Governo paulista libera R$ 1 bi para reforma de escolas

governo paulista libera R$ 1 bi para reforma de escolas

Valor destinado a reformas e manutenção das escolas está abaixo do de 2014

O governo do estado de São Paulo informou ontem (9) a liberação de R$ 1 bilhão, destinado a melhorias na infraestrutura em escolas da rede estadual.

Desse montante, R$ 630 milhões já foram depositados nas associações de pais e mestres (APMS) de 5.004 instituições de ensino.

Escolas –agilidade sem burocracia

De acordo com a secretaria da Educação, sob gestão de Rossieli Soares, o objetivo é que os serviços de melhorias sejam realizados com maior agilidade e sem burocracia.

A aprovação do repasse surge em ano de eleições municipais e acontece depois de uma drástica redução de recursos orçamentários e, portanto, não atinge o valor destinado em 2014 para reforma e manutenção de unidades escolares, que foi de R$ 1,79 bilhão (em valor corrigido pela inflação).

Conforme informações da gestão João Doria (PSDB), 754 escolas serão totalmente reformadas em 2020.

Destas instituições, 70 integram o programa Escola + Bonita, que prevê a pintura de fachadas, entre outros serviços.

Manual de Pintura

Vale lembrar que o apontamento de cores semelhantes às do partido do atual governador de São Paulo levou a Justiça a suspender os trabalhos de pintura no fim de 2019.

No “Manual de Pintura – Escolas Estaduais Paulista 2019” norteia que 40% das fachadas dos colégios sejam pintadas de azul e amarelo: aproximadamente 30% da primeira cor e 10% da outra. Os 60% restantes devem ser na tonalidade branca e de elementos estruturais, como pilares e vigas, tom de concreto.

A cor verde e o tom de areia também são recomendados para outras áreas das escolas, como grades, portões e janelas.

Em caráter prioritário, as 70 escolas do programa demandam, de acordo com o governo estadual, serviços de maior complexidade, e em virtude disso possuem prazo de término entre 90 e 270 dias. Já as outras 284 unidades receberão reformas emergenciais com duração de 60 a 120 dias.

Novo mobiliário

Novo mobiliário

Além disso, o governo paulista também divulgou ontem a aquisição, por mais de R$ 200 milhões, de novo mobiliários destinados a 3.400 escolas, o que inclui itens como pincel anatômico, quadros brancos, que substituirão as lousas tradicionais, que utilizam giz.

No entanto, Élida Graziane, procuradora do Ministério Público de Contas do estado de São Paulo, avalia a medida como temerária, em relação ao governo optar por realizar os repasses para as reformas em escolas por meio das APMs, em virtude que possa haver risco de burla ao dever de licitar.

Ela acrescenta ainda que, ao descentralizar os recursos, pode-se perder a chance de contratar serviços mais baratos pelo ganho de escala.

Escolas – recebimentos dos kits

O governo estadual também divulgou que as escolas da capital e da Grande São Paulo receberão os kits com material escolar até o dia 3 de fevereiro, quando é iniciado o ano letivo.

Nos colégios do litoral e do interior, os materiais deverão chegar até o dia 13 de fevereiro.

No ano passado, foi registrado um atraso na entrega dos kits, que não foram licitados na gestão anterior, de Mário França (PSB).

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Cará amazonense vira embalagem de alimentos

cará amazonense vira embalagem de alimentos

Invenção é de uma pesquisadora da região que usa o cará em substituição ao plástico convencional para acondicionar alimentos

O cará amazonense chega para tornar sustentável a produção do chamado biofilmes (filmes finos fabricados a partir de materiais biológicos). Alimentos como mandioca, goiaba e até mesmo a casca da banana e da laranja pode virar matéria prima para esta finalidade.

Quem afirma tudo isso é a engenheira agrônoma Ana Cecília Nina Lobato. Ela apostou no cará (Dioscorea trifida) e com isso conquistou visibilidade nacional.

Cará amazonense

O objetivo de Ana Cecília é criar um material capaz de acondicionar alimentos e que seja uma alternativa em relação ao plástico tradicional derivado do petróleo.

A engenheira escreveu uma tese de mestrado, em que parte dela diz respeito ao biofilme, produzido a partir da fécula do cará, que é um tubérculo encontrado em abundância no Norte e Nordeste do país.

O projeto foi feito em forma de colaboração entre a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). E também participaram do experimento os pesquisadores: Carlos Victor lamarão Pereira, Albejamere Pereira de Castro e Francisca das Chagas do Amaral Souza.

Além disso, a utilização deste material possui vários benefícios, entre os quais: seu plantio ser resistente à seca, em que é exigido pouca adubação e ainda exclui o uso de agrotóxico em cultivos menores.

Como é feito o processo

A extração da fécula do cará, como explica Ana Cecília, eles foram lavados, descascados, cortados, triturados, filtrados e submetidos à fermentação por um período de 14 e 21 dias. Após isso, o material passou por uma filtração e decantação por 48 horas. Já para a elaboração dos filmes, foram misturados água, amido e glicerol, onde foi variada a concentração de glicerol que atua como um agente plastificante.

A pesquisa desenvolveu dois tipos de materiais: na forma mais espessa e outro em gel. Resistentes à umidade e comestíveis, os produtos resultantes agregam potencial para chegar ao mercado.

Quando está em condições favoráveis, o biofilme de cará leva quase dois meses para sofrer o processo de degradação em meio à natureza, ou pode ser ingerido junto ao alimento embalado. De todo jeito, caso venha a ser descartado do modo errado não impactará danos aos animais, por exemplo.

Revestimentos comestíveis

A pesquisadora ainda ressalta em seu estudo que o “uso de revestimentos comestíveis representa grande vantagem econômica evitando a necessidade de armazenamento dos produtos em atmosfera controlada, diminuindo custos operacionais e de equipamentos”.

Portanto, além de diminuir a utilização do plástico comum, a intenção é que o material com finalidade para embalagem de alimentos in natura eleve a durabilidade dos mesmos, principalmente, em áreas onde frutas e legumes são perdidos facilmente devido às altas temperaturas.  

Agora, o projeto segue em desenvolvimento por Ana Cecília, em seu doutorado e também pelos demais pesquisadores citados acima. O foco do projeto é deixar o filme de cará mais fino.

Fonte: Ciclo Vivo

*Foto: Reprodução / G1

Alcolumbre enxerga dificuldade em privatização da Eletrobras

alcolumbre enxerga dificuldade em privatização da eletrobras

Para parte do Congresso, a privatização da Eletrobras só deve avançar quando apresentar um novo modelo, principalmente em relação ao valor da operação

Em 2020, a proposta do governo para a privatização da Eletrobras entra como uma das prioridades da administração. Contudo, ela deve enfrentar problemas no Congresso caso a operação permanecer como está atualmente. No dia 20, Dani Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, afirmou ter contabilizado 48 senadores a favor da Frente Parlamentar do Norte e do Nordeste, que resiste à proposta. Ele justifica que o maior empecilho é a receita que o poder público terá com a venda, em função de seu alto valor de mercado. Sobre isso, o parlamentar explicou:

“Como o governo vai vender algo que vale R$ 120 bilhões por R$ 15 bilhões? É a isso que a maioria se posiciona contra. O Brasil não pode perder. Esse é um patrimônio dos brasileiros.”

Eletrobras – necessidade de novo modelo

Para boa parte do Congresso, a privatização da Eletrobras só deve avançar quando apresentar um novo modelo, principalmente em relação ao valor da operação. Em outubro, houve uma articulação no Senado a fim de colocar à venda primeiro os Correios, já que a decisão de passar a gestão da empresa de energia elétrica não alcançou popularidade entre os parlamentares. Existe ainda a preocupação de que a autorização do projeto de lei (PL) que trata da privatização da estatal possua reflexos nas eleições municipais do ano que vem, em que boa parte dos congressistas estará envolvida.

De passagem pelo Rio de Janeiro, em uma palestra, Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras, ressaltou sobre a expectativa de que a PL nº 5.877/2019 seja reforçado no primeiro semestre de 2020 e ainda defendeu a privatização como forma de expandir os investimentos no setor energético:

“O que a gente espera é que o PL seja aprovado no primeiro semestre”, disse Ferreira Júnior, que acrescentou: “Não vai se misturar com a eleição, que é no segundo semestre.”

Ações da estatal de energia elétrica

O PL foi encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em novembro. Entre outras questões, a proposta determina que o processo de desestatização será executado através de uma operação de elevação do capital social da Eletrobras, com a venda de novas ações ordinárias, que possibilitam o voto, em bolsa de valores. No entanto, o governo não participaria do processo. Sendo assim, a participação da União no capital social da empresa pública seria diluída, e ela deixaria de ser a acionista majoritária. Hoje, a União detém 51% das ações ordinárias da companhia.

Sobre isso, Alcolumbre reforça que se a estatal mudar o modelo de negócio, pode ser que passe pelo Senado. Ele ainda defendeu que sua manutenção seja concentrada nas mãos do governo, por meio de uma golden share, que é uma ação de classe especial que confere ao governo poder de veto sobre decisões consideradas estratégicas.

Texto

O texto foi elaborado pela equipe econômica, onde fica estipulado que, ao final do processo, nenhum acionista privado poderá possuir mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

O PL admite também que a estatal faça uma segunda oferta de ações de propriedade da União. A privatização não abrangerá a Eletronuclear, que comanda as usinas de Angra 1, 2 e 3, nem a Itaipu Binacional que, por fatores constitucionais, devem ficar sob controle da União.

Fonte: Correio Braziliense

*Foto: Divulgação / Eletrobras

Prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

prefeitura de SP pretende instalar mais 270 radares nas ruas

Publicado semana passada, o edital prevê expansão de 890 para 1.160 radares

A Prefeitura de São Paulo, sob gestão Bruno Covas (PSDB), divulgou no dia 19 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), um edital de licitação para a instalação de mais 270 radares fixos, que adicionados aos 890 já existentes, chegará a um total de 1.160 equipamentos na capital paulista.

Edital – mais radares

Consta do contrato do edital também a manutenção de todo parque de fiscalização eletrônica da metrópole, até a substituição, se preciso for, dos radares já instalados.

A empresar que ganhar a licitação, fiscalizará carros e caminhões em vias públicas, além de oferecer radares com tecnologia suficiente para conseguir multar com maior eficácia as infrações cometidas por motociclistas, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

No entanto, ainda não foram divulgados os prazos para instalação dos equipamentos nem suas alterações.

Mortes em 2018

Pela primeira vez no ano passado, o número de óbitos de motociclistas, em vias públicas superou o de pedestres, sendo 366, ante 439 pessoas a pé.

Desde maio de 2017, a Prefeitura de São Paulo deixou de usar radares estáticos, implantados em caixas de metal, pois acabavam por dificultar a identificação dos equipamentos por parte dos motoristas.

Contratos dos radares

Os contratos de licitação serão divididos em cinco lotes, espalhados pelas cinco regiões da capital paulista, e com prazo de validade de 60 meses. Já o custo previsto pela gestão Covas é de R$ 1,3 bilhão. Porém, cada lote será arrematado pela companhia que apresentar o menor preço.

A pasta ainda não divulgou uma data para início da implantação dos novos equipamentos, logo que for concluído o processo de licitação.

Número de multas cresceu

Depois de sete meses, o número de multas de trânsito aplicadas na metrópole voltou a crescer, em relação ao mesmo período de 2018. Em agosto deste ano, de acordo com dados anunciados pelo portal Mobilidade Segura da gestão Bruno Covas (PSDB), foram 910.266 infrações autuadas. Já no ano passado, este número foi de 901.216. cerca de 10 mil a menos.

Desde o dia 16 de dezembro, entraram em operação novos radares em quatro túneis de São Paulo. Os equipamentos foram instalados nos túneis: Ayrton Senna 2 (sentido Ibirapuera); passagem Franklin Roosevelt (sentido Lapa); Max Feffer (sentido Centro); e Maria Maluf (nos dois sentidos).

Fonte: Agora São Paulo

*Foto: Divulgação / Rivaldo Gomes – Folhapress

BNDES lança fundo de R$ 160 milhões para financiar IOT

bnds lança fundo de R$ 160 milhões para financiar iot

BNDES conta com a parceria da Qualcomm Ventures, braço direito de investimentos da empresa Qualcomm nesta empreitada, que visa também apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A

O BNDES em parceria com a Qualcomm Ventures lançou um fundo com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de Internet das Coisas no Brasil e também pretende apoiar startups em estágio inicial, com capital semente e financiamento de série A.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de IoT no Brasil, o fundo irá apoiar startups em estágio inicial (capital semente e financiamento de série A).

BNDES – investimento

BNDES – investimento

O BNDES e a Qualcomm pretender investir 50% do valor total esperado para o fundo, correspondente a R$ 80 milhões. O restante deve vir por meio de outros investidores convidados, na intenção de atingir o valor integral. O fundo será comandado por um gestor profissional a ser selecionado por ambas as empresas por meio de um edital de seleção, que está disponível no site do banco estatal. Os gestores de fundos de investimentos em participações poderão enviar suas propostas até o dia 7 de fevereiro de 2020.

Segundo o presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser, a criação desse fundo está alinhado com a visão estratégica da companhia em incentivar o ecossistema de IoT no Brasil. Em declaração ao site Tiinside, ele afirmou:

“Além do aporte financeiro, contribuiremos também com nossa expertise em IoT, afinal estamos desenvolvendo tecnologias nesse campo há pelo menos uma década”.

Política de investimentos

O fundo tem por política de investimentos o de contemplar companhias com aplicações de hardware, software e análise de dados, ligadas às áreas estratégicas, como a Indústria 4.0, as cidades inteligentes, além dos setores de saúde e agronegócio, e o IoT residencial.

Além disso, o fundo do BNDES e Qualcomm segue a linha do Plano Nacional de Internet das Coisas, que é uma política pública lançada em junho deste ano, com o intuito de desenvolver o ecossistema de IoT no país. Ele também está alinhado com a nova regulamentação da Lei de Informática, que possibilita que empresas produtoras de eletrônicos invistam recursos incentivados em Fundos de Venture Capital.

Fonte: site Tiinside

*Ilustração: Divulgação

Não basta só energia renovável para conter crise climática

não basta só energia renovável para conter crise climática

É necessário ir além das formas de energia renovável para enfrentar esta questão mundial

Um relatório lançado na Cop-25 apontou alterações na alimentação, utilização do solo e praticar a economia circular são essenciais para a atual crise climática mundial. No entanto, é necessário ir além das formas de energia renovável para enfrentar a crise climática. Só a migração para fontes renováveis não é o bastante para cumprir com os objetivos do acordo de Paris.

Energia renovável e uso do solo

A realização da alteração de energia renovável global representaria uma diminuição de 55% nas emissões de gases até 2050. Para cortar os outros 45% é preciso mudar a forma de fabricação e utilização de produtos, como aço, alumínio, cimento, plástico, alimentos e o modo de manejo do solo. Todas estas conclusões são de um relatório da Fundação Ellen MacArthur, que estuda e defende a economia circular, lançado na COP 25.

O estudo diz que na alimentação e no uso do solo, entre algumas mudanças, está a alteração das dietas, no sentido de consumir menos carne e multiprocessados, e novos meios de captura e armazenamento de carbono no solo. É exatamente aí que entram os sistemas de compostagem de resíduos, recuperação do solo prejudicado com matéria orgânica e o controle do desmatamento de reservas verdes.

No caso dos solos saudáveis, estes podem resistir melhor em relação à erosão do vento e inundações. Eles também têm maior capacidade de absorver e armazenar água, elevando a resiliência a inundações e secas.

Práticas agrícolas regenerativas

O relatório verificou ainda que a aplicação de práticas agrícolas regenerativas leva ao crescimento da taxa de infiltração de solo, de sequestro de carbono por hectare e da produtividade.

Já as modificações na fabricação de aço, alumínio, cimento, plástico e alimentos deveriam ser sistêmicas e norteadas conforme os princípios da economia circular. Esta tem o objetivo de orientar e manter produtos e materiais em utilização, além de regenerar sistemas naturais, reciclar e reinserir materiais na cadeia de produção.

Energia renovável na área industrial

Toda esta revolução que envolve a energia renovável, composta por cinco setores industriais seriam capazes de diminuir 9,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 até 2050, o que significa cortas todas as emissões atuais de transporte no mundo todo.

O documento também inseriu o universo da moda e suas indústrias, setor de eletrônicos e de embalagens que possuem contribuições importantes para as alterações climáticas.

Fundação Ellen MacArthur

A Fundação estima que o relatório possa servir de base para que companhias, instituições financeiras e agentes públicos possam elaborar uma economia resiliente e combater as mudanças climáticas.

A adoção de alterações nos meios de produção, consumo e uso do solo da América Latina seriam capazes de influenciar na dependência de indústrias extrativas e práticas agrícolas que promovem o desmatamento.

Com este modelo em prática, haveria uma maior resiliência aos efeitos da alteração climática que, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), poderiam custar à região entre 2-4% do seu PIB até 2050.

O relatório está disponível no site da Fundação Ellen MacArthur.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Léo Ramos Chaves

Ibovespa chega a 30% de valorização no ano

ibovespa chega a 30% de valorização no ano

Valorização do Ibovespa chega em dia de volume gigante

O dia de hoje (18) no Ibovespa foi marcado por um volume gigante e valorização de 30% ao ano, em um fechamento recorde para 2019. Ações de bancos e da Petrobras lideraram o avanço de hoje.

Ibovespa – como foi o dia

O Ibovespa ascendeu 1,51%, a 114.314,65 pontos. A rodada financeira desta sessão somou ainda um volume recorde no valor de R$ 79,6 milhões, incentivado pelo vencimento de escolhas sobre o índice e o índice futuro. O último recorde tinha sido de R$ 47 bilhões, ocorrido em fevereiro deste ano.

Com isso, o mercado financeiro presenciou o começo do que pode ser a corrida da reforma tributária, após a divulgação da implementação de uma comissão mista com deputados e senadores para elaborar um texto de consenso sobre o projeto em no máximo 90 dias.

Reforma tributária

Depois de encontrar com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita em projeções positivas, prevendo que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro se desenvolverá “muito mais” do que 2% no ano que vem.

Ponto de vista semelhante teve o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que diz que seguindo a fase de reformas, o Brasil deverá crescer mais fortemente nos próximos anos.  

Para o chefe de renda variável da Vero Investimentos, Fábio Galdino, há a probabilidade de as agências de classificação de risco elevarem a nota do Brasil em 2020, diante do panorama atual, depois de a S&P elevar a perspectiva para o rating de longo prazo do país na semana passada. E ainda explicou:

“No contexto de hoje, já percebemos uma melhora no humor do investidor estrangeiro, que vem reduzindo o volume de vendas no mercado. Acho que ainda não veremos uma inversão deste fluxo, mas com certeza vai diminuir.”

Em relação ao Ibovespa e o mercado financeiro, seus agentes também estão acompanhando a votação que acontece na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O motivo é a aprovação ou não do impeachment do presidente Donald Trump, que foi alvo de acusações de abuso de poder e obstrução de um inquérito do Congresso.

Porém, de acordo com analistas, mesmo que tenha aval na Câmara, o processo de impeachment não deve passar no Senado americano.

Fonte: Forbes Brasil

*Foto: Divulgação

Natu Contos propõe atividades culturais ao ar livre

natu contos propõe atividades culturais ao ar livre

Aplicativo Natu Contos também mapeia árvores para quem se encontra em parques e praças e ainda traz histórias escritas por grandes autores da literatura infantojuvenil e narradas por cantores renomados

O aplicativo ligado à educação, Natu Contos, tem por objetivo religar a sociedade com a natureza das cidades de todo o país. Criado em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, o dispositivo auxilia o usuário a identificar cinco espécies nativas da Mata Atlântica: embaúba, ipê-amarelo, jequitibá, pau-brasil e pau-ferro, de uma forma diferente.

Natu Contos – como funciona

Com o app da Natu Contos, o usuário pode vivenciar uma atividade ao ar livre e ainda aproveitar o tempo em meio à natureza e aprender mais sobre ela.

A brincadeira funciona da seguinte forma: a pessoa realiza uma “caça ao tesouro” em busca de árvores. Após baixar o app e definir o local de sua expedição, o usuário seguirá um mapa pela tela do smartphone, conectado ao GPS, para conseguir identificar a árvore previamente escolhida. Além disso, só a fase de caminhada até chegar a seu objetivo já vale como chance de prestar atenção à mata verde que circunda o local e poder relaxar e usufruir dos benefícios que ela disponibiliza.

Quando uma árvore é identificada, o lúdico vem à tona por meio de um vídeo animado que a apresenta ao usuário e depois um conto fica disponível ao adulto que poderá ler e/ou ouvir junto da criança. Uma vez coletadas, as histórias e respectivas fichas técnicas de cada árvore ficam armazenadas em uma biblioteca virtual e podem ser acessadas quantas vezes quiserem, em qualquer lugar.

Fora o reconhecimento das árvores do local definido também é possível conhecer o processo de dispersão de sementes de algumas espécies.

Mapeamento de árvores

Em sua plataforma, a Natu Contos traz árvores mapeadas em parques e praças das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Uberaba (MG), e pode ser baixada no sistema iOS. Até julho de 2020, o aplicativo também estará disponível na plataforma Android, graças a um financiamento coletivo.

No momento, os idealizadores do aplicativo pretendem levá-lo a outras cidades, criando assim um novo elo afetivo entre árvores e residentes de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Recife (PE).

Campanha virtual

Para que a ideia seja viabilizada será preciso captar uma nova quantia na campanha que está no site de financiamento coletivo Catarse. As doações partem de R$ 25 e os participantes terão recompensas, entre elas: plantio de mudas pela SOS Mata Atlântica, livro infantil e pôster com ilustração do artista Arthur Daraujo. Fernanda Sarkis Coelho, idealizadora do aplicativo, afirmou à imprensa:

“Gostaríamos de agradecer todos que contribuíram para o projeto até aqui. Com isso, muitas crianças e escolas terão acesso a esse aplicativo, tornando-o ainda mais democrático.”

Já a diretora de Comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica, Afra Balazina, disse:

“Quem sabe as pessoas possam aproveitar esta época de fim de ano e presentear as pessoas de um jeito diferente ou chamando amigos para participar do financiamento coletivo. Todas as cidades que o aplicativo pretende chegar estão na Mata Atlântica e possuem praças e parques interessantes. Ao apoiar este aplicativo, queremos propor para as pessoas observarem, sentirem e se relacionarem mais com a natureza de suas cidades.”

Contos – memória afetiva

As histórias disponibilizadas na plataforma da Natu Contos promovem uma viagem ao tempo, onde é possível recordar como as pessoas já tiveram algum tipo de relação com as árvores, e também como foi a relação com animais e ainda aprender mais sobre as transformações de cada espécie em cada estação do ano.

Lista de contos:

 “Amélia e seu Ipê-amarelo”, de autoria de Índigo com narração de Tiê

Amélia que tinha tudo amarelo, até seu cabelo, adorava um eucalipto, mas não ligava para um ipê-amarelo que tinha em seu sítio. Quando ele floresceu na primavera, isso mudou.

“Árvore de Estimação”, de Tiago de Melo Andrade e narração de Lenine

Uma menina fica triste por ter perdido o gramado e a sombra fresca de sua árvore de estimação queimada em um incêndio, onde ela tinha seu balanço.

“À procura do Pau-Brasil”, de Andrea Pelagagi com narração de Fernanda Takai

Um irmão e uma irmã tentam de todas as formas descobrir se a árvore que eles acharam era mesmo a espécie que deu nome ao nosso país.

“O pica-pau e o Pau-ferro”, de João Anzanello Carrascoza e narração de Mart’nália

Um pica-pau se aventura até a cidade e acha uma árvore diferente das do bosque em que morava, pois ela era muito dura.

“Simãozinho e o pé de Embaúba”, de Claudio Fragata e narração de Ney Matogrosso

O macaco Simãozinho tem medo de altura, mas sonha em subir na árvore para comer seus lindos frutos.

Fonte: site Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação

Intel cria chip que facilita fabricação de PCs quânticos

intel cria chip que facilita fabricação de pcs quânticos

Intel conta com dois projetos nesta área, em que cada um está estudando um jeito diferente de se criar o núcleo de um computador

A empresa de tecnologia Intel avança cada vez mais na área, atingindo agora a fabricação de computadores quânticos, que têm por finalidade resolver em apenas alguns minutos tarefas complexas que desktops normais levariam muito mais tempo para solucionar a questão.

Na última segunda-feira (9), a companhia anunciou um processador que pode mudar tudo isso. Chamado pela Intel de “Horse Ridge”, o chip foi projetado para lidar com todo o trabalho feito pelos fios, reduzindo o emaranhado em aproximadamente de um tamanho de um pires.

Computadores quânticos

Apesar de ainda estarem anos luz de distância de um dia serem utilizados no cotidiano, os computadores quânticos têm atraído bastante a atenção de grandes empresas de tecnologia.

Em outubro deste ano, pesquisadores do Google divulgaram uma máquina que pode ultrapassar os PCs convencionais. Outras grandes companhias do mercado, como IBM e Microsoft também estão investindo nesta área.

Atualmente, a Intel tem dois projetos na área de computação quântica, onde cada um estuda um jeito diferente de criar o núcleo de um computador quântico. Um equipamento como esse possui uma parte central que é conhecida como “qubits”.

Em diversos computadores quânticos, os qubits necessitam ser mantidos em uma temperatura muito fria, atingindo quase um nível em que faz com que os átomos parem de mexer. Esta prática torna muito difícil a conexão de fios aos qubits e ainda utilizá-los para receber e enviar informação. Portanto, a maior parte desses fios e outros itens eletrônicos precisam ficar fora da refrigeração.

Chip da Intel

A Intel afirma que seu chip – que foi batizado com este nome por causa de um dos locais mais frios do estado do Oregon, nos Estados Unidos, onde muitas fábricas estão sediadas – foi projetado para permanecer dentro da área de refrigeração de um computador quântico. Além disso, a companhia de tecnologia estima que o chip transforme seus computadores quânticos mais práticos de serem fabricados futuramente.  

Sobre isso, o diretor de hardware quânticos da Intel, Jim Clark, afirmou:

“A Intel percebeu que os controles quânticos são uma peça essencial do quebra-cabeças que precisamos resolver para desenvolvermos um sistema quântico comercial de grande escala.”

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação

Hospital Oncológico de Brasília será construído

hospital oncológico de brasília será construído

A construção Hospital Oncológico de Brasília será viabilizada após a Caixa Econômica Federal liberar o valor da licitação de quase R$ 120 milhões, depois do pedido do GDF à Justiça Federal

Foram mais de dois anos de impasses, em disputas judiciais para que o Hospital Oncológico de Brasília agora possa ser construído. Ontem (5), a Caixa Econômica Federal liberou R$ 119.772.956,37 para licitação e construção da unidade de saúde. O repasse de recursos só foi aprovado depois de uma decisão favorável obtida pelo governo local na Justiça Federal, o que incluiu uma revisão do projeto original da edificação.

Obras do Hospital Oncológico de Brasília

Com a aprovação de recursos, a previsão é de que as obras, lideradas pela Novacap, tenham início já no primeiro semestre de 2020, como afirma o governador Ibaneis Rocha:

“Este é mais um contrato que estamos destravando. O dinheiro estava praticamente perdido, e trabalhamos muito para recuperá-lo na Caixa, além de refazer todo o projeto, modernizando o hospital. É mais uma demonstração de seriedade com que estamos tratando o DF. Quero que esse centro oncológico seja uma referência nacional no tratamento do câncer, que preste serviços de qualidade e ajude a transformar a capital em um centro médico cada vez mais importante no Brasil”.

Além do Hospital Oncológico de Brasília, a ideia é construir mais sete UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), o Complexo Hospitalar do Guará e duas unidades de saúde em Ceilândia, uma delas será o Hospital Materno-Infantil, conforme declaração do chefe do Palácio do Buriti.

Impasses de dois anos

Para ser viabilizada a construção do Hospital Oncológico, houve um impasse de mais de dois anos, com início em 30 de agosto de 2017, quando o então governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) apresentou o projeto de implantação da unidade de saúde à Caixa Econômica Federal. No entanto, o banco não deu aval para sua construção.

Somente neste ano, que o atual governador do DF, Ibaneis Rocha, obteve a autorização da Justiça Federal para prorrogar o prazo de conclusão e entrega dos projetos para a obra do Hospital Oncológico. Com seis meses a mais, ele evitou a perda de R$ 121 milhões de recursos do governo federal designados à construção da unidade de saúde. A quantia tinha sido obtida em 2016 por meio de emendas parlamentares de bancada do DF no Congresso Nacional.

Muitas alterações tiveram de ser feitas no projeto original para ser novamente apresentado, segundo informações de Francisco Ramos, diretor de Edificações da Novacap:

“Primeiro, fizemos uma análise melhor do orçamento, mexemos na questão estrutural, de edificações, na arquitetura e nos quantitativos de materiais”.

Local da construção

O Hospital Oncológico de Brasília será construído em um terreno de 30 mil metros quadrados, situado no Setor Noroeste da capital federal, e que fica perto do Hospital da Criança.

O empreendimento contará com 152 leitos de internação, 20 de unidade de terapia intensiva (UTI) e capacidade para realizar cerca de 9 mil atendimentos por ano. Segundo estimativas, a obra deve ser entregue em dois anos e meio.

Fonte: Correio Braziliense

*Foto: Divulgação / Gustavo Urpia – SECOM BA