O que quer dizer lockdown e como pode ser instituído no país

o que quer dizer lockdown e como pode ser instituído no país

Nos últimos dias uma palavra passou a ser de conhecimento nacional, em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Mas afinal de contas o que quer dizer lockdown? Alguns dirigentes de cidades brasileiras apontam a medida como a melhor alternativa para achatar a curva dos casos confirmados e com isso conseguir que o sistema de saúde não entre em colapso.

O que quer dizer lockdown?

O termo vem da língua inglesa e quer dizer que entrar em estado de “lockdown”, é entrar em confinamento. No geral, em caso de pandemia da Covid-19, significa um município adotar medidas mais rígidas de isolamento social.

No Brasil, esta medida já foi imposta em algumas cidades do estado do Maranhão, do Pará, em Fortaleza (Ceará), além de alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisadora Margareth Portela, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, o lockdown está relacionado ao fechamento total de todos os estabelecimentos comerciais que não são considerados essenciais neste momento. Em declaração ao Portal R7, veiculado também pela Folha Vitória, ela afirmou:

“É uma medida de paralisação bem mais rigorosa do que a que tivemos até aqui. É realmente no sentido de fechamento total, trancar tudo”.

Para o advogado Leonardo Magalhães Avelar, o lockdown quer dizer que funciona como uma “medida mais extrema que existe no quesito de confinamento”. Ele ainda explica que tanto a quarentena quanto o “lockdown” são estipulados por atos formais do poder público. O confinamento “total” exige decretos da prefeitura, do governo estadual ou federal. No caso da quarentena é necessário apenas que a ordem venha de autoridades menores, como um secretário de saúde.

É importante entender aqui que em relação à pandemia, adotar medidas mais rígidas de isolamento social mostra que a situação é bastante grave, como destaca Avelar:

“O ‘lockdown’ completo seria muito restritivo. Ninguém vai poder sair, exceto para situações muito importantes. É como estar preso em casa”

Quando é necessário a adoção de confinamento total?

De acordo com orientação da Fiocruz, é preciso que sejam feitos estudos e pesquisas para entender melhor a dimensão da pandemia em cada região do país. E sendo assim, com base nos dados de cada localidade, pode ser estipulada medidas a fim de reduzir o ritmo do aumento de casos de Covid-19, além de preparar o sistema de saúde para atendimento mais adequado e de qualidades destinado aos pacientes acometidos com as formas mais severas do novo coronavírus, revela o documento e como também pontua Margareth:

“Como é uma doença altamente contagiosa, na medida que você tem muitos casos, qualquer percentual vai significar muita gente precisando de assistência em hospitais, muitas vezes com equipamentos sofisticados que estão em falta.”

Cidadãos que burlarem o lockdown podem ser presos?

A pessoa que desrespeitar as regras de lockdown instituídos em sua cidade pode ser caracterizado como crime, conforme o que está disposto no artigo 268 do Código Penal:

“Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa, com pena de detenção de até um ano.”

Já a fiscalização dessa medida pode ser realizada por autoridades de segurança pública, como a guarda civil municipal, afirma Avelar:

“Não existe a possibilidade de prisão por esse crime. Na prática, é registrado um Termo Circunstanciado, que equivale a um boletim de ocorrência, e a pessoa deve comparecer a uma audiência”.

Em caso de condenação, a pessoa poderá prestar serviço social ou pagar uma multa, finaliza o advogado.

Fonte: Folha Vitória, com informações do Portal R7

*Foto: Divulgação

Infografia ajuda a entender melhor o termo “achatar a curva”

infografia ajuda a entender melhor o termo “achatar a curva”

Por meio de gráficos animados e visualizações de dados estatísticos é possível compreender melhor o que significa “achatar a curva” ao ser imposto no mundo todo o isolamento social em tempos de pandemia do novo coronavírus

Aqui no Brasil e no restante do planeta não ouvimos falar em outra coisa a não ser que neste momento é preciso conseguir “achatar a curva”. Em vista do avanço do novo coronavírus, os governantes de diversos países estabeleceram o período de quarentena, uma forma de isolamento social com a finalidade de reduzir a circulação do vírus e, principalmente, não “explodir” o sistema de saúde do mundo todo.

Infográficos animados ajudam a entender o termo “achatar a curva”

A expressão achatar a curva, de modo geral, tornou-se um verdadeiro mantra no combate global à Covid-19. E o terno ganhou o mundo após um gráfico animado, criado pela microbiologista Siouxsie Wiles e pelo ilustrador Toby Morris e publicado em 8 de março, viralizar.

A partir de uma ideia simples que foi comparar duas projeções diferentes, o GIF revela que ações que possam estar ao alcance da maioria, como lavar as mãos e ficar em casa, podem auxiliar a distribuir melhor o número de casos estimados ao longo do tempo. Portanto, ao achatar a curva de crescimento dos casos pode evitar a sobrecarga do sistema de saúde.

Gráfico de 2007

Em 2007, foi publicada em artigos científicos uma versão simples desse gráfico e que foi resgatada pela revista britânica The Economist no início deste ano. Porém, apenas quando Siouxsie Wiles adicionou à infografia uma animação, personagens e o chamado à ação, transformaram estes elementos narrativos em uma mensagem de fato impactante e importante e a fez decolar no mundo todo. Com isso, o GIF virou uma ferramenta poderosa de engajamento da população na pandemia.

Do ponto de vista histórico, esta é a primeira vez que um infográfico com informações e dados estatísticos sobre um vírus conseguiu viralizar nesta proporção. Agora, o papel da infografia tem sido importante ao conseguir transmitir de forma clara os conteúdos científicos mais complexos e ajudando a população mundial a disseminar informações reais e adotar medidas que podem salvar muitas vidas.

Esses dados se tornam essenciais para que todos compreendam os fenômenos sociais e naturais, que geralmente, são terminados em documentos que não estão ao alcance da maioria da humanidade.

O termo achatar a curva ganhou colaboração de designers e jornalistas de dados

Achatar a curva ganhou status com as visualizações de dados, criadas em colaboração entre designers e jornalistas de dados. Com isso, o design torna os números mais compreensíveis para o leitor comum, por meio de representações gráficas simples e elegantes.

O objetivo do design de informação é a evolução entre as tecnologias de informação e comunicação. Sendo assim, hoje já é possível encontrar visualizações de dados animadas e até mesmo interativas.

No caso da infografia, que diz respeito à técnica de misturar informações e elementos gráficos, é uma forma de comunicação que usa, além do texto, dados, gráficos, mapas ou ilustrações para exemplificar um tópico complexo e relatar uma história de modo claro e acessível. E também buscam explicitar relações a serviço de uma narrativa específica.

Já quando há um encontro entre infografia e o audiovisual, temos o vídeo-infográfico. Este formato tem se popularizado, principalmente, em canais jornalísticos, com a finalidade de “explicar as notícias”. Estas imagens são passadas de forma contextualizada e didática, apresentando matérias jornalísticas em vídeos, com a inclusão de gráficos, dados e animações. E é com este material que o movimento de achatar a curva em tempos de pandemia do coronavírus ganha mais espaço.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Reprodução/Washington Post

Dengue: mais uma morte suspeita em Ribeirão Preto

dengue - mais uma morte suspeita em ribeirão preto

Esta é a segunda morte suspeita por dengue em Ribeirão Preto, no interior paulista, com 3.564 casos confirmados da doença de janeiro até a última terça-feira (10)

Em Ribeirão Preto, que fica a 313 km de São Paulo, uma idosa que estava internada em um hospital particular e foi a óbito pode ser a segunda vítima da dengue neste ano no município. A região já passou dos 3.500 casos confirmados da doença só neste ano.

Dengue em Ribeirão Preto

A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, segundo a prefeitura, recebeu na quarta-feira (11) a notificação do óbito da paciente e agora espera o resultado dos exames para diagnóstico de dengue ou de outra doença. O material coletado foi encaminhado para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O nome da paciente não foi divulgado.

No período entre janeiro até a última terça-feira (10), a cidade registrou 3.564 casos confirmados de dengue, segundo informações do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão pertencente à Secretaria da Saúde estadual. Nos dois primeiros meses do ano, a prefeitura afirma que foram 3.065 casos da doença, com incidência maior na zona leste do município (1.040 registros).

Primeiro óbito em Ribeirão Preto

O garoto Denis Bryan Souza, de 10 anos, foi a primeira morte de 2020 em função da dengue, ocorrida no dia 1º de fevereiro. Ele chegou a passar por oito atendimentos em unidades de saúde durante cinco dias, sem que a doença fosse diagnosticada.

No início do ano, mais precisamente em 15 de janeiro, uma menina de 8 anos morreu de dengue hemorrágica em Ribeirão Preto. No entanto, o caso foi contabilizado em São Simão, por ser a cidade de nascimento da garota, na mesma região, de acordo com a prefeitura.

No ano passado, Ribeirão registrou três mortes decorrentes de dengue, afirma o prefeito Duarte Nogueira (PSDB):

“Desde 2019 estamos nos preparando para esse surto. O que notamos é que está havendo uma redução da curva de novos casos e que a população está colaborando para que a gente consiga sucesso. O trabalho tem sido feito diariamente.”

Faixa etária mais atingida

A doença atinge principalmente a faixa etária de 20 a 39 anos, com 993 confirmados. Em bebês com menos de um ano foram registrados 28 casos.

Apesar de estar longe do número de casos confirmados durante todo o ano de 2019 (14.421 casos), a cidade de Ribeirão Preto aparece no topo do ranking em São Paulo em números absolutos, de acordo com o CVE.

Entretanto, quando os casos são analisados em relação à população, a cidade fica distante da liderança. O município teve até aqui um caso para cada 197 habitantes. Já em Potim, com 1.721 casos e população de 24.643 habitantes, foi confirmado um caso a cada 14,3 moradores.

Nos municípios de Conchal e Aguaí, as proporções são de um a cada 24,3 e 30,2 habitantes, respectivamente.

Mutirões

A Secretaria de Saúde de Ribeirão promove todos os sábados mutirões com a finalidade de combater possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Só no último sábado (7), foram recolhidas 8,5 toneladas de materiais, como pneus, que poderiam armazenar água parada, o que pode acarretar no ambiente perfeito para desenvolvimento do mosquito. Os itens foram coletados nos bairros Jardim Javari, Vila Augusta, Vila Albertina e Recreio.

Em 2016, foi registrada a maior epidemia na cidade, com 35.043 casos confirmados da doença, sendo o último da segunda gestão da ex-prefeita Dárcy Vera (sem partido).

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Carnaval do RJ teve 6,4 milhões de foliões, segundo Prefeitura

carnaval do RJ teve 6,4 milhões de foliões, segundo prefeitura

Foliões se espalharam ainda por 162 blocos clandestinos; e as festividades continuaram ainda na quarta-feira de cinzas (260, com direito a nove desfiles

De acordo com a Prefeitura do Rio, cerca de 6,4 milhões de foliões circularam pelos quatro dias de Carnaval pela capital carioca. Durante este período, o órgão constatou 162 blocos clandestinos e afirma que está em busca dos responsáveis para aplicar multas. Na quarta-feira de cinzas (26), a festa continuou com o desfile oficial de nove blocos.  

Esquema para assegurar os foliões

Segundo dados disponíveis, até as 10h de quarta, a prefeitura do Rio afirmou que a Operação Carnaval foi um sucesso, em vista que não houve registros de incidentes graves. Já o balanço da área de segurança ainda não havia sido divulgado.

Neste ano, o órgão instalou pela primeira vez grades e monitorou o acesso aos chamados megablocos, que desfilaram especialmente no centro da cidade. A decisão foi tomada depois do tumulto que ocorreu durante o pré-carnaval do Bloco da Favorita, em Copacabana, em 12 de janeiro.

Segundo a prefeitura:

“As barreiras de segurança instaladas nos megablocos do Centro funcionaram como o previsto, impedindo a entrada de ambulantes não autorizados, garrafas de vidro e outros objetos proibidos.”

O mesmo esquema será aplicado durante os desfiles dos blocos deste fim de semana.

No último dia do feriado prolongado (25), o bloco da cantora Ludmilla, o Ferno da Lud, levou em torno de um milhão de foliões ao centro do Rio, conforme dados da Riotur. Já no Aterro do Flamengo, na zona Sul, a festa ficou por conta da Orquestra Voadora, que reuniu aproximadamente 330 mil pessoas.

Sustentabilidade e multas

Em parceria com a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), os quatro dias de folia também resultou em ações sustentáveis, com o recolhimento de 554,1 toneladas de lixo. Só na área do Sambódromo, foram 186,1 toneladas. Porém, 886 foliões foram multados em R$ 607,54 por urinar em vias públicas desde o período de pré-Carnaval, de acordo com a prefeitura.

Já os agentes da Guarda Municipal realizaram 13 prisões por suspeita de furto, desacato, desobediência e injúria racial, lesão corporal e tráfico de drogas. Em relação à fiscalização do trânsito na cidade, foi aplicada 2.714 multas por vários tipos de infração, além de recolher 1.785 veículos estacionados em locais proibidos.

A Secretaria de Eventos do Rio acompanhou os 162 blocos considerados clandestinos, por não possuírem autorização para desfilar e está em fase de levantamento de dados dos organizadores, afirmou a prefeitura. Sobre as multas, o órgão disse que elas serão proporcionais à quantidade de lixo recolhida.

A partir da ameaça de multa a blocos sem aval da prefeitura, aplicadas por meio do CPF de seus organizadores, causou diversas piadas e brincadeiras entre os foliões da cidade. Com isso, nasceu o bloco “CPF do Crivella”, que desfilou com o número do documento do prefeito em um estandarte.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Podcast e livro discutem como melhorar os ônibus

podcast e livro discutem como melhorar os ônibus

Livro e podcast chamam a atenção das pessoas em relação a como é possível e de extrema importância melhorar a qualidade dos ônibus no mundo todo

Nos tempos atuais, onde a tecnologia é nossa aliada, nem sempre ela pode estar ao nosso lado. Uma prova disso é imaginar algo do nosso cotidiano relacionado ao horário que saímos de casa para trabalhar. Se a sua rotina inclui dirigir até o seu local de trabalho e de repente precisa só pode sair de sua própria garagem a cada meia hora. E se perder esse horário, terá que esperar a próxima chance. Com os ônibus também não é diferente esta demora, que é pior e cruel a quem depende do transporte público.

Ônibus versus carros

Esta comparação foi feita pelo especialista em transporte, Stevem Higashide, que lançou o livro “Better buses, better cities” (“Melhores ônibus, melhores cidades”), durante uma entrevista ao podcast 99% Invisible.

O programa que dura 35 minutos e no idioma inglês, Higashide resumiu as principais abordagens da obra. Ele adverte que os ônibus agregam uma imagem ruim em boa parte das cidades do mundo. Porém, suas ações de marketing ainda não são capazes no sentido de alterar esta situação, por vezes, caótica. Portanto, é necessário melhorar o serviço a começar por uma expansão da oferta de horários de transporte público. Segundo o especialista:

“Aumentar a frequência faz com que as pessoas possam contar com o serviço e usá-lo de maneira natural, sem ter de se programar tanto.”

Ele também analisa que com mais pessoas utilizando este meio de transporte e tendo uma boa experiência, a propaganda boca a boca aumenta e, consequentemente, atrai mais usuários, gerando um ciclo positivo.

Flexibilidade de mudanças

Higashide ainda ressalta que os ônibus possibilitam maior flexibilidade para modificações, como conseguir alterar rotas de forma simples, já que não há trilhos fixos, como no metrô. Mesmo assim, as cidades mexem pouco nas linhas e mantêm o mesmo serviço durante décadas, ao passo que as outras transformações urbanas e sociais acontecem constantemente conforme às necessidades de seus passageiros.

Outro ponto que sempre é uma questão delicada aos usuários de ônibus é em relação à tarifa. O autor chega a elogiar o modelo de valor mensal máximo, como é o adotado em Londres, na Inglaterra. E cita como exemplo: um passe mensal, com viagens ilimitadas, pelo equivalente a R$ 300, aqui no Brasil. Contudo, estes passageiros não precisariam comprá-lo de uma única vez, pois poderiam ir pagando de modo unitário e, caso a despesa total atinja R$ 300 naquele período, as viagens extras não seriam mais cobradas até o fim do mês vigente.

Calçadas

Além disso, o autor menciona sobre a importância de cuidar bem das calçadas, já que um caminho difícil para chegar ao ponto de ônibus também impacta de forma negativa sua utilização diária.

Ele lamenta o quanto é comum atualmente que o transporte e a manutenção viária por órgãos públicos diferentes, simplesmente não mantêm uma boa comunicação, no intuito de desenvolver melhorias mais eficazes para esta questão.

Quem quiser saber mais sobre o livro de Steven Higashide, “Better Buses, Better Cities: How to Plan, Run and Win the Fight for Effective Transit”, ele é vendido pela Island Press, como ebook e custa no Brasil R$ 64,74.

E para quem quiser conhecer o podcast onde ele deu a entrevista, basta acessar o programa “99% Invisible, ep. Missing the Bus”. Disponível aqui e em plataformas de podcasts. Gratuito e em inglês.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

Publicado semana passada, o edital prevê expansão de 890 para 1.160 radares

A Prefeitura de São Paulo, sob gestão Bruno Covas (PSDB), divulgou no dia 19 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), um edital de licitação para a instalação de mais 270 radares fixos, que adicionados aos 890 já existentes, chegará a um total de 1.160 equipamentos na capital paulista.

Edital – mais radares

Consta do contrato do edital também a manutenção de todo parque de fiscalização eletrônica da metrópole, até a substituição, se preciso for, dos radares já instalados.

A empresar que ganhar a licitação, fiscalizará carros e caminhões em vias públicas, além de oferecer radares com tecnologia suficiente para conseguir multar com maior eficácia as infrações cometidas por motociclistas, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

No entanto, ainda não foram divulgados os prazos para instalação dos equipamentos nem suas alterações.

Mortes em 2018

Pela primeira vez no ano passado, o número de óbitos de motociclistas, em vias públicas superou o de pedestres, sendo 366, ante 439 pessoas a pé.

Desde maio de 2017, a Prefeitura de São Paulo deixou de usar radares estáticos, implantados em caixas de metal, pois acabavam por dificultar a identificação dos equipamentos por parte dos motoristas.

Contratos dos radares

Os contratos de licitação serão divididos em cinco lotes, espalhados pelas cinco regiões da capital paulista, e com prazo de validade de 60 meses. Já o custo previsto pela gestão Covas é de R$ 1,3 bilhão. Porém, cada lote será arrematado pela companhia que apresentar o menor preço.

A pasta ainda não divulgou uma data para início da implantação dos novos equipamentos, logo que for concluído o processo de licitação.

Número de multas cresceu

Depois de sete meses, o número de multas de trânsito aplicadas na metrópole voltou a crescer, em relação ao mesmo período de 2018. Em agosto deste ano, de acordo com dados anunciados pelo portal Mobilidade Segura da gestão Bruno Covas (PSDB), foram 910.266 infrações autuadas. Já no ano passado, este número foi de 901.216. cerca de 10 mil a menos.

Desde o dia 16 de dezembro, entraram em operação novos radares em quatro túneis de São Paulo. Os equipamentos foram instalados nos túneis: Ayrton Senna 2 (sentido Ibirapuera); passagem Franklin Roosevelt (sentido Lapa); Max Feffer (sentido Centro); e Maria Maluf (nos dois sentidos).

Fonte: Agora São Paulo

*Foto: Divulgação / Rivaldo Gomes – Folhapress

BNDES lança fundo de R$ 160 milhões para financiar IOT

bnds lança fundo de R$ 160 milhões para financiar iot

BNDES conta com a parceria da Qualcomm Ventures, braço direito de investimentos da empresa Qualcomm nesta empreitada, que visa também apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A

O BNDES em parceria com a Qualcomm Ventures lançou um fundo com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de Internet das Coisas no Brasil e também pretende apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de IoT no Brasil, o fundo irá apoiar startups em estágio inicial (capital semente e financiamento de série A).

BNDES – investimento

BNDES – investimento

O BNDES e a Qualcomm pretender investir 50% do valor total esperado para o fundo, correspondente a R$ 80 milhões. O restante deve vir por meio de outros investidores convidados, na intenção de atingir o valor integral. O fundo será comandado por um gestor profissional a ser selecionado por ambas as empresas por meio de um edital de seleção, que está disponível no site do banco estatal. Os gestores de fundos de investimentos em participações poderão enviar suas propostas até o dia 7 de fevereiro de 2020.

Segundo o presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, a criação desse fundo está alinhado com a visão estratégica da companhia em incentivar o ecossistema de IoT no Brasil. Em declaração ao site Tiinside, ele afirmou:

“Além do aporte financeiro, contribuiremos também com nossa expertise em IoT, afinal estamos desenvolvendo tecnologias nesse campo há pelo menos uma década”.

Política de investimentos

O fundo tem por política de investimentos o de contemplar companhias com aplicações de hardware, software e análise de dados, ligadas às áreas estratégicas, como a Indústria 4.0, as cidades inteligentes, além dos setores de saúde e agronegócio, e o IoT residencial.

Além disso, o fundo do BNDES e Qualcomm segue a linha do Plano Nacional de Internet das Coisas, que é uma política pública lançada em junho deste ano, com o intuito de desenvolver o ecossistema de IoT no país. Ele também está alinhado com a nova regulamentação da Lei de Informática, que possibilita que empresas produtoras de eletrônicos invistam recursos incentivados em Fundos de Venture Capital.

Fonte: site Tiinside

*Ilustração: Divulgação

Hospital Oncológico de Brasília será construído

hospital oncológico de brasília será construído

A construção Hospital Oncológico de Brasília será viabilizada após a Caixa Econômica Federal liberar o valor da licitação de quase R$ 120 milhões, depois do pedido do GDF à Justiça Federal

Foram mais de dois anos de impasses, em disputas judiciais para que o Hospital Oncológico de Brasília agora possa ser construído. Ontem (5), a Caixa Econômica Federal liberou R$ 119.772.956,37 para licitação e construção da unidade de saúde. O repasse de recursos só foi aprovado depois de uma decisão favorável obtida pelo governo local na Justiça Federal, o que incluiu uma revisão do projeto original da edificação.

Obras do Hospital Oncológico de Brasília

Com a aprovação de recursos, a previsão é de que as obras, lideradas pela Novacap, tenham início já no primeiro semestre de 2020, como afirma o governador Ibaneis Rocha:

“Este é mais um contrato que estamos destravando. O dinheiro estava praticamente perdido, e trabalhamos muito para recuperá-lo na Caixa, além de refazer todo o projeto, modernizando o hospital. É mais uma demonstração de seriedade com que estamos tratando o DF. Quero que esse centro oncológico seja uma referência nacional no tratamento do câncer, que preste serviços de qualidade e ajude a transformar a capital em um centro médico cada vez mais importante no Brasil”.

Além do Hospital Oncológico de Brasília, a ideia é construir mais sete UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), o Complexo Hospitalar do Guará e duas unidades de saúde em Ceilândia, uma delas será o Hospital Materno-Infantil, conforme declaração do chefe do Palácio do Buriti.

Impasses de dois anos

Para ser viabilizada a construção do Hospital Oncológico, houve um impasse de mais de dois anos, com início em 30 de agosto de 2017, quando o então governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) apresentou o projeto de implantação da unidade de saúde à Caixa Econômica Federal. No entanto, o banco não deu aval para sua construção.

Somente neste ano, que o atual governador do DF, Ibaneis Rocha, obteve a autorização da Justiça Federal para prorrogar o prazo de conclusão e entrega dos projetos para a obra do Hospital Oncológico. Com seis meses a mais, ele evitou a perda de R$ 121 milhões de recursos do governo federal designados à construção da unidade de saúde. A quantia tinha sido obtida em 2016 por meio de emendas parlamentares de bancada do DF no Congresso Nacional.

Muitas alterações tiveram de ser feitas no projeto original para ser novamente apresentado, segundo informações de Francisco Ramos, diretor de Edificações da Novacap:

“Primeiro, fizemos uma análise melhor do orçamento, mexemos na questão estrutural, de edificações, na arquitetura e nos quantitativos de materiais”.

Local da construção

O Hospital Oncológico de Brasília será construído em um terreno de 30 mil metros quadrados, situado no Setor Noroeste da capital federal, e que fica perto do Hospital da Criança.

O empreendimento contará com 152 leitos de internação, 20 de unidade de terapia intensiva (UTI) e capacidade para realizar cerca de 9 mil atendimentos por ano. Segundo estimativas, a obra deve ser entregue em dois anos e meio.

Fonte: Correio Braziliense

*Foto: Divulgação / Gustavo Urpia – SECOM BA

Reconhecimento facial determina prisão de 151 pessoas no país

reconhecimento facial determina prisão de 151 pessoas no país

No entanto, o índice não é considerado oficial e pesquisadores resolveram monitorar por conta própria o uso de reconhecimento facial em cinco estados brasileiros

Pesquisadores optaram por monitorar por conta própria o índice de pessoas presas com a utilização de sistemas de reconhecimento facial, na falta de dados oficiais. Entre os meses de março e outubro, 151 indivíduos foram presos, em cinco estados.

Monitoramento por reconhecimento facial

O estado da Bahia ficou em primeiro lugar no ranking, com 52% dos casos de detenção. Em seguida aparecem: Rio de Janeiro (37%), Santa Catarina (7%), Paraíba (3%) e Ceará (1%).

A pesquisa foi realizada com foco em reportagens de veículos de comunicação, além de páginas policiais e de outros órgãos nas redes sociais.

A coleta de dados foi publicada ontem (21), em um relatório da Rede de Observatórios da Segurança, grupo que foi criado em maio deste ano para colher indicadores que não são anunciados oficialmente, entre eles: episódios de racismo, operações policiais e chacinas.

O coletivo é composto por centros de estudo da violência da USP (São Paulo), da Universidade Cândido Mendes (RJ), Iniciativa Negra (BA), da UFC (Universidade Federal do Ceará) e pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Pernambuco).

Perfil dos detentos

O perfil dos detentos por reconhecimento facial, de acordo com o estudo, segue uma tendência da população carcerária brasileira como um todo: 90% eram negros; 88% homens, com idade média de 35 anos e relacionados especialmente ao tráfico de drogas (24%) e roubo (24%).

Além disso, o documento critica duramente o uso do reconhecimento facial no país, afirmando que os projetos implantados não têm sido tão eficientes e transparentes. Os pesquisadores realizaram pedidos por meio da Lei de Acesso à Informação a todos os estados. Porém, para eles, as respostas recebidas foram insatisfatórias. Sobre isso, Pablo Nunes, coordenador de pesquisa da Rede, explica:

“[Os sistemas de reconhecimento facial] são apresentados como formas de modernização da prática policial, mas na verdade têm representado um retrocesso em relação à eficiência, transparência, accountability [prestação de contas] e proteção de dados pessoais da população.”

Ele ainda citou o caso da Bahia, onde foi aconteceu o primeiro teste durante as festividades carnavalescas. Durante os quatro dias da Micareta de Feira de Santana, a tecnologia captou faces de mais de 1,3 milhão de transeuntes e gerou 903 alertas. Porém, apenas 33 mandados de prisão foram cumpridos, o que equivale a 4%.

Reconhecimento facial não é tão simples

Os pesquisadores acreditam que isso ocorreu, pois reconhecer um rosto não é uma tarefa tão simples. O mesmo acontece na biometria do polegar, o que significa que a face não é analisada como um todo. Portanto, é a partir da distância entre alguns pontos que é calculada a probabilidade desta identidade bater com a da pessoa cadastrada no banco de dados.

Em relação ao rosto humano, há possibilidades de ter diferenças ou alterações nessas distâncias, que seriam bem maiores que a de uma digital, ressalta Nunes. Pois, uma pessoa perde colágeno à medida que fica mais velha, e ainda pode estar piscando, bocejando, etc.

Emissão de alerta

Há emissão de alerta quando o indivíduo é filmado pela câmera e possua certo grau de semelhança com outra pessoa que é alvo de um mandado de prisão em aberto. Este grau, no entanto, tem de estar calibrado, pois se for alto pode inviabilizar os avisos e se ainda for baixo pode ocasionar inúmeros falsos positivos.

Um exemplo prático disso aconteceu no Rio de Janeiro, quando uma mulher e um homem foram detidos por engano em Copacabana, no mês de julho (e que foram inclusos no índice total de 151 presos do levantamento).

No caso da mulher, foi descoberto que a procurada por homicídio já estava detida há quatro anos, o que fez com que a PM solicitasse uma revisão na base de dados da Polícia Civil. De acordo com o relatório emitido:

“As tecnologias de reconhecimento facial, como todas as inovações em processo de aperfeiçoamento, estão fadadas a produzir erros. Mas, diferente de que ocorre em outras tecnologias, estes erros podem representar constrangimentos, prisões arbitrárias e violações de direitos humanos.”

Reconhecimento facial em outros estados brasileiros

Neste momento, os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Pará e o Distrito Federal afirmaram estar em processo de contratação ou de implementação do uso de reconhecimento facial. Já a guarda municipal de Pilar, em Alagoas, já possui um projeto de câmeras desse tipo instaladas no teto do espaço.

Neste caso, houve um incentivo do governo federal, que autorizou em outubro uma portaria que regulamenta a utilização de dinheiro do Fundo Nacional de Segurança Pública para a implementação de sistemas de reconhecimento facial, OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), inteligência artificial e outros.

Todavia, de acordo com o relatório, ainda não existe uma preocupação dos governos em preparar protocolos a fim de proteger esses dados e, consequentemente, estariam ignorando a Lei Geral de proteção de Dados Pessoais, sancionada em 2018.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Projeto Tietê segue atrasado e entrega é adiada mais uma vez

Projeto Tietê continua atrasado e prevê 85% de esgoto tratado até 2025; plano de 2013 era entregar as obras até o ano passado, mas crise hídrica adiou os planos, segundo a Sabesp

No mês passado foi divulgado que houve um aumento da mancha de poluição no rio Tietê, em São Paulo. Com isso, a Sabesp anunciou quase que imediatamente novas metas em relação ao Projeto Tietê, que segue bastante atrasado, para que o principal rio da capital paulista seja despoluído.

Na Grande São Paulo, as novas metas pretendem ter 92% do esgoto coletado e que 85% seja tratado até 2025. Atualmente, 87% é coletado e 68% tratado.

Projeto Tietê – início

O Projeto Tietê foi começado em 1992 e já foram investidos US$ 3 bilhões em recursos. O plano original prometia que o rio seria despoluído até 2005. Ao longo dos últimos anos este prazo foi adiado várias vezes.

Antes de vir à tona a crise hídrica que assolou os reservatórios de São Paulo, em 2013, a expectativa era de entregar a terceira etapa do projeto até 2016, de um total de quatro etapas. No entanto, hoje, a meta é entregá-la até 2021. O motivo do atraso foi em decorrência dos investimentos em obras para captação e distribuição de água no decorrer da crise, admitiu a Sabesp.

Nesta terceira fase, 72% dos trabalhos foram concluídos, além da realização de obras de expansão da estação de tratamento de esgoto de Barueri, que é a maior do país.

Já a quarta fase está em processo de execução e tem previsão de entrega até 2025 (em 2013, a entrega era até 2018). Nesta etapa, há o projeto de um supertúnel sob a marginal Tietê, que deverá receber esgoto de grande parte do centro da cidade.

Ainda nesta mesma fase existe a meta de coletar todo o esgoto entre o município de Suzano e a barragem da Penha, na capital paulista, praticamente. A poluição do rio nesses locais prejudica a qualidade da água em toda a região metropolitana, afirma a ONG SOS Mata Atlântica. Portanto, a Sabesp corre para assumir os contratos com cidades que possuem índices muito baixos de saneamento.

Sistema de esgoto municipalizado

Guarulhos é a segunda maior cidade paulista e se enquadra nesta questão. Há anos, a região conta com um sistema de esgoto municipalizado e não consegue progredir no saneamento, além de ter grande parte de seu esgoto lançado no Tietê. Prova disso é que até hoje não se sabe ao certo o real volume de esgoto tratado em relação ao que é gerado pelo município (estima-se que seja em torno de 10%). Sobre isso, Stela Goldenstein, coordenadora do 2030 Water Resources Group, vinculado ao Banco Mundial, afirmou ao à Folha:

“Não há problema em uma cidade ter o serviço de esgoto municipalizado. O problema é quando essa cidade não consegue dar conta do problema”.

Os técnicos da Sabesp se preocupam com a atual condição da infraestrutura de saneamento em Guarulhos. Eles não descartam a possibilidade de ser realizada uma auditoria técnica para identificar em que estágio se encontra as tubulações e outras instalações, antes de iniciar qualquer avanço no local. A Sabesp também está de olho nos contratos de saneamento de Mogi das Cruzes.

Bacia do rio Pinheiros

A quarta etapa do Projeto Tietê também está a universalização da bacia do rio Pinheiros. O objetivo deste processo é investir R$ 1,5 bilhão em contratos, cada um deles em uma área diferente da bacia do rio, onde residem aproximadamente 3,3 milhões de pessoas.

As companhias que trabalharem nessas regiões terão que assumir planos de melhora da qualidade dos córregos e rios de onde atuam, baseados em um modelo de remuneração por performance. No entanto, terão de lidar com a dificuldade de levar canos de esgoto para áreas de ocupação irregular, onde não existe espaço físico para se trabalhar.

No mês passado, a Sabesp vistoriou uma obra no limite de São Paulo com Taboão da Serra. Operários construíram ali um túnel de 1,20 metro de diâmetro e que deve receber o esgoto daquela região. Hoje, ele é descartado no córrego Pirajuçara, que é o afluente mais poluído do Pinheiros.

No entanto, o recomendável é que fossem construídos dois túneis para receber esgoto, cada um ao longo das margens do córrego. Porém, neste trecho do Pirajuçara é espremido por casas construídas em áreas irregulares. Portanto, a solução escolhida foi abrir um único túnel que faz uma espécie de zigue-zague sob o córrego.

Contudo, há locais que o acesso às obras é ainda mais difícil. A Sabesp estima que 3 milhões de pessoas em São Paulo residem em áreas irregulares. Na visão de Goldenstein, uma das possíveis soluções seria urbanizar as favelas. Com isso, seriam abertos espaços para estruturas de saneamento.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Reprodução / TV Globo