Desafio #Trashtag Challenge: entenda como aderir à causa ambiental

internautas recolhem lixo em locais públicos

Você já ouviu falar em #TrashTag Challenge?

Se ainda não, entenda os motivos pelo qual este desafio online tem feito milhares de pessoas de vários países, como Índia, México, Argélia, Rússia e Brasil saírem às ruas.

Já estamos acostumados de tempos em tempos com desafios das redes sociais para uma determinada causa.

Mas quando a razão que viraliza na internet é ligada ao meio ambiente e faz muitas crianças, jovens e adultos se mexerem para limparem locais públicos de onde residem, é ainda melhor.

Mas afinal de contas o que é ‘TrashTag Challenge’?

Em tradução livre para o português seria algo como “Desafio do Lixo”.

Além disso, as pessoas que topam o desafio escolhem um lugar público bastante poluído e com excesso de lixo para ser limpo.

Pode ser uma praia, praça, canteiro de estrada (tomando os devidos cuidados, obviamente), ruas e até mesmo uma escola.

Vale tudo se o bem comum é manter o local livre de sujeiras que podem impactar cada vez mais nosso planeta.

Redes Sociais

O desafio começou na verdade em 2015 quando uma empresa norte-americana de produtos para acampar, Uco Gear, criou uma campanha de conscientização para proteger zonas silvestres.

Mas foi somente há poucos dias que a iniciativa de quatro anos atrás ganhou novo fôlego.

A Uco Gear publicou um post em suas redes chamando os jovens que estivessem “entediados” em casa sem fazer nada, para irem às ruas de seu bairro, por exemplo, ou outros locais que soubessem que acumulam muito lixo e os limpassem.

A estratégia deu tão certo que milhares de jovens escolheram os tais lugares e se mobilizaram para recolherem lixo: que compreendemos como papéis, sacolas de plástico, garrafas de vidro, comida, ou seja, qualquer tipo de resíduo que impacte diretamente na natureza.

Com este desafio online está sendo possível recolher toneladas de lixo e que a maior parte pode ir diretamente a locais específicos para serem reciclados.

Ao final de cada ação, o internauta posta em suas redes, como Instagram, Facebook e Twitter uma foto do antes e depois.

O alcance imediato é enorme e já chegou ao Brasil.

Uma jovem de Curitiba acompanhou o desafio lançado pela empresa de camping e postou uma foto do antes e depois de um rio que estava cheio de lixo em volta e convocou seus amigos a fazerem o mesmo, usando a #trashtag como marcação.

Próximos Passos

Não adianta apenas sair às ruas, praias, por exemplo, e recolher o lixo e separá-lo.

Porque num determinado ponto faremos isso constantemente.

O que precisa ser avaliado é a questão da produção de plástico e sua gravidade no dia a dia.

Para Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), a iniciativa da Uco Gear pode gerar uma consciência positiva das pessoas que resultem em mudanças de hábitos e a importância dos plásticos descartáveis.

*Foto: Divulgação

P&G se une a ação global por fim de testes de cosméticos em animais

p&g fim de testes de cosméticos em animais

A Procter & Gamble (P&G) se vinculou ao projeto #BeCrueltyFree da organização de proteção animal Humane Society International (HSI) para impedir testes de cosméticos e produtos de higiene pessoal em animais.

A gigante de bens de consumo que reúne as marcas Gillette, Oral-B, Head & Shoulders e Pantene já investiu mais de milhões de dólares ao longo dos anos para desenvolver métodos livres de crueldade animal.

Embora a companhia tenha interrompido os testes de seus produtos em animais há tempos, os fornecedores da indústria continuam a testar ingredientes e matérias-primas em ratos e coelhos.

No ano passado, a Unilever (dona das marcas Dove, Hellmann’s, Kibon, Omo e Seda) também aderiu à causa.

No Congresso brasileiro já tramita o projeto de Lei 70/2014, para a proibição da utilização de animais para o desenvolvimento de produtos de uso cosmético para humanos e aumenta os valores de multa nos casos de violação.

Em uma pesquisa feita pela HSI e divulgada pelo  IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 66% dos brasileiros apoia um impedimento nacional de testes em animais para cosméticos, e 61% aderem que testar novos cosméticos em animais não abona o sofrimento.

Métodos alternativos

Com o avanço da ciência, hoje é possível deixar de fazer um coelho sofrer ao queimarem sua córnea para medirem a eficácia de um produto químico. Em vez disso, os fabricantes podem testá-lo em estruturas de tecido 3D similares à córnea produzidos a partir de células humanas.

Nos anos 2000, a gigante brasileira Natura foi uma das primeiras empresas do setor a extinguir os testes de cosméticos em animais. No ano passado, a companhia conquistou o selo “The Leaping Bunny”, dada pela organização Cruelty Free International, que certifica a não utilização de testes em animais ao longo de seu processo produtivo.

*Foto: Reprodução / Flickr – Mike Mozart