Pias comunitárias são instaladas por ONG em todo o Brasil

pias comunitárias são instaladas por ong em todo o brasil

Pias comunitárias integram campanha Uma Mão Lava Outra, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, levando água e sabão a zonas periféricas

A ONG Habitat para a Humanidade Brasil, que atua em prol de moradia digna, arrecadou R$ 630 mil em meio à pandemia. O valor será destinado à instalação de mais de 300 pias comunitárias em favelas e zonas periféricas de 13 estados brasileiros.

Pias comunitárias

Nas zonas de maior vulnerabilidade do país ainda falta acesso à água para que os residentes dali lavem sempre suas mãos. Pensando no risco que é sem ter recurso básico e em meio à pandemia é que surgiu a campanha #UmaMãoLavaOutra, da Habitat Natural. Hoje, no Brasil há mais de 30 milhões de pessoas que não possui acesso à água tratada em suas casas, o que causa um grande impacto social negativo. Já para outros 20 milhões, o abastecimento de água é irregular (SNIS). Portanto, o objetivo da campanha é levar água e sabão a quem precisa para também poderem se proteger do vírus, por meio de pias comunitárias.

Doações

A campanha da ONG arrecadou doações de mais de 200 pessoas, e ainda contou com patrocínio da PepsiCo. Além disso, a Habitat para a Humanidade Brasil foi uma das contempladas pelo projeto 300 Desenhos. Sendo assim, vários artistas doaram seus trabalhos com o intuito de levantar fundos para três instituições filantrópicas.

Com as arrecadações e compartilhamentos da campanha nas redes sociais, mais de 90 mil pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade vão poder lavar as mãos todos os dias com água e sabão.

A instalação das pias comunitárias já começou e continua durante o mês de agosto.

Implementação

As pias comunitárias estão sendo instaladas em pontos estratégicos das comunidades. Sendo assim, entram no circuito parceiros locais, associações de moradores e lideranças comunitárias.

As instalações já estão acontecendo nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora (MG), Lavras (MG), Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, João Pessoa e Recife. Toda a implementação conta com a parceria de organizações como: Florescer Brasil, Engenheiros Sem Fronteiras, Favelar, Atos Colaborativos, Arquitetura Faz Bem, Mobiliza RAU + E, entre outras.

Como nasceu a iniciativa

Logo que foi instituído o período de quarentena em razão da pandemia da Covid-19 no país, a Habitat Brasil reconheceu o grande impacto que teria e ainda seria mais devastador nas comunidades mais vulneráveis. Portanto, a ONG agiu rapidamente para apoiar estas famílias de modo emergencial e coletivo. Houve uma articulação que trouxe voluntários, parceiros, doadores, empresas e comunidades para tentar amenizar os prejuízos da chegada da doença em zonas periféricas do país.

Distribuição de alimentos e produtos de higiene

Contudo, fora a instalação das pias comunitárias, a organização social ainda distribuiu aproximadamente 70 toneladas de alimentos e produtos de higiene. Atualmente, a ONG planeja uma reestruturação de como deverá ser sua atuação diante desse cenário de crise sanitária. Sobre isso, Mário Vieira, diretor executivo da Habitat para a Humanidade Brasil declarou:

“Nós já definimos que, ao retornar com nosso trabalho em campo, nossas atividades estarão voltadas às melhorias habitacionais que possam impactar diretamente na diminuição da contaminação pelo Coronavírus. As obras serão principalmente de acesso à água, reformas de banheiros, construção de cisternas urbanas e rurais, melhoria das condições de ventilação das moradias, entre outras.”

*Foto: Divulgação

ONGs para pessoas com deficiência cogitam queda de doações na receita

ongs para pessoas com deficiência cogitam queda de doações na receita

Queda de doações na receita podem atingir T% 75 milhões, em função da pandemia do novo coronavírus, onde mães assumem papel de cuidadoras

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) calcula que no Brasil em torno de 45,6 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência, o que equivale a 23,9% do país.

A queda de doações na receita vem, sobretudo, da crise sanitária de Covid-19. De acordo com Daniela Mendes, superintendente-geral do Instituto Jô Clemente (IJC), focada em pessoas com deficiência intelectual, afirma que esta parcela população sente-se abandonada. E ainda há queixas da falta de acesso às instituições de saúde, pois tais estruturas estão focadas no combate ao coronavórus.

Queda nas doações na receita

No país, quatro ONGs que trabalham em apoio às pessoas com deficiências enfrentam uma crise financeira e, juntas, preveem uma queda em mais de R$ 75 milhões no orçamento anual, o que representa até 30% da receita dessas entidades. Isso tudo ocorre, sobretudo, à diminuição de patrocínios, doações e até de doações da nota fiscal paulista.  

Todos Por Um

As quatro instituições se uniram com o objetivo de tentarem manter os atendimentos e arrecadar fundos, por meio do site Todos Por Um. Nesta página, os interessados conhecem melhor o trabalha de cada organização e fazem doações. O projeto foi criado em março, portanto, Mendes diz que é cedo ainda para calcular os retornos.

As ONGs em questão são: a Fundação Dorina Nowill para cegos, o Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo), Derdic que atua na educação de surdos, e a AACD, que atende pessoas com deficiência física. E é justamente ela que possui um maior déficit, estimado em R$ 50 milhões. Juntas, as quatro entidades calculam atender aproximadamente 900 mil pessoas por ano.

No caso da AACD, a pandemia surgiu em um momento em que a instituição demonstrava, desde setembro de 2019, um avanço no setor de reabilitação aquática.

Durante o período de isolamento social, as entidades tiveram que se adaptar, seja por meio de consultas em plataformas digitais, ou ainda por meio de vídeos com atividades que podem ser desempenhadas em casa e orientações pedagógicas via WhatsApp.

Serviços essenciais mantidos

No entanto, alguns serviços essenciais foram mantidos. É o caso do teste do pezinho para recém-nascidos, em que a IJC é responsável por 67% desses exames, feitos no estado de São Paulo. Ela também observou um aumento nas despesas, pois os testes são importados e o euro subiu muito.

Sobre isso, Mendes ressalta:

“Estamos falando de uma população invisível. Pessoas com deficiência são pessoas de risco, vulneráveis são minimizadas nessa época”.

Mães assumem papel de cuidadoras

Maria Aparecida Valença, gestora do Instituto Mara Gabrilli, realizou uma pesquisa para entender esta ‘invisibilidade’ e se surpreendeu com o resultado:

“Mães acabam desempenhando o papel de cuidadora e a maioria é sozinha, por isso temem ser infectadas pela Covid-19, pois pensam ‘se eu morrer, com quem meu filho vai ficar?’, outro medo é que o próprio filho seja contaminado e elas não possam ficar ao lado deles caso seja preciso uma internação.”

Além disso, a maior preocupação dessas mães é a questão financeira, pois, segundo entrevista concedida por Valença à Folha, para que elas recebem o BPC (auxílio de um salário-mínimo oferecido para idosos e pessoas com deficiência que não possam se manter e não possam ser mantidos por suas famílias), necessitam comprovar que possuem renda e é por isso que trabalham como informais (faxina, venda de bolo, etc), mas que cessaram com a quarentena.

Já para Simone Vigiliato, do projeto Super Mães Especiais, ressalta que a saúde mental de mães que ela atende tem piorado. Com filhos que necessitam de atendimentos especiais em casa durante o isolamento, elas acabam apresentando ansiedade, irritabilidade e perda de sono.

Outra questão são as crianças com autismo, que tem apresentado mais ansiedade e agressividade, devido à pandemia e, consequentemente, exigem maior atenção de seus familiares.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Debates e marchinhas combatem abuso sexual no carnaval de SP

debates e marchinhas combatem abuso sexual no carnaval de SP

Carnaval 2020 será o segundo ano sob a lei vigente de importunação sexual, que pune pessoas em situações flagradas, como ‘roubar’ um beijo

Na intenção de impedir a propagação de casos de abuso sexual no período de Carnaval de Rua de São Paulo, organizadores da folia, blocos e marcas confiam em marchinhas, “anjos” protetores, debates, além de tatuagens com “Não é Não” escrito em neon.

Lei de importunação sexual

O carnaval deste ano será o segundo sob a lei de importunação sexual (sancionada em setembro de 2018). O crime é estipulado como a prática de ato libidinoso contra alguém, sem consenso, para satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. O decreto ainda inclui situações de “roubar” um beijo, tocar nos seios, na genitália ou nas pernas de alguém sem permissão e ainda se masturbar ou ejacular em uma pessoa. A punição varia de 1 a 5 anos de reclusão.

Anjas do Carnaval

A prefeitura lançou no ano passado as “anjas do Carnaval”, que é um grupo de voluntárias que se infiltra da multidão com o intuito de prevenir casos de abuso em blocos e também acolher mulheres em situação de vulnerabilidade (vítimas de importunação ou alcoolizadas, por exemplo).

Para somar à iniciativa, na folia de 2020, será incorporado o trabalho de “anjos”. De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, agentes estarão focados nos foliões que excederem limites. A ideia é incluir os homens no combate ao assédio. Serão 50 voluntários e voluntárias com alguma atuação na área de humanas ou que integram grupos que lidam com violência de gênero. Eles estarão nos locais de folia entre os dias 22 e 25 de fevereiro.

Além disso, as vítimas poderão ser atendidas no Ônibus Lilás, unidade móvel da Coordenação de Políticas para as Mulheres, que contará com psicóloga e assistente social.

Tendas nos cortejos

A prefeitura informou que nos últimos dois anos não houve casos que exigiram intervenção da equipe do ônibus. Também haverá tendas no decorrer do percurso do cortejo para apoiar as folionas. A pasta ainda prepara um manual com informações sobre abuso e importunação e instruções de como reagir a estas situações de violação de direitos.

Haverá debates, promovidos pela Coordenação de Políticas para a Mulher. As rodas de conversa abordará o abuso sexual e será realizada na véspera do início do Carnaval, nos CIC (Centros de Integração da Cidadania) da Barra Funda (dia 17, às 10h) e do Jaraguá (dia 19, às 11h). O público-alvo é de residentes do entorno dos centros.

A médica e coordenadora estadual de políticas para a mulher, Albertina Duarte, integrará os debates, assim como psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e neurologista. Assuntos ligados à saúde da mulher serão os temas.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) afirmou que serão intensificadas ações de prevenção e ostentação de policiamento no período carnavalesco para “combater as práticas criminais, inclusive as de cunho sexual.”

Marchinhas de carnaval

Os blocos de rua também se movimentaram nesta causa por meio de marchinhas que trocam algumas palavras. Por exemplo, em “Olha a Atitude do Mané”, faz versão à famosa “Cabeleira do Zezé”, e “Mulher Não É Coisa, Não!”, inspirada em “Cachaça Não é Água”.

Na primeira marchinha, segundo Barbara Falcão, integrante do grupo, geralmente é tirada da cartola, quando acontece algum caso de assédio durante o cortejo:

“Será que ele é esquerdomacho? Talvez seja só um cuzão. Certeza que é bem cretino. Não vê que tem só sapatão”.

Já o bloco Eu Acho é Coco também apoia o movimento com músicas de conscientização. Seu repertório é formado por canções que tratam de assédio sexual, moral e psicológico, entre as quais: “Maria da Vila Matilde”, de Elza Soares, e “Seu Grito”, de Aurinha do Coco.

Não é Não

Além disso, este carnaval também contará com as já renomadas tatuagens temporárias do coletivo feminista “Não é Não”. A novidade deste ano será a versão em neon, alinhada à estética carnavalesca, e ainda os modelos em preto e em branco. Serão distribuídas 50 mil tatuagens gratuitamente, por meio de uma campanha de financiamento coletivo online, em que foi captado R$ 10 mil.

Em relação às estratégias virtuais contra abuso está o bloco Siga Bem Caminhoneira, que realizou uma campanha nas redes sociais para reforçar que o assédio pode acontecer “de forma sutil e imperceptível” e que é necessário “tomar cuidado com as suas atitudes e respeitar o espaço da outra”. As organizadoras ainda abordam o racismo, homofobia e gordofobia, em uma “campanha antiopressão”.

Postagens contra o preconceito

O bloco Agrada Gregos pretende fazer lives no Instagram e posts contra o assédio e preconceito durante o carnaval. Além disso, aplicativos de relacionamento também aderiram, como o Badoo, que em parceria com produtores de conteúdo online, deve publicar e promover material de alerta ao público masculino sobre como deve se comportar nestas festividades.

O Carnaval de São Paulo será realizado, oficialmente, de 22 a 25 de fevereiro. Porém, no dia 15 ocorrerão 141 desfiles. Já no dia 29, haverá 109 desfiles.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Qu4rto Studio

Prefeitura de SP dará R$ 215 para famílias comprarem uniformes

prefeitura de SP dará R$ 215 para famílias comprarem uniforme

Com a licitação cancelada, o órgão enviará cartões às escolas para providenciarem a compra dos uniformes em fevereiro, e as aulas começam no dia 5

Depois de cancelar a licitação que visava a compra de uniformes escolares, a Prefeitura de São Paulo aprovou a liberação de R$ 215 para cada aluno para que seus pais comprem a vestimenta diretamente em lojas cadastradas pela Secretaria da Educação.

Compra de uniformes – como será

O valor aprovado será disponibilizado por meio de cartões bancários enviados às escolas em fevereiro, e no dia 5 terá início as aulas.

Já está em andamento o credenciamento dos estabelecimentos capacitados para atender estes alunos e vender os uniformes. De acordo com Bruno Caetano, secretário da prefeitura, as lojas espalhadas por toda a capital paulista, serão visitadas para avaliar a procedência e o preço desses produtos, além de também atestarem sua qualidade.

A decisão foi divulgada pela gestão Bruno Covas (PSDB), depois de 20 companhias participarem do processo de licitação para a entrega dos uniformes serem desclassificadas. O motivo é que todas elas não cumpriram as especificações exigidas no edital ou por terem sido reprovadas nos testes de qualidade.

Também foram constatados que os tênis machucavam os pés e os agasalhos apresentaram abertura muito larga para o capuz.

Fases de recurso da concorrência foram encerradas

Além disso, a licitação determinava que cada aluno receberia uma calça, cinco camisetas, uma bermuda, um moletom, uma jaqueta, cinco pares de meia e um par de tênis, para um total de 660 mil estudantes. O gasto estimado para toda esta compra era de R$ 130 milhões.

O uso do cartão bancário no valor de R$ 215 para aluno adquirir os uniformes será utilizado pelas respectivas famílias da forma que achar melhor.

Demanda de uniformes de 2017 e 2018

Os uniformes entregues pela prefeitura às escolas municipais chegaram com problemas nos anos de 2017 e 2018. As reclamações foram inúmeras, desde os tamanhos que estavam errados até a fragilidade das peças e falta de conforto.

Depois das queixas chegarem à prefeitura, o município optou por alterar as especificações das vestimentas, trocando o tactel por poliéster e aumentando a espessura dos tecidos, e também modificou os calçados para melhor durabilidade e qualidade.

Vagas em creches

No fim de 2010, a gestão Bruno Covas divulgou outra medida de transferência de recursos na educação: a aquisição de vagas em creches particulares.

O projeto de lei realizado pela prefeitura prevê um custo de R$ 727 por criança. A ação é direcionada comente a crianças em situação de vulnerabilidade.

Com isso, os pais e mães ou responsáveis legalmente deverão inscrever as crianças num cadastro e caberá à prefeitura distribuir a demanda.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Conheça os 40 líderes sociais premiados pela Fundação Schwab

conheça os 40 líderes sociais premiados pela fundação schwab

Fundação Schwab destacou líderes na área de inovação que podem gerar um maior impacto social, tanto em ambientes corporativos, como no setor público e da academia

Há mais de 20 anos que a Fundação Schwab reconhece iniciativas de empreendedores sociais, principalmente os que promovem valores inclusivos. Esta geração integra o nicho de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) ligada à sociedade civil, acelerando soluções de problemas na prática e ainda pensando em novos futuros através da experimentação.

Nas duas últimas décadas, a fundação selecionou e reuniu mais de 350 empreendedores sociais de 70 países e os incorporou às plataformas do Fórum Econômico Mundial.

Estes empreendedores demonstraram um expressivo progresso em relação à sustentabilidade e consumo, saúde e educação, desenvolvimento rural e formação profissional. E também descobriram novos meios de promover direitos humanos e igualdade social em distintos contextos no mundo todo.

Desigualdades mostradas pela Fundação Schwab

No entanto, as desigualdades aliadas à pobreza e fatores climáticos são grandes problemas para que um único empreendedor social ou entidade possa encarar por conta própria.

Portanto, é necessário reconhecer que muitos desses problemas estão interligados e suas causas também são profundas e refletidas na cultura, na história e na política. Além disso, a tomada de soluções são constantemente balizadas por normas desatualizadas e estruturas distorcidas de poder.

Parcerias

Para haver uma alteração de verdade, é fundamental a formação de parcerias com vários stakeholders para que as transformações radicais aconteçam de fato.

É preciso desenvolver a inovação social em todos os setores. Com isso, tecnologias sociais seriam adotadas, testadas, escaláveis e difundidas, seja por meio de empresas sustentáveis no deserto ou por modelos comunitários de atendimento à saúde.

É necessário também ter em mete que liderar o ecossistema de inovação social exige compromisso, resiliência e, claro, imaginação. E mais que tudo isso, de pessoas inovadoras, corajosas e comprometidas.

40 novas lideranças reconhecidas pela Fundação Schwab

Exatamente por tudo isso que a Fundação Schwab ampliou suas atuações para reconhecer e apoiar um ecossistema de agentes pioneiros que compartilham um objetivo em comum: acelerar o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e progredir coletivamente no campo da inovação social.

A fundação homenageou com bastante orgulho 40 destas novas lideranças em inovação social durante seu evento anual em Nova York. No mês de setembro, foi reunida a primeira comunidade intersetorial de inovadores sociais no Fórum Econômico Mundial, durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável.

Premiação

Na ocasião, foram apresentados os escolhidos das três novas categorias de premiados a cada ano, além dos empreendedores sociais. Ativistas, cidadãos e jovens de todo planeta protestam por ações fortes, exigindo mudanças em governos, companhias e instituições.

Para a Fundação Schwab, o que foi presenciado neste encontro foi um grupo comprometido de inovadores sociais chamado de intraempreendedores, que são agentes internos que causam mudanças dentro de governos e empresas. Eles utilizam os recursos à sua disposição para que grandes transformações aconteçam ao mesmo tempo em que lutam por modificações internas necessárias.

No encontro, o ex-chefe do Fundo Nacional de Ciência, Tecnologia e Artes do Reino Unido, que é um dos novos integrantes da Rede Schwab, Geoff Mulgan, afirmou:

“Em todo mundo, o setor público está tendo que aumentar sua capacidade de inovar, abrindo-se à criatividade da sociedade e dos inovadores sociais.”

Já para Garance Wattez-Richard, head da AXA, e um dos nossos premiados do ano, as grandes corporações passam a adotar princípios de inclusão e impacto em seus trabalhos.

“Não existe melhor maneira de desenvolver um negócio de impacto social do que fazê-lo em uma grande corporação que dispõe dos recursos necessários. Mas isso só é possível com envolvimento contínuo da liderança.”

Além disso, os governos presentes no evento também reconheceram a força de contribuição dos empreendedores sociais, que geram sociedades mais inclusivas. E ainda podem liderar políticas e parcerias que permitam que esta ação floresça ainda mais.

ODSs

O grande número de eventos baseados em soluções para os ODSs é um indicativo de que os cidadãos, a sociedade civil e o setor privado devem estar ansiosos para atuarem junto a formuladores de políticas. Com isso, será possível seguir ao alcance das metas globais.

Por fim, a Fundação Schwab afirmou que ao reunir a nova comunidade de líderes transformadores em paralelo à Assembleia da ONU, a intenção foi de desenvolver uma maior compreensão das estratégias para que resulte um trabalho colaborativo.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Anthony Collins

Rio Pinheiros pode ficar limpo com projeto de despoluição

rio pinheiros pode ficar limpo com projeto de despoluição

Mesmo se for limpo, não é recomendável nada no Rio Pinheiros

O governo do Estado de São Paulo lançou o projeto Novo Rio Pinheiros, na intenção de despoluir o rio. No entanto, o órgão deixa claro que não há pretensão alguma deixar toda sua extensão propícia para banhos ou consumo. A ideia é apenas retomar o que ainda possa existir de vida nele. As afirmações são de Benedito Braga, o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), à época do lançamento do projeto, no fim de setembro.

Na ocasião, ele explicou durante encontro no evento Rios por um Triz – Despoluição dos Rios Pinheiros e Tietê, promovido pela SOS Mata Atlântica, em São Paulo:

“Ninguém está falando de um rio que vai estar disponível para natação, para esportes de contato direto com a água. Ninguém está falando em beber a água do Rio Pinheiros. Estamos falando de um rio que tenha 100% do tempo condições aeróbias. Dessa maneira, ele deixa de cheirar mal”.

E ainda ressaltou:

“É o que foi feito em outras partes do mundo. Muitas vezes dão exemplo do Tâmisa (na Inglaterra), do Sena (na França). Eles de fato não cheiram mal, mas não se pode ter contato direto com suas águas”.

Objetivo de despoluição do Rio Pinheiros

Para ele, o principal objetivo do projeto Novo Rio Pinheiros é conseguir com que “o rio tenha utilidade para a população na região metropolitana de São Paulo”. Ao contrário de tentar fazer uma despoluição direta, o foco da ação será em relação aos córregos que deságuam no rio, ou seja, que não chegue nele itens poluidores, vindos das estações de recuperação de água do córrego.

Desafios

Braga também contou que um dos grandes desafios do projeto para despoluir o Rio Pinheiros será tirar 2.800 litros por segundo de esgoto de suas sub-bacias para se tornar, até o ano de 2022, um rio que possa de fato ser utilizado.

Para isso, foram lançados 14 pacotes de licitação no valor de R$ 1,5 bilhão.

Eduardo Trani, subsecretário estadual e Meio Ambiente, complementou:

“Hoje não existe um lugar em que as pessoas possam parar o carro para visitar o rio. E o projeto vai ter uma série de ideias para a integração rio-cidade”.

Braga finalizou o encontro dizendo que serão construídas passarelas sobre o Rio Pinheiros. Além disso, “com o aumento do calado – da profundidade do rio -, poderia haver navegação turística no Pinheiros”.

Fonte: revista EXAME

*Foto: Divulgação

Por consumo consciente, Ambev embaralha letras de suas marcas

ambev executa ação promocional consciente

A empresa de bebidas Ambev promoveu uma ação no final de abril, durante transmissão de um jogo de futebol.

A empresa usou as redes sociais para chamar a atenção da iniciativa que alerta sobre o mês internacional da segurança no trânsito, também conhecido como “Maio Amarelo”.

Além disso, o motivo da empreitada foi lembrar as pessoas da importância do consumir bebidas alcoólicas de forma consciente. Deixar mais explícito ainda o recado que vemos constantemente: “se beber, não dirija”.

Uma de suas marcas mais famosas, a Brahma, brincou com a ordem das letras durante a transmissão da primeira rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol. A palavra enxergada pelos telespectadores foi “Bhamra”.

REAÇÃO DOS INTERNAUTAS

Muitas pessoas não entenderam o recado da campanha da Ambev e utilizaram as mídias sociais para comentarem. Algumas postagens que se referiram à cerveja Budweiser, por exemplo, foram respondidas pela própria marca. A equipe mencionou uma das internautas, dizendo que ela havia enxergado certo a palavra escrita de forma errada e explicou que a ação promocional visa que as pessoas acham que está tudo em ordem beber e dirigir, quando não está.

Além da Brahma e Budweiser que se tornou Bwedusier, as outras marcas que embaralharam a ordem de leitura de suas cervejas foram: Antarctica (Antratcica), Corona Extra (Cronoa Etrxa), Skol (Sokl) e Stella Artois (Sltela Atrios).

A CAMPANHA

Sobre a inserção durante o jogo de futebol, a Ambev divulgou uma nota: “Às vezes, você bebe e acha que está tudo em ordem. Mas não está”. Em postagens via Twitter, a Budweiser se manifestou pela #TudoEmOrdem.

A campanha foi criada pela agência paulistana SunsetDDB e será veiculada até o meio de maio. A ação também visa a inserção em jornais impressos e mídia exterior.

O diretor de marketing da cervejaria Ambev, Alexandre Costa disse:

“A campanha nasceu de um insight do próprio consumidor. O objetivo é relembrar que a regra é clara: se beber, não dirija”.

Em entrevista à Folha, Costa concluiu que:

“A Ambev possui um programa constante de desenvolvimento de campanhas pelo consumo consciente. Historicamente, várias marcas já fizeram campanhas, mas de forma individual. Agora, elas entram todas juntas em prol de uma mesma causa”.

*Foto: Divulgação

 

Projeto Cineastas 360º muda a vida de jovens da rede pública

projeto cineastas 360º muda a vida de jovens carentes

Um projeto de audiovisual conseguiu transformar a vida de jovens do ensino público por meio da realidade virtual.

O “Cineastas 360º” é uma parceria do Facebook com a Recode, uma organização social que trabalha com meios digitais. Através da tecnologia, jovens carentes do Brasil aprendem a se comunicar sob um novo ponto de vista.

Por meio do “empoderamento digital” a Recode dá novo sentido ao cotidiano, muitas vezes violento, de moradores de comunidades cariocas. Com sede no bairro da Lapa, a organização em parceria com o Facebook produziu 53 filmes desses aprendizes, em 2018.

MY WORLD 360º

A interação desses jovens foi tamanha que um curta-metragem do projeto foi exibido na Assembleia Geral da ONU. Trata-se do filme “Francisca”, que integrou a mostra My World 360º, no fim do ano passado, em Nova York. O vídeo brasileiro foi apresentado juntamente com produções alemãs e norte-americanas.

O programa de realidade virtual é uma parceria entre as Nações Unidas e as empresas Digital Promise e Oculus. Esse projeto visa identificar quais são os problemas enfrentados pelos jovens do mundo todo, seja em casa ou na escola.

“Francisca, a luz na Terra do Sol” foi idealizado por jovens do Colégio Estadual Carlos Alberto de Deus, Goiânia (GO). Os estudantes Beatriz Kellen da Silva, Sabrina Rodrigues Vieira, Gabriela Cristina Vieira de Aguiar e Yan Ítalo da Silva Borges representam esta parcela de aprendizes do projeto Cineastas 360º espalhados por todo território nacional.

LOLLAPALANGO

Além deles, outro aluno do programa de realidade virtual ganhou destaque nas oficinas de 2018. O filme “Lollapalango – Santo Amaro”, do carioca Gean Guilherme Santos Lopes integrou a 2ª edição da mostra audiovisual Cineastas 360º. O nome foi inspirado no famoso festival musical Lollapalooza.

Antes de saber do projeto “Cineastas 360º – Realidade virtual para impacto social”, Gean chegou a abandonar sua escola. O jovem não acreditava mais que pudesse sair do cenário violento em que vivia, onde perdeu amigos de infância.

Por incentivo de sua mãe, retornou aos estudos e conheceu o programa da Ong Recode em parceria com o Facebook. Para ele, contar sua história por meio de um mini documentário o ajudou a ser melhor com professores e colegas.

Hoje, as crianças de sua comunidade o reconhecem como referência e perguntam quando poderão assistir mais um filme seu.

MAIS SOBRE OS CINEASTAS 360º

Uma das bases do programa é empoderar jovens de baixa renda através da realidade virtual e transformar o pensamento deles. Fazer com que eles pensem que é possível se comunicar e passar sua mensagem por meio do audiovisual.

Com o avanço da tecnologia e mídias digitais, esses aprendizes de cinema podem virar referência em suas comunidades. E passar o conhecimento adquirido às crianças, por exemplo. É um círculo vicioso do bem, que podem tirá-los da criminalidade por meio da arte e do diálogo.

Além disso, os alunos do Cineastas 360º criaram em pouco tempo um despertar para as ações de impacto social, por exemplo. Os realizadores do curta “Francisca conseguiram arrecadar alimentos, brinquedos e roupas e doar às crianças retratadas no documentário.

*Foto: Divulgação

15ª edição do Prêmio Empreendedor Social contemplará ONG

projeto empreendedor social lança troféu para ongs

Parceria entre o Grupo Folha e Fundação Schwab definirá seis finalistas em três categorias

O Prêmio Empreendedor Social completa 15 anos e no evento deste ano lançará o Troféu Grão, ligado diretamente à ONGs que desenvolvem projetos socioambientais de ampla repercussão.

O concurso é considerado o mais importante para o Terceiro Setor de toda a América latina.

Em seus 15 anos de atuação, já contemplou mais de 70 empreendedores socioambientais, além de gerar credibilidade internacional para líderes de negócios sociais de impacto reconhecido por especialistas da área.

Para quem não sabe, a Fundação Schwab atua como um braço do Fórum Econômico Mundial por participarem juntas atividades de encontros em diversas partes do mundo.

PREMIAÇÃO GERAL

Os vencedores desta edição terão acesso à Rede Schwab, que abrange participação em encontros do Fórum Econômico Mundial.

Além disso, os contemplados das três categorias ganharão benefícios no valor de R$ 400 mil.

Esse montante será dividido em forma de mentorias, que engloba assessoria jurídica; capacitações e cursos de qualificação em instituições prestigiadas, como Fundação Dom Cabral, FAAP e Insper, entre outras;   perfil publicado em caderno especial da Folha de S. Paulo; acesso à Rede Folha de Empreendedores Socioambientais; e fotos e videodocumentário contando a história de cada vencedor.

CATEGORIAS

Prêmio Empreendedor Social 2019

Podem participar empreendedores maiores de 18 anos; projetos de iniciativa socioambiental de impacto com mais de três anos de atuação e que gere influência direta em assuntos ligados à políticas públicas; e negócio social e instituições que atuam como em setores que ofereçam alternativas questões do meio ambiente.

Os vencedores dessa divisão ganharão bolsas de estudo em universidades como Harvard e FAAP; medição oferecida pelo Insper; participação em fóruns nacionais e internacionais; e consultoria jurídica.

Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2019

Podem participar iniciativas ou startups de no mínimo um ano de gestão; empreendedores residentes no Brasil, entre 18 e 35 anos; Oscips, ONGs e startups de foco socioambiental.

Os prêmios para esta categoria são: assessoria jurídica e de gestão; apoio de grandes empresas do setor; participação em fóruns de investidores; mentorias; e bolsas para cursos de capacitação.

Troféu Grão

Podem se inscrever: empreendedor acima de 18 anos; projeto socioambiental de impacto com no mínimo um ano de atuação; e Oscips, ONGs e outras entidades sem fins lucrativos.

Prêmios: bolsa integral em instituições renomadas; Webinar ou workshop; participação em workshops sobre empreendedorismo, entre outros.

INSCRIÇÕES E CERIMÔNIA

Os interessados devem se inscrever na página do Empreendedor Social até 30 de abril.

A cerimônia de premiação ocorrerá em 11 de novembro, em São Paulo, em local a ser divulgado.

*Foto: Divulgação

Musicoterapia: Método de tratamento chega às periferias

musicoterapia em zonas periféricas

Antigamente, uma linha de terapia ligada à música não era muito difundida no Brasil, fato é que as faculdades de Musicoterapia no país ainda são poucas em relação a outros cursos superiores ligados à área da saúde.

Em zonas periféricas do território nacional, principalmente na cidade de São Paulo, já se encontra esta vertente de terapia para tratar mulheres que sofreram de abuso, por exemplo.

Como a Musicoterapia atua neste caso?

Através de recursos sonoros com a utilização de instrumentos musicais ou simplesmente por sons emitidos pelo próprio corpo é possível identificar pontos de tensão que podem estar ligados à violência doméstica ou à depressão, que também envolve a falta de tempo para cuidar de si mesma.

Muitas dessas mulheres têm dupla jornada, ou seja, chegar do trabalho e ainda cuidar dos filhos e esquecem de cuidar de sua saúde mental.

O Coletivo MT é um exemplo de entidade que auxilia mulheres na periferia do extremo Sul da capital paulista, desenvolvendo um trabalho em bairros como o Grajaú.

O coletivo oferece o tratamento gratuitamente na intenção do público feminino se abrir e quebrar um silêncio doloroso, além da dificuldade de acesso por estas pessoas morarem em regiões periféricas e na maioria das vezes não podem arcar com custos de uma terapia convencional.

Os encontros são realizados em dia e horário estabelecidos pelos musicoterapeutas voluntários. Em muitos casos, estes profissionais também residem na mesma região das sessões para facilitar ainda mais o acesso.

A musicoterapia em grupo ministrada para essas mulheres faz com que percebam que aquele momento entre elas pode levar à reflexão sobre assuntos de autocuidado, intimidade e saúde emocional.

Como participar:

Coletivo MT atende no Centro de Cidadania da Mulher da Capela do Socorro toda segunda-feira, das 10h30 às 11h30 e é gratuito. Para ingressar no grupo, basta preencher um formulário com dados básicos. Endereço: Rua Professor Oscar Barreto Filho, 350, Grajaú – Contato: (11) 5927-3102 / 5929-9334.

atendimento psicológico em universidade

*Foto: Reprodução / Flickr – Clínica Escola da faculdade de Psicologia UFC – Viktor Braga

Atendimento psicológico em Universidades da Zona Leste

Além da Musicoterapia na Zona Sul, há também a oferta de tratamento psicológico em faculdades da zona leste de São Paulo.

Para participar, a pessoa tem que morar na região onde são realizados os atendimentos. As sessões são ministradas pelos próprios alunos dos cursos de Psicologia dessas instituições, com supervisão de seus professores.

Cada universidade tem um critério próprio de seleção de novos pacientes.

Quem oferece o tratamento:

Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL – Endereço: Rua Taiuvinha, 26 – Campus São Miguel – Telefone: (11) 2037-5853. De segunda à sexta-feira, das 10h às 20h, e sábados, das 9h às 11h.

Universidade São Judas Tadeu – USJT – Clínica de Psicologia Aplicada – Endereço: Rua Marcial, 45 – Mooca – Telefone: 2799-1831. De segunda à sexta-feira, das 10h às 22h e aos sábados das 8h às 14h.

*Foto Capa: Reprodução / Flickr – Ribamar Neto