, a organização social ainda distribuiu aproximadamente 70 toneladas de alimentos e produtos de higiene. Atualmente, a ONG planeja uma reestruturação de como deverá ser sua atuação diante desse cenário de crise sanitária. Sobre isso, Mário Vieira, diretor executivo da Habitat para a Humanidade Brasil declarou:

“Nós já definimos que, ao retornar com nosso trabalho em campo, nossas atividades estarão voltadas às melhorias habitacionais que possam impactar diretamente na diminuição da contaminação pelo Coronavírus. As obras serão principalmente de acesso à água, reformas de banheiros, construção de cisternas urbanas e rurais, melhoria das condições de ventilação das moradias, entre outras.”

*Foto: Divulgação

ONGs para pessoas com deficiência cogitam queda de doações na receita

ongs para pessoas com deficiência cogitam queda de doações na receita

Queda de doações na receita podem atingir T% 75 milhões, em função da pandemia do novo coronavírus, onde mães assumem papel de cuidadoras

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) calcula que no Brasil em torno de 45,6 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, o que equivale a 23,9% do país.

A queda de doações na receita vem, sobretudo, da crise sanitária de Covid-19. De acordo com Daniela Mendes, superintendente-geral do Instituto Jô Clemente (IJC), focada em pessoas com deficiência intelectual, afirma que esta parcela população sente-se abandonada. E ainda há queixas da falta de acesso às instituições de saúde, pois tais estruturas estão focadas no combate ao coronavórus.

Queda nas doações na receita

No país, quatro ONGs que trabalham em apoio às pessoas com deficiências enfrentam uma crise financeira e, juntas, preveem uma queda em mais de R$ 75 milhões no orçamento anual, o que representa até 30% da receita dessas entidades. Isso tudo ocorre, sobretudo, à diminuição de patrocínios, doações e até de doações da nota fiscal paulista.  

Todos Por Um

As quatro instituições se uniram com o objetivo de tentarem manter os atendimentos e arrecadar fundos, por meio do site Todos Por Um. Nesta página, os interessados conhecem melhor o trabalha de cada organização e fazem doações. O projeto foi criado em março, portanto, Mendes diz que é cedo ainda para calcular os retornos.

As ONGs em questão são: a Fundação Dorina Nowill para cegos, o Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo), Derdic que atua na educação de surdos, e a AACD, que atende pessoas com deficiência física. E é justamente ela que possui um maior déficit, estimado em R$ 50 milhões. Juntas, as quatro entidades calculam atender aproximadamente 900 mil pessoas por ano.

No caso da AACD, a pandemia surgiu em um momento em que a instituição demonstrava, desde setembro de 2019, um avanço no setor de reabilitação aquática.

Durante o período de isolamento social, as entidades tiveram que se adaptar, seja por meio de consultas em plataformas digitais, ou ainda por meio de vídeos com atividades que podem ser desempenhadas em casa e orientações pedagógicas via WhatsApp.

Serviços essenciais mantidos

No entanto, alguns serviços essenciais foram mantidos. É o caso do teste do pezinho para recém-nascidos, em que a IJC é responsável por 67% desses exames, feitos no estado de São Paulo. Ela também observou um aumento nas despesas, pois os testes são importados e o euro subiu muito.

Sobre isso, Mendes ressalta:

“Estamos falando de uma população invisível. Pessoas com deficiência são pessoas de risco, vulneráveis são minimizadas nessa época”.

Mães assumem papel de cuidadoras

Maria Aparecida Valença, gestora do Instituto Mara Gabrilli, realizou uma pesquisa para entender esta ‘invisibilidade’ e se surpreendeu com o resultado:

“Mães acabam desempenhando o papel de cuidadora e a maioria é sozinha, por isso temem ser infectadas pela Covid-19, pois pensam ‘se eu morrer, com quem meu filho vai ficar?’, outro medo é que o próprio filho seja contaminado e elas não possam ficar ao lado deles caso seja preciso uma internação.”

Além disso, a maior preocupação dessas mães é a questão financeira, pois, segundo entrevista concedida por Valença à Folha, para que elas recebem o BPC (auxílio de um salário-mínimo oferecido para idosos e pessoas com deficiência que não possam se manter e não possam ser mantidos por suas famílias), necessitam comprovar que possuem renda e é por isso que trabalham como informais (faxina, venda de bolo, etc), mas que cessaram com a quarentena.

Já para Simone Vigiliato, do projeto Super Mães Especiais, ressalta que a saúde mental de mães que ela atende tem piorado. Com filhos que necessitam de atendimentos especiais em casa durante o isolamento, elas acabam apresentando ansiedade, irritabilidade e perda de sono.

Outra questão são as crianças com autismo, que tem apresentado mais ansiedade e agressividade, devido à pandemia e, consequentemente, exigem maior atenção de seus familiares.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Debates e marchinhas combatem abuso sexual no carnaval de SP

debates e marchinhas combatem abuso sexual no carnaval de SP

Carnaval 2020 será o segundo ano sob a lei vigente de importunação sexual, que pune pessoas em situações flagradas, como ‘roubar’ um beijo

Na intenção de impedir a propagação de casos de abuso sexual no período de Carnaval de Rua de São Paulo, organizadores da folia, blocos e marcas confiam em marchinhas, “anjos” protetores, debates, além de tatuagens com “Não é Não” escrito em neon.

Lei de importunação sexual

O carnaval deste ano será o segundo sob a lei de importunação sexual (sancionada em setembro de 2018). O crime é estipulado como a prática de ato libidinoso contra alguém, sem consenso, para satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. O decreto ainda inclui situações de “roubar” um beijo, tocar nos seios, na genitália ou nas pernas de alguém sem permissão e ainda se masturbar ou ejacular em uma pessoa. A punição varia de 1 a 5 anos de reclusão.

Anjas do Carnaval

A prefeitura lançou no ano passado as “anjas do Carnaval”, que é um grupo de voluntárias que se infiltra da multidão com o intuito de prevenir casos de abuso em blocos e também acolher mulheres em situação de vulnerabilidade (vítimas de importunação ou alcoolizadas, por exemplo).

Para somar à iniciativa, na folia de 2020, será incorporado o trabalho de “anjos”. De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, agentes estarão focados nos foliões que excederem limites. A ideia é incluir os homens no combate ao assédio. Serão 50 voluntários e voluntárias com alguma atuação na área de humanas ou que integram grupos que lidam com violência de gênero. Eles estarão nos locais de folia entre os dias 22 e 25 de fevereiro.

Além disso, as vítimas poderão ser atendidas no Ônibus Lilás, unidade móvel da Coordenação de Políticas para as Mulheres, que contará com psicóloga e assistente social.

Tendas nos cortejos

A prefeitura informou que nos últimos dois anos não houve casos que exigiram intervenção da equipe do ônibus. Também haverá tendas no decorrer do percurso do cortejo para apoiar as folionas. A pasta ainda prepara um manual com informações sobre abuso e importunação e instruções de como reagir a estas situações de violação de direitos.

Haverá debates, promovidos pela Coordenação de Políticas para a Mulher. As rodas de conversa abordará o abuso sexual e será realizada na véspera do início do Carnaval, nos CIC (Centros de Integração da Cidadania) da Barra Funda (dia 17, às 10h) e do Jaraguá (dia 19, às 11h). O público-alvo é de residentes do entorno dos centros.

A médica e coordenadora estadual de políticas para a mulher, Albertina Duarte, integrará os debates, assim como psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e neurologista. Assuntos ligados à saúde da mulher serão os temas.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) afirmou que serão intensificadas ações de prevenção e ostentação de policiamento no período carnavalesco para “combater as práticas criminais, inclusive as de cunho sexual.”

Marchinhas de carnaval

Os blocos de rua também se movimentaram nesta causa por meio de marchinhas que trocam algumas palavras. Por exemplo, em “Olha a Atitude do Mané”, faz versão à famosa “Cabeleira do Zezé”, e “Mulher Não É Coisa, Não!”, inspirada em “Cachaça Não é Água”.

Na primeira marchinha, segundo Barbara Falcão, integrante do grupo, geralmente é tirada da cartola, quando acontece algum caso de assédio durante o cortejo:

“Será que ele é esquerdomacho? Talvez seja só um cuzão. Certeza que é bem cretino. Não vê que tem só sapatão”.

Já o bloco Eu Acho é Coco também apoia o movimento com músicas de conscientização. Seu repertório é formado por canções que tratam de assédio sexual, moral e psicológico, entre as quais: “Maria da Vila Matilde”, de Elza Soares, e “Seu Grito”, de Aurinha do Coco.

Não é Não

Além disso, este carnaval também contará com as já renomadas tatuagens temporárias do coletivo feminista “Não é Não”. A novidade deste ano será a versão em neon, alinhada à estética carnavalesca, e ainda os modelos em preto e em branco. Serão distribuídas 50 mil tatuagens gratuitamente, por meio de uma campanha de financiamento coletivo online, em que foi captado R$ 10 mil.

Em relação às estratégias virtuais contra abuso está o bloco Siga Bem Caminhoneira, que realizou uma campanha nas redes sociais para reforçar que o assédio pode acontecer “de forma sutil e imperceptível” e que é necessário “tomar cuidado com as suas atitudes e respeitar o espaço da outra”. As organizadoras ainda abordam o racismo, homofobia e gordofobia, em uma “campanha antiopressão”.

Postagens contra o preconceito

O bloco Agrada Gregos pretende fazer lives no Instagram e posts contra o assédio e preconceito durante o carnaval. Além disso, aplicativos de relacionamento também aderiram, como o Badoo, que em parceria com produtores de conteúdo online, deve publicar e promover material de alerta ao público masculino sobre como deve se comportar nestas festividades.

O Carnaval de São Paulo será realizado, oficialmente, de 22 a 25 de fevereiro. Porém, no dia 15 ocorrerão 141 desfiles. Já no dia 29, haverá 109 desfiles.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Qu4rto Studio

Prefeitura de SP dará R$ 215 para famílias comprarem uniformes

prefeitura de SP dará R$ 215 para famílias comprarem uniforme

Com a licitação cancelada, o órgão enviará cartões às escolas para providenciarem a compra dos uniformes em fevereiro, e as aulas começam no dia 5

Depois de cancelar a licitação que visava a compra de uniformes escolares, a Prefeitura de São Paulo aprovou a liberação de R$ 215 para cada aluno para que seus pais comprem a vestimenta diretamente em lojas cadastradas pela Secretaria da Educação.

Compra de uniformes – como será

O valor aprovado será disponibilizado por meio de cartões bancários enviados às escolas em fevereiro, e no dia 5 terá início as aulas.

Já está em andamento o credenciamento dos estabelecimentos capacitados para atender estes alunos e vender os uniformes. De acordo com Bruno Caetano, secretário da prefeitura, as lojas espalhadas por toda a capital paulista, serão visitadas para avaliar a procedência e o preço desses produtos, além de também atestarem sua qualidade.

A decisão foi divulgada pela gestão Bruno Covas (PSDB), depois de 20 companhias participarem do processo de licitação para a entrega dos uniformes serem desclassificadas. O motivo é que todas elas não cumpriram as especificações exigidas no edital ou por terem sido reprovadas nos testes de qualidade.

Também foram constatados que os tênis machucavam os pés e os agasalhos apresentaram abertura muito larga para o capuz.

Fases de recurso da concorrência foram encerradas

Além disso, a licitação determinava que cada aluno receberia uma calça, cinco camisetas, uma bermuda, um moletom, uma jaqueta, cinco pares de meia e um par de tênis, para um total de 660 mil estudantes. O gasto estimado para toda esta compra era de R$ 130 milhões.

O uso do cartão bancário no valor de R$ 215 para aluno adquirir os uniformes será utilizado pelas respectivas famílias da forma que achar melhor.

Demanda de uniformes de 2017 e 2018

Os uniformes entregues pela prefeitura às escolas municipais chegaram com problemas nos anos de 2017 e 2018. As reclamações foram inúmeras, desde os tamanhos que estavam errados até a fragilidade das peças e falta de conforto.

Depois das queixas chegarem à prefeitura, o município optou por alterar as especificações das vestimentas, trocando o tactel por poliéster e aumentando a espessura dos tecidos, e também modificou os calçados para melhor durabilidade e qualidade.

Vagas em creches

No fim de 2010, a gestão Bruno Covas divulgou outra medida de transferência de recursos na educação: a aquisição de vagas em creches particulares.

O projeto de lei realizado pela prefeitura prevê um custo de R$ 727 por criança. A ação é direcionada comente a crianças em situação de vulnerabilidade.

Com isso, os pais e mães ou responsáveis legalmente deverão inscrever as crianças num cadastro e caberá à prefeitura distribuir a demanda.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Conheça os 40 líderes sociais premiados pela Fundação Schwab

conheça os 40 líderes sociais premiados pela fundação schwab

Fundação Schwab destacou líderes na área de inovação que podem gerar um maior impacto social, tanto em ambientes corporativos, como no setor público e da academia

Há mais de 20 anos que a Fundação Schwab reconhece iniciativas de empreendedores sociais, principalmente os que promovem valores inclusivos. Esta geração integra o nicho de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) ligada à sociedade civil, acelerando soluções de problemas na prática e ainda pensando em novos futuros através da experimentação.

Nas duas últimas décadas, a fundação selecionou e reuniu mais de 350 empreendedores sociais de 70 países e os incorporou às plataformas do Fórum Econômico Mundial.

Estes empreendedores demonstraram um expressivo progresso em relação à sustentabilidade e consumo, saúde e educação, desenvolvimento rural e formação profissional. E também descobriram novos meios de promover direitos humanos e igualdade social em distintos contextos no mundo todo.

Desigualdades mostradas pela Fundação Schwab

No entanto, as desigualdades aliadas à pobreza e fatores climáticos são grandes problemas para que um único empreendedor social ou entidade possa encarar por conta própria.

Portanto, é necessário reconhecer que muitos desses problemas estão interligados e suas causas também são profundas e refletidas na cultura, na história e na política. Além disso, a tomada de soluções são constantemente balizadas por normas desatualizadas e estruturas distorcidas de poder.

Parcerias

Para haver uma alteração de verdade, é fundamental a formação de parcerias com vários stakeholders para que as transformações radicais aconteçam de fato.

É preciso desenvolver a inovação social em todos os setores. Com isso, tecnologias sociais seriam adotadas, testadas, escaláveis e difundidas, seja por meio de empresas sustentáveis no deserto ou por modelos comunitários de atendimento à saúde.

É necessário também ter em mete que liderar o ecossistema de inovação social exige compromisso, resiliência e, claro, imaginação. E mais que tudo isso, de pessoas inovadoras, corajosas e comprometidas.

40 novas lideranças reconhecidas pela Fundação Schwab

Exatamente por tudo isso que a Fundação Schwab ampliou suas atuações para reconhecer e apoiar um ecossistema de agentes pioneiros que compartilham um objetivo em comum: acelerar o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e progredir coletivamente no campo da inovação social.

A fundação homenageou com bastante orgulho 40 destas novas lideranças em inovação social durante seu evento anual em Nova York. No mês de setembro, foi reunida a primeira comunidade intersetorial de inovadores sociais no Fórum Econômico Mundial, durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável.

Premiação

Na ocasião, foram apresentados os escolhidos das três novas categorias de premiados a cada ano, além dos empreendedores sociais. Ativistas, cidadãos e jovens de todo planeta protestam por ações fortes, exigindo mudanças em governos, companhias e instituições.

Para a Fundação Schwab, o que foi presenciado neste encontro foi um grupo comprometido de inovadores sociais chamado de intraempreendedores, que são agentes internos que causam mudanças dentro de governos e empresas. Eles utilizam os recursos à sua disposição para que grandes transformações aconteçam ao mesmo tempo em que lutam por modificações internas necessárias.

No encontro, o ex-chefe do Fundo Nacional de Ciência, Tecnologia e Artes do Reino Unido, que é um dos novos integrantes da Rede Schwab, Geoff Mulgan, afirmou:

“Em todo mundo, o setor público está tendo que aumentar sua capacidade de inovar, abrindo-se à criatividade da sociedade e dos inovadores sociais.”

Já para Garance Wattez-Richard, head da AXA, e um dos nossos premiados do ano, as grandes corporações passam a adotar princípios de inclusão e impacto em seus trabalhos.

“Não existe melhor maneira de desenvolver um negócio de impacto social do que fazê-lo em uma grande corporação que dispõe dos recursos necessários. Mas isso só é possível com envolvimento contínuo da liderança.”

Além disso, os governos presentes no evento também reconheceram a força de contribuição dos empreendedores sociais, que geram sociedades mais inclusivas. E ainda podem liderar políticas e parcerias que permitam que esta ação floresça ainda mais.

ODSs

O grande número de eventos baseados em soluções para os ODSs é um indicativo de que os cidadãos, a sociedade civil e o setor privado devem estar ansiosos para atuarem junto a formuladores de políticas. Com isso, será possível seguir ao alcance das metas globais.

Por fim, a Fundação Schwab afirmou que ao reunir a nova comunidade de líderes transformadores em paralelo à Assembleia da ONU, a intenção foi de desenvolver uma maior compreensão das estratégias para que resulte um trabalho colaborativo.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Anthony Collins