Fura fila na vacinação contra Covid-19: MP investiga denúncias

fura vila na vacinação contra covid-19 MP investiga denúncias

Fura fila na vacinação contra Covid-19 já ocorreu em alguns estados do país, como em Pernambuco e Sergipe

No último domingo (17), a Anvisa deu aval de uso emergencial para as vacinas Coronavac (Instituto Butantan-Sinovac) e Oxford (Oxford-AstraZeneca). Com isso, os estados começaram a organizar suas campanhas. No entanto, há indícios de fura fila na vacinação sendo investigados pelo Ministério Público, nos estados de Pernambuco e Sergipe.

Antes, a campanha de São Paulo tinha por objetivo iniciar a imunização dos profissionais de saúde em dezembro, seguidos pelos idosos e demais pessoas do grupo de risco.

Fura fila na vacinação

No caso de Sergipe, o prefeito do município de Itabi, Júnior de Amynthas, (DEM), de 46 anos, tomou a vacina no lançamento da campanha. Mas em sua rede social, ele justificou o ato como sendo “uma forma de incentivar a população”. O município recebeu 31 doses para a primeira fase de imunização.

O texto ainda diz:

“O prefeito Júnior de Amynthas foi imunizado, em um ato de demonstração de segurança, legitimidade e eficácia da vacina, para incentivar a população Itabiense a vacinar-se, tendo em vista os receios existentes a esse respeito – o que não configura um ato de caráter político.”

Ministério Público investiga fura fila na vacinação

Apesar do prefeito dizer que sua atitude não se faz valer de seu cargo na política, o Ministério Público Federal enviou ofício ao prefeito cobrando explicações.

Promotoria de Justiça de Jupi

Além disso, em Pernambuco, a promotoria de Justiça de Jupi, no interior do estado, recebeu a denúncia de eu um cidadão. A ocorrência diz que ele não faz parte do grupo prioritário determinado pelo Plano Nacional de Imunização e diretrizes estaduais de vacinação contra a Covid-19. Ele foi vacinado mesmo assim e por isso também será investigado, afirma a promotora de Justiça da cidade Adna Vasconcelos.

“Vamos oficiar a Secretaria Municipal de Saúde para prestar esclarecimentos, bem como os profissionais de saúde que realizaram o procedimento, além da delegacia local para apurar conduta penal acerca do caso.”

Vacinados

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, foram vacinados: a secretária municipal de Saúde de Jupi, Maria Nadir Ferro, e o fotógrafo oficial da prefeitura, conhecido como Guilherme JG. Além da Folha, a informação também foi confirmada pelo jornal O GLOBO. Todavia, também há um vídeo postado nas redes sociais, em que o fotógrafo diz:

“Aqui, olha, Jupi recebendo as primeiras doses. Aproveitando o embalo.”

Nota da prefeitura de Jupi

Por outro lado, em uma nota divulgada em rede social, a prefeitura de Jupi informou que afastou a secretária municipal de saúde.

“Cabe esclarecer que a gestão repudia totalmente qualquer ilegalidade na não observação do plano estadual e municipal de imunização.”

O município de Jupi recebeu 136 doses da vacina contra a Covid-19 para aplicar em duas etapas nos profissionais de saúde.

*Foto: Reprodução/Facebook

Projetos de geração distribuída terão isenção de ICMS em Minas

projetos de geração distribuída terão isenção de icms em minas

Projetos de Geração distribuída poderão ser beneficiados por meio de lei sancionada pelo governo mineiro

Na semana passada, o Governo do Estado de Minas Gerais sancionou a lei nº 23.762/21. Sendo assim, a medida concede isenção na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para projetos de geração distribuída. Isso inclui: fontes eólica, biomassa, biogás e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) de até 5MW de potência.

Projetos de geração distribuída

Alei foi criada por meio da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD). A partir disso, o autor do decreto, o deputado estadual Gil Pereira (PP), coletou dados sobre a participação atual dessas fontes e o potencial de expansão.

Sobre isso, Tayane Vieira, diretora de biogás da ABGD e uma das representantes da Associação nas reuniões com o deputado, explica:

“Nós demonstramos como a geração distribuída feita com todas as fontes pode trazer benefícios ao Estado, não só gerando energia renovável, mas também gerando empregos, reaproveitando resíduos e recursos naturais e aquecendo a economia.”

Pioneirismo

Além disso, a empresa é pioneira em incentivar a geração distribuída. Contudo, o estado de Minas Gerais já havia concedido essa isenção para a fonte solar fotovoltaica em 2017. Isso impulsionou a GD no Estado, fato que o tornou líder nacional na modalidade, com 863 MW de potência instalada, afirma Vieira.

“A aprovação dessa lei é um passo importante na busca pela isonomia entre as fontes, igualando as oportunidades para todos os geradores de energia limpa da região.”

Marina Meyer, diretora jurídica da ABGD, acrescenta:

“O passo seguinte é a ratificação da isenção pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), para finalizar o processo e o incentivo ser concedido.”

*Foto: Divulgação/SDE

Carros elétricos ganham novas redes de abastecimento no país

carros elétricos ganham novas redes de abastecimento no país

Pontos públicos de abastecimento para carros elétricos terá ainda uma rede de vagas que oferecem recarga em várias regiões do Brasil

De uns anos para cá, tem-se falado muito nos benefícios dos carros elétricos. Apesar do preço mais elevado, em termos de sustentabilidade para o planeta eles são os veículos mais indicados. No entanto, este é ainda um dos obstáculos para a escolha dos consumidores, em razão dos preços praticados pelo mercado brasileiros para carros híbridos e elétricos.

Carros elétricos no Brasil – iniciativas positivas

Em contrapartida, algumas iniciativas prometem tornar o abastecimento dos carros elétricos mais acessível. É o caso da empresa Cemig SIM, que lançou um programa para contribuir para expansão. Portanto, pode haver uma popularização deste tipo de veículo em Belo Horizonte, onde está situada a companhia. A iniciativa aqui acontece por meio do uso de energia sustentável em eletropostos.

Pontos públicos de abastecimento

A empresa implantará três pontos públicos de recarga na capital mineira. São eles: no Mercado Central, no supermercado Super Nosso (unidade Lourdes), e na concessionária AvantGarde (Bairro Santa Lúcia).

Por enquanto, os eletropostos poderão ser utilizados por todos e sem custo de carregamento. Sendo assim, os interessados podem baixar o aplicativo “SIM Charger”, via Android e Apple.

Outra novidade é que a SIM também está realizando um projeto piloto, para compartilhamento de carros elétricos de aluguel. O objetivo é oferecer opções para a expansão do consumo de energia sustentável, de matriz limpa e bem mais econômica, em todo o estado, mas com o foco, também, no território brasileiro.

Ecovagas – Enel X

Contudo, uma rede de abastecimento para veículos elétricos com 250 estações de recarga nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Distro Federal está prevista para ficar pronta até o mês que vem. O projeto é uma parceria entre a Enel X, empresa de soluções energéticas da Enel Brasil, e a rede de estacionamentos Estapar.

Por meio de um acordo estratégico, as duas companhias viabilizarão Ecovagas em estacionamentos selecionados. Os equipamentos a serem instalados fornecem um carregamento inteligente semi-rápido, abastecendo 80% da bateria de um automóvel elétrico e híbridos plug-in em aproximadamente 3 horas.

Visualização em tempo real

Além disso, os clientes poderão visualizar os pontos Ecovaga em tempo real e recarregar seu veículo em poucos minutos. Nos grandes centros urbanos, 90% das cargas necessárias para garantir a volta para casa são de apenas 30 minutos.

Vale ressaltar que as Ecovagas são vagas exclusivas e sinalizadas para os carros elétricos. Portanto, o acordo entre a Enel X e a Estapar prevê que o serviço de carregamento de veículos seja gratuito para os clientes das empresas parceiras do projeto, principalmente as empresas do setor automotivo.

Assinatura mensal

O serviço funciona por meio de assinatura mensal. No caso, as montadoras e outros interessados podem oferecer este benefício a seus clientes proprietários de carros elétricos de suas marcas.

Gratuidade

Mas para usufruir da gratuidade, o usuário deverá se cadastrar no app Vaga Inteligente da Estapar. Isso serve para confirmar a sua elegibilidade de acesso ao sistema Ecovagas. Neste caso, o proprietário não terá nenhum custo adicional além do valor de estacionamento do seu veículo, durante o período do benefício.

Expansão da rede

No futuro, a parcerias entre as duas empresas pretende expandir a quantidade de pontos da rede de recarga Ecovagas. Isso inclui outros locais, como restaurantes, além de outras redes de estacionamento e locais públicos.

*Foto: Divulgação

Reabertura das escolas é prioridade para Unicef

reabertura das escolas é prioridade para unicef

Fundo das nações Unidas para a Infância (Unicef) pede que prefeitos tratem como prioridade a reabertura das escolas. O motivo do pedido é que o fechamento das redes de ensino em razão da pandemia pode aprofundar ainda mais a desigualdade e impactar uma geração inteira afirma fundo.

Reabertura das escolas

Nesta quinta-feira (7), a Unicef divulgou uma carta aos prefeitos eleitos em 5.568 municípios para pedir que eles priorizem a reabertura das escolas neste início de ano.

Assinado pela representante do órgão no Brasil, Florence Bauer, o texto cita os impactos do fechamento das unidades de ensino no país, em termos de aprendizagem, saúde mental e proteção social dos alunos.

“Apesar dos esforços para organizar atividades remotas para continuidade das aprendizagens, milhões de crianças e adolescentes não foram alcançados e perderam o vínculo com a escola. Elas e eles correm o risco de abandonar a educação definitivamente. Isso vai aprofundar ainda mais as desigualdades e impactar uma geração inteira.”

Carta

Além disso, a carta ainda cita o medo de famílias e professores de contaminação no ambiente escolar. Porém, revela também que a experiência em outros países demonstra o contrário.

Tal argumento é usado ainda por um movimento organizado por pediatras que, no geral, defendem que é possível ocorrer a reabertura das escolas com segurança para as crianças. Isso porque elas são menos propensas a desenvolver a forma grave da Covid-19. Junta-se o fato delas também não serem grandes transmissoras do vírus, como se pensava no começo da pandemia.  

Adaptação

No entanto, o Unicef defende que o modo de reabertura seja adaptado à situação local. Isso inclui a possibilidade de uma modalidade híbrida de ensino. Ou seja, parte presencial e parte a distância.

Relatório OCDE

Por meio de um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgado em setembro, indicava que, naquele momento, o Brasil já estava há mais tempo com escolas fechadas do que a maioria dos países desenvolvidos.

Desde então, em grandes cidades como São Paulo apenas uma minoria das escolas reabriu.

Gestão Doria

No Estado de São Paulo, a gestão de João Doria (PSDB) prevê o começo do ano letivo na rede estadual para o dia 4 de fevereiro. Mas com ao menos parte da carga horária presencial, mesmo se ainda tiver alta de casos do coronavírus.

Apeoesp

Em contrapartida, a Apeoesp, sindicato de professores, afirma que a categoria entrará em greve se isso ocorrer.

Nesta semana, o Reino Unido decidiu fechar novamente as escolas, com exceção das que atendem crianças vulneráveis, para conter a disseminação de uma cepa mais transmissível do coronavírus. Já a França decidiu reabri-las para todos os alunos do sistema público.

*Foto: Reprodução/Amanda Perobelli/Reuters

Artesãos indígenas integram marketplace da Tucum Brasil

artesãos indígenas integram marketplace da tucum brasil

Por meio do projeto, os artesãos indígenas têm a oportunidade de se aproximarem de seus consumidores e ainda receberem capacitação e autonomia para implementar em suas comunidades

A Tucum Brasil acaba de lançar um marketplace para ajudar artesãos indígenas, com venda de acessórios, decoração, arte e, claro, artesanatos. O objetivo do projeto é dar continuidade ao processo de capacitação e autonomia dos povos indígenas, gerando maior impacto social. A curadoria da iniciativa, começada em 2011, apresenta agora uma nova plataforma a fim de aproximar cada vez mais os artesãos do consumidor final.

Marketplace para artesãos indígenas

Sendo assim, o marketplace alia a venda de peças produzidas por indígenas de várias regiões do Brasil. São produtos oferecidos por mais de 30 etnias, como Kayapó e Yanomami, que vivem nas bacias dos Rios Xingu e Negro, respectivamente.

Nova plataforma

Além disso, a nova plataforma da Tucum Brasil oferece, além de um canal aberto entre produtor e cliente, um conteúdo e informação para uma experiência de compra diferenciada. Todavia, a ferramenta conta ainda com acessibilidade para todos os dispositivos e frete para todo Brasil.

Capacitação e apoio

Em relação à geração de renda dos povos indígenas, a Tucum abraça esta importância do artesanato, promovendo um curso de capacitação. Ou seja, uma preparação para os artesãos indígenas venderem seus produtos no marketplace.

Ao todo, são 26 horas de conteúdo, divididos em 5 módulos que abordam temas, como: noções básicas de fotografia e tratamento de imagem; fases do processo logístico; estratégias de comunicação, social midia e marketing digital. Por fim, há também uma mentoria com experiência prática de venda online.

Sobre isso, Amanda Santana, fundadora do projeto, explica:

“A gente sempre entendeu que, para gerar autonomia, eles precisam ter conhecimento de como que essa cadeia funciona. Queremos dar espaço para que os indígenas e suas iniciativas ofereçam seus produtos diretamente para o público que a Tucum tem construído ao longo desses 8 anos.”

Pindorama

O lançamento do marketplace foi marcado pela criação de um editorial chamado Pindorama. Tal conceito ganhou este nome para lembrar que a terra que habitamos, originalmente, é indígena e era assim também que o território se chamava.

Contudo, o editorial ainda tem o objetivo de falar sobre a valorização da beleza originária e o empoderamento da existência indígena. Uma curiosidade desse editorial é que ele foi criado totalmente por

“Nós não estamos protegendo a natureza. Nós somos a Natureza. E lutamos para ficar de pé. Nossas vidas importam e os nossos costumes também. Temos a liberdade de vivermos onde quisermos. E queremos a garantia de nossos direitos de existir como acreditamos ser ideal.”

*Foto: Divulgação/Tucum Brasil

Alerj: orçamento de 2021 do estado com receita maior

alerj - orçamento de 2021 do estado com receita maior

Apesar de um valor maior para a Alerj, o déficit se manteve em R$ 20 bilhões

Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o orçamento do Estado do Rio de Janeiro para o ano de 2021. No entanto, a proposta inicial do governo do estado foi alterada. Neste caso, houve um aumento da previsão de arrecadação de R$ 66,9 bilhões para R$ 69,2 bilhões.

Apesar do acréscimo no valor do orçamento, a política de projeção de déficit de R$ 20,3 bilhões foi mantida. Isso porque os deputados também expandiram os gastos na mesma proporção, de R$ 87,2 bilhões para R$ 89,5 bilhões.

Comissão de Orçamento

Em relação ao aumento da previsão de receitas foi aprovado pela comissão de Orçamento, com base em estimativas de acréscimo na arrecadação com a aprovação de um programa de parcelamento de dívidas de ICMS.

Além disso, a decisão da comissão considerou a previsão de inflação atualizada para 2021. E isso com base no relatório Focus do Banco Central mais novo, de 27 de novembro de 2020. O projeto de lei enviado pelo governo tinha como base o relatório do mês de maio.

Ciência e Tecnologia

Contudo, a partir dessas alterações, as áreas que mais ganharam recursos percentualmente foram a Ciência e a Tecnologia. Já o aumento foi de 31%, de R$ 332 milhões para R$ 436 milhões anuais. Em seguida, vem a assistência social, com 30% de elevação, dos R$ 211 milhões propostos pelo executivo para R$ 276 milhões. Já a o setor cultural registrou alta de 24% em relação à proposta original, passando de R$ 166 milhões para R$ 208 milhões.

Maiores recursos

Em contrapartida, as áreas com maior orçamento total em 2021 serão: a Segurança Pública, com R$ 11,9 bilhões, a Educação, com R$ 8,5 bilhões, e a Saúde, com R$ 7,2 bilhões.

Neste caso, as duas últimas tiveram o orçamento expandido pelos deputados em 8% e 5%, respectivamente. Por fim, o quarto maior orçamento será destinado à função de transportes: R$ 1,3 bilhão.

Por fim, a redação final do texto foi votada pelos parlamentares no dia 16 de dezembro, e encaminhada para sanção do governador em exercício, Cláudio Castro.

Números deste ano

Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021:

  • Receita: R$ 69,2 bilhões
  • Despesa: R$ 89,5 bilhões
  • Déficit: R$ 20,3 bilhões

Os cinco maiores orçamentos em 2021 por função:

1 – Segurança Pública – R$ 11,9 bilhões
2 – Educação – R$ 8,5 bilhões
3 – Saúde – R$ 7,2 bilhões
4 – Transportes – R$ 1,3 bilhão
5 – Ambiente – R$ 1,3 bilhão

Em comparação

Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020:

  • Despesa: R$ 83,3 bilhões
  • Receita: R$ 72,6 bilhões
  • Déficit: R$ 10,7 bilhões

Os cinco maiores orçamentos em 2020 por função:

1 – Segurança: R$ 12,8 bilhões
2 – Educação: R$ 8,1 bilhões
3 – Saúde: R$ 7 bilhões
4 – Transporte: R$ 1,6 bilhão
5 – Ambiente: R$ 1,2 bilhão

*Foto: Divulgação/Octacilio Barbosa

Podcasts: Spotify registra crescimento recorde em 2020

podcasts - spotify registra crescimento recorde em 2020

Canais de podcasts foram os responsáveis pela alta da receita de streaming musical

Apesar de o segmento ser de streaming, o Spotify poderia ter perdido terreno para o Netflix ou Twitch que firmou seu público em meio à pandemia de Covid-19. No caso da empresa de conteúdo musical, os usuários não deixaram de consumir música neste período. Ao contrário, eles utilizaram ainda mais a plataforma. E a cereja do bolo neste período foi o crescimento dos canais de podcasts do aplicativo.

Canais de podcasts aumentam receita de Spotify

Portanto, os podcasts fizeram dobrar o valor da empresa em 2020, aliado ao conteúdo musical. Sobre isso, Mia Nygren, diretora-geral do Spotify para a América Latina, afirmou em entrevista à revista EXAME:

“O que realmente aconteceu, muito graças à quantidade de dispositivos em que é possível escutar o Spotify — acho que são cerca de 2.000 dispositivos — é que vimos uma mudança no tipo de consumo. O deslocamento para o trabalho não estava mais lá, mas as pessoas usaram aumentaram o uso em consoles de videogame ou alto-falantes inteligentes em casa.”

O bom ano que o Spotify obteve diante da pandemia teve nos podcasts um crescimento em termos de contratos e produções exclusivas para a plataforma em 2020.

Acordo milionário

Além disso, um acordo estimado em US$ 100 milhões com o podcast Joe Rogan Experience esteve entre um dos maiores do setor. Agregado a isso também esteve o lançamento de um programa exclusivo com a ex-primeira-dama americana Michelle Obama. Ambas as produções ficaram entre os cinco podcasts mais executados do ano.

Nygren diz que atualmente são aproximadamente dois milhões de podcasts hospedados na plataforma, “em torno de 400% na América Latina”.

Ela ainda destacou a importância do Brasil e da América Latina para a plataforma. Isso porque dos 320 milhões de usuários ativos do Spotify, 22% estão na região. Além de 21% dos usuários pagantes também serem latinos.

Artistas locais

Contudo, a aposta da empresa sueca de música chega ainda à relação com artistas locais. Ou seja, segundo Nygren, o Spotify lançou em torno de 80 podcasts exclusivos na América Latina. E metade deles em parceria com produtores brasileiros.

Regionalização

Ela explica que este tipo de investimento requer maior regionalização e língua local:

“É uma estratégia e iniciativa global e estamos levando para os diferentes mercados com uma abordagem de hiperlocalização. O conteúdo, os podcasts que fazemos em nossos mercados são um reflexo do que usuários desses lugares querem ouvir.”

Publicidade

Todavia, o Spotify investiu também em tecnologia e publicidade. Sendo assim, em novembro, a empresa anunciou a aquisição da startup Megaphone, especializada em desenvolver inserção publicitária personalizada em podcasts. Então, o streaming musical divulgou melhor as marcas de seus produtos em programas de áudio. O acordo custou US$ 235 milhões.

Balanços

De acordo com o último balanço trimestral do Spotify o número de usuários que utilizam o serviço sem assinatura, focado em anúncios, é 28,4% maior que o número de assinantes. Ou seja, 185 milhões de usuários não assinantes ante 144 milhões de pagantes. Já o total de usuários ultrapassou 320 milhões, alta de 29% em relação a 2019.

Mas nem tudo são flores

Embora tenha crescido neste ano, o faturamento publicitário representa apenas 9,3% do total. Com isso, o Spotify teve receita de 1,9 bilhão de euros no terceiro trimestre do ano. Nygren complementa:

“Nós sempre vamos defender nosso modelo de negócio freemium, um não vai viver sem o outro. O negócio de publicidade é extremamente importante para nós ainda que, atualmente, esteja gerando menos que o negócio de assinaturas.”

Mercado de rádio

A executiva conclui que a entrada no mercado de podcasts está conectada aos investimentos em publicidade. Neste caso, há um faturamento enorme sendo gerado no mercado de rádio, que esteve linear por muitos anos e agora está em alta demanda.

*Foto: Divulgação

Aulas presenciais em universidades ainda são impactadas por pandemia

aulas presenciais em universidades ainda são impactadas por pandemia

Ministro deve recuar sobre retorno de aulas presenciais em universidades

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, deve recuar e revogar a portaria que determinava o retorno das aulas presenciais em universidades federais e particulares a partir de 4 de janeiro.

Situação das aulas presenciais em universidades

Apesar de não ser oficial ainda, o recuo veio depois de dirigentes das faculdades afirmarem que a medida é inconstitucional e que não existe tempo hábil ou recursos para o retorno presencial na data estipulada.

A Folha de S. Paulo confirmou o recuo com fontes do ministério. Embora Ribeiro tenha resistido homologar a resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação), que estende a autorização das aulas remotas até o fim de 2021.

Todavia, o ministro se reuniu com assessores para tratar especificamente da revogação. No entanto, o encontro ocorrido na quarta (2) foi inconclusivo.

Já à CNN, Ribeiro afirmou que não esperava tanta resistência e que “só vai liberar o retorno das aulas presenciais quando as instituições também estiverem confiantes de que podem ocorre”. Porém, ele abrirá uma consulta pública para discutir o retorno.

Dirigentes das instituições de ensino superior

Por outro lado, a publicação da portaria surpreendeu os dirigentes das instituições de ensino superior e até integrantes do alto escalão do Ministério da Educação (MEC). Pois a decisão não foi discutida com a Sesu (Secretaria de Educação Superior), que tem a atribuição de articular e coordenar as ações com as universidades.

Porém, a polêmica em torno da portaria aliada ao recuo a decisão anterior do ministro enfraquecer. Ele tem sido alvo de críticas de integrantes do próprio governo, em relação ao momento atual na política educacional.

Diário Oficial da União

Na quarta-feira (2), a portaria foi publicada no Diário Oficial da União. O texto determinava o retorno das aulas presenciais para todo o sistema federal de ensino superior do Brasil a partir do dia 4 de janeiro. Além disso, a medida incluía também universidades e institutos federais, e instituições de ensino da rede privada.

Contudo, ainda na manhã de quarta, as universidades federais comunicaram que a medida era inconstitucional. Pois já que possuem autonomia administrativa e acadêmica, o que lhes confere o poder de decidir sobre o retorno das aulas presenciais em universidades. Elas ainda disseram que não haveria tempo hábil e recursos para realizar as adequações necessárias para receber todos os alunos já no próximo mês.

Sendo assim, instituições como UnB, Unifesp, UFABC e Ufba comunicaram a seus alunos que manteriam o planejamento com as aulas remotas.

*Foto: Reprodução/Instagram

Usuários do WhatsApp podem contar com o recurso de pesquisar figurinhas

usuários do whatsapp podem contar com o recurso de pesquisar figurinhas

Além de pesquisar figurinhas animadas da OMS, os usuários do WhatsApp agora também tem acesso a papéis de parede personalizados do aplicativo de mensagens

Nesta semana, o WhatsApp vai lançar algumas atualizações em sua plataforma de mensagens. Entre elas: papéis de parede personalizados, um recurso de pesquisa de figurinhas e um pacote de figurinhas animadas. As novidades foram anunciadas ontem (1º).

Papéis de parede personalizados aos usuários do WhatsApp

O aplicativo que pertence ao Facebook diz que vai disponibilizar papéis de parede personalizados para diferentes contatos. De acordo com a plataforma:

“Você nunca mais vai precisar se preocupar de ter enviado uma mensagem no chat errado.”

Papéis com imagens de natureza

Além disso, o app de tecnologia também disponibilizar papéis com imagens de natureza e arquitetura. Todavia, também há a possibilidade destes recursos se adaptarem automaticamente ao modo claro e escuro. Vale lembrar que o recurso modo escuro passou a funcionar no primeiro semestre deste ano.

No fim de setembro, a empresa ainda lançou a opção de gerenciamento de arquivos, com o objetivo de liberar mais espaço no celular.

Pacote de figurinhas da OMS

Já a outra novidade oferecida aos usuários do WhatsApp é o pacote de figurinhas animadas. O recurso foi batizado de “Juntos em Casa”, da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a empresa, esse pacote tem sido um dos mais populares no app. Ele está disponível com textos em nove idiomas, incluindo o português.

Próximos dias

Por fim, as novas funções estarão disponíveis no decorrer dos próximos dias para usuários do WhatsApp no Android e no iOS, sistemas operacionais do Google e Apple, respectivamente.

*Foto: Divulgação

Terceiro trimestre registra 14.1 milhões de desempregados no Brasil

terceiro trimestre registra 14,1 milhões de desempregados no brasil

14.1 milhões de desempregados correspondem à taxa de 0,8 percentuais abaixo da esperada por especialistas

No final do terceiro trimestre deste ano, o Brasil registrou 14.1 milhões de desempregados. Portanto, isso resulta em uma nova máxima recorde para o período. O aumento também é marcado pela forte procura de trabalho após a flexibilização das medidas de contenção à Covid-19.

14.1 milhões de desempregados na pandemia

Os 14.1 milhões de desempregados durante a pandemia do novo coronavírus provocou sérios danos à economia do país. Sendo assim, o mercado de trabalho será o último a se recuperar de crises, com a taxa de desemprego marcando 14,6% nos três meses até setembro, de 13,3% no segundo trimestre.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O índice registrou o recorde da série iniciada em 2012, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

14.1 milhões de desempregados – taxa ligeiramente abaixo da expectativa

Em contrapartida, a taxa ficou ligeiramente abaixo daquela esperada em um levantamento da agência Reuters junto a especialistas. Por este estudo, a taxa seria de 14,9%.

Ao final do terceiro trimestre, o país tinha um total de 14,092 milhões de desempregados. Ou seja, um aumento de 10,2% em comparação ao período entre abril e junho, e de 12,6% sobre o mesmo período de 2019.

Sobre isso, Adriana Beringuy, analista da pesquisa, explicou:

“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação.”

Pessoas empregadas

Entretanto, o número de pessoas empregadas recuou 1,1% entre julho e setembro sobre o trimestre anterior, e 12,1% na comparação anual. Isto dá uma soma total de 82,464 milhões, menor patamar da série histórica.

Portanto, o nível de ocupação foi de 47,1% no período, que também foi o menor da série, com 47,9% no trimestre anterior. Ainda conforme o IBGE, o nível de ocupação está abaixo de 50% desde o trimestre finalizado em maio. Em suma, isso aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no Brasil.

Setor privado

Em relação aos empregados no setor privado, sem carteira de trabalho assinada, somavam 9,013 milhões nos três meses até setembro, de 8,639 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

Já os que possuíam carteira assinada no período eram 29,366 milhões, de 30,154 milhões antes, de acordo com dados do IBGE.

*Foto: Divulgação/ Helena Pontes/Agência IBGE Notícias