Dengue: mais uma morte suspeita em Ribeirão Preto

dengue - mais uma morte suspeita em ribeirão preto

Esta é a segunda morte suspeita por dengue em Ribeirão Preto, no interior paulista, com 3.564 casos confirmados da doença de janeiro até a última terça-feira (10)

Em Ribeirão Preto, que fica a 313 km de São Paulo, uma idosa que estava internada em um hospital particular e foi a óbito pode ser a segunda vítima da dengue neste ano no município. A região já passou dos 3.500 casos confirmados da doença só neste ano.

Dengue em Ribeirão Preto

A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, segundo a prefeitura, recebeu na quarta-feira (11) a notificação do óbito da paciente e agora espera o resultado dos exames para diagnóstico de dengue ou de outra doença. O material coletado foi encaminhado para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O nome da paciente não foi divulgado.

No período entre janeiro até a última terça-feira (10), a cidade registrou 3.564 casos confirmados de dengue, segundo informações do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão pertencente à Secretaria da Saúde estadual. Nos dois primeiros meses do ano, a prefeitura afirma que foram 3.065 casos da doença, com incidência maior na zona leste do município (1.040 registros).

Primeiro óbito em Ribeirão Preto

O garoto Denis Bryan Souza, de 10 anos, foi a primeira morte de 2020 em função da dengue, ocorrida no dia 1º de fevereiro. Ele chegou a passar por oito atendimentos em unidades de saúde durante cinco dias, sem que a doença fosse diagnosticada.

No início do ano, mais precisamente em 15 de janeiro, uma menina de 8 anos morreu de dengue hemorrágica em Ribeirão Preto. No entanto, o caso foi contabilizado em São Simão, por ser a cidade de nascimento da garota, na mesma região, de acordo com a prefeitura.

No ano passado, Ribeirão registrou três mortes decorrentes de dengue, afirma o prefeito Duarte Nogueira (PSDB):

“Desde 2019 estamos nos preparando para esse surto. O que notamos é que está havendo uma redução da curva de novos casos e que a população está colaborando para que a gente consiga sucesso. O trabalho tem sido feito diariamente.”

Faixa etária mais atingida

A doença atinge principalmente a faixa etária de 20 a 39 anos, com 993 confirmados. Em bebês com menos de um ano foram registrados 28 casos.

Apesar de estar longe do número de casos confirmados durante todo o ano de 2019 (14.421 casos), a cidade de Ribeirão Preto aparece no topo do ranking em São Paulo em números absolutos, de acordo com o CVE.

Entretanto, quando os casos são analisados em relação à população, a cidade fica distante da liderança. O município teve até aqui um caso para cada 197 habitantes. Já em Potim, com 1.721 casos e população de 24.643 habitantes, foi confirmado um caso a cada 14,3 moradores.

Nos municípios de Conchal e Aguaí, as proporções são de um a cada 24,3 e 30,2 habitantes, respectivamente.

Mutirões

A Secretaria de Saúde de Ribeirão promove todos os sábados mutirões com a finalidade de combater possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Só no último sábado (7), foram recolhidas 8,5 toneladas de materiais, como pneus, que poderiam armazenar água parada, o que pode acarretar no ambiente perfeito para desenvolvimento do mosquito. Os itens foram coletados nos bairros Jardim Javari, Vila Augusta, Vila Albertina e Recreio.

Em 2016, foi registrada a maior epidemia na cidade, com 35.043 casos confirmados da doença, sendo o último da segunda gestão da ex-prefeita Dárcy Vera (sem partido).

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Carnaval do RJ teve 6,4 milhões de foliões, segundo Prefeitura

carnaval do RJ teve 6,4 milhões de foliões, segundo prefeitura

Foliões se espalharam ainda por 162 blocos clandestinos; e as festividades continuaram ainda na quarta-feira de cinzas (260, com direito a nove desfiles

De acordo com a Prefeitura do Rio, cerca de 6,4 milhões de foliões circularam pelos quatro dias de Carnaval pela capital carioca. Durante este período, o órgão constatou 162 blocos clandestinos e afirma que está em busca dos responsáveis para aplicar multas. Na quarta-feira de cinzas (26), a festa continuou com o desfile oficial de nove blocos.  

Esquema para assegurar os foliões

Segundo dados disponíveis, até as 10h de quarta, a prefeitura do Rio afirmou que a Operação Carnaval foi um sucesso, em vista que não houve registros de incidentes graves. Já o balanço da área de segurança ainda não havia sido divulgado.

Neste ano, o órgão instalou pela primeira vez grades e monitorou o acesso aos chamados megablocos, que desfilaram especialmente no centro da cidade. A decisão foi tomada depois do tumulto que ocorreu durante o pré-carnaval do Bloco da Favorita, em Copacabana, em 12 de janeiro.

Segundo a prefeitura:

“As barreiras de segurança instaladas nos megablocos do Centro funcionaram como o previsto, impedindo a entrada de ambulantes não autorizados, garrafas de vidro e outros objetos proibidos.”

O mesmo esquema será aplicado durante os desfiles dos blocos deste fim de semana.

No último dia do feriado prolongado (25), o bloco da cantora Ludmilla, o Ferno da Lud, levou em torno de um milhão de foliões ao centro do Rio, conforme dados da Riotur. Já no Aterro do Flamengo, na zona Sul, a festa ficou por conta da Orquestra Voadora, que reuniu aproximadamente 330 mil pessoas.

Sustentabilidade e multas

Em parceria com a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), os quatro dias de folia também resultou em ações sustentáveis, com o recolhimento de 554,1 toneladas de lixo. Só na área do Sambódromo, foram 186,1 toneladas. Porém, 886 foliões foram multados em R$ 607,54 por urinar em vias públicas desde o período de pré-Carnaval, de acordo com a prefeitura.

Já os agentes da Guarda Municipal realizaram 13 prisões por suspeita de furto, desacato, desobediência e injúria racial, lesão corporal e tráfico de drogas. Em relação à fiscalização do trânsito na cidade, foi aplicada 2.714 multas por vários tipos de infração, além de recolher 1.785 veículos estacionados em locais proibidos.

A Secretaria de Eventos do Rio acompanhou os 162 blocos considerados clandestinos, por não possuírem autorização para desfilar e está em fase de levantamento de dados dos organizadores, afirmou a prefeitura. Sobre as multas, o órgão disse que elas serão proporcionais à quantidade de lixo recolhida.

A partir da ameaça de multa a blocos sem aval da prefeitura, aplicadas por meio do CPF de seus organizadores, causou diversas piadas e brincadeiras entre os foliões da cidade. Com isso, nasceu o bloco “CPF do Crivella”, que desfilou com o número do documento do prefeito em um estandarte.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Podcast e livro discutem como melhorar os ônibus

podcast e livro discutem como melhorar os ônibus

Livro e podcast chamam a atenção das pessoas em relação a como é possível e de extrema importância melhorar a qualidade dos ônibus no mundo todo

Nos tempos atuais, onde a tecnologia é nossa aliada, nem sempre ela pode estar ao nosso lado. Uma prova disso é imaginar algo do nosso cotidiano relacionado ao horário que saímos de casa para trabalhar. Se a sua rotina inclui dirigir até o seu local de trabalho e de repente precisa só pode sair de sua própria garagem a cada meia hora. E se perder esse horário, terá que esperar a próxima chance. Com os ônibus também não é diferente esta demora, que é pior e cruel a quem depende do transporte público.

Ônibus versus carros

Esta comparação foi feita pelo especialista em transporte, Stevem Higashide, que lançou o livro “Better buses, better cities” (“Melhores ônibus, melhores cidades”), durante uma entrevista ao podcast 99% Invisible.

O programa que dura 35 minutos e no idioma inglês, Higashide resumiu as principais abordagens da obra. Ele adverte que os ônibus agregam uma imagem ruim em boa parte das cidades do mundo. Porém, suas ações de marketing ainda não são capazes no sentido de alterar esta situação, por vezes, caótica. Portanto, é necessário melhorar o serviço a começar por uma expansão da oferta de horários de transporte público. Segundo o especialista:

“Aumentar a frequência faz com que as pessoas possam contar com o serviço e usá-lo de maneira natural, sem ter de se programar tanto.”

Ele também analisa que com mais pessoas utilizando este meio de transporte e tendo uma boa experiência, a propaganda boca a boca aumenta e, consequentemente, atrai mais usuários, gerando um ciclo positivo.

Flexibilidade de mudanças

Higashide ainda ressalta que os ônibus possibilitam maior flexibilidade para modificações, como conseguir alterar rotas de forma simples, já que não há trilhos fixos, como no metrô. Mesmo assim, as cidades mexem pouco nas linhas e mantêm o mesmo serviço durante décadas, ao passo que as outras transformações urbanas e sociais acontecem constantemente conforme às necessidades de seus passageiros.

Outro ponto que sempre é uma questão delicada aos usuários de ônibus é em relação à tarifa. O autor chega a elogiar o modelo de valor mensal máximo, como é o adotado em Londres, na Inglaterra. E cita como exemplo: um passe mensal, com viagens ilimitadas, pelo equivalente a R$ 300, aqui no Brasil. Contudo, estes passageiros não precisariam comprá-lo de uma única vez, pois poderiam ir pagando de modo unitário e, caso a despesa total atinja R$ 300 naquele período, as viagens extras não seriam mais cobradas até o fim do mês vigente.

Calçadas

Além disso, o autor menciona sobre a importância de cuidar bem das calçadas, já que um caminho difícil para chegar ao ponto de ônibus também impacta de forma negativa sua utilização diária.

Ele lamenta o quanto é comum atualmente que o transporte e a manutenção viária por órgãos públicos diferentes, simplesmente não mantêm uma boa comunicação, no intuito de desenvolver melhorias mais eficazes para esta questão.

Quem quiser saber mais sobre o livro de Steven Higashide, “Better Buses, Better Cities: How to Plan, Run and Win the Fight for Effective Transit”, ele é vendido pela Island Press, como ebook e custa no Brasil R$ 64,74.

E para quem quiser conhecer o podcast onde ele deu a entrevista, basta acessar o programa “99% Invisible, ep. Missing the Bus”. Disponível aqui e em plataformas de podcasts. Gratuito e em inglês.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

Publicado semana passada, o edital prevê expansão de 890 para 1.160 radares

A Prefeitura de São Paulo, sob gestão Bruno Covas (PSDB), divulgou no dia 19 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), um edital de licitação para a instalação de mais 270 radares fixos, que adicionados aos 890 já existentes, chegará a um total de 1.160 equipamentos na capital paulista.

Edital – mais radares

Consta do contrato do edital também a manutenção de todo parque de fiscalização eletrônica da metrópole, até a substituição, se preciso for, dos radares já instalados.

A empresar que ganhar a licitação, fiscalizará carros e caminhões em vias públicas, além de oferecer radares com tecnologia suficiente para conseguir multar com maior eficácia as infrações cometidas por motociclistas, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

No entanto, ainda não foram divulgados os prazos para instalação dos equipamentos nem suas alterações.

Mortes em 2018

Pela primeira vez no ano passado, o número de óbitos de motociclistas, em vias públicas superou o de pedestres, sendo 366, ante 439 pessoas a pé.

Desde maio de 2017, a Prefeitura de São Paulo deixou de usar radares estáticos, implantados em caixas de metal, pois acabavam por dificultar a identificação dos equipamentos por parte dos motoristas.

Contratos dos radares

Os contratos de licitação serão divididos em cinco lotes, espalhados pelas cinco regiões da capital paulista, e com prazo de validade de 60 meses. Já o custo previsto pela gestão Covas é de R$ 1,3 bilhão. Porém, cada lote será arrematado pela companhia que apresentar o menor preço.

A pasta ainda não divulgou uma data para início da implantação dos novos equipamentos, logo que for concluído o processo de licitação.

Número de multas cresceu

Depois de sete meses, o número de multas de trânsito aplicadas na metrópole voltou a crescer, em relação ao mesmo período de 2018. Em agosto deste ano, de acordo com dados anunciados pelo portal Mobilidade Segura da gestão Bruno Covas (PSDB), foram 910.266 infrações autuadas. Já no ano passado, este número foi de 901.216. cerca de 10 mil a menos.

Desde o dia 16 de dezembro, entraram em operação novos radares em quatro túneis de São Paulo. Os equipamentos foram instalados nos túneis: Ayrton Senna 2 (sentido Ibirapuera); passagem Franklin Roosevelt (sentido Lapa); Max Feffer (sentido Centro); e Maria Maluf (nos dois sentidos).

Fonte: Agora São Paulo

*Foto: Divulgação / Rivaldo Gomes – Folhapress

BNDES lança fundo de R$ 160 milhões para financiar IOT

bnds lança fundo de R$ 160 milhões para financiar iot

BNDES conta com a parceria da Qualcomm Ventures, braço direito de investimentos da empresa Qualcomm nesta empreitada, que visa também apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A

O BNDES em parceria com a Qualcomm Ventures lançou um fundo com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de Internet das Coisas no Brasil e também pretende apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de IoT no Brasil, o fundo irá apoiar startups em estágio inicial (capital semente e financiamento de série A).

BNDES – investimento

BNDES – investimento

O BNDES e a Qualcomm pretender investir 50% do valor total esperado para o fundo, correspondente a R$ 80 milhões. O restante deve vir por meio de outros investidores convidados, na intenção de atingir o valor integral. O fundo será comandado por um gestor profissional a ser selecionado por ambas as empresas por meio de um edital de seleção, que está disponível no site do banco estatal. Os gestores de fundos de investimentos em participações poderão enviar suas propostas até o dia 7 de fevereiro de 2020.

Segundo o presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, a criação desse fundo está alinhado com a visão estratégica da companhia em incentivar o ecossistema de IoT no Brasil. Em declaração ao site Tiinside, ele afirmou:

“Além do aporte financeiro, contribuiremos também com nossa expertise em IoT, afinal estamos desenvolvendo tecnologias nesse campo há pelo menos uma década”.

Política de investimentos

O fundo tem por política de investimentos o de contemplar companhias com aplicações de hardware, software e análise de dados, ligadas às áreas estratégicas, como a Indústria 4.0, as cidades inteligentes, além dos setores de saúde e agronegócio, e o IoT residencial.

Além disso, o fundo do BNDES e Qualcomm segue a linha do Plano Nacional de Internet das Coisas, que é uma política pública lançada em junho deste ano, com o intuito de desenvolver o ecossistema de IoT no país. Ele também está alinhado com a nova regulamentação da Lei de Informática, que possibilita que empresas produtoras de eletrônicos invistam recursos incentivados em Fundos de Venture Capital.

Fonte: site Tiinside

*Ilustração: Divulgação

Hospital Oncológico de Brasília será construído

hospital oncológico de brasília será construído

A construção Hospital Oncológico de Brasília será viabilizada após a Caixa Econômica Federal liberar o valor da licitação de quase R$ 120 milhões, depois do pedido do GDF à Justiça Federal

Foram mais de dois anos de impasses, em disputas judiciais para que o Hospital Oncológico de Brasília agora possa ser construído. Ontem (5), a Caixa Econômica Federal liberou R$ 119.772.956,37 para licitação e construção da unidade de saúde. O repasse de recursos só foi aprovado depois de uma decisão favorável obtida pelo governo local na Justiça Federal, o que incluiu uma revisão do projeto original da edificação.

Obras do Hospital Oncológico de Brasília

Com a aprovação de recursos, a previsão é de que as obras, lideradas pela Novacap, tenham início já no primeiro semestre de 2020, como afirma o governador Ibaneis Rocha:

“Este é mais um contrato que estamos destravando. O dinheiro estava praticamente perdido, e trabalhamos muito para recuperá-lo na Caixa, além de refazer todo o projeto, modernizando o hospital. É mais uma demonstração de seriedade com que estamos tratando o DF. Quero que esse centro oncológico seja uma referência nacional no tratamento do câncer, que preste serviços de qualidade e ajude a transformar a capital em um centro médico cada vez mais importante no Brasil”.

Além do Hospital Oncológico de Brasília, a ideia é construir mais sete UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), o Complexo Hospitalar do Guará e duas unidades de saúde em Ceilândia, uma delas será o Hospital Materno-Infantil, conforme declaração do chefe do Palácio do Buriti.

Impasses de dois anos

Para ser viabilizada a construção do Hospital Oncológico, houve um impasse de mais de dois anos, com início em 30 de agosto de 2017, quando o então governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) apresentou o projeto de implantação da unidade de saúde à Caixa Econômica Federal. No entanto, o banco não deu aval para sua construção.

Somente neste ano, que o atual governador do DF, Ibaneis Rocha, obteve a autorização da Justiça Federal para prorrogar o prazo de conclusão e entrega dos projetos para a obra do Hospital Oncológico. Com seis meses a mais, ele evitou a perda de R$ 121 milhões de recursos do governo federal designados à construção da unidade de saúde. A quantia tinha sido obtida em 2016 por meio de emendas parlamentares de bancada do DF no Congresso Nacional.

Muitas alterações tiveram de ser feitas no projeto original para ser novamente apresentado, segundo informações de Francisco Ramos, diretor de Edificações da Novacap:

“Primeiro, fizemos uma análise melhor do orçamento, mexemos na questão estrutural, de edificações, na arquitetura e nos quantitativos de materiais”.

Local da construção

O Hospital Oncológico de Brasília será construído em um terreno de 30 mil metros quadrados, situado no Setor Noroeste da capital federal, e que fica perto do Hospital da Criança.

O empreendimento contará com 152 leitos de internação, 20 de unidade de terapia intensiva (UTI) e capacidade para realizar cerca de 9 mil atendimentos por ano. Segundo estimativas, a obra deve ser entregue em dois anos e meio.

Fonte: Correio Braziliense

*Foto: Divulgação / Gustavo Urpia – SECOM BA

Reconhecimento facial determina prisão de 151 pessoas no país

reconhecimento facial determina prisão de 151 pessoas no país

No entanto, o índice não é considerado oficial e pesquisadores resolveram monitorar por conta própria o uso de reconhecimento facial em cinco estados brasileiros

Pesquisadores optaram por monitorar por conta própria o índice de pessoas presas com a utilização de sistemas de reconhecimento facial, na falta de dados oficiais. Entre os meses de março e outubro, 151 indivíduos foram presos, em cinco estados.

Monitoramento por reconhecimento facial

O estado da Bahia ficou em primeiro lugar no ranking, com 52% dos casos de detenção. Em seguida aparecem: Rio de Janeiro (37%), Santa Catarina (7%), Paraíba (3%) e Ceará (1%).

A pesquisa foi realizada com foco em reportagens de veículos de comunicação, além de páginas policiais e de outros órgãos nas redes sociais.

A coleta de dados foi publicada ontem (21), em um relatório da Rede de Observatórios da Segurança, grupo que foi criado em maio deste ano para colher indicadores que não são anunciados oficialmente, entre eles: episódios de racismo, operações policiais e chacinas.

O coletivo é composto por centros de estudo da violência da USP (São Paulo), da Universidade Cândido Mendes (RJ), Iniciativa Negra (BA), da UFC (Universidade Federal do Ceará) e pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Pernambuco).

Perfil dos detentos

O perfil dos detentos por reconhecimento facial, de acordo com o estudo, segue uma tendência da população carcerária brasileira como um todo: 90% eram negros; 88% homens, com idade média de 35 anos e relacionados especialmente ao tráfico de drogas (24%) e roubo (24%).

Além disso, o documento critica duramente o uso do reconhecimento facial no país, afirmando que os projetos implantados não têm sido tão eficientes e transparentes. Os pesquisadores realizaram pedidos por meio da Lei de Acesso à Informação a todos os estados. Porém, para eles, as respostas recebidas foram insatisfatórias. Sobre isso, Pablo Nunes, coordenador de pesquisa da Rede, explica:

“[Os sistemas de reconhecimento facial] são apresentados como formas de modernização da prática policial, mas na verdade têm representado um retrocesso em relação à eficiência, transparência, accountability [prestação de contas] e proteção de dados pessoais da população.”

Ele ainda citou o caso da Bahia, onde foi aconteceu o primeiro teste durante as festividades carnavalescas. Durante os quatro dias da Micareta de Feira de Santana, a tecnologia captou faces de mais de 1,3 milhão de transeuntes e gerou 903 alertas. Porém, apenas 33 mandados de prisão foram cumpridos, o que equivale a 4%.

Reconhecimento facial não é tão simples

Os pesquisadores acreditam que isso ocorreu, pois reconhecer um rosto não é uma tarefa tão simples. O mesmo acontece na biometria do polegar, o que significa que a face não é analisada como um todo. Portanto, é a partir da distância entre alguns pontos que é calculada a probabilidade desta identidade bater com a da pessoa cadastrada no banco de dados.

Em relação ao rosto humano, há possibilidades de ter diferenças ou alterações nessas distâncias, que seriam bem maiores que a de uma digital, ressalta Nunes. Pois, uma pessoa perde colágeno à medida que fica mais velha, e ainda pode estar piscando, bocejando, etc.

Emissão de alerta

Há emissão de alerta quando o indivíduo é filmado pela câmera e possua certo grau de semelhança com outra pessoa que é alvo de um mandado de prisão em aberto. Este grau, no entanto, tem de estar calibrado, pois se for alto pode inviabilizar os avisos e se ainda for baixo pode ocasionar inúmeros falsos positivos.

Um exemplo prático disso aconteceu no Rio de Janeiro, quando uma mulher e um homem foram detidos por engano em Copacabana, no mês de julho (e que foram inclusos no índice total de 151 presos do levantamento).

No caso da mulher, foi descoberto que a procurada por homicídio já estava detida há quatro anos, o que fez com que a PM solicitasse uma revisão na base de dados da Polícia Civil. De acordo com o relatório emitido:

“As tecnologias de reconhecimento facial, como todas as inovações em processo de aperfeiçoamento, estão fadadas a produzir erros. Mas, diferente de que ocorre em outras tecnologias, estes erros podem representar constrangimentos, prisões arbitrárias e violações de direitos humanos.”

Reconhecimento facial em outros estados brasileiros

Neste momento, os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Pará e o Distrito Federal afirmaram estar em processo de contratação ou de implementação do uso de reconhecimento facial. Já a guarda municipal de Pilar, em Alagoas, já possui um projeto de câmeras desse tipo instaladas no teto do espaço.

Neste caso, houve um incentivo do governo federal, que autorizou em outubro uma portaria que regulamenta a utilização de dinheiro do Fundo Nacional de Segurança Pública para a implementação de sistemas de reconhecimento facial, OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), inteligência artificial e outros.

Todavia, de acordo com o relatório, ainda não existe uma preocupação dos governos em preparar protocolos a fim de proteger esses dados e, consequentemente, estariam ignorando a Lei Geral de proteção de Dados Pessoais, sancionada em 2018.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Projeto Tietê segue atrasado e entrega é adiada mais uma vez

Projeto Tietê continua atrasado e prevê 85% de esgoto tratado até 2025; plano de 2013 era entregar as obras até o ano passado, mas crise hídrica adiou os planos, segundo a Sabesp

No mês passado foi divulgado que houve um aumento da mancha de poluição no rio Tietê, em São Paulo. Com isso, a Sabesp anunciou quase que imediatamente novas metas em relação ao Projeto Tietê, que segue bastante atrasado, para que o principal rio da capital paulista seja despoluído.

Na Grande São Paulo, as novas metas pretendem ter 92% do esgoto coletado e que 85% seja tratado até 2025. Atualmente, 87% é coletado e 68% tratado.

Projeto Tietê – início

O Projeto Tietê foi começado em 1992 e já foram investidos US$ 3 bilhões em recursos. O plano original prometia que o rio seria despoluído até 2005. Ao longo dos últimos anos este prazo foi adiado várias vezes.

Antes de vir à tona a crise hídrica que assolou os reservatórios de São Paulo, em 2013, a expectativa era de entregar a terceira etapa do projeto até 2016, de um total de quatro etapas. No entanto, hoje, a meta é entregá-la até 2021. O motivo do atraso foi em decorrência dos investimentos em obras para captação e distribuição de água no decorrer da crise, admitiu a Sabesp.

Nesta terceira fase, 72% dos trabalhos foram concluídos, além da realização de obras de expansão da estação de tratamento de esgoto de Barueri, que é a maior do país.

Já a quarta fase está em processo de execução e tem previsão de entrega até 2025 (em 2013, a entrega era até 2018). Nesta etapa, há o projeto de um supertúnel sob a marginal Tietê, que deverá receber esgoto de grande parte do centro da cidade.

Ainda nesta mesma fase existe a meta de coletar todo o esgoto entre o município de Suzano e a barragem da Penha, na capital paulista, praticamente. A poluição do rio nesses locais prejudica a qualidade da água em toda a região metropolitana, afirma a ONG SOS Mata Atlântica. Portanto, a Sabesp corre para assumir os contratos com cidades que possuem índices muito baixos de saneamento.

Sistema de esgoto municipalizado

Guarulhos é a segunda maior cidade paulista e se enquadra nesta questão. Há anos, a região conta com um sistema de esgoto municipalizado e não consegue progredir no saneamento, além de ter grande parte de seu esgoto lançado no Tietê. Prova disso é que até hoje não se sabe ao certo o real volume de esgoto tratado em relação ao que é gerado pelo município (estima-se que seja em torno de 10%). Sobre isso, Stela Goldenstein, coordenadora do 2030 Water Resources Group, vinculado ao Banco Mundial, afirmou ao à Folha:

“Não há problema em uma cidade ter o serviço de esgoto municipalizado. O problema é quando essa cidade não consegue dar conta do problema”.

Os técnicos da Sabesp se preocupam com a atual condição da infraestrutura de saneamento em Guarulhos. Eles não descartam a possibilidade de ser realizada uma auditoria técnica para identificar em que estágio se encontra as tubulações e outras instalações, antes de iniciar qualquer avanço no local. A Sabesp também está de olho nos contratos de saneamento de Mogi das Cruzes.

Bacia do rio Pinheiros

A quarta etapa do Projeto Tietê também está a universalização da bacia do rio Pinheiros. O objetivo deste processo é investir R$ 1,5 bilhão em contratos, cada um deles em uma área diferente da bacia do rio, onde residem aproximadamente 3,3 milhões de pessoas.

As companhias que trabalharem nessas regiões terão que assumir planos de melhora da qualidade dos córregos e rios de onde atuam, baseados em um modelo de remuneração por performance. No entanto, terão de lidar com a dificuldade de levar canos de esgoto para áreas de ocupação irregular, onde não existe espaço físico para se trabalhar.

No mês passado, a Sabesp vistoriou uma obra no limite de São Paulo com Taboão da Serra. Operários construíram ali um túnel de 1,20 metro de diâmetro e que deve receber o esgoto daquela região. Hoje, ele é descartado no córrego Pirajuçara, que é o afluente mais poluído do Pinheiros.

No entanto, o recomendável é que fossem construídos dois túneis para receber esgoto, cada um ao longo das margens do córrego. Porém, neste trecho do Pirajuçara é espremido por casas construídas em áreas irregulares. Portanto, a solução escolhida foi abrir um único túnel que faz uma espécie de zigue-zague sob o córrego.

Contudo, há locais que o acesso às obras é ainda mais difícil. A Sabesp estima que 3 milhões de pessoas em São Paulo residem em áreas irregulares. Na visão de Goldenstein, uma das possíveis soluções seria urbanizar as favelas. Com isso, seriam abertos espaços para estruturas de saneamento.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Reprodução / TV Globo

AACD avança no setor de reabilitação aquática

aacd avança no setor de reabilitação aquática

A associação integra a modalidade de ‘cockpit’ para cadeirantes à fisioterapia aquática

AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) promove mais inovação e avança no setor de reabilitação aquática. Ao ouvir queixas de sua paciente mais antiga, Dona Marisa, de 60 anos, a instituição resolveu correr atrás de uma solução. Ela já não conseguia mais ficar em pé nos últimos tempos, além de ter muitas dores.

Marisa passou por uma avaliação e agora está sob os cuidados do fisioterapeuta e chefe do setor de fisioterapia aquática, Douglas Martins Braga. Inclusive, o local das atividades foi totalmente reformado há dois anos. Hoje, a piscina da unidade possui até uma máquina que simula ondas.

AACD avança no setor de reabilitação aquática

Para fazer com que Dona Marisa conseguisse adentrar a piscina, coisa que nunca havia feito, muito menos no mar, a equipe resolveu a questão. Agora, a paciente pode praticar a atividade aquática com o uso de uma cadeira de rodas, que foi desenvolvida nas oficinas da AACD.

Em entrevista à folha, Braga explicou:

“Certos músculos só conseguem ser ativados na água, onde a força da gravidade é quase zero e faz a pessoa flutuar”.

Nestes 14 anos em que está na instituição o fisioterapeuta testemunhou alguns ‘milagres’. E Dona Marisa tem mostrado avanços nos últimos seis meses, decorrentes de uma cirurgia reparadora na perna aliada às atividades na água. Hoje, ela já voltou a caminhar com a ajuda de um andador e não sente mais as dores de antes.

Fabricação das cadeiras de rodas

A produção das cadeiras de rodas feitas sob medida é realizada na unidade da Vila Clementino, zona Sul da cidade de São Paulo. Em médias, são fabricadas por mês entre 80 e 100 cadeiras.

Uma delas melhorou a qualidade de vida de um jovem de 15 anos com distrofia muscular. Ele passou por avaliação da fisioterapeuta Mika Yamada Imaizumi, que integra o grupo de 60 funcionários da oficina ortopédica central. Mesmo lugar onde são produzidas as cadeiras de rodas.

A fabricação só é feita graças aos componentes de um simulador digitalizado, além do cuidado que os artesãos possuem para propiciar mais conforto aos pacientes.

Cockpit

O processo para avaliar a medida de cada cadeira junto ao corpo foi mais complexo no caso do adolescente. Nesta situação, foram utilizadas as mesmas técnicas de ‘cockpit’ que vemos nos carros da Fórmula-1.

Segundo Yamada:

“Depois de fazer dez provas, sem resultado, eu estava quase desistindo, o menino começou a chorar, já não sabia mais o que fazer. Na 11ª tentativa, deu certo, e ele saiu feliz da vida, pilotando sua cadeira motorizada, com o joystick ajustado junto à sua barriga”.

Histórias e comemoração dos 70 anos da Associação

São estas histórias de superação que fazem a alegria dos quase 1.950 funcionários da AACD, além dos 1.214 voluntários. Juntos, eles realizaram em 2018, 800.000 atendimentos e entregaram 55.895 produtos ortopédicos.

No começo dos anos 1950, a associação só atendia crianças, após um surto de poliomielite que atingiu o país. Porém, hoje, a AACD atende pacientes de todas as idades e a maioria deles são encaminhados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Em agosto de 2020, a instituição completa 70 anos. Ela foi fundada pelo médico ortopedista Renato da Costa Bonfim. Segundo ele:

“Não se trata de fazer caridade ou filantropia, é preciso encarar a causa da reabilitação como problema médico-social prioritário”.

Como a AACD não possui fins lucrativos, ela consegue sobreviver e proporcionar tratamento aos pacientes por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas.

Problemas atuais

Hoje, a instituição enfrenta mais casos de paralisia cerebral, decorrentes de problemas no parto. Ao todo são 880 pacientes nesta situação. Portanto, isso exige mais investimentos em tecnologia e inovação apara auxiliar na melhora dessas pessoas.

Para se ter uma ideia, o coordenador geral da oficina ortopédica, Ciro Pauli Pavarim, de 53 anos, atua na AACD desde 1988. Quando foi contratado, ele era formado em ajustagem mecânica pelo Senai. Hoje, ele é protesista ortesista, função que ainda não possui regularização.

Sobre isso, ele afirma que a vontade em ajudar as pessoas aliada à sua formação foram determinantes para entrar na AACD. Pavarim é o responsável por todos os produtos ortopédicos desenvolvidos pelos engenheiros da instituição. Nas oficinas são fabricados coletes, capacetes, cadeiras de rodas adaptadas, órteses e próteses, entre outros.

Fonte: Folha de S. Paulo

Foto: Divulgação

Chega a 163% o índice de mortes por dengue, sobretudo em MG e SP

chega a 163% o índice de mortes por dengue, sobretudo em mg e sp

O número foi recentemente divulgado pelo Ministério da Saúde em relação a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

No período de um ano, o número de mortes por dengue atingiu mais que o dobro. No primeiro semestre de 2018, foram registrados 139 casos. Já nos primeiros seis meses de 2019, foram 366 ocorrências. Um crescimento de 163%.

As informações foram fornecidas pelo Ministério da Saúde, e contém casos de transmissões pelo Aedes aegypti computados até o dia 8 de junho. O indicativo do ministério mostra que este é o maior índice registrado desde 2015. Naquele ano, 752 pessoas foram a óbito em decorrência da dengue.

Ranking

O estado de São Paulo teve o maior número de mortes este ano, com 145 registros. Em seguida vem Minas Gerais, com 79; Goiás, com 29; Distrito Federal, com 24; e Mato Grosso do Sul com 23 casos.

​Fora isso, existe as ocorrências de suspeitas de dengue que cresceu bastante do primeiro semestre de 2018 para o mesmo período deste ano. O número subiu de 170.628 para 1.127.244, uma alta de 561%.

Maior incidência

Os estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul foram os locais com maior incidência da doença. E apresentaram, respectivamente, 1.804, 1.230 e 1.164 casos. O auge das ocorrências se deu no mês de abril nestas regiões.

Sorotipos e outros fatores determinantes

De acordo com infectologistas ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo, os fatores que podem ter influenciado no aumento dos casos são:

  • Urbanização sem planejamento;
  • Alterações climáticas;
  • Circulação de um sorotipo que difere do vírus da dengue.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, a predominância no país é o sorotipo 2. Ele é considerado mais agressivo que os demais que já circularam pelo Brasil, os do tipo 1 e 4. Há ainda mais um subtipo, o 3.

De acordo com análises realizadas entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000, o sorotipo 2 era presença frequente e apareceu com maior intensidade pela última vez em território nacional, em 2008.

Segundo o professor do departamento de Infectologia da Unifesp, Marcelo Burattini, o fato de muitas pessoas não terem sido infectadas por este subtipo faz com que elas estejam mais propensas à contaminação.

Ele ressalta que em 2020 em virtude desta alteração de sorotipo, o panorama pode ser bem ruim. Pois, terá maior circulação de mosquitos que carregará o vírus do tipo 2.

Sendo assim, a alternância de sorotipos prova que a dengue é uma doença periódica, de acordo com informações de anos anteriores.

Mudanças climáticas

As altas temperaturas, além da elevação dos índices de chuva neste primeiro semestre podem ter colaborado para o aumento dos casos de dengue. Só no estado de São Paulo, segundo dados do Imnet (Instituto Nacional de Meteorologia), o verão de 2019 foi o quinto mais quente da história.

Do ponto de vista histórico, as ocorrências da doença costumam ser maiores no início desta estação, sendo reduzida já no mês de maio, quando ocorre o outono. No entanto, segundo a consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Melissa Falcão, a maior incidência em 2019 começou antes do esperado. Portanto, o encerramento da epidemia também será prolongado.

Transmissão e sintomas

O mosquito transmissor da dengue é o Aedes aegypti. Ele se prolifera, principalmente, em locais com água parada, como pneus, vasos com plantas e garrafas plásticas. No entanto, evitar que estes criadouros se instalem já um modo de prevenção.

Os sintomas mais comuns da doença são dores musculares e nos olhos, dor de cabeça, falta de apetite, febre alta e mal estar em geral. É importante que as pessoas usem bastante repelente durante o período mais quente do ano, de preferência logo pela manha e no fim de tarde.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou um comunicado em que afirma atuar na prevenção e combate ao mosquito transmissor. Ele desenvolve esta ação junto aos municípios e estados do país. E ressalta que é de responsabilidade das autoridades locais determinar a visita de agentes às residências para explicar e eliminar possíveis criadouros.

Além disso, o ministério proporciona o apoio necessário como fornecimento de insumos para combater o Aedes. Só em 2018, o governo disponibilizou verba de R$ 1,9 bilhão para esta causa.

Com o crescimento dos casos neste ano, a pasta comunicou em abril a expansão dos testes com mosquitos Aedes aegypti contaminados pela bactéria Wolbachia. Esta consegue diminuir a capacidade do inseto de transmitir o vírus da chikungunya, febre amarela e zika.

Após isso, o procedimento deve integrar os serviços do SUS. Segundo o ministério, este tipo de teste é seguro para os seres humanos e para o meio ambiente, visto que a Wolbachia se desenvolve somente dentro das células dos mosquitos. Para a realização desta iniciativa, houve investimento de R$ 22 milhões.

O número de mortes em decorrência da dengue nos anos de 2015 a 2017 foram respectivamente de: 752, 318 e 107.

Fontes: Ministério da Saúde e jornal Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação