Agroecologia: saiba mais sobre este novo mercado

agroecologia saiba mais sobre este novo mercado

Agroecologia é baseada no desenvolvimento sustentável e na produção de comida livre de agrotóxicos, fortalecendo a agricultura camponesa de diversas regiões do país

Atualmente, muitos produtores rurais têm sido procurados por cultivarem uma agricultura livre de agrotóxicos. Este tipo de negócio foi denominado de agroecologia, e tem fortalecido a cultura de subsistência dessas famílias no Brasil.

Agroecologia

Para se ter uma ideia deste novo mercado que se abre, somente na safra de 2019, integrantes do Movimento Sem Terra (MST), no Rio Grande do Sul, celebraram a colheita estimada em 16 mil toneladas de arroz orgânico e agroecológico. Esta é a maior produção do tipo em todo o território nacional. Nesta produção do cereal, trabalham 363 famílias, espalhadas em 15 assentamentos.

No sul de Minas Gerais, o produto mais cultivado é o café orgânico Guaií, por meio do empenho de 20 famílias do quilombo Campo Grande. A bebida é reconhecida internacionalmente por sua alta qualidade. A produção é coordenada por dois coletivos femininos, onde o processo de cultivo também é livre de agrotóxicos.

Já no Ceará, a agroecologia vem de pequenos produtores rurais da Chapada do Apodi. Eles, que enfrentaram grandes corporações agrícolas ao longo dos anos, também fizeram enorme esforço para recuperarem suas terras, criando um novo mercado regional para a comercialização de feijão e mandioca orgânicos.

Sobre as três regiões mecionadas, o professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia e do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bernardo Mançano Fernandes, disse em palestra apresentada na FAPESP Week France:

“São três exemplos em três regiões do Brasil, mas poderíamos apresentar casos semelhantes em todas as regiões do mundo. Trata-se de um processo de resistência e de superação da questão agrária global. Depois de décadas de subordinação ao agronegócio, os movimentos socioterritoriais criaram seu próprio sistema alimentar baseado na agroecologia”.

Programa de desenvolvimento sustentável

Fernandes é coordenador da Cátedra Unesco de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial e responsável pela criação do primeiro programa de pós-graduação direcionado ao desenvolvimento sustentável para populações de territórios tradicionais.

Nas décadas de 1970 e 1980, diversos governos tentaram implementar políticas que promovessem a “integração” dessas populações por meio da produção de commodities agrícolas e pecuárias, afirma o pesquisador. Mas apenas na década seguinte que apareceram movimento socioterritoriais comandados pela Via Campesina e baseados na agroecologia, que nada mais é do que a agricultura realizada a partir de uma perspectiva ecológica. Fernandes complementa:

“Isso acontece em quase todos os países do mundo e, evidentemente, no Brasil, pois há uma demanda cada vez maior pela produção de comida saudável. É um mercado novo.”

Ele afirma também que alguns movimentos camponeses brasileiros criaram um novo sistema alimentar baseado nos princípios da soberania alimentar, da indústria familiar e dos mercados populares.

Agroecologia x Agronegócio

Com isso, as famílias produtoras de arroz, café, feijão e mandioca, citadas acima, foram subordinadas no passado ao modelo de agronegócio. Fernandes explica que:

“Agora, organizadas no Movimento Sem Terra, recuperaram seus territórios e passaram a produzir alimentos orgânicos e agroecológicos, pois entenderam que era a única forma de continuarem existindo”.

Além disso, outra característica atribuída à agroecologia, ligados pelos movimento camponês, quilombola e indígena, está o fato de não competirem com a forma tradicional de monocultura, realizado em grandes propriedades de terra e com a utilização de agrotóxico.

Isso vale também sobre as vendas, onde os produtos orgânicos e agroecológicos não são comercializados para grandes companhias, mas sim em feiras, mercados institucionais e nos armazéns das cooperativas. Sobre isso, Fernandes afirmou:

“Eles estão criando mercados novos e relações com comunidades que apoiam o agricultor, oferecendo serviços de cestas orgânicas e agroecológicas vendidas diretamente ao consumidor. Também vendem para escolas e hospitais.”

MST

Apesar do MST ser o movimento socioterritorial mais conhecido no país, ele é apenas um dos 126 catalogados pelo Banco de Dados da Luta pela Terra (Dataluta), organização mantida pelo Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera) da Unesp.

Fonte: site Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação / Ana Lira

Você já ouviu o termo Agrovoltaico?

você já ouviu o termo agrovoltaico

O termo Agrovoltaico diz respeito à combinação de painéis solares com o cultivo agrícola, que resulta na otimização da produção

O sistema Agrovoltaico nasceu de uma conclusão de pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon (OSU), nos EUA. De acordo com este conceito, menos de 1% de terras agrícolas poderiam ser utilizadas para geração de energia solar e, com isso, a produção seria capaz de atender à demanda global de energia elétrica.

Visão dos cientistas em relação ao Agrovoltaico

De acordo com o autor do estudo e professor associado da Faculdade de Ciências Agrícolas da OSU, Chad Higgins:

“Nossos resultados indicam que há um enorme potencial para a energia solar e a agricultura trabalharem juntas para fornecer energia confiável”.

Além disso, uma extensa pesquisa foi realizada que gira em torno de como as altas temperaturas podem impactar negativamente a produção de energia solar. Portanto, a partir de agora, tal descoberta pode influenciar na escolha por construir grandes matrizes solares em desertos. Higgins ainda acrescenta:

“Os painéis solares são exigentes. A eficiência deles diminui à medida que os painéis ficam mais quentes. A produtividade deles é menor do que poderia ser por acre”.

Universidade do Arizona

Engenheiros agrônomos da Universidade do Arizona também chegaram a uma conclusão similar. Neste caso, os especialistas cultivaram espécies como acelga, couve, ervas, pimenta e tomate à sombra de painéis solares.

Todo o processo foi medido ao longo dos três meses de verão nesta região. Houve monitoramento contínuo em relação aos níveis de luz recebidos, temperatura do ar e umidade relativa, com o uso de sensores tanto acima como abaixo do solo.

Por meio dos painéis fotovoltaicos, uma sombra foi gerada que resultou em temperaturas diurnas mais frias e as noturnas, mais quentes do que o sistema tradicional de plantio a céu aberto. Além do sistema agrovoltaico proporcionar um menor déficit de pressão de vapor, o que significa que havia mais unidade no ar neste período.

O professor da Escola de Geografia e Desenvolvimento e principal autor do estudo, Greg Barron-Gafford afirmou:

“Muitos de nós querem mais energia renovável, mas onde você coloca todos esses painéis? À medida que as instalações solares crescem, elas tendem a estar fora dos limites das cidades e é historicamente onde já cultivamos nossos alimentos”.

E também garantiu:

“Descobrimos que muitas de nossas culturas alimentares se saem melhor à sombra dos painéis solares porque são poupadas do sol direto. A produção total de frutos de ‘pequin pimenta’ foi três vezes maior e a produção de tomate foi duas vezes maior”.

Quanto mais frio, melhor

No entanto, os pesquisadores do OSU basearam suas análises na produção energética, por meio de dados coletados pela Tesla. Graças à instalação de cinco grandes matrizes solares elétricas em terrenos agrícolas do Oregon.

Houve uma sincronia de informações da companhia com dados de estações de pesquisa de microclima, que constatava uma temperatura média do ar, sua umidade relativa, além da velocidade e direção do vento, unidade do solo e energia solar recebida. Sobre isso, Higgins afirmou em tom de brincadeira:

“Descobrimos que quando está frio lá fora, a eficiência melhora. Se estiver quente, a eficiência piora. Quando está calmo, a eficiência é pior, mas um pouco de vento melhora. À medida que as condições se tornaram mais úmidas, os painéis pioraram. Os painéis solares são como as pessoas e o clima, são mais felizes quando está fresco, arejado e seco”.

Portanto, o sistema agrovoltaico se destacou mais uma vez, ou seja, quando lavouras emitem água por meio da transpiração, os painéis solares são resfriados e ficam mais eficazes.

Como aplicar a técnica de agrovoltaico

A coautora do estudo da OSU, Elnaz Hassanpour Adeh, com base nos resultados alcançados, desenvolveu um modelo de eficiência fotovoltaica que é influenciada pela temperatura do ar, velocidade do vento e umidade relativa do ar.

Com isso, ela utilizou mapas globais gerados a partir de imagens de satélite e aplicou esse modelo em todo o mundo, compreendendo 17 classes de cobertura de terra globalmente reconhecidas, integrando classes como áreas de cultivo, florestas mistas, urbanas e savanas. Tais áreas foram qualificadas desde melhor (áreas de cultivo) até pior (neve/gelo) em termos de em qual lugar um painel solar seria mais produtivo. Contudo, os solos áridos, que geralmente são usados para a instalação de sistemas solares fotovoltaicos, ficaram em quinta posição.

Ambos os pesquisadores já tinham publicado análises que revelam que os painéis solares elavam a produção agrícola em solos agrícolas secos e irrigados. Agora, tais resultados recomendam que a localização de painéis solares em pastagens ou terrenos agrícolas poderia somar no rendimento das culturas.

Fonte: site Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação

Cerrado é restaurado por coletores de sementes de MG

cerrado é restaurado por coletores de sementes de mg

Cerrado mineiro resgata sua tradição, além da luta de comunidades de todo o país para preservarem os locais de biodiversidade, considerado como a savana global mais rica em espécie

Conhecido como “berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado é um bioma que acolhe oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e ainda abastece seis das oito grandes bacias do país.

Atualmente, o Cerrado possui mais de 50% de seu território original devastado. Com isso, suas comunidades lutam para que a biodiversidade seja preservada. A região é considerada a savana global mais rica em espécies.

Habitantes do Cerrado

A população que habita os 11 estados do Brasil cobertos pelo Cerrado (24% do território nacional) é quem realmente conhece e guarda o patrimônio ecológico e cultural da região.

É o caso da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiras, na região de Alto Rio Pardo (MG), um dos Territórios da Cidadania atendidos pelo projeto Bem Diverso. Seu trabalho é um exemplo do que está sendo feito no país pela recuperação do Cerrado.

Território da Cidadania Alto Rio Pardo

O Território da Cidadania Alto Rio Pardo é formado por 15 municípios: Berizal, Curral de Dentro, Fruta de Leite, Indaiabira, Montezuma, Ninheira, Novorizonte, Rio Pardo de Minas, Rubelita, Salinas, Santa Cruz de Salinas, Santo Antônio do Retiro, São João do Paraíso, Taiobeiras e Vargem Grande do Rio Pardo.

Com o passar dos anos, estas áreas foram comprometidas por atividades florestais nada sustentáveis, entre as quais: mineração de quartzo e monocultura de eucalipto. Hoje, a RDS possui um grupo de coletores de sementes, nativas do Cerrado, que são usadas com o intuito de restaurar as áreas degradadas.

Segundo Nondas Silva, consultor técnico do projeto, a disseminação dessas sementes pelos coletores obtém sucesso em locais em que elas não pudessem germinar naturalmente. Ele ainda completou em entrevista à ONU:

“Paralelamente, você gera renda para as populações locais, que tradicionalmente dependem do Cerrado, como extrativistas de frutos, por exemplo. Assim, a gente combina recuperação das áreas e valorização da cultura”.

Como funciona a restauração do Cerrado

O processo de restauração do Cerrado é feito pela técnica de semeadura, considerada recente. Antigamente, isso era feito por meio de mudas, que apresentava diversas dificuldades, desde as despesas até a disponibilidade das mudas.

Já o processo atual de semeadura direta possui baixo custo, pois não é necessário investir em mão de obra, irrigação e viveiros. Somente é preciso ter uma equipe de coletores que realmente conheça e saiba avaliar os diferentes tipos de sementes e possuir um local adequado para seu armazenamento até o momento de seu plantio.

Portanto, empresas que agem desta forma ganham um incentivo ainda maior ao cumprir a legislação ambiental vigente ao restaurar o Cerrado, reduzindo seu passivo.   

A semeadura direta também proporciona uma expansão da diversidade de espécies e o adensamento da restauração. Além disso, com o dinheiro vindo da venda de sementes, são repassados ás famílias de coletores do cerrado. Com isso, os mais jovens são incluídos na negociação, estimulando suas capacidades empreendedoras e fortalecer seus laços e raízes com as tradições geraizeiras.

Quem são os geraizeiros

Os habitantes das “Gerais” são chamados de gerazeiros e residem na região de chapadas do Cerrado norte-mineiro, que cobre boa parte do Território Alto Rio Pardo. Eles têm forte conexão com a terra, pois a manejam há séculos por meio do extrativismo de produtos do Cerrado. Fora isso, também criam animais à solta nas terras comunais das chapadas e de suas encostas. Por fim, atuam no estabelecimento de roças, quintais e currais nas áreas de baixadas, que é onde constroem suas casas.

Esses povos se ajudam entre si, como uma relação de parentesco, fazendo trocas de plantas e de conhecimentos ligados à natureza e à vida gerazeira. Além disso, ainda mantêm laços de comércio históricos e de trocas com os catingueiros, situados na Baixada São Franciscana e com as comunidades tradicionais do Vale do Jequitinhonha.

RDS Nascentes Geraizeiras

Os coletores do Cerrado da RDS Nascentes Geraizeiras estão situados nos cerca de 38.177 hectares, pertencentes aos municípios de Montezuma, Rio Pardo de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo, que constituem a reserva. Delimitada a partir de 2017, a área estimula a proteção a conservação dos recursos naturais usados por mais de 20 comunidades tradicionais que atuam no extrativismo sustentável para geração de renda e segurança familiar.

Projeto Bem Diverso

O projeto Bem Diverso é uma parceria entre o PNUD e a Embrapa. Tem por principal objetivo conservar a biodiversidade do país e ainda gerar renda às comunidades tradicionais e aos agricultores familiares.

Fonte: ONU

*Foto: Divulgação / Valdir Dias – Rede de Comunicadores Geraizeiros do Território Alto Rio Pardo

Carrefour Espanha adota sacos de algodão em vez de plásticos

carrefour espanha adota sacos de algodão em vez de plásticos

Medida da rede de supermercados em oferecer os sacos de algodão visa eliminar cada vez mais o uso do plástico de suas atividades

Agora, o Carrefour Espanha não disponibiliza mais as famosas sacolinhas de plásticos para os consumidores colocarem suas compras do setor de hortifruti. Em vez disso, a empresa adotou o sistema de sacos de algodão para pesar e comprar frutas e verduras. Com isso, a meta da cadeia de distribuição de alimentos é diminuir a utilização de embalagens plásticas pelo menos nesta seção do supermercado. 

Sacos de algodão

A proposta é que os frequentadores das diversas unidades do Carrefour Espanha adquiram seus próprios sacos de algodão que são reutilizáveis. Sendo assim, eles não terão mais que utilizar as sacolas plásticas a cada vez que forem ao mercado. Esta atitude da rede supermercados espanhola a coloca como sendo a primeira no país a oferecer esta opção mais sustentável a seus consumidores. Além disso, a empresa foi pioneira em permitir que seus clientes utilizassem as próprias sacolas para levarem suas compras para casa. Não somente da seção de hortifruti, mas também dos departamentos de açougue, charcutaria, peixaria e refeições prontas.

Sustentabilidade

O Grupo Carrefour visa reforçar seu compromisso em disponibilizar soluções cada vez mais sustentáveis para suas operações, na intenção de fazer sua parte para reduzir danos ao meio ambiente.

No Brasil, a empresa multinacional também atua com diversas alternativas neste mesmo segmento. Segundo a companhia, até o final deste ano, todo o fornecimento de produtos orgânicos vai priorizar o uso de materiais biodegradáveis e recicláveis. Ao adotar esta medida, aproximadamente 51 milhões de bandejas de isopor serão substituídas por opções mais ecológicas.

Dentre as novas alternativas seguidas pela rede Carrefour brasileira estão:

  • Caixas de papelão para os produtos comprados via e-commerce;
  • Copos, canudos e mexedores feitos com papel;
  • Embalagens de papelão ondulado para os produtos orgânicos;
  • Folhas de papel e de plástico de polietileno (material reciclável e apto para ser separado junto à coleta seletiva) para frios e queijos fatiados;

Também é prática da rede de supermercados incentivar que seus consumidores levem suas próprias sacolas retornáveis na hora de realizar as compras. Isso também vale para os produtos, como frutas secas a granel.

Como usar os sacos de algodão

Para que os sacos de algodão durem por mais tempo e sejam reutilizados diversas vezes, eles podem ser lavados. Na Espanha, um pacote com três unidades da opção sustentável custa 3,99 euros. A companhia deixa claro que se preocupa com questão da redução do uso do plástico. Por isso, ela decidiu tomar a atitude de eliminar de vez este tipo de material poluente na seção de frutas e legumes, que também se estende ao setor de orgânicos.

Outros recipientes

Já em relação aos materiais para preservar alimentos como azeitonas e picles, a companhia passou a adotar recipientes de vidro, no lugar dos de plástico. Recentemente, a empresa eliminou o uso de sacolas plásticas para colocar produtos como bananas, pepinos, entre outros. Em vez disso, eles agrupados com o auxílio de uma pequena faixa.

Até o momento, de acordo com o Grupo Carrefour, a redução de plástico atingida por essas iniciativas ultrapassou os 80%. Portanto, é possível buscar soluções que impactem cada vez menos o meio ambiente.

Fonte: Site da Asse RJ

*Foto: Divulgação

Você já ouviu falar no Movimento Sem Bitucas?

você já ouviu falar no movimento sem bitucas

Com o planeta dando sinais de acúmulo de resíduos, cada vez mais pessoas se conscientizam sobre a importância de descartar corretamente qualquer tipo de lixo. E isso envolve os cigarros, que diariamente são jogados nas ruas, praias, entre outros lugares. As bitucas ao lado do lixo plástico são os campeões em acúmulo de lixo que chegam aos oceanos. Pensando nisso, um grupo de pessoas se mobilizou, surgindo assim o Movimento Sem Bitucas.

O que é o Movimento Sem Bitucas

O Movimento Sem Bitucas já acontece há mais de três e foi idealizado pela campineira Natalia Zafra Goettlicher. Durante este período, muitas ações educativas foram realizadas para conscientizar fumantes e não fumantes sobre os danos que as bitucas de cigarro podem causar ao meio ambiente, quando descartadas incorretamente.

Na ação deste ano que ocorreu no dia 21 julho, Natalia contou com a parceria do movimento internacional “No más colillas en el suelo”, idealizado por Miquel Garau Ginard. O projeto de Ginard segue a mesma proposta da brasileira: chamar a atenção da população para o lixo acumulado pela bitucas de cigarro.   

Rede Mundo Sem Bitucas

A ação de 2019, no início, seria concentrada apenas na cidade de São Paulo. No entanto, com a existência da rede Mundo Sem Bitucas foi despertado um interesse em reunir parceiros de outras regiões do Brasil e de outros países. A iniciativa deu certo e 20 cidades participaram do evento simultaneamente no intuito de coletar o maior número de bitucas de cigarro de vias públicas.

Ao final do Movimento Sem Bitucas 2019, foi construído em cada local a “Montanha da Vergonha” (nome da campanha internacional). Das cidades, 17 são brasileiras e as outras três estão situadas na Espanha, Estados Unidos e Nova Zelândia.

Dados divulgados

No final de julho, o projeto Mundo Sem Bitucas anunciou a quantidade de cigarros coletados nas ações “Caça às Bitucas – Montanha da Vergonha”, em suas mídias sociais. Ao todos, foram recolhidas mais de 39 mil bitucas com apoio de 146 voluntários. Segundo eles, foram 817 minutos de atividade. O objetivo principal do encontro foi mostrar de fato o grande impacto negativo que estes resíduos podem causar ao meio ambiente em diferentes partes do mundo.

A ação de São Paulo aconteceu no Vão do Masp, na avenida Paulista e foi o local com maior quantidade de resíduos encontrados. Em apenas 60 minutos, foram recolhidas 10.462 bitucas com ajuda de 25 pessoas. Apesar do número alto, não foi possível coletar todas e, infelizmente, permaneceram no chão. Em segundo lugar ficou a cidade de Cuiabá com 5.322 bitucas foram recolhidas por 10 voluntários, na região central. Em terceira posição aparece o Rio de Janeiro com 5.215 resíduos coletados na área das praias do Recreio com o auxílio de 25 pessoas.  

Para a surpresa dos voluntários da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, foi o lugar em que menos houve coleta. Eles encontraram apenas uma bituca de cigarro em um raio de 1,1 km.

Montanha da Vergonha

Após a coleta e contagem nas 20 cidades, todos os voluntários construíram a “Montanha da Vergonha” com as bitucas de cigarro.

O recrutamento da ação global foi feita em menos de uma semana e não necessitou de uma grande verba de dinheiro. E mesmo sem o auxílio de patrocinadores foi possível movimentar muitas pessoas preocupadas com o meio ambiente em diferentes regiões brasileiras, países, classes sociais, profissões, idades e gênero. Portanto, a organização do evento afirma que a ação foi um sucesso.

Fica a lição de que é possível reunir por meio da internet pessoas dispostas a fazerem algo pelo local onde vivem. Com isso, mais ações de educação ambiental podem ser realizadas e de modo colaborativo. Sendo assim, um mundo melhor pode ser construído com a ajuda de todos.

Fonte: site Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação

Plogging: atividade fitness que ajuda o meio ambiente

plogging -atividade fitness que ajuda o meio ambiente

Modalidade que alia saúde e natureza nasceu na Suécia e é caracterizada pelas pessoas que recolhem lixo das ruas enquanto praticam corrida

A atividade fitness que se tornou um viral ajuda o meio ambiente e ainda faz com que as pessoas estejam em forma. Mas afinal de contas o que quer dizer plogging? O termo é usado para caracterizar pessoas que recolhem lixo das ruas enquanto praticam corrida.

A modalidade é originária da Suécia e em sua língua constitui “plocka upp”, que significa “pegar”. E ligado ao termo inglês “jogging”, que significa “correr”, nasceu o nome “plogging”.

Atividade fitness que ajuda o meio ambiente

A palavra foi utilizada pela primeira vez em 2017. O ambientalista sueco Erik Ahlström reuniu pessoas por meio de um grupo no Facebook. O intuito era lançar este tipo de atividade entre os membros e conquistar mais adeptos pelo mundo. Hoje, já são centenas deles espalhando por todo o planeta.

Este tipo de atividade é uma grande aliada à saúde. Além disso, é uma forma de sair da mesmice do que é visto dentro das academias, na corrida de esteira e também nas corridas de asfalto. A modalidade define ainda mais o corpo, pois a cada agachamento para pegar um papel do chão, por exemplo, é contado como parte do treino. Também pode-se entender que ao carregar um material a mais pelas ruas até descartá-lo corretamente, significa maior queima de gordura. Pois, está havendo um esforço a mais do corredor.

Aplicativos

O plogging se tornou um viral poderoso a ponto de fazer com que alguns aplicativos inseridos na categoria “fitness” adaptassem a tendência. É o caso do app Lifesum (disponível para Android e iOS). Por meio dele é possível agendar suas atividades aliadas ao plogging. Segundo dados do próprio Lifesum, praticar o plogging durante 30 minutos faz a pessoa perder até 495 calorias.

Impacto social

A prática que é capaz os fitness de plantão da mesmice, ela também faz um trabalho social para o bem. As pessoas aprendem a criar mais consciência do mundo onde vivem. Que é importante entender que os resíduos e outros materiais descartados de forma errada podem ser prejudiciais ao meio ambiente. Fora isso, eles mesmos entendem que até os praticantes de atividade física e outros cidadãos comuns também podem ter sido os responsáveis por este descarte de lixo pelas ruas.

Dados assustadores

Mesmo que o plogging tenha se tornado um chamariz no combate à questão do lixo descartado em vias públicas, existem dados alarmantes postados em mídias sociais. É o que diz a ecologista e fundadora do site Plastic Pollution Solution, Kathryn. Ela afirma ter recolhido cerca de 9kg de lixo reciclável somente durante uma caminhada pela praia.

É importante lembrar que em um mundo ideal, estas questões ambientais nem deveriam estar ligadas a estas práticas. Elas deveriam fazer parte do cotidiano do funcionamento de qualquer lugar do mundo. No entanto, a modalidade está servindo como uma parte da solução para o descarte de materiais realizados de forma errada.

Todavia, não se pode esquecer neste caso que todo planeta desenvolveu um modo de lidar com a produção de lixo de forma descontrolada. Portanto, ter alternativas como o plogging são muito bem-vindas. É um jeito de criar mais consciência nas pessoas em suas atividades diárias, não somente ligadas à saúde, mesmo que tenha um benefício físico no final.

Fonte: Site Pensamento Verde

*Foto: Divulgação

Lego estuda meios para substituir o plástico em seus brinquedos

lego estuda meios para substituir o plástico em seus brinquedos

Meta da fabricante dinamarquesa de brinquedos é cortar quase todo o plástico de seus produtos até 2030

Cada vez mais as empresas estão preocupadas com o uso do plástico em seus produtos. E ao mesmo tempo, o consumidor também está atento a reduzir este material em seu dia a dia.

A porcentagem de companhias de outros segmentos, que vão além das de canudos, estão tentando se moldar à nova realidade.

Entre estas empresas encontra-se justamente a Lego, que desde 2012 tenta substituir o uso do plástico por material orgânico. Porém, a procura pelo método exato que consiga atingir o mesmo grau de satisfação é difícil de chegar.

Aposta em plantas

A empresa dinamarquesa, que foi fundada em 1932, aposta em uma solução à base de plantas. Outras tentativas já foram colocadas em prática para dar consistência ao produto. Entres eles, o uso de milho, considerado muito mole, e o trigo, que carregava o problema de não obter cores.

De acordo com uma reportagem do periódico americano The Wall Street Journal, até o momento já foram mais de 200 tipos de materiais combinados e nenhum deles chegou à mesma qualidade do plástico.

Meta

Até 2030, o objetivo é abolir quase inteiramente o uso do plástico na fabricação dos famosos tijolinhos de montar. Anualmente, são vendidas mais de 70 milhões de peças da Lego. No entanto, apenas 2% desses produtos são feitos com a utilização de plástico biodegradável, extraído das plantas.

85 anos da empresa

Em 2018, a companhia dinamarquesa completou 85 anos e lançou os primeiros brinquedos à base de bioplástico. Para se tornar ainda mais sustentável, a Lego está investindo na contratação de profissionais capazes de atingir o sucesso deste projeto. Estão sendo utilizados recursos no valor de 1 bilhão de coroas, algo em torno de R$ 583 milhões.

A empresa está presente em mais de 130 países e teve faturamento de US$ 5,5 bilhões e alta de 4% no ano passado. Segundo a própria companhia, houve um maior interesse de seus produtos no mercado chinês, um nicho de negócio ainda pouco explorado por ela.

A dificuldade da substituição comparada a ir à Lua

Ainda na matéria do The Wall Street Journal, Tim Guy Brooks, diretor de responsabilidade ambiental da Lego disse que trocar o plástico por outro material é quase como o homem ter pisado na Lua a primeira vez. Pois, quando isso foi divulgado à época, ainda não existia a tecnologia capaz de conseguir este feito.

Brooks também citou a empresa Beyond Meat que produz hambúrgueres sem carne, que era algo impensável dez anos atrás. Hoje, esta empresa fatura milhões com a ideia.

Enquanto a Lego não alcança a solução exata para substituir o plástico em seus produtos, ela já reduziu a utilização de embalagens em 18%.

Outras empresas também estão se comprometendo em diminuir este tipo de material em suas embalagens como a Coca-Cola e a Nestlé.

Questão ambiental

O plástico é produzido por meio do petróleo e é altamente poluente para o meio ambiente. Atualmente, mais de 800.000 toneladas do material são jogados nos oceanos.

Além disso, as embalagens que, na maioria das vezes, são inutilizadas após o primeiro uso correspondem a 40% do plástico utilizado em todo planeta. Sendo que apenas um quinto dele, mundialmente falando, é reciclado, de acordo com estatísticas da Universidade da Califórnia.

*Foto: Divulgação

Marketing de grandes empresas está mais focado em sustentabilidade

reciclagem de embalagens

O lixo descartado de maneira correta pode virar recompensa aos consumidores. Esta é a abordagem feita pela marca de sabão Omo, da Unilever. E não é só ela, outras grandes empresas estão preocupadas com a questão da reciclagem de embalagens.

No caso do Omo, desde abril foi firmada uma parceria com a startup Maléccola, focada em lixo reciclável. O consumidor pode levar as caixas vazias de qualquer produto Unilever a um ponto de coleta da empresa parceira. Com isso, a pessoa ganha pontos pela iniciativa e pode trocá-los por itens das companhias que integram a ação.

Portfólio Omo

A estratégia de marketing do Omo visa uma reformulação em seu portfólio, considerada a maior, em 24 anos. A ação contém produtos com ingredientes biodegradáveis em sua fabricação, além de embalagens mais compactas. Já as garrafas são 100% recicláveis e também usam o plástico reciclado na formulação. Segundo depoimento à revista EXAME do vice-presidente de marketing de cuidados com a casa da Unilever, Eduardo Campanella:

“Ao estimular a devolução da embalagem, a ideia é estruturar a cadeia e elevar o percentual de plástico reciclado nas garrafas”.

Estudo da redução de plástico

As empresas se veem cada vez mais pressionadas a reciclar o plástico ou reduzir seu uso. Um estudo exclusivo foi encomendado pela EXAME à empresa MindMiners, baseada em pesquisas digitais. O resultado apresentou que 87% dos consumidores no Brasil diriam a amigos e parentes quais empresas fabricam produtos com menor índice de plástico em sua composição ou que reciclam o mesmo. Já para 70% dos entrevistados a iniciativa de reciclagem e menos impacto determina a escolha de compra.

Estimativas

A Fundação Ellen MacArthur aponta que cerca de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos no mundo todo ano. Esse número é 20 vezes mais do que o atingido na década de 1960. Fora isso, a fundação ressalta que pelo menos 8 milhões de toneladas desse material cheguem aos oceanos. Com isso, 100.000 mamíferos marinhos e tartarugas morreriam ao ingerirem microplásticos. A empresa conclui que se nada for feito a respeito, em 2050 terá mais toneladas de plástico do que peixes, no mar.

Cerveja Corona

A cerveja Corona (Ambev) em parceria com a ONG Parley for the Oceans, desenvolveu uma ação na praia de Ipanema. O projeto resultou na construção, em março, de um muro de 2 metros de altura e 15 metros de comprimento. Essa muralha demorou três dias para ficar pronta e foi constituída à base de lixo acumulado. O slogan do cartaz colocado próximo ao muro diz: “Um dia o lixo deixado na praia impedirá que você entre nela”. O diferencial da cerveja mexicana em criar uma ação assim é o fato de suas garrafas serem apenas de vidro. A diretora de marketing de marcas Premium da Ambev, Bruna Buás, afirou:

“O propósito da Corona é incentivar as pessoas a curtir a vida na natureza e, nesse contexto, a situação do plástico é preocupante”.

Coca-Cola

A Coca-Cola divulgou que seu maior marketing este ano não será do Natal, e sim o de garrafas plásticas retornáveis. A iniciativa lançada em outubro de 2018 visa conscientizar a troca do vasilhame vazio de bebidas por outro cheio. Pela atitude, o cliente ganhará cerca de 30% de desconto em qualquer refrigerante da marca. Com isso, a companhia poderá utilizar até 12 vezes a mesma embalagem.

Além disso, até 2020, a gigante de refrigerantes investirá R$ 1,5 milhão no Brasil para compra de novas embalagens. A verba também será destinada à expansão da linha e para ajudar cooperativas de reciclagem. Do ponto de vista global, a empresa assumiu que a cada unidade que vender até 2030, uma garrafa ou lata deve ser reciclada. Hoje, a companhia produz por minuto no mundo 200.000 garrafas de plástico.

Segundo Beto Almeida, presidente da consultoria de marketing Interbrand, o consumidor só é convencido por essas iniciativas quando elas são continuadas e concluiu:

“É um trabalho que exige continuidade. Não basta fazer uma campanha e não criar mecanismos que mudem o modus operandi em maior prazo”.

Tênis feito de produto reciclável

A Adidas está alinhada também com a sustentabilidade e já colhe os frutos de produtos ligados a este setor. O primeiro conceito de tênis sustentável da marca esportiva alemã surgiu em 2015. O produto foi feito a partir de plásticos retirados do oceano. Ainda em 2019, 11 milhões de pares desse modelo serão fabricados. Agora vem a fase de desenvolvimento de um tênis 100% reciclável. O anúncio veio em abril, porém, poucas pessoas serão contempladas, pois apenas 200 pares serão lançados até 2021. De acordo com o diretor global de inovação em roupas da Adidas, Graham Williamson, o objetivo é promover ainda mais um consumo consciente.

Brasken e SPFW

Moda e indústria química andam juntas há três anos. É o caso da empresa Brasken e o evento semestral São Paulo Fashion Week. A Brasken patrocina a SPFW, que nesse período tem se mostrado com uma atitude mais ecológica e consciente. Entre as iniciativas da parceria está a impressão 3D de botões de plástico verde por meio da cana-de-açúcar. Dede o ano passado, estudantes de moda são convidados a criar uma coleção de roupas confeccionadas com fios vindos do plástico reciclado, que foi descartado durante a edição anterior do evento. A gerente de marketing global da Brasken afirma:

“Com a economia circular, estimulamos a cadeia produtiva sustentável em diversos setores”.

Além disso, ações como essas provam que o consumidor pode ser conquistado por empresas que se dispõem a preservar o planeta de alguma forma.

*Foto: Divulgação/ Prefeitura de Ponta Grossa

FARM cria terceira colaboração voltada à sustentabilidade

farm cria terceira colaboração voltada à sustentabilidade

O lançamento da terceira coleção da FARM em união com o projeto da estilista Gabriela Mazepa chamará “re-FARM RE-ROUPA”.

Pela terceira vez a renomada marca carioca se junta ao projeto de Mazepa, situado em São Paulo. A Re-Roupa, que tem como lema: “Transformar roupa em roupa de novo”. Além disso, ela é focada em reaproveitamento, o upcycling, e valoriza a contratação de mão de obra local.

O que esperar dessa coleção

Por utilizar a prática de upcycling, o resultado das roupas podem apresentar pequenos defeitos. Na composição delas foram usadas retalhos de corte, além de sobras de matérias-primas.

Em relação aos tops do projeto, sua confecção ganhou vida graças ao garimpo de aviamentos. Este item também fez parte da produção de camisas, macacões, quimonos, saias, túnicas e vestidos. A maioria das peças foi pensada para serem utilizadas por pelo menos duas formas diferentes. Isso faz com que as roupas tragam versatilidade no modo de se vestir e do termo “peças cápsulas”.

Sustentabilidade

Mesmo sendo a terceira parceria entre as empresas, esta é a primeira vez que a marca carioca volta uma coleção à sustentabilidade. O re-FARM teve suas peças produzidas pelas costureiras do Instituto Alinha – negócio social, que promove oficinas de capacitação de costura, na capital paulista – e pela FAB 80, que também conserta as roupas que apresentam defeitos da FARM. Os modelos foram criados um a um, compartilhando padronagens parecidas, mas unindo estampas de coleções antigas da FARM às peças novas.

Segundo a head de marketing da FARM, Taciana Abreu, que também colocou em prática a pauta de sustentabilidade, diz que a re-FARM tem o objetivo de propor uma nova forma de confeccionar e consumir roupas. Com isso, a proposta causará menos impacto no meio ambiente. Além de repensar a roupa como modo de um negócio, que possa fazer a economia girar. Por meio do re-FARM Re-Roupa, a possibilidade de testar novos conceitos de moda criativa e sustentável podem ser viabilizados.

Todo o processo criativo das cerca de 3.000 peças desta coleção foi coordenado pela Re-Roupa. Parte do planejamento foi realizado no Instituto Alinha, pois a Gabriela Mazepa é usuária desta plataforma.

Tamanho da marca

Apesar da FARM não ser uma marca gigante ela possui 70 lojas próprias, além de 1.000 multimarcas espalhadas pelo país. Para o modo operante dessa proposta re-FARM Re-Roupa ter esta amplitude de pontos comerciais geram um positivo em grande escala. Ou seja, é criar a possibilidade de mais pessoas terem acesso a este tipo de vestuário. Por conta dos fundadores tomarem as decisões e empresa não ser grande no sentido de ter que passar por várias pessoas uma simples aprovação, faz toda a diferença para a fluidez da linha de produção.

Plataforma que dá novas visões de negócio

E não é só o projeto re-FARM que faz com que a empresa se engaje cada vez mais em iniciativas sustentáveis. A companhia também está presente no site Enjoei, na intenção de proporcionar outro tipo de vida útil à suas peças. Seria o caminho inverso de uma cultura que cresce.

Outros movimentos de atuação da marca são em parceria com a Rede Asta, focada em artesanato com retalhos, e com o Banco de Tecidos, que revendem tecidos que sobraram das coleções.

Além disso, como re-FARM tem sua base em uma economia circular, faz com que o projeto esteja atrelado ao pensamento de restauração e regeneração. Sendo assim, a marca também possui parceria com a S.O.S Mata Atlântica em projetos de reflorestamento. Sobre esta união, Taciana Abreu disse ao site Modefica:

“A viscose, fibra de origem celulósica, é uma importante matéria-prima para a FARM, então precisamos olhar para as florestas e entender o impacto disso”

*Foto: Divulgação

Desafio #Trashtag Challenge: entenda como aderir à causa ambiental

internautas recolhem lixo em locais públicos

Você já ouviu falar em #TrashTag Challenge?

Se ainda não, entenda os motivos pelo qual este desafio online tem feito milhares de pessoas de vários países, como Índia, México, Argélia, Rússia e Brasil saírem às ruas.

Já estamos acostumados de tempos em tempos com desafios das redes sociais para uma determinada causa.

Mas quando a razão que viraliza na internet é ligada ao meio ambiente e faz muitas crianças, jovens e adultos se mexerem para limparem locais públicos de onde residem, é ainda melhor.

Mas afinal de contas o que é ‘TrashTag Challenge’?

Em tradução livre para o português seria algo como “Desafio do Lixo”.

Além disso, as pessoas que topam o desafio escolhem um lugar público bastante poluído e com excesso de lixo para ser limpo.

Pode ser uma praia, praça, canteiro de estrada (tomando os devidos cuidados, obviamente), ruas e até mesmo uma escola.

Vale tudo se o bem comum é manter o local livre de sujeiras que podem impactar cada vez mais nosso planeta.

Redes Sociais

O desafio começou na verdade em 2015 quando uma empresa norte-americana de produtos para acampar, Uco Gear, criou uma campanha de conscientização para proteger zonas silvestres.

Mas foi somente há poucos dias que a iniciativa de quatro anos atrás ganhou novo fôlego.

A Uco Gear publicou um post em suas redes chamando os jovens que estivessem “entediados” em casa sem fazer nada, para irem às ruas de seu bairro, por exemplo, ou outros locais que soubessem que acumulam muito lixo e os limpassem.

A estratégia deu tão certo que milhares de jovens escolheram os tais lugares e se mobilizaram para recolherem lixo: que compreendemos como papéis, sacolas de plástico, garrafas de vidro, comida, ou seja, qualquer tipo de resíduo que impacte diretamente na natureza.

Com este desafio online está sendo possível recolher toneladas de lixo e que a maior parte pode ir diretamente a locais específicos para serem reciclados.

Ao final de cada ação, o internauta posta em suas redes, como Instagram, Facebook e Twitter uma foto do antes e depois.

O alcance imediato é enorme e já chegou ao Brasil.

Uma jovem de Curitiba acompanhou o desafio lançado pela empresa de camping e postou uma foto do antes e depois de um rio que estava cheio de lixo em volta e convocou seus amigos a fazerem o mesmo, usando a #trashtag como marcação.

Próximos Passos

Não adianta apenas sair às ruas, praias, por exemplo, e recolher o lixo e separá-lo.

Porque num determinado ponto faremos isso constantemente.

O que precisa ser avaliado é a questão da produção de plástico e sua gravidade no dia a dia.

Para Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), a iniciativa da Uco Gear pode gerar uma consciência positiva das pessoas que resultem em mudanças de hábitos e a importância dos plásticos descartáveis.

*Foto: Divulgação