Monitoramento de enchentes: Projeto é premiado por ‘significativo impacto social’

Monitoramento de enchentes: Projeto é premiado por ‘significativo impacto social’

Monitoramento de enchentes é desenvolvido com apoio da Fapesp, a partir de aplicativo para melhorar o fluxo de informações sobre inundações em áreas vulneráveis

Um projeto brasileiro, desenvolvido por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) mas com apoio da University of Glasgow (Escócia), que deu origem a um aplicativo para monitorar inundações em territórios vulneráveis, venceu o Celebrating Impact Prize na categoria ‘Outstanding Societal Impact’ (Excelente Impacto Social). A premiação é concedida anualmente pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC, na sigla em inglês) do Reino Unido a projetos que tenham gerado significativo impacto social.

Monitoramento de enchentes

Segundo João de Albuquerque, pesquisador da University of Glasgow que liderou o projeto para o monitoramento de enchentes, ao lado de Maria Alexandra Cunha, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV. Esse prêmio é o mais importante do Reino Unido quando se trata de reconhecer pesquisas da área de ciências sociais com impacto social.

“O Celebrating Impact Prize se trata de um prêmio acadêmico avaliado por pares e é voltado a projetos que saíram do campo da produção de um conhecimento acadêmico para gerar impacto na vida da população”, disse Albuquerque à Assessoria de Imprensa da FGV.

Melhora do fluxo de informações

Intitulado “Dados à Prova D’Água”, o projeto busca melhorar o fluxo de informações relacionadas a inundações, especialmente em regiões vulneráveis a esse tipo de ocorrência.

De acordo com Cunha, essas informações costumam ser provenientes de agências governamentais ou centros especialistas. Essas fontes produzem dados que subsidiam, por exemplo, o envio de alertas para a população, que também conta com suas próprias informações baseadas no conhecimento do território que ocupa.

“Além disso, as pessoas de uma determinada comunidade também repassam umas às outras o conhecimento sobre o seu território, o que eventualmente pode ser útil para subsidiar políticas públicas. Mas todo esse fluxo de dados sobre inundações, com diferentes informações e oriundas das várias partes interessadas, acaba se quebrando, o que pode pôr em risco o bem-estar da população. Por isso, nosso projeto criou métodos para melhorar o fluxo dessas informações”, explicou a pesquisadora da FGV.

Aplicativo

O estudo teve apoio da Fapesp e resultou na criação de um aplicativo gratuito, disponível para qualquer comunidade, que permite às pessoas alimentarem uma plataforma com medidas das chuvas e do nível dos rios, além de informações sobre as consequências desses eventos no território.

Além disso, o app envia essas informações geradas pela população para um banco de dados, que também é alimentado pelas agências e centros especializados. Então, a partir daí é gerado um dashboard disponível à população, Defesa Civil ou a qualquer interessado.

Métodos

Cunha exalta os métodos que foram criados pelos pesquisadores para coproduzir conhecimentos com as pessoas dos territórios vulneráveis ou de centros especializados. O grupo adotou uma abordagem inspirada na pedagogia dialógica do educador Paulo Freire (1921-1997) e guiada por princípios de justiça climática e de justiça de dados.

Além de o aplicativo ser utilizado em escolas situadas em áreas de grande risco de inundação no Brasil, a metodologia do projeto foi incorporada pela Defesa Civil dos Estados de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Representantes do governo da Colômbia também entraram em contato com os pesquisadores no intuito de adaptar o aplicativo à realidade colombiana.

Conteúdo nas escolas

O projeto Dados à Prova D’Água criou uma disciplina eletiva para escolas do ensino médio localizadas em regiões com risco de inundação. Sendo assim, alunos e professores em sala de aula podem exercitar esse método de medição pluviométrica e ajudar a disseminar a ferramenta em seus territórios.

Atualmente, a plataforma já foi utilizada por mais de 200 escolas e mais de cem defesas civis, que mobilizaram em torno de 500 cientistas cidadãos.

YouTube

Por fim, o projeto criou também um canal no YouTube que armazena um conjunto de filmes sobre memórias de inundações, vídeos curtos que resgatam vivências das populações que enfrentam esses desastres, com foco em valorizar o conhecimento dos indivíduos sobre o fenômeno.

O Dados à Prova D’Água envolveu a participação de mais de 70 pesquisadores e membros de diferentes comunidades de maneira multidisciplinar, passando pelas ciências exatas como hidrologia, física e informática, até as ciências sociais e humanas, com pesquisadores das áreas de geografia, psicologia social, administração pública, estudos de mídia e artes.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/uma-pessoa-em-pe-observando-a-nuvem-abstrata-brilhante-gerada-pela-ia_41366755.htm#query=monitoramento%20de%20enchente&position=15&from_view=search&track=ais_ai_generate

Demissões em massa no setor de tecnologia seguem

Demissões em massa no setor de tecnologia seguem

Demissões em massa ocorrem após “ano da eficiência”; no geral, as empresas demitiram mais de 7.500 funcionários até janeiro, segundo o site de acompanhamento do setor Layoffs.fyi

O “Ano da Eficiência” do setor de tecnologia pode ter acabado. No entanto, recentes demissões em massa no Google e na Amazon sinalizaram que as empresas continuarão cortando empregos em 2024, à medida que seguem investindo pesado em inteligência artificial generativa.

Demissões em massa no setor de tecnologia

No entanto, analistas e especialistas do setor acreditam que as demissões em massa serão menores e mais direcionadas este ano. Isso porque as empresas que estão correndo atrás na corrida da IA têm maior probabilidade de tomar essas medidas para compensarem os bilhões de dólares que estão gastando em tecnologia.

Neste caso, a Alphabet sugeriu isso na semana passada, dizendo que planeja investir em suas “maiores prioridades”, já que a controladora do Google demitiu cerca de mil funcionários em várias divisões, inclusive na unidade de assistente de voz e na equipe responsável pelo celular Pixel e pelo dispositivo Fitbit.

Publicidade

E nem a área de publicidade do Google foi poupada, com notícia publicada nesta terça-feira que afirma que centenas de empregos estavam sendo cortados na unidade.

A Amazon.com demitiu várias centenas de funcionários em suas operações de streaming e estúdios de cinema na semana passada. Centenas de postos de trabalho também foram cortados na plataforma de transmissão de vídeo ao vivo do grupo, Twitch, e na unidade de audiolivros Audible, de acordo com relatos da mídia.

Dados

No geral, as empresas de tecnologia demitiram mais de 7.500 funcionários até janeiro, de acordo com o site de acompanhamento do setor Layoffs.fyi.

“Nenhuma empresa quer ser deixada para trás pela revolução da IA e todas elas estão se certificando de que têm esses recursos e os estão priorizando, mesmo quando isso ocorre às custas de outras iniciativas”, disse Gil Luria, analista da DA Davidson & Co.

Inteligência artificial

Tanto o Google quanto a Amazon estão investindo agressivamente em seus esforços de IA. O Google, que está tentando diminuir a diferença em relação à Microsoft na corrida da IA, apresentou no mês passado seu tão esperado modelo Gemini. Por sua vez, a Amazon está desenvolvendo um modelo com o codinome “Olympus” para competir com o GPT-4 da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT.

Estados Unidos

Já o setor de tecnologia dos Estados Unidos eliminou 168.032 empregos em 2023 e foi responsável pelo maior número de demissões em massa em todos os setores, conforme relatório da Challenger, Gray and Christmas no início deste mês.

Essas demissões foram lideradas por dezenas de milhares de cortes em gigantes da tecnologia, incluindo Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, cujo presidente-executivo Mark Zuckerberg denominou 2023 como o “Ano da Eficiência”.

“Não acho que haverá um ajuste de contas semelhante. (No ano passado) as empresas de tecnologia estavam demitindo todos os funcionários que contrataram durante a pandemia”, disse Beatriz Valle, analista da GlobalData.

“A IA está gerando muito dinamismo, mas isso significa apenas que as empresas de tecnologia mudarão suas prioridades de contratação.”

Gerar retorno

Daniel Keum, professor assistente de administração da Columbia Business School, disse que as evidências do passado mostram que pode levar uma década ou mais para que as novas tecnologias gerem retornos.

“A pergunta é: ‘será que desta vez a IA será diferente? Sou pessimista, mas muitas pessoas inteligentes acreditam que desta vez será muito mais curto”, disse ele.

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Economia brasileira em 2024: Lula diz que OCDE errará previsão

Economia brasileira em 2024: Lula diz que OCDE errará previsão

Economia brasileira em 2024 crescerá, segundo o presidente do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na semana passada que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) errará em sua previsão para a economia brasileira em 2024, garantindo que o país crescerá no próximo ano.

“Eu vi uma manchete da OCDE fazendo julgamento da economia brasileira. Quero aproveitar para dizer para o pessoal da OCDE que quando chegar no final do ano que vem, eu vou convidar vocês para tomar café e provar que vocês erraram em relação à previsão do Brasil”, disse Lula durante live em suas redes sociais.

Economia brasileira em 2024

Em relatório divulgado também na semana passada, a OCDE estimou que o Brasil cresceu em torno de 3% em 2023. Todavia, a economia brasileira em 2024 crescerá 1,8%. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apesar de prever uma aceleração semelhante para este ano, disse anteriormente acreditar em um crescimento de 2,5% para 2024.

Perspectivas der investimento

Lula também indicou estar muito otimista para 2024, apontando para os dados fortes e perspectivas de investimento no país. Ele disse que o dinheiro sendo emprestado por bancos públicos ao longo do último ano está “circulando” e logo deve gerar mais produção, empregos e aumento de salário.

“Eu estou muito otimista com 2024. Não peçam pra eu ficar pessimista, porque aqui não cabe… Quero transformar esse país em um país de classe média”, disse.

Análise do primeiro ano de mandato

Em uma análise do primeiro ano de mandato, Lula aproveitou para elogiar os esforços de Haddad, e dos líderes do Congresso na aprovação de uma série de pautas econômicas, afirmando que o trabalho deles foi “extraordinário”.

Em 2023, o governo conseguiu avanços e vitórias em uma série de pautas no Legislativo, desde o projeto da reforma tributária até medidas para elevar a arrecadação federal, como a taxação de fundos exclusivos e “offshores” e a tributação de apostas esportivas.

Encerramento de 2023

Por fim, Lula disse que o Brasil encerrou 2023 de “forma excepcional” e exaltou o crescimento da economia brasileira, a queda no desemprego e o reposicionamento no cenário internacional.

“Isso não resolve todos os problemas, mas é um passo gigantesco para que o Brasil volte a ser um país civilizado, com crescimento econômico, distribuição de riqueza e melhoria da qualidade de vida das pessoas.”

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Futuro sustentável: IA e sustentabilidade em capacitação

Futuro sustentável: IA e sustentabilidade em capacitação

Futuro sustentável está relacionado em investir em educação, e IA é mais do que uma necessidade

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma força motriz na transformação de vários setores, trazendo inúmeras oportunidades, mas também desafios significativos. À medida que a IA continua a evoluir e se integra às operações empresariais, é essencial reconhecer a necessidade de capacitação para aproveitar plenamente seu potencial, principalmente no contexto da sustentabilidade. Neste artigo, conheça a importância da capacitação em IA.

Futuro sustentável

Um dos principais enfoques da IA é seu potencial para impulsionar o futuro sustentável das empresas. Sendo assim, confira algumas formas pelas quais a IA generativa pode desempenhar um papel fundamental nesse processo.

1 – Descoberta de recursos e materiais alternativos:

A IA generativa pode fornecer sugestões de substitutos sustentáveis para insumos convencionais, insights sobre inovações tecnológicas, como nanomateriais, e informações sobre disponibilidade, desempenho e impacto ambiental.

2 – Suporte ao desenvolvimento de produtos sustentáveis:

A IA generativa pode auxiliar na criação de novos produtos sustentáveis, fornecendo insights sobre sua viabilidade, pesquisa de mercado sobre tendências, sugestões de prototipagem, princípios de design sustentável, informações sobre patentes, marcas registradas ou direitos autorais, análise competitiva e conselhos de precificação.

3 – Alavancagem do design generativo para edifícios, peças e produtos:

A IA generativa pode sugerir abordagens alternativas de design, opções de parâmetros e restrições, além de fornecer insights sobre as forças e fraquezas do design.

4 – Aceleração da inovação em sustentabilidade:

A IA generativa pode apoiar a geração de ideias, avaliação de oportunidades, mitigação de riscos e conformidade, além de desenvolver casos de negócios sustentáveis.

Capacitação

A capacitação em IA oferecida pelo INSTITUTO VALOR desempenha um papel fundamental ao preparar profissionais e líderes empresariais para alavancar o potencial da IA em impulsionar o crescimento sustentável. Combinando conhecimentos técnicos com uma compreensão aprofundada das melhores práticas de sustentabilidade, os profissionais estarão melhor equipados para enfrentar os desafios complexos da era moderna e construir um futuro onde a inovação e a responsabilidade ambiental caminham de mãos dadas.

Por fim, investir em educação em IA é mais do que uma necessidade; é um passo crucial em direção a um mundo onde as empresas prosperam, ao mesmo tempo em que contribuem para a proteção de nosso planeta.

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Estimativa de inflação cai para 4,53% em 2023

Estimativa de inflação cai para 4,53% em 2023

Estimativa de inflação cai, segundo mercado financeiro; porém, expectativa dos analistas para o crescimento da economia neste ano teve pequena queda também

Os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação em 2023, de 4,55% para 4,53%. Esta foi foi a terceira redução seguida do indicador.

A informação consta no relatório “Focus”, divulgado na última segunda-feira de novembro, pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.

Estimativa de inflação cai

A estimativa de inflação cai, e segundo os analistas, para a inflação de 2023 ela continuou abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Meta da inflação

Por sua vez, a meta central de inflação é de 3,25% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,75% e 4,75% neste ano.

Projeção do mercado financeiro

Contudo, se a projeção do mercado financeiro se confirmar, será interrompida uma sequência de dois anos de descumprimento da meta de inflação. Em 2021, o IPCA somou 10,06%. E, em 2022, a inflação somou 5,79%.

Para 2024, a estimativa de inflação ficou estável em 3,91% na segunda quinzena de novembro. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

O que quer mirar o BC?

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem.

Sendo assim, quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, sobretudo das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Produto Interno Bruto

Sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro baixou a projeção de crescimento de 2,85% para 2,84%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2024, a previsão de crescimento da economia do mercado financeiro permaneceu inalterada em 1,50%.

Taxa Selic

Por outro lado, os economistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano e de 2024.

Atualmente, a taxa Selic está em 12,25% ao ano, após três reduções seguidas promovidas pelo Banco Central.

Para o fim de 2023, o mercado financeiro manteve a projeção para a taxa Selic em 11,75% ao ano.

Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia ficou estável em 9,25% ao ano.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 ficou estável em R$ 5. Para o fim de 2024, a estimativa permaneceu em R$ 5,05.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de R$ 77 bilhões
  • para US$ 83 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 63,7 bilhões para US$ 69 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano caiu de US$ 64,7 bilhões para US$ 62,6 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso permaneceu em US$ 70 bilhões.

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Projetos sociais no Recife inicia capacitação

Projetos sociais no Recife inicia capacitação

Projetos sociais no Recife tem programa que contou com mais de 300 inscrições para edição de 2023

O Recife começou a capacitação de integrantes de projetos sociais por meio do Programa de Qualificação de Iniciativas Sociais (CAIS).

Em sua sétima edição, o programa de impacto social conta com a presença de 75 iniciativas. Além disso, pretende contribuir para a redução da desigualdade social através da profissionalização de iniciativas e negócios de impacto.

Projetos sociais no Recife

Vale destacar que o CAIS é um programa que visa prover mentoria, desenvolvimento, estruturação e aceleração de iniciativas de impacto social. Os projetos sociais no Recife foram lançados pela Rede Muda Mundo, através da Associação Incubadora Porto Social. As ações de impacto social serão desenvolvidas com orçamento de R$ 1 milhão da Prefeitura da capital pernambucana.

Aula inaugural

A aula inaugural do CAIS foi realizada na última segunda-feira (20), com a presença do prefeito do Recife João Campos (PSB) e representantes dos projetos selecionados. O evento foi realizado no Restaurante Moendo na Laje, no Bairro do Recife.

“A gente está vendo hoje a materialização de um sonho. Os selecionados estão tendo uma oportunidade única de ter uma trajetória de impacto social, de fazer parte de um edital, de um programa que é construído a muitas mãos”, afirmou João Campos durante o encontro.

Experiência de incubação

Já os representantes dos projetos selecionados passarão por uma experiência de incubação com seis meses de duração. Entre as atividades desenvolvidas estão workshops, palestras, oficinas, aulas e atividades que visem a qualificação e aprimoramento dos empreendimentos sociais.

A capacitação será realizada na Casa Zero, no Recife Antigo, de forma online. Neste ano, foram registrados mais de 300 projetos inscritos para participar do CAIS 2023. Entre os projetos aprovados está a Feirinha do Ipsep, promovida no bairro da Zona Sul do Recife.

Oportunidades imperdíveis

Por fim, segundo o sócio-fundador da Prol Educa, Pettrus Nascimento, o CAIS está oferecendo oportunidades imperdíveis. “Eu sou da favela da Mustardinha. No passado, eu ganhei uma bolsa de estudos que mudou a minha vida. Depois, eu criei a Prol Educa, uma startup pernambucana de inclusão por meio da educação. O Porto Social abriu as portas para mim, sou grato. E estou à disposição dos representantes dos projetos aprovados”, disse.

*Foto: Reprodução/

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Protetor solar ecológico: Brasileiros criam fórmula mais natural e eficaz

Protetor solar ecológico: Brasileiros criam fórmula mais natural e eficaz

Protetor solar ecológico envolve pesquisadores da USP, que patentearam processo que usa partículas que protegem a pele dos raios UVA e UVB e também da luz visível

Cientistas vinculados ao Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma tecnologia para obter partículas de sílica revestidas com potencial uso na fabricação de filtros solares mais naturais, ecológicos, seguros e com proteção mais ampla.

Protetor solar ecológico

O processo criação do protetor solar ecológico, desempenhado no Redoxoma – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP – teve a “Patente de Invenção” recentemente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no âmbito do projeto “Processo de obtenção de nanossílica revestida e seu uso”.

“Os fotoprotetores utilizados atualmente atuam muito bem contra os efeitos da radiação ultravioleta B [UVB], que penetra nas camadas mais superficiais da pele. Ou seja, são eficazes em evitar vermelhidão e outras reações inflamatórias agudas que acontecem durante a exposição solar e nas horas posteriores”, explica Mauricio da Silva Baptista, professor do Departamento de Bioquímica do IQ-USP e coordenador do trabalho, conduzido durante o mestrado de André José Cardoso de Miranda, defendido em 2016.

Batista acrescenta:

“Porém, protegem apenas parcialmente contra os raios UVA, causadores de fotoenvelhecimento, câncer, catarata e degeneração macular relacionada à idade. Além disso, deixam passar completamente a luz visível, faixa espectral que forma os maiores níveis de radicais livres por exposição ao sol. Isso é um problema, já que é comprovado que todas as células da pele respondem a essas radiações e que seu excesso produz um dano razoavelmente severo, com consequências crônicas, como envelhecimento celular.”

Novo processo

Segundo o novo processo, as partículas de sílica são sintetizadas e revestidas com im filme ultrafino de melanina, capaz de impedir que esses raios atinjam e sejam absorvidos pelo DNA presente no núcleo das células da pele. “Essa é a grande vantagem comercial prevista para a invenção”, afirma Baptista.

Além disso, por envolver apenas produtos naturais (partículas de sílica são basicamente um derivado da areia e melanina é um polímero natural proveniente do aminoácido tirosina), o processo dá origem ainda a um protetor mais ecológico. “Muitos filtros solares comerciais estão sendo banidos porque algumas de suas moléculas, como o dióxido de titânio, causam danos significativos no meio ambiente, como a morte de corais”, lembra Baptista.

Outra vantagem é que não há risco de danos sistêmicos. Isso porque a partícula não penetra na pele como alguns fotoprotetores comerciais – aos quais já foram associados efeitos equivalentes à ingestão de hormônios.

Baixo custo

Contudo, o método patenteado tem mais uma vantagem: se desenvolvido e escalado pela indústria cosmética, pode ter um custo acessível. Isso porque a enzima tirosinase, usada na síntese da melanina, não está associada diretamente à partícula de sílica – o que aumenta sua atividade catalítica (de acelerar a transformação de tirosina e melanina) e permite o reaproveitamento desse insumo.

“Nossa expectativa é que, com a patente concedida, consigamos nos aproximar de empresas para desenvolver o filtro solar em nível comercial, especialmente porque não há nada nem remotamente semelhante a nosso processo no mercado”, diz Baptista.

BB Creams com cor

Segundo o pesquisador, o que mais se aproxima da tecnologia são os BB Creams com cor, que são feitos com óxidos de ferro e possuem fator de proteção solar (FPS) e também protegem da luz visível. Por outro lado, o pesquisador explica que esses produtos também podem trazer consequências desfavoráveis para o organismo e para o meio ambiente.

A patente obtida pelo grupo do Redoxoma tem prazo de validade de 20 anos, contados a partir de outubro de 2016. Está disponível nas bases de patentes internacionais e do INPI.

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Políticas públicas para Sul e Sudeste: conheça mais

Políticas públicas para Sul e Sudeste: conheça mais

Políticas públicas para Sul e Sudeste propõem os setores de saúde, educação e profissionalização para jovens de 15 a 29 anos

Os gestores estaduais de Juventude dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais firmaram, na última sexta-feira (20/10), um plano interestadual de governança, gestão pública, profissionalização, saúde e educação ambiental voltado aos jovens de 15 e 29 anos. O anúncio do acordo foi divulgado durante a 9.ª reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), na capital paulista.

Políticas públicas para Sul e Sudeste

Segundo o coordenador estadual de Políticas para a Juventude, Juliano Borges, responsável pelo Grupo de Trabalho da Juventude, em relação às políticas públicas para Sul e Sudeste:

“Importante momento de aprendizado e troca de experiências acerca de governanças e boas práticas de políticas públicas de juventude entre os gestores estaduais e municipais. Por meio das propostas apresentadas, mostramos a importância de estar conectados com os jovens, pois são parceiros estratégicos na agenda de desenvolvimento econômico e social. Com um capital humano, uma riqueza imensurável, intangível e de proporções infinitas, os jovens bem-preparados e qualificados são capazes de promover novas mudanças econômicas e sociais que podem moldar presentes e futuros de uma cidade, estado, país e do mundo.”

Tema

Além disso, a respeito da responsabilidade da Coordenadoria Estadual de Políticas para a Juventude de São Paulo, da Secretaria de Justiça e Cidadania, o grupo se reuniu para debater o tema “Agenda Jovem – A autonomia do jovem e o desenvolvimento econômico, social e sustentável como resultado da governança e gestão de políticas públicas de juventude nos Municípios e Estados do COSUD”.

Neste caso, para a diretora-adjunta de Políticas para Crianças, Adolescentes e Jovens do Rio Grande do Sul, Olga Cristina Biffi, “o Cosud trouxe a oportunidade de conhecer políticas públicas desenvolvidas em outros locais, suas inspirações, os funcionamentos e como são aplicadas. Além disso, foi muito importante também apresentar nosso trabalho no Rio Grande do Sul e levar essas contribuições para o debate. Saímos com a certeza de que temos um trabalho muito construtivo para desenvolver com a juventude dos nossos estados e do Brasil como um todo”, pontua.

Propostas aprovadas

Entre as propostas aprovadas estão a ampliação da governança e gestão de políticas públicas de juventude, a criação de um comitê intersecretarial e institucionalização do fórum de gestores estaduais do sul e sudeste, além de fortalecer e ampliar a educação profissionalizante em espaços coexistências de jovens. Já na área de saúde e prevenção, foram propostas políticas públicas voltadas à saúde mental, drogadição, gravidez precoce e segurança alimentar, com a criação de uma equipe multidisciplinar contendo profissionais que atendam às demandas dos jovens. Outro tópico aprovado foi a criação de programas educacionais, com ênfase na prevenção em situações de desastres naturais e ambientais.

“Foi mais um passo na consolidação de políticas públicas comuns para a juventude das regiões Sul e Sudeste. Essa integração é fundamental para avançar em busca da melhoria na qualidade de vida dos nossos jovens”, ressalta o superintendente de Juventude do Rio de Janeiro, Luan Monteiro.

Cosud

Por fim, a cada edição, o Cosud como benéfico para o desenvolvimento em diversas áreas das respectivas regiões. “Um trabalho conjunto, para compartilhar e tratar da política pública com seriedade e técnica. No grupo de juventude não foi diferente, principalmente com a participação dos municípios, que trazem a visão de quem vive na ponta. É o momento de analisar e entender as necessidades do nosso público, para incluir dentro de programas efetivos”, reforça a assessora de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, Barbara Abras.

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Cafés do Brasil são destaque na Itália por sua sustentabilidade

Cafés do Brasil são destaque na Itália por sua sustentabilidade

Cafés do Brasil participaram de evento em Roma; Cecafé apresentou vanguarda da cafeicultura em sustentabilidade, qualidade, diversidade, rastreabilidade e projetos sobre sequestro de carbono e inclusão social e digital

Apresentar sustentabilidade, qualidade, diversidade e os projetos sobre sequestro de carbono, inclusões social e digital e de rastreabilidade que o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) realiza ao público europeu, maior mercado dos cafés brasileiros, foi a mais recente iniciativa da entidade, realizada em Roma, na Itália, com início na semana passada.

De acordo com Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé:

“Em parceria com a Embaixada do Brasil na capital italiana e o Museu do Café, realizamos uma programação especial para estender as celebrações do Dia Internacional do Café ao longo das próximas semanas no país. No dia 5 de outubro, começamos a programação da campanha Qui si beve il caffè brasiliano! (Aqui tomamos café brasileiro!), onde ministramos uma palestra sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades para os cafés do Brasil na Europa, diante dos novos desafios e oportunidades das emergentes regulações de mercado.”

Cafés do Brasil

Além disso, contextualizando os respeitos social, ambiental e econômico dos cafés do Brasil, ele apresentou dados concretos da sustentabilidade da cafeicultura nacional, que, com a implantação de inovações tecnológicas, reduziu pela metade a área destinada à atividade, ao mesmo tempo em que quadruplicou sua produção nas últimas décadas.

“Também mostramos os projetos que o Cecafé vem realizando para evidenciar os cafés do Brasil como referência sustentável a todo o mundo, como as plataformas de riscos de contratos futuros e de rastreabilidade, em parceria com a Serasa Experian, e o Projeto Carbono, em conjunto com Imaflora e professor Carlos Cerri, da Esalq/USP, que atestam que a cafeicultura brasileira é carbono negativo, mais sequestrando CO2 e equivalentes do que emitindo gases de efeito estufa na atmosfera.”

Diplomacia brasileira em Roma e Museu do Café

Dentro das ações que contaram com a participação de Cecafé, diplomacia brasileira em Roma e Museu do Café também houve a exibição de um curta-metragem, em 6 de outubro, que apresentou a influência da imigração italiana na cafeicultura do Brasil, dirigido por Edoardo Mariani.

Degustação

E até o próximo dia 17, será realizada uma degustação de cafés brasileiros e harmonização com doces típicos do país a turistas e moradores de Roma, e, até 5 de novembro, ficará em cartaz a exposição “Cafés do Brasil: patrimônio mundial” no Instituto Guimarães Rosa, na sede da Embaixada em Roma.

A ação de internacionalização que considera as ações na capital italiana conta com patrocínio do Cecafé, da Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) e da empresa Unicafé. Já as degustações realizadas na Embaixada do Brasil têm o apoio da empresa Lavazza.

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Inclusão produtiva: Ambev direciona maior campanha do ano

Inclusão produtiva: Ambev direciona maior campanha do ano

Inclusão produtiva tem como promessa de campanha a de transformar a vida de 5 milhões de brasileiros até 2032

A maior campanha do ano da Ambev não é sobre bebidas. Neste caso, ela diz respeito à inclusão produtiva. Com criação da agência Africa Creative, o objetivo é comunicar a promessa de transformar a vida de 5 milhões de brasileiros até 2032.

Inclusão produtiva

Em um país de muitas desigualdades sociais, a empresa de bebidas busca usar seu alcance para algo além do consumo. Isso inclui: capacitação, conexões e empoderamento financeiro. Trata-se de uma iniciativa marcante dentro da era ESG e a ambição de um impacto social e que diz respeito ao papel das grandes empresas na sociedade.

O que mais você precisa saber

O Rosto da Campanha: Marcelo Arruda, fundador da diversidade.io, é o protagonista. Sua jornada de empreendedorismo é um exemplo do impacto da inclusão produtiva.

O Ecossistema: A campanha destaca como a rede de colaboradores e parceiros da Ambev pode ser um catalisador para o sucesso de novos empreendedores.

As vozes por trás da campanha

De acordo com Carlos Pignatari, Diretor de Impacto Social da Ambev:

“É desafiador colocar em palavras o significado da inclusão produtiva, mas o seu efeito é avassalador na vida das pessoas.”

Por fim, Marcelo Arruda ressalta que a campanha da Ambev é uma oportunidade de gerar ao empreendedorismo preto a condição de transformar a realidade de um ecossistema com mais de 14 milhões de empreendedores.

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