Você já ouviu falar no Movimento Sem Bitucas?

você já ouviu falar no movimento sem bitucas

Com o planeta dando sinais de acúmulo de resíduos, cada vez mais pessoas se conscientizam sobre a importância de descartar corretamente qualquer tipo de lixo. E isso envolve os cigarros, que diariamente são jogados nas ruas, praias, entre outros lugares. As bitucas ao lado do lixo plástico são os campeões em acúmulo de lixo que chegam aos oceanos. Pensando nisso, um grupo de pessoas se mobilizou, surgindo assim o Movimento Sem Bitucas.

O que é o Movimento Sem Bitucas

O Movimento Sem Bitucas já acontece há mais de três e foi idealizado pela campineira Natalia Zafra Goettlicher. Durante este período, muitas ações educativas foram realizadas para conscientizar fumantes e não fumantes sobre os danos que as bitucas de cigarro podem causar ao meio ambiente, quando descartadas incorretamente.

Na ação deste ano que ocorreu no dia 21 julho, Natalia contou com a parceria do movimento internacional “No más colillas en el suelo”, idealizado por Miquel Garau Ginard. O projeto de Ginard segue a mesma proposta da brasileira: chamar a atenção da população para o lixo acumulado pela bitucas de cigarro.   

Rede Mundo Sem Bitucas

A ação de 2019, no início, seria concentrada apenas na cidade de São Paulo. No entanto, com a existência da rede Mundo Sem Bitucas foi despertado um interesse em reunir parceiros de outras regiões do Brasil e de outros países. A iniciativa deu certo e 20 cidades participaram do evento simultaneamente no intuito de coletar o maior número de bitucas de cigarro de vias públicas.

Ao final do Movimento Sem Bitucas 2019, foi construído em cada local a “Montanha da Vergonha” (nome da campanha internacional). Das cidades, 17 são brasileiras e as outras três estão situadas na Espanha, Estados Unidos e Nova Zelândia.

Dados divulgados

No final de julho, o projeto Mundo Sem Bitucas anunciou a quantidade de cigarros coletados nas ações “Caça às Bitucas – Montanha da Vergonha”, em suas mídias sociais. Ao todos, foram recolhidas mais de 39 mil bitucas com apoio de 146 voluntários. Segundo eles, foram 817 minutos de atividade. O objetivo principal do encontro foi mostrar de fato o grande impacto negativo que estes resíduos podem causar ao meio ambiente em diferentes partes do mundo.

A ação de São Paulo aconteceu no Vão do Masp, na avenida Paulista e foi o local com maior quantidade de resíduos encontrados. Em apenas 60 minutos, foram recolhidas 10.462 bitucas com ajuda de 25 pessoas. Apesar do número alto, não foi possível coletar todas e, infelizmente, permaneceram no chão. Em segundo lugar ficou a cidade de Cuiabá com 5.322 bitucas foram recolhidas por 10 voluntários, na região central. Em terceira posição aparece o Rio de Janeiro com 5.215 resíduos coletados na área das praias do Recreio com o auxílio de 25 pessoas.  

Para a surpresa dos voluntários da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, foi o lugar em que menos houve coleta. Eles encontraram apenas uma bituca de cigarro em um raio de 1,1 km.

Montanha da Vergonha

Após a coleta e contagem nas 20 cidades, todos os voluntários construíram a “Montanha da Vergonha” com as bitucas de cigarro.

O recrutamento da ação global foi feita em menos de uma semana e não necessitou de uma grande verba de dinheiro. E mesmo sem o auxílio de patrocinadores foi possível movimentar muitas pessoas preocupadas com o meio ambiente em diferentes regiões brasileiras, países, classes sociais, profissões, idades e gênero. Portanto, a organização do evento afirma que a ação foi um sucesso.

Fica a lição de que é possível reunir por meio da internet pessoas dispostas a fazerem algo pelo local onde vivem. Com isso, mais ações de educação ambiental podem ser realizadas e de modo colaborativo. Sendo assim, um mundo melhor pode ser construído com a ajuda de todos.

Fonte: site Ciclo Vivo

*Foto: Divulgação

Plogging: atividade fitness que ajuda o meio ambiente

plogging -atividade fitness que ajuda o meio ambiente

Modalidade que alia saúde e natureza nasceu na Suécia e é caracterizada pelas pessoas que recolhem lixo das ruas enquanto praticam corrida

A atividade fitness que se tornou um viral ajuda o meio ambiente e ainda faz com que as pessoas estejam em forma. Mas afinal de contas o que quer dizer plogging? O termo é usado para caracterizar pessoas que recolhem lixo das ruas enquanto praticam corrida.

A modalidade é originária da Suécia e em sua língua constitui “plocka upp”, que significa “pegar”. E ligado ao termo inglês “jogging”, que significa “correr”, nasceu o nome “plogging”.

Atividade fitness que ajuda o meio ambiente

A palavra foi utilizada pela primeira vez em 2017. O ambientalista sueco Erik Ahlström reuniu pessoas por meio de um grupo no Facebook. O intuito era lançar este tipo de atividade entre os membros e conquistar mais adeptos pelo mundo. Hoje, já são centenas deles espalhando por todo o planeta.

Este tipo de atividade é uma grande aliada à saúde. Além disso, é uma forma de sair da mesmice do que é visto dentro das academias, na corrida de esteira e também nas corridas de asfalto. A modalidade define ainda mais o corpo, pois a cada agachamento para pegar um papel do chão, por exemplo, é contado como parte do treino. Também pode-se entender que ao carregar um material a mais pelas ruas até descartá-lo corretamente, significa maior queima de gordura. Pois, está havendo um esforço a mais do corredor.

Aplicativos

O plogging se tornou um viral poderoso a ponto de fazer com que alguns aplicativos inseridos na categoria “fitness” adaptassem a tendência. É o caso do app Lifesum (disponível para Android e iOS). Por meio dele é possível agendar suas atividades aliadas ao plogging. Segundo dados do próprio Lifesum, praticar o plogging durante 30 minutos faz a pessoa perder até 495 calorias.

Impacto social

A prática que é capaz os fitness de plantão da mesmice, ela também faz um trabalho social para o bem. As pessoas aprendem a criar mais consciência do mundo onde vivem. Que é importante entender que os resíduos e outros materiais descartados de forma errada podem ser prejudiciais ao meio ambiente. Fora isso, eles mesmos entendem que até os praticantes de atividade física e outros cidadãos comuns também podem ter sido os responsáveis por este descarte de lixo pelas ruas.

Dados assustadores

Mesmo que o plogging tenha se tornado um chamariz no combate à questão do lixo descartado em vias públicas, existem dados alarmantes postados em mídias sociais. É o que diz a ecologista e fundadora do site Plastic Pollution Solution, Kathryn. Ela afirma ter recolhido cerca de 9kg de lixo reciclável somente durante uma caminhada pela praia.

É importante lembrar que em um mundo ideal, estas questões ambientais nem deveriam estar ligadas a estas práticas. Elas deveriam fazer parte do cotidiano do funcionamento de qualquer lugar do mundo. No entanto, a modalidade está servindo como uma parte da solução para o descarte de materiais realizados de forma errada.

Todavia, não se pode esquecer neste caso que todo planeta desenvolveu um modo de lidar com a produção de lixo de forma descontrolada. Portanto, ter alternativas como o plogging são muito bem-vindas. É um jeito de criar mais consciência nas pessoas em suas atividades diárias, não somente ligadas à saúde, mesmo que tenha um benefício físico no final.

Fonte: Site Pensamento Verde

*Foto: Divulgação

Lego estuda meios para substituir o plástico em seus brinquedos

lego estuda meios para substituir o plástico em seus brinquedos

Meta da fabricante dinamarquesa de brinquedos é cortar quase todo o plástico de seus produtos até 2030

Cada vez mais as empresas estão preocupadas com o uso do plástico em seus produtos. E ao mesmo tempo, o consumidor também está atento a reduzir este material em seu dia a dia.

A porcentagem de companhias de outros segmentos, que vão além das de canudos, estão tentando se moldar à nova realidade.

Entre estas empresas encontra-se justamente a Lego, que desde 2012 tenta substituir o uso do plástico por material orgânico. Porém, a procura pelo método exato que consiga atingir o mesmo grau de satisfação é difícil de chegar.

Aposta em plantas

A empresa dinamarquesa, que foi fundada em 1932, aposta em uma solução à base de plantas. Outras tentativas já foram colocadas em prática para dar consistência ao produto. Entres eles, o uso de milho, considerado muito mole, e o trigo, que carregava o problema de não obter cores.

De acordo com uma reportagem do periódico americano The Wall Street Journal, até o momento já foram mais de 200 tipos de materiais combinados e nenhum deles chegou à mesma qualidade do plástico.

Meta

Até 2030, o objetivo é abolir quase inteiramente o uso do plástico na fabricação dos famosos tijolinhos de montar. Anualmente, são vendidas mais de 70 milhões de peças da Lego. No entanto, apenas 2% desses produtos são feitos com a utilização de plástico biodegradável, extraído das plantas.

85 anos da empresa

Em 2018, a companhia dinamarquesa completou 85 anos e lançou os primeiros brinquedos à base de bioplástico. Para se tornar ainda mais sustentável, a Lego está investindo na contratação de profissionais capazes de atingir o sucesso deste projeto. Estão sendo utilizados recursos no valor de 1 bilhão de coroas, algo em torno de R$ 583 milhões.

A empresa está presente em mais de 130 países e teve faturamento de US$ 5,5 bilhões e alta de 4% no ano passado. Segundo a própria companhia, houve um maior interesse de seus produtos no mercado chinês, um nicho de negócio ainda pouco explorado por ela.

A dificuldade da substituição comparada a ir à Lua

Ainda na matéria do The Wall Street Journal, Tim Guy Brooks, diretor de responsabilidade ambiental da Lego disse que trocar o plástico por outro material é quase como o homem ter pisado na Lua a primeira vez. Pois, quando isso foi divulgado à época, ainda não existia a tecnologia capaz de conseguir este feito.

Brooks também citou a empresa Beyond Meat que produz hambúrgueres sem carne, que era algo impensável dez anos atrás. Hoje, esta empresa fatura milhões com a ideia.

Enquanto a Lego não alcança a solução exata para substituir o plástico em seus produtos, ela já reduziu a utilização de embalagens em 18%.

Outras empresas também estão se comprometendo em diminuir este tipo de material em suas embalagens como a Coca-Cola e a Nestlé.

Questão ambiental

O plástico é produzido por meio do petróleo e é altamente poluente para o meio ambiente. Atualmente, mais de 800.000 toneladas do material são jogados nos oceanos.

Além disso, as embalagens que, na maioria das vezes, são inutilizadas após o primeiro uso correspondem a 40% do plástico utilizado em todo planeta. Sendo que apenas um quinto dele, mundialmente falando, é reciclado, de acordo com estatísticas da Universidade da Califórnia.

*Foto: Divulgação

Marketing de grandes empresas está mais focado em sustentabilidade

reciclagem de embalagens

O lixo descartado de maneira correta pode virar recompensa aos consumidores. Esta é a abordagem feita pela marca de sabão Omo, da Unilever. E não é só ela, outras grandes empresas estão preocupadas com a questão da reciclagem de embalagens.

No caso do Omo, desde abril foi firmada uma parceria com a startup Maléccola, focada em lixo reciclável. O consumidor pode levar as caixas vazias de qualquer produto Unilever a um ponto de coleta da empresa parceira. Com isso, a pessoa ganha pontos pela iniciativa e pode trocá-los por itens das companhias que integram a ação.

Portfólio Omo

A estratégia de marketing do Omo visa uma reformulação em seu portfólio, considerada a maior, em 24 anos. A ação contém produtos com ingredientes biodegradáveis em sua fabricação, além de embalagens mais compactas. Já as garrafas são 100% recicláveis e também usam o plástico reciclado na formulação. Segundo depoimento à revista EXAME do vice-presidente de marketing de cuidados com a casa da Unilever, Eduardo Campanella:

“Ao estimular a devolução da embalagem, a ideia é estruturar a cadeia e elevar o percentual de plástico reciclado nas garrafas”.

Estudo da redução de plástico

As empresas se veem cada vez mais pressionadas a reciclar o plástico ou reduzir seu uso. Um estudo exclusivo foi encomendado pela EXAME à empresa MindMiners, baseada em pesquisas digitais. O resultado apresentou que 87% dos consumidores no Brasil diriam a amigos e parentes quais empresas fabricam produtos com menor índice de plástico em sua composição ou que reciclam o mesmo. Já para 70% dos entrevistados a iniciativa de reciclagem e menos impacto determina a escolha de compra.

Estimativas

A Fundação Ellen MacArthur aponta que cerca de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidos no mundo todo ano. Esse número é 20 vezes mais do que o atingido na década de 1960. Fora isso, a fundação ressalta que pelo menos 8 milhões de toneladas desse material cheguem aos oceanos. Com isso, 100.000 mamíferos marinhos e tartarugas morreriam ao ingerirem microplásticos. A empresa conclui que se nada for feito a respeito, em 2050 terá mais toneladas de plástico do que peixes, no mar.

Cerveja Corona

A cerveja Corona (Ambev) em parceria com a ONG Parley for the Oceans, desenvolveu uma ação na praia de Ipanema. O projeto resultou na construção, em março, de um muro de 2 metros de altura e 15 metros de comprimento. Essa muralha demorou três dias para ficar pronta e foi constituída à base de lixo acumulado. O slogan do cartaz colocado próximo ao muro diz: “Um dia o lixo deixado na praia impedirá que você entre nela”. O diferencial da cerveja mexicana em criar uma ação assim é o fato de suas garrafas serem apenas de vidro. A diretora de marketing de marcas Premium da Ambev, Bruna Buás, afirou:

“O propósito da Corona é incentivar as pessoas a curtir a vida na natureza e, nesse contexto, a situação do plástico é preocupante”.

Coca-Cola

A Coca-Cola divulgou que seu maior marketing este ano não será do Natal, e sim o de garrafas plásticas retornáveis. A iniciativa lançada em outubro de 2018 visa conscientizar a troca do vasilhame vazio de bebidas por outro cheio. Pela atitude, o cliente ganhará cerca de 30% de desconto em qualquer refrigerante da marca. Com isso, a companhia poderá utilizar até 12 vezes a mesma embalagem.

Além disso, até 2020, a gigante de refrigerantes investirá R$ 1,5 milhão no Brasil para compra de novas embalagens. A verba também será destinada à expansão da linha e para ajudar cooperativas de reciclagem. Do ponto de vista global, a empresa assumiu que a cada unidade que vender até 2030, uma garrafa ou lata deve ser reciclada. Hoje, a companhia produz por minuto no mundo 200.000 garrafas de plástico.

Segundo Beto Almeida, presidente da consultoria de marketing Interbrand, o consumidor só é convencido por essas iniciativas quando elas são continuadas e concluiu:

“É um trabalho que exige continuidade. Não basta fazer uma campanha e não criar mecanismos que mudem o modus operandi em maior prazo”.

Tênis feito de produto reciclável

A Adidas está alinhada também com a sustentabilidade e já colhe os frutos de produtos ligados a este setor. O primeiro conceito de tênis sustentável da marca esportiva alemã surgiu em 2015. O produto foi feito a partir de plásticos retirados do oceano. Ainda em 2019, 11 milhões de pares desse modelo serão fabricados. Agora vem a fase de desenvolvimento de um tênis 100% reciclável. O anúncio veio em abril, porém, poucas pessoas serão contempladas, pois apenas 200 pares serão lançados até 2021. De acordo com o diretor global de inovação em roupas da Adidas, Graham Williamson, o objetivo é promover ainda mais um consumo consciente.

Brasken e SPFW

Moda e indústria química andam juntas há três anos. É o caso da empresa Brasken e o evento semestral São Paulo Fashion Week. A Brasken patrocina a SPFW, que nesse período tem se mostrado com uma atitude mais ecológica e consciente. Entre as iniciativas da parceria está a impressão 3D de botões de plástico verde por meio da cana-de-açúcar. Dede o ano passado, estudantes de moda são convidados a criar uma coleção de roupas confeccionadas com fios vindos do plástico reciclado, que foi descartado durante a edição anterior do evento. A gerente de marketing global da Brasken afirma:

“Com a economia circular, estimulamos a cadeia produtiva sustentável em diversos setores”.

Além disso, ações como essas provam que o consumidor pode ser conquistado por empresas que se dispõem a preservar o planeta de alguma forma.

*Foto: Divulgação/ Prefeitura de Ponta Grossa

FARM cria terceira colaboração voltada à sustentabilidade

farm cria terceira colaboração voltada à sustentabilidade

O lançamento da terceira coleção da FARM em união com o projeto da estilista Gabriela Mazepa chamará “re-FARM RE-ROUPA”.

Pela terceira vez a renomada marca carioca se junta ao projeto de Mazepa, situado em São Paulo. A Re-Roupa, que tem como lema: “Transformar roupa em roupa de novo”. Além disso, ela é focada em reaproveitamento, o upcycling, e valoriza a contratação de mão de obra local.

O que esperar dessa coleção

Por utilizar a prática de upcycling, o resultado das roupas podem apresentar pequenos defeitos. Na composição delas foram usadas retalhos de corte, além de sobras de matérias-primas.

Em relação aos tops do projeto, sua confecção ganhou vida graças ao garimpo de aviamentos. Este item também fez parte da produção de camisas, macacões, quimonos, saias, túnicas e vestidos. A maioria das peças foi pensada para serem utilizadas por pelo menos duas formas diferentes. Isso faz com que as roupas tragam versatilidade no modo de se vestir e do termo “peças cápsulas”.

Sustentabilidade

Mesmo sendo a terceira parceria entre as empresas, esta é a primeira vez que a marca carioca volta uma coleção à sustentabilidade. O re-FARM teve suas peças produzidas pelas costureiras do Instituto Alinha – negócio social, que promove oficinas de capacitação de costura, na capital paulista – e pela FAB 80, que também conserta as roupas que apresentam defeitos da FARM. Os modelos foram criados um a um, compartilhando padronagens parecidas, mas unindo estampas de coleções antigas da FARM às peças novas.

Segundo a head de marketing da FARM, Taciana Abreu, que também colocou em prática a pauta de sustentabilidade, diz que a re-FARM tem o objetivo de propor uma nova forma de confeccionar e consumir roupas. Com isso, a proposta causará menos impacto no meio ambiente. Além de repensar a roupa como modo de um negócio, que possa fazer a economia girar. Por meio do re-FARM Re-Roupa, a possibilidade de testar novos conceitos de moda criativa e sustentável podem ser viabilizados.

Todo o processo criativo das cerca de 3.000 peças desta coleção foi coordenado pela Re-Roupa. Parte do planejamento foi realizado no Instituto Alinha, pois a Gabriela Mazepa é usuária desta plataforma.

Tamanho da marca

Apesar da FARM não ser uma marca gigante ela possui 70 lojas próprias, além de 1.000 multimarcas espalhadas pelo país. Para o modo operante dessa proposta re-FARM Re-Roupa ter esta amplitude de pontos comerciais geram um positivo em grande escala. Ou seja, é criar a possibilidade de mais pessoas terem acesso a este tipo de vestuário. Por conta dos fundadores tomarem as decisões e empresa não ser grande no sentido de ter que passar por várias pessoas uma simples aprovação, faz toda a diferença para a fluidez da linha de produção.

Plataforma que dá novas visões de negócio

E não é só o projeto re-FARM que faz com que a empresa se engaje cada vez mais em iniciativas sustentáveis. A companhia também está presente no site Enjoei, na intenção de proporcionar outro tipo de vida útil à suas peças. Seria o caminho inverso de uma cultura que cresce.

Outros movimentos de atuação da marca são em parceria com a Rede Asta, focada em artesanato com retalhos, e com o Banco de Tecidos, que revendem tecidos que sobraram das coleções.

Além disso, como re-FARM tem sua base em uma economia circular, faz com que o projeto esteja atrelado ao pensamento de restauração e regeneração. Sendo assim, a marca também possui parceria com a S.O.S Mata Atlântica em projetos de reflorestamento. Sobre esta união, Taciana Abreu disse ao site Modefica:

“A viscose, fibra de origem celulósica, é uma importante matéria-prima para a FARM, então precisamos olhar para as florestas e entender o impacto disso”

*Foto: Divulgação

Desafio #Trashtag Challenge: entenda como aderir à causa ambiental

internautas recolhem lixo em locais públicos

Você já ouviu falar em #TrashTag Challenge?

Se ainda não, entenda os motivos pelo qual este desafio online tem feito milhares de pessoas de vários países, como Índia, México, Argélia, Rússia e Brasil saírem às ruas.

Já estamos acostumados de tempos em tempos com desafios das redes sociais para uma determinada causa.

Mas quando a razão que viraliza na internet é ligada ao meio ambiente e faz muitas crianças, jovens e adultos se mexerem para limparem locais públicos de onde residem, é ainda melhor.

Mas afinal de contas o que é ‘TrashTag Challenge’?

Em tradução livre para o português seria algo como “Desafio do Lixo”.

Além disso, as pessoas que topam o desafio escolhem um lugar público bastante poluído e com excesso de lixo para ser limpo.

Pode ser uma praia, praça, canteiro de estrada (tomando os devidos cuidados, obviamente), ruas e até mesmo uma escola.

Vale tudo se o bem comum é manter o local livre de sujeiras que podem impactar cada vez mais nosso planeta.

Redes Sociais

O desafio começou na verdade em 2015 quando uma empresa norte-americana de produtos para acampar, Uco Gear, criou uma campanha de conscientização para proteger zonas silvestres.

Mas foi somente há poucos dias que a iniciativa de quatro anos atrás ganhou novo fôlego.

A Uco Gear publicou um post em suas redes chamando os jovens que estivessem “entediados” em casa sem fazer nada, para irem às ruas de seu bairro, por exemplo, ou outros locais que soubessem que acumulam muito lixo e os limpassem.

A estratégia deu tão certo que milhares de jovens escolheram os tais lugares e se mobilizaram para recolherem lixo: que compreendemos como papéis, sacolas de plástico, garrafas de vidro, comida, ou seja, qualquer tipo de resíduo que impacte diretamente na natureza.

Com este desafio online está sendo possível recolher toneladas de lixo e que a maior parte pode ir diretamente a locais específicos para serem reciclados.

Ao final de cada ação, o internauta posta em suas redes, como Instagram, Facebook e Twitter uma foto do antes e depois.

O alcance imediato é enorme e já chegou ao Brasil.

Uma jovem de Curitiba acompanhou o desafio lançado pela empresa de camping e postou uma foto do antes e depois de um rio que estava cheio de lixo em volta e convocou seus amigos a fazerem o mesmo, usando a #trashtag como marcação.

Próximos Passos

Não adianta apenas sair às ruas, praias, por exemplo, e recolher o lixo e separá-lo.

Porque num determinado ponto faremos isso constantemente.

O que precisa ser avaliado é a questão da produção de plástico e sua gravidade no dia a dia.

Para Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), a iniciativa da Uco Gear pode gerar uma consciência positiva das pessoas que resultem em mudanças de hábitos e a importância dos plásticos descartáveis.

*Foto: Divulgação

P&G se une a ação global por fim de testes de cosméticos em animais

p&g fim de testes de cosméticos em animais

A Procter & Gamble (P&G) se vinculou ao projeto #BeCrueltyFree da organização de proteção animal Humane Society International (HSI) para impedir testes de cosméticos e produtos de higiene pessoal em animais.

A gigante de bens de consumo que reúne as marcas Gillette, Oral-B, Head & Shoulders e Pantene já investiu mais de milhões de dólares ao longo dos anos para desenvolver métodos livres de crueldade animal.

Embora a companhia tenha interrompido os testes de seus produtos em animais há tempos, os fornecedores da indústria continuam a testar ingredientes e matérias-primas em ratos e coelhos.

No ano passado, a Unilever (dona das marcas Dove, Hellmann’s, Kibon, Omo e Seda) também aderiu à causa.

No Congresso brasileiro já tramita o projeto de Lei 70/2014, para a proibição da utilização de animais para o desenvolvimento de produtos de uso cosmético para humanos e aumenta os valores de multa nos casos de violação.

Em uma pesquisa feita pela HSI e divulgada pelo  IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 66% dos brasileiros apoia um impedimento nacional de testes em animais para cosméticos, e 61% aderem que testar novos cosméticos em animais não abona o sofrimento.

Métodos alternativos

Com o avanço da ciência, hoje é possível deixar de fazer um coelho sofrer ao queimarem sua córnea para medirem a eficácia de um produto químico. Em vez disso, os fabricantes podem testá-lo em estruturas de tecido 3D similares à córnea produzidos a partir de células humanas.

Nos anos 2000, a gigante brasileira Natura foi uma das primeiras empresas do setor a extinguir os testes de cosméticos em animais. No ano passado, a companhia conquistou o selo “The Leaping Bunny”, dada pela organização Cruelty Free International, que certifica a não utilização de testes em animais ao longo de seu processo produtivo.

*Foto: Reprodução / Flickr – Mike Mozart