Rock in Rio sustentável: 70% do público se interessa pelo tema

Rock in Rio sustentável

Rock in Rio sustentável, segundo levantamento, mais da metade do público se interessa por sustentabilidade, além da preservação do meio ambiente

De acordo com um levantamento feito pelo instituto Datafolha, a pedido da empresa de papel e celulose Suzano, revela que a maior parte do público do Rock in Rio se interessa por temas como sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

Rock in Rio sustentável

E para um Rock in Rio sustentável, a pesquisa entrevistou 412 pessoas durante o primeiro dia do festival. Desse total, 29% dos entrevistados afirmaram ter “um pouco” de curiosidade sobre o tema.

Além disso, das pessoas ouvidas, 70% disseram que se interessam por um planeta mais sustentável, ante os já citados 29% que afirmaram ter “um pouco” de curiosidade sobre o assunto. Contudo, somente 1% alegou não ter nenhum tipo de interesse em sustentabilidade.

Primeiro dia do festival

O primeiro dia do festival, que retomou suas atividades após dois anos de pandemia, ocorreu na última sexta-feira (2). Sendo assim, pode haver uma margem de erro para o total da amostra nacional da pesquisa de 5 pontos para mais ou para menos.

Desse público, 54% responderam que o material ideal para se utilizar em embalagens de produtos é o papel.

Por outro lado, a segunda opção mais votada foi o vidro, com 21%. Em terceiro lugar aparece o plástico, com 12%, e em último lugar o alumínio, com 8%.

Compra de produtos sustentáveis

Esses mesmos entrevistados também responderam sobre o hábito de comprar produtos sustentáveis. Desse total, 21% alegaram que compram esse material sempre. Enquanto isso, 61% afirmaram que adquirem este tipo de produto às vezes. Por fim, 12% afirmaram que raramente adquirem itens do tipo e 6% disseram que não costumam comprá-los.

*Foto: Reprodução

Escola de Sustentabilidade é inaugurada em Curitiba

Escola de Sustentabilidade

Escola de Sustentabilidade será conduzida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente da cidade

Curitiba (PR) acaba de lançar uma Escola Municipal de Sustentabilidade. O espaço fica no Bosque Zaninelli, e o espaço vai promover cursos e capacitações sobre temas ambientais.

Escola de Sustentabilidade

De acordo com o prefeito Rafael Greca:

“Começa um novo tempo para esse prédio tão lindo, que vai ser aberto agora para curitibanos e curitibinhas (estudantes da rede municipal) aprenderem mais sobre meio ambiente. Que esse espaço seja a continuação das nossas escolas municipais e continue sendo orgulho de Curitiba.”

Prédio que abriga a escola

O prédio que abriga a Escola Municipal de Sustentabilidade foi inaugurado oficialmente em 1991. Antes desta escola, o local abrigou a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre).

No entanto, a organização teve problemas para manter o espaço durante a pandemia. Além disso, o espaço foi vítima de vandalismo. Mas, foi recuperado pelo município para abrigar a Escola de Sustentabilidade.

Condução do projeto

A escola será conduzida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap). A ideia é que seja um trabalho integrado entre as pastas.

Objetivo da escola

Contudo, o objetivo da escola é formar multiplicadores de boas práticas ambientais. É o que afirma a gerente de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Leila Maria Zem.

“Teremos cursos de formação e atualização para os nossos professores e servidores, além de programas voltados à comunidade, como condomínios e associações de moradores.”

Inscrições

Por fim, as inscrições serão feitas pelo portal Aprendere do Imap ou diretamente no local, conforme o tipo de curso ofertado. A programação será divulgada à comunidade pelo site e redes sociais da Prefeitura de Curitiba. Informações podem ser obtidas pelo e-mail educambiental@curitiba.pr.gov.br e pelos telefones 3350-9272 e 3350-8508.

*Foto: Reprodução

Coleta de vidro para reciclagem: cervejaria e startup arrecadam 100t

Coleta de vidro para reciclagem

Coleta de vidro para reciclagem faz parte do projeto Rota do Vidro, que começou há três anos como ação pontual que uniu comerciantes e moradores em São Paulo

Desde 2019 que a cervejaria Goose Island, a startup Green Mining e a associação Coletivo Pinheiros, promovem o “Desafio do Vidro”. O objetivo é garantir que os resíduos fossem encaminhados para a reciclagem. Além disso, o que era uma ação pontual de coleta e envio das garrafas de bares, restaurantes e condomínios no bairro Pinheiros para a reciclagem se tornou um projeto permanente e de sustentabilidade.

Coleta de vidro para reciclagem

A coleta de vidro para reciclagem se transformou no projeto “Rota do Vidro” e comemora a marca de 100 toneladas de resíduos enviados para reciclagem. O projeto ocorre por meio de um sistema de logística reversa inteligente. Ele é feito pela Green Mining, e as embalagens pós-consumo são coletadas nos estabelecimentos e condomínios e encaminhadas para a fábrica da cervejaria Ambev, onde é realizado todo o processo de reciclagem.

Segundo o presidente da Green Mining, Rodrigo Oliveira:

“O sistema desenvolvido por nós, garante toda a rastreabilidade do material que retornará ao ciclo de produção. Isso é logística reversa de verdade.”

Dificuldade no descarte correto

Apesar de o vidro ser 100% reciclável, os comerciantes sempre tiveram dificuldade em descartá-lo de modo correto. E isso, principalmente, devido ao seu volume, peso e risco que o material cortante pode oferecer. Sendo assim, a implantação da Rota de Vidro foi feita em um dos bairros mais boêmios da capital paulista, que registra um grande volume de resíduos pós-consumo, como as garrafas de bebidas alcoólicas.

Rodrigo Oliveira complementa:

“Ver que uma ação se tornou um projeto fixo no bairro e com parcerias incríveis e duradouras, como a da Goose Island e do Coletivo Pinheiros, é muito gratificante. O que estamos fazendo vai muito além de cumprir a legislação, é um compromisso de envolver cadeias produtivas no fomento à economia circular.”

Como ajudar

A Rota do Vidro beneficia estabelecimentos e condomínios associados ao Coletivo Pinheiros. Para se cadastrar para as coletas gratuitas, basta entrar em contato com a Green Mining pelo WhatsApp (11) 97694-6361. Por fim, para moradores de Pinheiros que querem descartar materiais, é possível realizar no ecoponto da Quitanda que também faz parte do projeto. O ecoponto fica na Rua Matheus Grou, 159.

*Foto: Reprodução

Pesca ao plástico: competição retira 5 toneladas de resíduos do mar

Pesca ao plástico

Pesca ao plástico ocorreu entre pescadores em torneios realizados no Brasil, México, China e Israel, para ver quem recolhia mais este tipo de material que causa danos ao meio ambiente

Recentemente, ocorreu uma competição que envolveu pescadores de vários países. O evento consistiu em barcos partirem para o mar e trazer a maior quantidade de plásticos que puder. Em seguida, colocar tudo que foi captado nas areias das praias.

Pesca ao plástico – Corona

O evento de pesca ao plástico é uma iniciativa global da cerveja Corona. A marca contribuiu para o resgate de mais de cinco toneladas de plástico do mar até o momento. As etapas ocorreram alguns países. Em 2021, foi no México. Em 2022, já ocorreu no Brasil, China e Israel. Além disso, há previsão de eventos na eventos na Colômbia e África do Sul, ainda este ano.

Brasil

Por aqui, o torneio ocorrer em fevereiro em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, com o apoio da ONG Guardiões do Mar e a participação de 55 pescadores. A iniciativa de sustentabilidade retirou em um único dia mais de uma tonelada de resíduos que afetam a vida marinha, metade foi só de plástico.

Pesca ao plástico no mundo

Já em outros lugares do mundo, o projeto contou o auxílio de 150 pescadores durante 15 horas. O evento integra uma iniciativa global feita em todo o mundo, em parceria com pescadores locais pela retirada de plástico do mar. Além de conscientizar a sociedade sobre a poluição marinha, protegendo o meio ambiente e beneficiando economicamente as comunidades envolvidas.

Prêmio e remuneração

Por outro lado, o projeto premiou os três primeiros colocados em retirada de resíduos do mar. E todos os participantes receberam o equivalente a um dia de trabalho e um valor adicional por cada quilo de plástico coletado.

Em Caraguatatuba, a comunidade foi beneficiada com reforma do principal galpão local. Situado na Praia da Cocanha, o espaço funciona como depósito para os barcos e demais ferramentas de trabalho dos pescadores centro cultural e centro cultural.

Plástico nos oceanos

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, estima-se que até 2050 haverá mais plástico do que peixes no mar. Sobre isso, o head de marketing de Corona, João Pedro Zattar, explica:

“A poluição dos oceanos em todo o mundo é alarmante e Corona continua buscando formas de expandir seus esforços pela proteção e preservação desses paraísos naturais, pelo Brasil e mundo.”

E ainda complementou:

“O Torneio de Pesca de Plástico é um exemplo de iniciativa que une as comunidades para ajudar o meio ambiente e ainda apoia economicamente as regiões, em parceria com trabalhadores que sustentam suas famílias a partir da pesca.”

Iniciativa da Corona no mundo

Por fim, a cerveja Corona já promoveu mais de 1,4 mil limpezas, engajou mais de 68 mil voluntários e coletou resíduos plásticos de mais de 44 milhões de metros quadrados de praia em todo o mundo.

No Brasil já foram mais de 25 limpezas desde 2019, limpando 1,2 milhão de m² de praias e recolhendo mais de 5,4 toneladas de lixo descartados de forma irregular na natureza.

*Foto: Divulgação

Manchas de óleo em praias cearenses: Universidades investigam

Manchas de óleo em praias cearenses

Manchas de óleo em praias cearenses fez com que a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) tome uma série de medidas para mitigar a situação

Após o surgimento de manchas de óleo em praias cearenses nos últimos dias, em vários pontos, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) anunciou uma série de medidas para mitigar a situação impacta uma sustentabilidade no local.

Manchas de óleo em praias cearenses

Na última sexta-feira (28), segundo o órgão, professores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE) farão uma inspeção técnica para saber se as manchas são da mesma origem das surgidas em 2019, no litoral da Região Nordeste.

Além disso, outra medida anunciada é que, por intermédio da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a Companhia de Cimento Apodi vai receber o óleo e a areia que serão retirados em limpeza das praias.

Em nota, Secretaria afirma:

“Estamos articulando uma reunião virtual para segunda-feira (31), às 14h30, com todas as instituições envolvidas no combate às manchas: municípios, Marinha do Brasil, ONGS, universidades, pescadores, polícia ambiental, dentre outras, para planejar ações articuladas.”

A Sema ressaltou ainda que permanecerá atenta, de modo a “antecipar qualquer ação necessária para, na medida do possível, buscar um controle das ocorrências de manchas, o mapeamento e entendimento dessas fontes poluidoras”.

Histórico

As manchas de óleo começaram a aparecer no dia 25 de janeiro, na praia de Canoa Quebrada, em Aracati, no Ceará. Além disso, elas também foram encontradas em outras 11 praias do litoral cearense, nas últimas 72 horas.

Registros

Há também registros nas praias de Quixaba, Cumbe e Majorlândia, em Aracati; Prainha, Iguape e Porto das Dunas, em Aquiraz; Canto da Barra, em Fortim; e Prainha do Canto Verde, em Beberibe.

Por fim, os vestígios de óleo também foram encontrados na Praia do Futuro, nas praias da Sabiaguaba e Abreulândia.

*Foto: Divulgação/Sema

Pontos de coleta de vidro em SP: Pão de Açúcar realiza expansão

Pontos de coleta de vidro em SP

Pontos de coleta de vidro em SP já coletaram mais de 35 toneladas de resíduos

Hoje, mais de 35 toneladas de resíduos de vidro na cidade de São Paulo já foram coletados pelo programa “Tem vidro usado para ser reciclado? Resolve no Minuto”.

O projeto da rede Pão de Açúcar começou em 2020 e incentiva o descarte correto de embalagens de vidro pós-consumo. Além disso, agora será expandido e vão englobar 53 unidades do Minuto Pão de Açúcar na capital paulista.

Pontos de coleta de vidro em SP

A iniciativa é uma parceria entre a Ambev, a startup Green Mining, juntamente com o GPA, detentor da rede Minuto Pão de Açúcar.

Sendo assim, o serviço se amplia agora com a disponibilidade de pontos de coleta de vidro em SP. Eles são exclusivos para o descarte de garrafas plásticas (PET) em seis lojas da rede. Com isso, pode ser garrafas de refrigerante, água e outras embalagens identificadas com o símbolo do plástico tipo 1. Mas desde que estejam limpas e secas.

Coletores

Já os coletores da Green Mining, contratados e capacitados, recebem no smartphone um mapa roteirizado dos locais onde devem buscar as embalagens.

Ao chegar ao ponto de coleta, é feita a primeira pesagem dos resíduos que são registrados, junto com sua foto, no sistema, por meio de tecnologia blockchain. Isso garante que a embalagem coletada seja do pós-consumo. Em seguida, o material é levado até um ponto de concentração (Hub) e, quando chega a um determinado volume, tanto o PET quanto o vidro são enviados para reciclagem em empresas parceiras AMBEV e retornam para a cadeia em forma de conteúdo reciclado nas embalagens.

Pouca reciclagem

Apesar de tudo isso, o Brasil ainda é um país que recicla muito pouco, apenas cerca de 5,3% do potencial. Os dados são do Ministério do Meio Ambiente. Portanto, a disponibilidade e acessibilidade da população aos Pontos de Entrega Voluntária são fundamentais para mudar esta realidade.

Logística reversa

Segundo o presidente da startup, Rodrigo oliveira, a logística reversa possui espaço para muitas soluções dentro e fora do país, além da ampliação desse projeto mostrar o quanto a cooperação e evolução tecnológica são aliadas da sustentabilidade.

“A tecnologia utilizada para proporcionar eficiência em iniciativas sustentáveis permite que ações concretas e contínuas sejam implantadas e multiplicadas. A terceira expansão deste projeto e o início da coleta de embalagens PET é um importante reconhecimento às empresas que encaram o desafio de fazer logística reversa de verdade.”

Já para Nayara Baccan Pereira, Gerente de Sustentabilidade da Ambev, “apostamos e investimos em logística reversa em diversas frentes, sempre buscando trazer facilidade ao consumidor para incluí-los nesta jornada. Temos compromissos voltados para embalagem circular para serem atingidos até 2025, além de metas focadas em ação climática, gestão da água e agricultura sustentável. Inovação, atitudes coletivas e parcerias com o ecossistema, como a expansão de mais essa iniciativa ao lado da Green Mining e GPA, reforçam a nossa certeza de que o engajamento de todos pode nos levar a um futuro mais sustentável”.

E também completou:

“Estamos muito orgulhosos de anunciar junto à Green Mining e Ambev a expansão dos pontos de coleta de vidro para 92% do parque de lojas do Minuto Pão de Açúcar em São Paulo, e iniciar o projeto piloto de coleta de embalagens PET em seis de nossas lojas”, diz Paulo Epaminondas, diretor de Operações de Negócios Especializados do GPA. “Iniciativas como estas estimulam um consumo mais consciente, além de facilitar e incentivar nossos clientes a adotarem atitudes mais sustentáveis.”

História do projeto

Iniciado 2020, o projeto “Tem vidro usado para ser reciclado? Resolve no Minuto” contava apenas com seis lojas participantes. Rapidamente, ampliou este número para 23 unidades no fim do mesmo ano.

Agora, o programa anuncia a expansão para todas as regiões da capital paulista, atingindo 53 lojas do Minuto Pão de Açúcar. Além disso, vale destacar que a iniciativa está em linha com a estratégia de sustentabilidade do GPA, que possui o compromisso de combater as alterações climáticas e o incentivo da economia circular.

*Foto: Unsplash/Lacey Williams

10ª Mostra Ecofalante de Cinema acontece no formato virtual

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Mostra Ecofalante de Cinema traz 101 filmes de 40 países, que podem ser conferidos gratuitamente até o dia 14 de setembro

Acontece até o dia 14 de setembro a Mostra Ecofalante de Cinema. Em sua 10ª edição, o evento voltado à sustentabilidade e temáticas socioambientais ocorre em formato virtual e gratuito. Além disso, a mostra é considerada a mais importante do audiovisual sul-americano. Neste ano, serão 101 filmes de 40 países, 30 deles inéditos no Brasil.

Mostra Ecofalante de Cinema

A Mostra Ecofalante de Cinema é organizada em diferentes seções. São elas:

Panorama Internacional Contemporâneo, com os mais premiados filmes internacionais da última safra, dividido em sete eixos temáticos: Ativismo, Biodiversidade, Cidades, Economia, Povos & Lugares, Tecnologia e Trabalho;
Competição Latino-Americana, que reúne produções recentes de sete países da região;
Programa Especial – Territórios Urbanos: Segregação, Violência e Resistência, uma retrospectiva de obras brasileiras produzidas a partir de 1999, dirigidas por nomes, como João Moreira Salles e Maria Augusta Ramos;

Especial Energia Nuclear – 35 Anos de Chernobyl, 10 Anos de Fukushima, uma seleção de documentários produzidos nos últimos anos que abordam esses grandes desastres nucleares;
Concurso Curta Ecofalante, premiação dedicada a estudantes brasileiros.

De acordo com o diretor da mostra, Chico Guariba:

“A mostra chega ao seu décimo ano num momento de grande crise no Brasil e no mundo, marcada pela pandemia, a emergência climática, a enorme destruição da biodiversidade e a crescente desigualdade social. Os desafios são enormes e a função da mostra, que sempre foi a de trazer informação de qualidade e promover o debate democrático, plural e inclusivo, tem se tornado cada vez mais importante. Não é à toa que foi o festival que mais cresceu no Brasil nesses últimos anos.”

Como foi a Cerimônia de Abertura

O evento de abertura ocorreu na última quarta-feira (11) com a presença do diretor e convidados. E ainda houve a exibição do filme premiado “o Novo Evangelho”, de Milo Rau, eleito melhor documentário no

A Cerimônia de Abertura acontece no dia 11 de agosto, a partir das 19h, com a presença do diretor e convidados. Em seguida, às 20h, será exibido o premiado filme “O Novo Evangelho”, de Milo Rau, eleito o melhor documentário no Swiss Film Awards 2021, e coproduzido entre Alemanha, Suíça e Itália.

O enredo da produção imagina o que Jesus pregaria no século 21, a partir de uma nova encenação da crucificação de Cristo. Ela já foi filmada antes pelo cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (“O Evangelho Segundo São Mateus”, 1964) e por Mel Gibson (“A Paixão de Cristo”, 2004).

O filme foi realizado em Matera, mesma cidade italiana onde foram produzidos os outros dois longas. Na obra de Milo, Jesus é interpretado por um ativista político camaronês. Este defende os direitos dos trabalhadores ilegais explorados por um sistema agrícola liderado pela máfia.

Programação internacional

Produções nacionais e internacionais formam a mostra deste ano. Entre os destaques, está o filme “Jogo do Poder” de Costa-Gavras, cineasta vencedor do Oscar e do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Neste novo longa ele revela os bastidores do jogo de poder da Europa, com foco nos motivos para a crise na Grécia. Além dele, também terá a pré-estreia especial de “A História do Plástico”, uma coprodução EUA / Índia /Bélgica /China /Indonésia /Filipinas e dirigido por Deia Schlosberg. O documentário expõe a “verdade inconveniente” por trás da poluição do plástico.

Programação nacional

Entre os filmes nacionais, um dos destaques é a pré-estreia mundial de “A Bolsa ou a Vida”, trabalho mais recente do renomado documentarista Silvio Tendler. O longa propõe refletir sobre o tema ‘o que virá depois da pandemia?’.

Segundo o diretor:

“É uma discussão sobre se no pós-pandemia a centralidade será no ser humano e na natureza ou no cassino financeiro.”

A produção traz entrevistas com grandespersonalidades como o escritor Ailton Krenak, o padre Júlio Lancelotti, o cineasta Ken Loach, a drag queen e professora Rita von Hunty, entre outros. Além de cidadãos comuns, que sentem na pele as dificuldades impostas pelo caos social.

Concurso Curta Ecofalante

E ainda tem o Concurso Curta Ecofalante, que reúne filmes de curta duração realizados por estudantes brasileiros. São 10 trabalhos que concorrem ao prêmio de melhor filme e ao prêmio público. Para esta edição, há o apoio do WWF-Brasil. Todavia, os filmes inscritos precisaram abordar temáticas associadas a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU na Agenda 2030. São 17 objetivos que englobam temas como erradicação da pobreza, saúde de qualidade, combate às mudanças climáticas e igualdade de gênero.

Debates e entrevistas

Ao longo da programação será disponibilizada uma série de entrevistas com personalidades relacionadas aos filmes exibidos na mostra.

Entre as personalidades confirmadas, estão figuras marcantes do ativismo socioambiental, como: Alessandra Munduruku, Rita e Vincent Carelli, Luiz Bolognesi, Vandana Shiva, Isael Maxakali e Sueli Maxakali, Deia Schlosberg e Marina Silva.

Já os debates virtuais vão reunir ativistas, cientistas e especialistas que discutem, entre outras temáticas: ativismo, biodiversidade, cidades, economia, povos e lugares, tecnologia e trabalho.

Os debates sempre acontecerão às quartas-feiras e sábados, às 19h. Além disso, todos os debates e entrevistas poderão ser acessados no canal da Mostra Ecofalante no YouTube.

*Foto: Divulgação

Energia limpa no DF: Claro expande produção

energia limpa no df claro expande produção

Energia limpa no DF acontecerá por meio de usina solar com geração de 6540 MWh/ano, afirma empresa de telecomunicações

Na última sexta-feira (7), a empresa de telecomunicações Claro anunciou, como parte de uma nota etapa de seu programa de fomento do uso de energia sustentável, a inauguração de mais uma usina solar no Distrito Federal. Sendo assim, construída pela multinacional EDP, a usina permitirá abastecer 110 unidades da empresa de telecomunicações. Além disso, ainda evitar a emissão de 490 toneladas de gás carbônico, o que corresponde ao plantio de 2.721 árvores.

Energia limpa no DF

Contudo, a usina de energia limpa no DF será instalada em uma área em torno de seis hectares. O espaço conta com 11.880 módulos fotovoltaicos com potências de 325Wp e 330Wp. Além de 25 inversores, capazes de gerar 6.540 MWh/ano. Esta energia corresponde ao consumo de 2.725 residências com uso médio anual de 2.400kWh.

Vale destacar que este já é o segundo projeto de energia solar da EDP para a Claro. Em junho do ano passado, ela entregou quatro usinas solares de geração distribuída.

Tais empreendimentos, situados em uma área de 5,8 hectares na cidade de Taubaté (SP) possui capacidade instalada de mais de 4 megawatts-pico (MWp). E também garantem o fornecimento de energia renovável a 516 unidades consumidoras da Claro no estado de São Paulo.

Projeto “A Energia da Claro”

O projeto “A Energia da Claro”, lançado em 2017, tem como prioridade o uso de fontes renováveis e ações de proteção ao meio ambiente em todas as operações e instalações da empresa no Brasil.

Sobre isso, Hamilton Ricardo Pereira da Silva, diretor de Infraestrutura da Claro, afirma:

“O ‘Energia da Claro’ é considerado atualmente o maior programa de geração distribuída do país e a parceria estabelecida com a EDP reforça o compromisso da empresa com a inovação e com a sustentabilidade. O investimento constante para inauguração de novas usinas e diversificação das matrizes energéticas, dentro de um programa próprio de energia renovável, prova a importância com que o tema é tratado pela companhia.”

Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

Em contrapartida, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), afirma que em 2021, o Brasil ultrapassou a marca de 8 gigawatts (GW) de potência instalada na fonte solar fotovoltaica. Sendo 4,9 GW em geração centralizada e pouco mais de 3,1 GW na geração distribuída.

Além disso, desde 2012, já foram investidos mais de R$ 35,4 bilhões no setor, que geraram 210 mil empregos e arrecadação de R$ 10,4 bilhões em receitas, evitando assim a emissão de mais de 1,1 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera.

*Foto: Divulgação/Brasal

Marca de café lança cápsulas biodegradáveis e compostáveis

marca de café lança cápsulas biodegradáveis e compostáveis

Cápsulas biodegradáveis e compostáveis da Melitta são compatíveis com o sistema Nespresso, produzidas com materiais de fontes renováveis

Recentemente, a empresa Melitta lançou no Brasil cápsulas de café biodegradáveis e compostáveis. Além disso, elas são compatíveis com o sistema Nespresso, produzidas com materiais de fontes renováveis.

Depois de passar pelo processo de compostagem as cápsulas podem retornar à natureza como composto nutriente para o solo.

Cápsulas biodegradáveis e compostáveis

As cápsulas biodegradáveis e compostáveis do café Melitta são produzidas a partir de materiais de fontes renováveis e livres de transgênicos, bisfenol A e alumínio. Também possuem certificados internaiconais OK Biobased e OK Compost, além de barreira ao oxigênio. Com isso, não precisam de dupla embalagem e, consequentemente, preservam o aroma e o sabor do café.

Linha completa

A linha de sustentabilidade da marca de café conta com circo versões blends: Ristretto, Marcato, Staccato, Audacce e Tenuto, que une diferentes perfis aromáticos e intensidades.

O produto poderá ser adquirido em todo o Brasil, o que vai gerar uma ampliação da presença da marca no país. As cápsulas biodegradáveis e compostáveis chegarão ao mercado em novas embalagens com a finalidade de reforçar a qualidade e a credibilidade da empresa.

Como fazer o descarte corretamente

Além disso, outra iniciativa da Melitta diz respeito ao descarte correto das cápsulas. Ele está vinculado ao programa nacional de reciclagem em parceria com a companhia TerraCycle, especializada na gestão de resíduos sólidos.

Sendo assim, o consumidor pode armazenar as cápsulas usadas em uma caixa. E quando atingir o mínimo de 50 itens Melitta, poderá realizar um cadastro no site TerraCycle e imprimir uma etiqueta que poderá ser usada para despachar a caixa em qualquer agência dos Correios, sem custo algum.

Vale lembrar que também há o Programa Recicla, com ideia similar de descarte de materiais em pontos específicos em diversos municípios.

Processo de compostagem

O TerraCycle realiza um processo de compostagem industrial, transformando os itens coletados em adubo orgânico.

Outra função das cápsulas coletadas é a serem convertidas em doações a instituições de caridade ou escolas públicas escolhidas pelos consumidores. Portanto, quando mais cápsulas enviadas, maiores são os valores doados.

Para saber mais informações sobre o programa nacional de reciclagem de cápsulas Melitta, acesse o site do TerraCycle.

*Foto: Divulgação

Produção de cosméticos sustentáveis: startup paulista cria método

produção de cosméticos sustentáveis startup paulista cria método

Produção de cosméticos sustentáveis desenvolveu um sérum rejuvenecedor a partir de bioativos obtidos da Artemísia, utilizada na medicina tradicional chinesa

Criada em 2020, como uma ideia da farmacêutica Soraya El Khatib, a startup S Cosméticos do Bem tinha por objetivo inicial desenvolver produtos baseados em preceitos da economia circular. Ou seja, em que toda a cadeia de produção contribui para uma atitude de maior sustentabilidade, com menos impacto no meio ambiente.

Produção de cosméticos sustentáveis

Sendo assim, nos últimos meses a produção de cosméticos sustentáveis se tornou uma spin-off da Universidade Estadual de Campinas. Além disso, ela contou com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Resultado: há uma boa aceitação de um dos seus produtos inovadores disponíveis de forma comercial. Trata-se do sérum rejuvenecedor.

Bioativos

A produção utiliza bioativos extraídos da Artemísia (Artemisia annua), planta originária da China. Um dos principais componentes dessa espécie é utilizado na Ásia, pela medicina tradicional chinesa, para o tratamento da malária. El Khatib explica ao Pesquisa para Inovação:

“Segundo vários estudos, essa planta tem, aproximadamente, três mil bioativos. O produto que desenvolvemos a partir dela tem uma formulação mais viscosa que um líquido, mas não chega a ser um creme, e tem se mostrado um sucesso em termos de regeneração da pele, o que reduz de forma significativa os sinais de envelhecimento.”

Eficácia no combate da malária cerebral e da malária falciparum

Além disso, os estudos sobre Artemísia apontam que os componentes da planta são potentes e eficazes no combate da malária cerebral e da malária falciparum.

Essa variedade da doença – causada pelo plasmodium, transmitido na maioria das vezes por mosquitos do gênero Anopheles – é considerada uma das mais agressivas para o ser humano. E foi por causa dos estudos das propriedades da artemísia no combate à malária que a pesquisadora chinesa Yu Yu Tu ganhou parte do Nobel de Medicina e Fisiologia de 2015.

Objetivo da startup paulista

Entretanto, nos laboratórios da startup o principal objetivo dos pesquisadores era desenvolver produtos cosméticos e repelentes para insetos comuns no Brasil a partir da planta. Para isso, desenvolveram técnicas inovadoras para extração dos princípios ativos que não poluíssem o meio ambiente.

“As metodologias convencionais se mostraram um desastre total em relação aos nossos objetivos. Os resíduos desses processos são muitas vezes tóxicos e poluem muito o ambiente, além de não serem escaláveis. A nossa condição de montar toda a cadeia de acordo com as práticas da economia circular nunca seria atingida daquela forma.”

Aromático, perene e cresce em arbustos

Além disso, o vegetal chinês é aromático, perene e cresce em arbustos. Possui folhas verdes e caule ereto e acastanhado. Chegando a um metro de altura. Inclusive, no Brasil o cultivo da planta já sofreu as devidas adaptações por causa das diferenças climáticas entre América do Sul e China. E isso favoreceu o uso da planta por aqui.

Com isso, a produção de cosméticos sustentáveis aproveita todas as qualidades da planta, sem usar solventes orgânicos tóxicos.

“Esse processo garante a ausência de ingredientes alergênicos, transgênicos ou qualquer resíduo de origem animal.”

Inovação patenteada

Por fim, a S Cosméticos do Bem acaba de patentear a inovação, burilada a partir dos conceitos e metodologias da química e da farmacologia.

A farmacêutica afirma que há metas mais ousadas ainda para os próximos anos. Para isso, a startup pretende buscar parcerias para atingir uma escala maior de produção para os itens já comercializados. Trata-se da linha exclusivamente voltada aos repelentes, continuará sendo um destaque da empresa. Prova disso é que a companhia tem a patente de uma linha de sprays, feitos com óleos voláteis da Artemísia. eles prometem garantir proteção contra mosquitos, inclusive contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, do zika vírus e da febre amarela.

“Também estamos com um projeto em desenvolvimento muito promissor de um produto contra o Sars-CoV-2.”

*Foto: Divulgação