Produção de cosméticos sustentáveis: startup paulista cria método

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Produção de cosméticos sustentáveis desenvolveu um sérum rejuvenecedor a partir de bioativos obtidos da Artemísia, utilizada na medicina tradicional chinesa

Criada em 2020, como uma ideia da farmacêutica Soraya El Khatib, a startup S Cosméticos do Bem tinha por objetivo inicial desenvolver produtos baseados em preceitos da economia circular. Ou seja, em que toda a cadeia de produção contribui para uma atitude de maior sustentabilidade, com menos impacto no meio ambiente.

Produção de cosméticos sustentáveis

Sendo assim, nos últimos meses a produção de cosméticos sustentáveis se tornou uma spin-off da Universidade Estadual de Campinas. Além disso, ela contou com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Resultado: há uma boa aceitação de um dos seus produtos inovadores disponíveis de forma comercial. Trata-se do sérum rejuvenecedor.

Bioativos

A produção utiliza bioativos extraídos da Artemísia (Artemisia annua), planta originária da China. Um dos principais componentes dessa espécie é utilizado na Ásia, pela medicina tradicional chinesa, para o tratamento da malária. El Khatib explica ao Pesquisa para Inovação:

“Segundo vários estudos, essa planta tem, aproximadamente, três mil bioativos. O produto que desenvolvemos a partir dela tem uma formulação mais viscosa que um líquido, mas não chega a ser um creme, e tem se mostrado um sucesso em termos de regeneração da pele, o que reduz de forma significativa os sinais de envelhecimento.”

Eficácia no combate da malária cerebral e da malária falciparum

Além disso, os estudos sobre Artemísia apontam que os componentes da planta são potentes e eficazes no combate da malária cerebral e da malária falciparum.

Essa variedade da doença – causada pelo plasmodium, transmitido na maioria das vezes por mosquitos do gênero Anopheles – é considerada uma das mais agressivas para o ser humano. E foi por causa dos estudos das propriedades da artemísia no combate à malária que a pesquisadora chinesa Yu Yu Tu ganhou parte do Nobel de Medicina e Fisiologia de 2015.

Objetivo da startup paulista

Entretanto, nos laboratórios da startup o principal objetivo dos pesquisadores era desenvolver produtos cosméticos e repelentes para insetos comuns no Brasil a partir da planta. Para isso, desenvolveram técnicas inovadoras para extração dos princípios ativos que não poluíssem o meio ambiente.

“As metodologias convencionais se mostraram um desastre total em relação aos nossos objetivos. Os resíduos desses processos são muitas vezes tóxicos e poluem muito o ambiente, além de não serem escaláveis. A nossa condição de montar toda a cadeia de acordo com as práticas da economia circular nunca seria atingida daquela forma.”

Aromático, perene e cresce em arbustos

Além disso, o vegetal chinês é aromático, perene e cresce em arbustos. Possui folhas verdes e caule ereto e acastanhado. Chegando a um metro de altura. Inclusive, no Brasil o cultivo da planta já sofreu as devidas adaptações por causa das diferenças climáticas entre América do Sul e China. E isso favoreceu o uso da planta por aqui.

Com isso, a produção de cosméticos sustentáveis aproveita todas as qualidades da planta, sem usar solventes orgânicos tóxicos.

“Esse processo garante a ausência de ingredientes alergênicos, transgênicos ou qualquer resíduo de origem animal.”

Inovação patenteada

Por fim, a S Cosméticos do Bem acaba de patentear a inovação, burilada a partir dos conceitos e metodologias da química e da farmacologia.

A farmacêutica afirma que há metas mais ousadas ainda para os próximos anos. Para isso, a startup pretende buscar parcerias para atingir uma escala maior de produção para os itens já comercializados. Trata-se da linha exclusivamente voltada aos repelentes, continuará sendo um destaque da empresa. Prova disso é que a companhia tem a patente de uma linha de sprays, feitos com óleos voláteis da Artemísia. eles prometem garantir proteção contra mosquitos, inclusive contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, do zika vírus e da febre amarela.

“Também estamos com um projeto em desenvolvimento muito promissor de um produto contra o Sars-CoV-2.”

*Foto: Divulgação

IGP-DI acumula alta em 12 meses e chega a 2,17% em março

igp-di acumula alta em 12 meses e chega a 2,17% em março

IGP-DI acumula alta em 12 meses, batendo 30,63% neste período

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 2,17% em março depois de subir 2,71% no mês anterior. E ainda aliou a descompressão dos preços no atacado, compensando o peso dos combustíveis no varejo.

IGP-DI acumula alta em 12 meses

O dado foi divulgado nesta quarta-feira (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, o resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da agência Reuters de avanço de 2,63%. Sendo assim, o índice passa a acumular alta de 30,63% em 12 meses.

IPA-DI no mês de março

Já no mês de março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que corresponde a 60% do indicador, desacelerou a alta para 2,59%, de 3,40% em fevereiro.

Bens Intermediários

Em relação aos custos dos Bens Intermediários passaram a subir 4,04% em março. Isso após dispararem 6,60% no mês anterior. Na ocasião, houve desaceleração da alta do subgrupo materiais e componentes para a manufatura de 5,51% para 2,44%.

Em contrapartida, a crise na economia atinge diretamente o consumidor, que sofre com a pressão da alta dos preços ficou mais intensa. Isso porque o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, teve alta de 1%, depois de subir 0,54% em fevereiro.

De acordo com o coordenador dos índices de preços, André Braz:

“Os energéticos foram os responsáveis pelo avanço da taxa do IPC de fevereiro para março. As principais contribuições para a aceleração da inflação ao consumidor partiram dos seguintes itens: gasolina (11,05%), etanol (17,33%), tarifa de energia (1,02%) e gás de bujão (4,04%), que juntos responderam por 77% do resultado final do IPC.”

Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou a alta no período a 1,30%, de 1,89% antes.

O que é IGP-DI?

O IGP-DI é utilizado como referência para correções de preços e valores contratuais. Além disso, é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e nas contas nacionais em geral.

*Foto: Divulgação