Redes de pesca são transformadas em produtos ecológicos no RS

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Redes de pesca passaram a ser matéria prima para outros produtos a partir de 1998

Em diversas regiões do Brasil, a sustentabilidade tem sido evidenciada sobre vários aspectos. E, especificamente, há mais de 40 anos ela ocorre pelas mãos da desenvolvedora e fomentadora Nara Guichon, 65 anos.  Nascida em Santa Maria, ela também é pela artista plástica, ambientalista e designer têxtil. E seu atelier de moda ética e sustentável no estado catarinense foi fundado em 1983.

Redes de pesca como matéria prima ecológica

A partir de 1998, Nara percebeu o grande número de redes de pesca industrial que eram descartadas incorretamente. Portanto, esta atitude gerava a poluição de todo um ecossistema em larga escala no Brasil. Ela explica que as redes de poliamida são tão resistentes que levam centenas de anos para se decompor. Sendo assim, quando elas são simplesmente jogadas nos oceanos, se transformam em uma ameaça real à fauna e à flora marítima.

Quase 10% do lixo marítimo são provenientes da indústria pesqueira

Segundo os dados da Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO), quase 10% do lixo marítimo são provenientes da indústria pesqueira. Sendo assim, Nara começou a desenvolver um projeto de reaproveitamento do material composto por poliamida, que até então não é reciclado no Brasil.

Esfregões ecológicos

A partir desta iniciativa surgiram os esfregões ecológicos. Este produto é ideal para limpeza pesada e ainda substitui os produtos de plástico e que, consequentemente, possuem menor durabilidade. Mesmo quando o esfregão ecológico já foi utilizado por mais de seis anos, ele ainda se mantém na mesma gramatura. Isso quer dizer que durante todo este tempo ele não liberou microplásticos. Sobre isso, a artesão reforça:

“Numa sociedade cada vez menos conectada aos valores naturais, o artesanato feito com materiais que, de outro modo seriam descartados, se mostra como uma forma de retorno às origens. O contato com os elementos minerais e vegetais, assim como o novo olhar sobre objetos descartados ou indesejados, pode revolucionar a nossa economia e a forma como interagimos como sociedade.”

Festival de Alimentação Orgânica

Em 2014, durante o Festival de Alimentação Orgânica, Marcella Zambardino, co-CEO da Positiv.a, empresa C que cria soluções para cuidar da casa, corpo e natureza, conheceu Nara.

O encontro resultou em uma parceria promissora. Sendo assim, a Positiv.a se tornou uma representante exclusiva dos esfregões ecológicos. No total, ao longo dos últimos seis anos, a Positiv.a já vendeu 476,3 kg de produtos feitos a partir das redes de pesca reutilizadas. Já a Nara e sua equipe reusam em média 2 toneladas de rede de pesca ao ano.

Outros itens ecológicos

Além disso, as redes de pesca reutilizadas pela artesã gaúcha também serviram como base para a criação de saquinhos. Com isso, o objetivo é substituir as embalagens comuns de plástico. Portanto, estes itens ecológicos podem ser utilizados para fazer compras a granel, como nécessaire, porta acessórios ou até mesmo como separador de roupas em malas de viagem.

A empresa pretende ampliar essa linha de produtos. Já no atelier de Nara, as redes de pesca também se transformam em esponjas, colares, roupas e xales.

*Foto: Divulgação

Retorna Machine troca reciclável por dinheiro em conta digital

retorna machine troca reciclável por dinheiro em conta digital

Iniciativa da Triciclo, o sistema Retorna Machine se integra ao Pagbank, da PagSeguro, para usuários poderem trocar pontos do programa de fidelidade por valor em conta digital

O programa de fidelidade Retorna Machine, da empresa Triciclo, que possui pontos de coleta de recicláveis espalhados por diversos estados do país se uniu ao Pagbank, o banco digital do PagSeguro. A razão da parceria é que os usuários do sistema de reciclagem e sustentabilidade poderão trocar pontos por dinheiro em conta da fintech.

Retorna Machine – como funciona

A Retorna Machine possui máquinas em que as pessoas depositam embalagens pós-consumo. Os pontos de coleta estão em várias localidades do país, como na cidade de Cuiabá.

A Triciclo já concedia benefícios aos consumidores, operando como um plano de fidelidade ambiental. Sendo assim, o usuário cria uma conta digital, gratuitamente, pelo site ou pelo app “Triciclo”, e ao depositar embalagens na Retorna Machine recebe pontos.

Cada material depositado vale uma pontuação. Por exemplo: a embalagem de alumínio vale 15 pontos, a de aço 10 pontos, garrafas PET 10 pontos, longa vida e vidro 5 pontos. Portanto, a cada vez que a pessoa descartar o material nas máquinas receberá os pontos diretamente em sua conta triciclo.

Troca por benefícios

Os pontos adquiridos podem ser trocados por benefícios, como: descontos em farmácia, recarga de celular, redes de papelaria, ou simplesmente transformados em doações a organizações sociais. Com a parceria com o Pagbank, agora é possível transformar os pontos em dinheiro.

Retorna Machine e Pagbank

A parceria entre a Retorna Machine e o Pagbank proporciona aos clientes uma conta digital também gratuita, aberta tanto pelo site ou via app (Android e iOS). A integração dos dois sistemas permite que o usuário Triciclo converta seus pontos em dinheiro na conta Pagbank. Com isso, ele também poderá fazer transferências sem custo algum, além de quitar contas, sacar dinheiro no Banco 24 horas, e recargas em vários serviços, como: Google Play, Spotify, Uber, ou ainda pedir um Cabify, entre outros benefícios.

Para quem já possui conta no Triciclo, basta acessar o app e selecionar a opção “Pagbank” no menu.

No entanto, neste primeiro acesso entre as duas empresas será preciso criar e/ou vincular uma conta Pagbank à conta triciclo. A operação é simples e rápida. Após a conexão entre ambas, estará disponível a opção de trocar pontos triciclo por crédito no Pagbank, na ordem de 100 pontos por R$ 0,15 (quinze centavos).

Qual o valor do “lixo” doméstico?

De acordo com o diretor executivo da Triciclo, Felipe Cury:

“A parceria e integração com o Pagbank sobreleva a percepção pública do valor que o ‘lixo’ doméstico possui, na medida em que facilmente transforma aquela embalagem usada em dinheiro. Certamente é uma ação que, além dos benefícios ambientais e educacionais, terá uma função econômica e social de complementar renda, ainda mais neste momento de calamidade pública.”

Ele ressalta ainda que há uma opção de login por QR Code, onde “o usuário, se quiser, não precisa mais clicar na tela da Retorna para fazer o login e reciclar. É uma medida de prevenção e combate ao COVID-19, viabilizando a limpeza urbana e ações de reciclagem com segurança”.

Programa de fidelidade ambiental

A Triciclo possui outras máquinas, além da Retorna Machine, que também integram o programa de fidelidade ambiental. São elas: Recicla Pharma e Deixaki. Essas máquinas estão distribuídas em locais públicos e privados, nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Amazonas.

Coleta

Todo material depositado nestas máquinas são tratados pela própria Triciclo e em seguida enviados a cooperativas e empresas de reciclagem.

O Projeto Retorna Machine está em funcionamento há quatro anos e já coletou mais de seis milhões e meio de embalagens. Sendo assim, ele gera fonte de renda, matéria-prima, além de trabalho nos estados em que atua.

Regras do Programa Triciclo de Fidelidade e Recompensa

O interessado deve criar uma conta digital triciclo, gratuitamente, por meio da própria Retorna Machine, pelo site Triciclo ou pelo app (Android e iOS). Com isso, o usuário começa a pontuar e receber os créditos.

Na sequência, basta se dirigir a um ponto de coleta da Retorna Machine, Recicla Pharma e/ou entregar seus materiais recicláveis em um Deitaki, sempre que desejar. No entanto, vale lembrar que no caso do recolhimento da embalagem pela Retorna ou Recicla, é preciso que a mesma contenha o código de barras legível para reverter em pontuação no sistema.

Cada conta triciclo pode depositar até 10 embalagens por dia para acumular pontos. Além disso, a partir do 11º resíduo no dia, os pontos são automaticamente doados para as instituições filantrópicas em igual proporção. Os pontos têm validade de 180 dias, contados da data de acúmulo.

*Foto: Divulgação

BNDES financia construção do parque eólico Ventos de Santa Martina 14

bndes financia construção do parque eólico ventos de santa martina 14

Ventos de Santa Martina 14 receberá financiamento de R$ 208 milhões do banco estatal, com capacidade instalada total de 504 MW

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou ontem (30) a aprovação do financiamento de longo prazo no valor de R$ 208 milhões para a implantação do parque eólico Ventos de Santa Martina 14, da Casa dos Ventos, situado no Rio Grande do Norte.

De acordo com o informativo do BNDES, o banco financiará as obras de implantação e a compra de equipamentos nacionais para o parque, que faz parte do Complexo Eólico Rio do Vento, nos municípios de Caiçara do Rio do Vento e Riachuelo.

O montante será concedido à sociedade de propósito específico Ventos de Santa Sofia Energias Renováveis, afirmou o BNDES. A previsão é de que o parque entre em operação em um ano, com capacidade de 63 megawatts (MW).

O complexo do qual a usina faz parte soma uma capacidade instalada total de 504 MW.

Ventos de Santa Martina 14

A produção da usina foi negociada pela Casa dos Ventos, no mercado livre de eletricidade, no qual grandes empresas podem negociar diretamente o suprimento com geradores e comercializadoras. A companhia fechou contrato de longo prazo com um “grupo nacional do setor automotivo”, que terá ainda opção de compra de uma fatia do empreendimento, destacou o banco estatal.

O BNDES revelou ainda que, para estipular o empréstimo, levou em consideração a metodologia própria chamada de “preço de suporte”, que tem a finalidade de determinar um valor para a parcela não vendida da energia de usinas.

Além do parque da Casa dos Ventos, o BNDES aprovou recentemente um empréstimo no valor de R$ 2,7 bilhões a companhia Engie para a construção de um parque eólico, situado na Bahia e com linhas de transmissão no Paraná.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

O que é e para serve um biodigestor?

o que é e para serve um biodigestor

Aparelho chamado biodigestor consegue transformar restos de comida em gás de cozinha

Apesar de estarmos no século 21, ainda existe muito desperdício de comida em todo o planeta. É o que afirma a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que revela que um terço dos alimentos produzidos para consumo humano no mundo é perdido ou desperdiçado. Pensando nisso, em termos de sustentabilidade, a tecnologia tem ajudado a reduzir mais grandes impactos ao meio ambiente. Um destes casos é a criação do biodigestor, que por meio de energia limpa, consegue transformar resto de comida em gás de cozinha.

Funcionalidade do aparelho biodigestor

Grande parte dos alimentos costuma parar em aterros e lixões, descartados de maneira errada. Com isso, os resíduos orgânicos acabam emitindo gases de efeito estufa na atmosfera.

Uma empresa com sede em Israel criou uma solução para este problema. A HomeBiogas é a responsável por desenvolver um dispositivo que transforma os resíduos alimentares em biogás e biofertilizante.

Cada quilo de resíduo orgânico depositado no aparelho de biodigestor gera o equivalente a uma hora de uso de gás. Esta alternativa foi pensada para uso residencial, onde é gerado bastante resíduo orgânico. Além disso, a pessoa pode economizar com despesas de energia ou gás de cozinha.

Energia limpa

O biogás gerado por meio do biodigestor é uma fonte alternativa de energia limpa e que substitui a utilização da eletricidade, do propano ou do gás natural.

Ao instalar o aparelho da empresa HomeBiogas 2.0, demora cerca de duas a quatro semanas para que comece a produzir gás de fato. Após este período, a produção de gás deve ser ininterrupta, desde que o biodigestor seja alimentado sempre com lixo orgânico.

Dentro do dispositivo israelense, os resíduos são decompostos naturalmente por meio de bactérias, o que faz liberar o biogás, e o que sobra vira um adubo natural, que pode ser utilizado em hortas e jardins.

Quando o gás está pronto para uso, o tanque infla gradualmente. O HomeBiogas 2.0 já vem com um fogão de uma boca acoplado ao biodigestor e produz gás suficiente para até três horas de uso diários na cozinha.

Projetos sociais

Além disso, a criação do biodigestor visa auxiliar também projetos sociais, famílias baixa renda em locais de vulnerabilidade, onde é comum cozinhar utilizando madeira ou carvão vegetal, o que resulta em polução do ar e danos à saúde dessas pessoas.

No Brasil, o biodigestor está à venda por R$ 5.900. Mais informações podem ser encontradas neste link.

Fonte: Site Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação

Rede de cafés utiliza copos descartáveis em tempos de pandemia

rede de cafés utiliza copos descartáveis em tempos de pandemia

Como medida de combate à Covid-19, a principal rede de cafés do mundo, a Starbucks, voltou a utilizar copos descartáveis em tempos de pandemia. A forma de prevenção acontece em vista do alto número de casos confirmados do novo coronavírus em todo o país. Portanto, muitos estabelecimentos estão alterando alguns hábitos a fim de evitar que o vírus se espalhe ainda mais.

Copos descartáveis em tempos de pandemia

No caso da Starbucks, considerada uma das maiores redes de café do mundo, a medida foi anunciada ainda no mês de março como método de banir o uso de copos reutilizáveis em suas lojas dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Para evitar a disseminação da Covid-19, os clientes não poderão, por enquanto, levar os seus copos reutilizáveis nas lojas destes países.

No Brasil, ainda não foi divulgada a medida pela empresa. O uso de copos descartáveis em tempos de pandemia é mais eficaz na redução da possibilidade de contaminação, já que a Covid-19 é transmitida pelo contato das mãos em objetos e superfícies contaminadas e posterior contato com olhos, nariz e boca.

Importância de utensílios descartáveis

Embora exista a defesa do banimento dos copos e outros utensílios descartáveis como forma de sustentabilidade, neste momento vale ressaltar que este material foi criado nos EUA em meio à propagação de tuberculose no século passado, situação semelhante a que o Brasil enfrenta hoje. A diferença é que naquele tempo, a ideia era evitar que a doença de espalhasse e fizesse mais vítimas.

Atualmente, é preciso ter equilíbrio em relação aos copos descartáveis em tempos de pandemia e de outros objetos, para que o planeta não seja mais prejudicado ainda. Este tipo de material necessita de separação e encaminhado para reciclagem do modo correto. E é exatamente isso que propõe o Programa de Logística Reversa de Copos Descartáveis de Polipropileno, da plataforma Wecycle.

Neste caso, as empresas que participam do programa colaboram para a saúde de seus colaboradores sem deixar que os copos usados diariamente sejam descartados incorretamente.

Plataforma Wecycle

Os copos de polipropileno são coletados pela equipe da Dinâmica Ambiental nas companhias, com coletores específicos sem misturar com outros materiais, o que evita a contaminação deste resíduo. Além disso, um saco de lixo é capaz de acondicionar muito mais copos e usando menos espaço.

A plataforma Wecycle é uma iniciativa da Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, que tem por objetivo promover a cadeia produtiva do plástico, valorizando ações que conectem inovação e sustentabilidade em prol das empresas parceiras e de toda a sociedade.

Após a coleta e reciclagem, os resíduos plásticos são transformados em resina pós-consumo, que é usada na fabricação de novos produtos.

Fonte: Site Pensamento Verde

*Foto: Divulgação / Germano Lüders

Programa de reciclagem chega à Cuiabá

programa de reciclagem chega à cuiabá

Programa de reciclagem gera benefícios a consumidores de Cuiabá, que é pioneira na utilização de máquinas de venda reversa em larga escala

Pioneira na América Latina no uso de máquinas de venda reversa em larga escala, como instrumento público de política social, educacional, econômica e ambiental, a cidade de Cuiabá conta com o apoio da Triciclo.

Programa Cuiabá Recicla

O Programa Cuiabá Recicla é uma iniciativa da prefeitura e realiza a instalação das Retorna Machines, batizadas de Cuiabá Recicla, em locais públicos e privados de grande movimentação.

As máquinas recebem embalagens pós-consumo, entre as quais: garrafas PET, latas de alumínio e de aço e caixas longa vida. Em seguida, os materiais são identificados e geram benefícios sociais para quem fez o depósito.

Programa de fidelidade

Os pontos que viram créditos são computados a partir de uma conta digital triciclo, aberta gratuitamente, por meio da própria Retorna Machine, via site ou aplicativo (disponível para iOS e Android).

Após isso, basta depositar as embalagens na Retorna Machine de Cuiabá, sempre que quiser. Para o recolhimento correto, é preciso que a embalagem possua o código de barras legível. Cada tipo de resíduo gera uma pontuação, para saber quanto vale cada material é só acessar o mapa de máquinas pelo site ou app, ou ainda por meio das instruções que constam na tela e no adesivo da Retorna Machine.

A conta digital e os pontos podem ser gerenciados por meio das Retorna Machines, do site e do aplicativo. Cada conta triciclo tem direito a depositar até 10 embalagens por dia para acumular os pontos. A partir do 11º material no dia, os pontos são automaticamente doados a instituições filantrópicas em igual proporção. Os pontos triciclo têm validade de 180 dias, contados a partir da data do acúmulo.

Ao realizar o depósito dos resíduos no compartimento das máquinas, espalhadas por Cuiabá, o consumidor ganha pontos que podem ser convertidos em diversos benefícios, como: crédito no Cartão MTU, pontos no programa da livraria Saraiva e recarga de telefone pré-pago. Se o usuário preferir, ele também pode doar os pontos a instituições filantrópicas, como o Instituto Maria de Nazaré.

Pontuação

De acordo com Alex Vieira, gestor de Sustentabilidade da Prefeitura de Cuiabá:

“O funcionamento é bem simples. Cada material equivale a uma pontuação. Alumínio vale 15 pontos, aço 10 pontos, PET 10 pontos e tetrapak 05 pontos. Cada vez que o cidadão fizer esse descarte, esses pontos vão direto para a conta cadastrada. É importante reforçar que a máquina só aceita embalagem com código de barras.”

Na primeira etapa do programa são oito os pontos de depósito de resíduos disponíveis. Até o final de 2020, a previsão é que este número suba para 31. A iniciativa ainda ressalta o compromisso da cidade em relação à inclusão dos catadores de material reciclável, em função de todo material que for coletado será destinado às cooperativas parceiras da Prefeitura de Cuiabá.

Política Nacional de Resíduos Sólidos

A ação cumpre o acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a necessidade de incentivos econômicos aos consumidores que participam do sistema de recolhimento de resíduos, explica o diretor executivo da Triciclo, Felipe Cury:

“O programa é um instrumento eficaz de retorno das embalagens pós-consumo, acessível por toda a população e gerando interesse ao consumidor final.”

Ele ainda completa:

“As informações armazenadas nas máquinas a respeito das embalagens recolhidas podem ser uma importante ferramenta de fiscalização do setor privado e, ainda, de fornecimento de dados de controle social à que têm direito os cidadãos, conforme princípio da PNRS e o sistema de monitoramento exigido pelo Acordo Setorial.”

Veja os locais de depósito:

Os equipamentos funcionarão todos os dias, das 7h às 23h, nos seguintes locais:

– Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) Ranulpho Paes de Barros: R. Dep. Célso Mendes Quintela – Santa Isabel;

– Shopping Popular: Av. Manoel José de Arruda, Bloco 207;

– Central de Abastecimento de Cuiabá (CAC): R. B, 1340 – Distrito Industrial;

– Parque das Águas: Av. Hermina Torquarto da Silva – Centro Político Administrativo;

– Parque Tia Nair: Av. Érico Prezza, s/n – Jardim Itália;

– Parque da Família: Av. Ver. Juliano da Costa Marques – Terra Nova;

– Mercado Varejista Antônio Moisés Nadaf (Mercado do Porto): Av. Oito de Abril, 143 – Porto;

– Estação Alencastro: Centro Norte

Fonte: Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação

9 dicas para curtir um carnaval mais sustentável

Para ter um carnaval mais sustentável, catadores de material reciclável dividiram suas experiências para entrar na folia sem causar danos ao meio ambiente

O Carnaval começa nesta sexta-feira (21) e junto com ele, problemas de lixo pelas vias públicas podem acontecer. Porém, ao seguirmos algumas dicas simples de praticar durante e após o período de folia, estaremos desenvolvendo uma atitude mais sustentável e consciente e o mais importante: não prejudicar o meio ambiente.

Carnaval sustentável – dicas dos catadores de material reciclável

Esta é a oportunidade de praticar ações para o resto da vida e não apenas em determinadas épocas do ano. É desta forma que os catadores veem as milhões de toneladas de materiais recicláveis, produzidas durante o carnaval.

Uma das iniciativas de maior sucesso neste setor é o Cataki, um app criado pela ONG Pimp My Carroça, para ligar profissionais da reciclagem com geradores de resíduos. Com isso, os catadores Carlão e Magrão elaboraram uma lista com 9 dicas sustentáveis para curtir o carnaval.

1 – Latinhas no lugar de garrafa plástica é mais sustentável

Um modo sustentável no quesito bebidas é preferir latinhas de alumínio do que garrafas de plástico ou vidro. Elas são mais fáceis de reciclar, como explica Carlão:

“Vamos ser sábios já na hora do consumo. Se for pra comprar uma cerveja ou um refrigerante, compre latinhas. A reciclagem desse produto é melhor e mais fácil. Com um quilo de vidro, o catador ganha 10 centavos. Com um quilo de latinha, o catador ganha R$ 3,50”.

Uma dica é deixar o material na altura dos braços, como em um muro baixo, por exemplo. Esta atitude faz com que o catador não tenha que se abaixar toda para recolher uma latinha e prejudicar ainda mais sua coluna.

2 – Use uma mochila ou sacola para guardar os próprios resíduos

Para evitar o acúmulo de resíduos nas ruas, leva uma sacola ou mochila que possa guardar as embalagens ou guardanapos. Uma forma simples e sustentável, que evitar jogar lixo nas vias públicas, onde não será varrida de imediato.

3 – Leve o próprio copo e canudo reutilizáveis

Para quem pretende beber muito ou nem tanto assim e para não gerar acúmulo de copinhos plásticos nas ruas, levar o próprio copo e canudo reutilizáveis é uma atitude para lá de sustentável. Os copos ainda podem demonstrar certo estilo ao seu usuário e podem ser pendurados por uma cordinha para prendê-lo ao pescoço.

4 – Leve sua própria garrafa de água

Para evitar comprar garrafinhas de água de plástico, leve a sua própria, que pode ser de outro material até. Assim, você ficará hidratado durante as horas de folia e de calor. Ao comprar garrafas na rua, as mesmas poderão gerar lixo desnecessário depois. Já existem opções que podem ser presas na saia ou na bermuda, dando um toque especial ao look.

5 – Crie uma fantasia sustentável com materiais dos carnavais anteriores

Além de ser sustentável, criar a própria fantasia pode dar asas à imaginação e produzir algo bem divertido e lindo. Assim você poderá arrasar e se destacar nos bloquinhos de sua cidade.

6 – Opte por ecoglitter

Como é um período festivo e alegre, muitos abusam do glitter. Como seu uso gera microplásticos, ele demora a se decompor também. Porém, já existem muitas opções de bioglitter no mercado, então aproveite para ser sustentável no quesito maquiagem.

7 – Confete sustentável

O confete sustentável pode ser produzido a partir de folhas secas que podem ser furadas com o auxílio de um furador de papel.

8 – Nada de brindes

Muitas pessoas gostam de um brinde, mas será que realmente você precisa daquilo? Você pode reutilizar copos, camisetas, bandanas e não causar danos ao meio ambiente.

9 – Valorize e respeite o trabalho dos catadores

Por fim, como indica Magrão:

“No carnaval as pessoas abusam da falta de respeito. Eu quero ser mais respeitado durante a folia. A galera fica bêbada e acaba ficando ainda mais desrespeitosa. Por exemplo: se eu esvaziar uma latinha e, por acaso, a cerveja respingar um pouco no pé de uma pessoa alterada, é possível que ele queira partir pra cima de mim. Se eu estiver com a roupa suja – que é algo comum no meu trabalho – as pessoas desrespeitam ainda mais.”

Os catadores devem ser considerados profissionais da reciclagem e que tornam nosso planeta mais sustentável. Portanto, seja respeitoso e gentil com todos eles.

O app Cataki pode ser baixado gratuitamente na AppStore e na PlayStore.

Fonte: Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação / Menos 1 Lixo

Conheça mais sobre o projeto ‘Mulheres na Conservação’

conheça mais sobre o projeto ‘mulheres na conservação’

O “Mulheres na Conservação” está presente em diversas plataformas e conta a história e a personalidade de mulheres que são destaques em projetos ambientes no Brasil

A dupla Neiva Guedes e Patrícia Médici foram as primeiras personagens do projeto Mulheres na Conservação. A série de reportagens conta com apoio da Fundação Toyota do Brasil e revela a história e personalidade de mulheres que vivem em função de preservar espécies ameaçadas da fauna brasileira.

As heroínas da natureza são acompanhadas pela jornalista Paulina Chamorro, que narra suas trajetórias e dia a dia. O projeto também acaba contando os desafios de ser uma conservacionista e quais são os desafios e vantagens de ser uma mulher neste cenário.

Mulheres na Conservação – plataformas

A série de reportagens Mulheres na Conservação pode ser acessada por meio múltiplas plataformas, como o site da National Geographic Brasil, no portal CicloVivo, em uma websérie e também atravé de PodCast. A dupla Patrícia e Neiva são as personagens que já ganharam episódios.

As imagens do programa são feitas por João Marcos Rosa e os vídeos por Bruno Magalhães, da empresa Niltro Histórias Visuais. As trajetórias dessas incríveis mulheres são inspiradoras, explica a Paulina:

“Ter o projeto em várias plataformas e veículos, garante que a gente consiga mostrar vários lados destas narrativas e destas personagens.”

Conquistas femininas

Não são só as conquistas como uma das Mulheres na Conservação, que Neiva Guedes agrega à sua vida, ela também foi reconhecida e indicada ao prêmio “Faz Diferença”, uma iniciativa do jornal O Globo, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ela concorre na categoria “Sociedade/Ciência e Saúde” por ter tirado as araras azuis da lista de animais em extinção com um trabalho de mais de 30 anos em defesa da espécie.

Mais uma personagem

Agora a série de reportagens Mulheres na Conservação vai contar a história de outra heroína do meio ambiente: a bióloga Beatrice Padovani, que é uma das mais importantes especialistas em conservação marinha do país.

Em parceria com pescadores e comunidades litorâneas, ela também é uma mulher que assumiu o protagonismo e hoje trabalha duro para salvar recifes de corais, manguezais e espécies de peixes.

A trajetória de Beatrice já está disponível na National Geographic Brasil e em breve estará no site CicloVivo e também nas várias plataformas do projeto Mulheres na Conservação; fiquem ligados.

Fonte: portal CicloVivo

*Foto: Divulgação / João Marcos Rosa – NITRO

Cará amazonense vira embalagem de alimentos

cará amazonense vira embalagem de alimentos

Invenção é de uma pesquisadora da região que usa o cará em substituição ao plástico convencional para acondicionar alimentos

O cará amazonense chega para tornar sustentável a produção do chamado biofilmes (filmes finos fabricados a partir de materiais biológicos). Alimentos como mandioca, goiaba e até mesmo a casca da banana e da laranja pode virar matéria prima para esta finalidade.

Quem afirma tudo isso é a engenheira agrônoma Ana Cecília Nina Lobato. Ela apostou no cará (Dioscorea trifida) e com isso conquistou visibilidade nacional.

Cará amazonense

O objetivo de Ana Cecília é criar um material capaz de acondicionar alimentos e que seja uma alternativa em relação ao plástico tradicional derivado do petróleo.

A engenheira escreveu uma tese de mestrado, em que parte dela diz respeito ao biofilme, produzido a partir da fécula do cará, que é um tubérculo encontrado em abundância no Norte e Nordeste do país.

O projeto foi feito em forma de colaboração entre a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). E também participaram do experimento os pesquisadores: Carlos Victor lamarão Pereira, Albejamere Pereira de Castro e Francisca das Chagas do Amaral Souza.

Além disso, a utilização deste material possui vários benefícios, entre os quais: seu plantio ser resistente à seca, em que é exigido pouca adubação e ainda exclui o uso de agrotóxico em cultivos menores.

Como é feito o processo

A extração da fécula do cará, como explica Ana Cecília, eles foram lavados, descascados, cortados, triturados, filtrados e submetidos à fermentação por um período de 14 e 21 dias. Após isso, o material passou por uma filtração e decantação por 48 horas. Já para a elaboração dos filmes, foram misturados água, amido e glicerol, onde foi variada a concentração de glicerol que atua como um agente plastificante.

A pesquisa desenvolveu dois tipos de materiais: na forma mais espessa e outro em gel. Resistentes à umidade e comestíveis, os produtos resultantes agregam potencial para chegar ao mercado.

Quando está em condições favoráveis, o biofilme de cará leva quase dois meses para sofrer o processo de degradação em meio à natureza, ou pode ser ingerido junto ao alimento embalado. De todo jeito, caso venha a ser descartado do modo errado não impactará danos aos animais, por exemplo.

Revestimentos comestíveis

A pesquisadora ainda ressalta em seu estudo que o “uso de revestimentos comestíveis representa grande vantagem econômica evitando a necessidade de armazenamento dos produtos em atmosfera controlada, diminuindo custos operacionais e de equipamentos”.

Portanto, além de diminuir a utilização do plástico comum, a intenção é que o material com finalidade para embalagem de alimentos in natura eleve a durabilidade dos mesmos, principalmente, em áreas onde frutas e legumes são perdidos facilmente devido às altas temperaturas.  

Agora, o projeto segue em desenvolvimento por Ana Cecília, em seu doutorado e também pelos demais pesquisadores citados acima. O foco do projeto é deixar o filme de cará mais fino.

Fonte: Ciclo Vivo

*Foto: Reprodução / G1

Não basta só energia renovável para conter crise climática

não basta só energia renovável para conter crise climática

É necessário ir além das formas de energia renovável para enfrentar esta questão mundial

Um relatório lançado na Cop-25 apontou alterações na alimentação, utilização do solo e praticar a economia circular são essenciais para a atual crise climática mundial. No entanto, é necessário ir além das formas de energia renovável para enfrentar a crise climática. Só a migração para fontes renováveis não é o bastante para cumprir com os objetivos do acordo de Paris.

Energia renovável e uso do solo

A realização da alteração de energia renovável global representaria uma diminuição de 55% nas emissões de gases até 2050. Para cortar os outros 45% é preciso mudar a forma de fabricação e utilização de produtos, como aço, alumínio, cimento, plástico, alimentos e o modo de manejo do solo. Todas estas conclusões são de um relatório da Fundação Ellen MacArthur, que estuda e defende a economia circular, lançado na COP 25.

O estudo diz que na alimentação e no uso do solo, entre algumas mudanças, está a alteração das dietas, no sentido de consumir menos carne e multiprocessados, e novos meios de captura e armazenamento de carbono no solo. É exatamente aí que entram os sistemas de compostagem de resíduos, recuperação do solo prejudicado com matéria orgânica e o controle do desmatamento de reservas verdes.

No caso dos solos saudáveis, estes podem resistir melhor em relação à erosão do vento e inundações. Eles também têm maior capacidade de absorver e armazenar água, elevando a resiliência a inundações e secas.

Práticas agrícolas regenerativas

O relatório verificou ainda que a aplicação de práticas agrícolas regenerativas leva ao crescimento da taxa de infiltração de solo, de sequestro de carbono por hectare e da produtividade.

Já as modificações na fabricação de aço, alumínio, cimento, plástico e alimentos deveriam ser sistêmicas e norteadas conforme os princípios da economia circular. Esta tem o objetivo de orientar e manter produtos e materiais em utilização, além de regenerar sistemas naturais, reciclar e reinserir materiais na cadeia de produção.

Energia renovável na área industrial

Toda esta revolução que envolve a energia renovável, composta por cinco setores industriais seriam capazes de diminuir 9,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 até 2050, o que significa cortas todas as emissões atuais de transporte no mundo todo.

O documento também inseriu o universo da moda e suas indústrias, setor de eletrônicos e de embalagens que possuem contribuições importantes para as alterações climáticas.

Fundação Ellen MacArthur

A Fundação estima que o relatório possa servir de base para que companhias, instituições financeiras e agentes públicos possam elaborar uma economia resiliente e combater as mudanças climáticas.

A adoção de alterações nos meios de produção, consumo e uso do solo da América Latina seriam capazes de influenciar na dependência de indústrias extrativas e práticas agrícolas que promovem o desmatamento.

Com este modelo em prática, haveria uma maior resiliência aos efeitos da alteração climática que, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), poderiam custar à região entre 2-4% do seu PIB até 2050.

O relatório está disponível no site da Fundação Ellen MacArthur.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Léo Ramos Chaves