FARM cria terceira colaboração voltada à sustentabilidade

farm cria terceira colaboração voltada à sustentabilidade

O lançamento da terceira coleção da FARM em união com o projeto da estilista Gabriela Mazepa chamará “re-FARM RE-ROUPA”.

Pela terceira vez a renomada marca carioca se junta ao projeto de Mazepa, situado em São Paulo. A Re-Roupa, que tem como lema: “Transformar roupa em roupa de novo”. Além disso, ela é focada em reaproveitamento, o upcycling, e valoriza a contratação de mão de obra local.

O que esperar dessa coleção

Por utilizar a prática de upcycling, o resultado das roupas podem apresentar pequenos defeitos. Na composição delas foram usadas retalhos de corte, além de sobras de matérias-primas.

Em relação aos tops do projeto, sua confecção ganhou vida graças ao garimpo de aviamentos. Este item também fez parte da produção de camisas, macacões, quimonos, saias, túnicas e vestidos. A maioria das peças foi pensada para serem utilizadas por pelo menos duas formas diferentes. Isso faz com que as roupas tragam versatilidade no modo de se vestir e do termo “peças cápsulas”.

Sustentabilidade

Mesmo sendo a terceira parceria entre as empresas, esta é a primeira vez que a marca carioca volta uma coleção à sustentabilidade. O re-FARM teve suas peças produzidas pelas costureiras do Instituto Alinha – negócio social, que promove oficinas de capacitação de costura, na capital paulista – e pela FAB 80, que também conserta as roupas que apresentam defeitos da FARM. Os modelos foram criados um a um, compartilhando padronagens parecidas, mas unindo estampas de coleções antigas da FARM às peças novas.

Segundo a head de marketing da FARM, Taciana Abreu, que também colocou em prática a pauta de sustentabilidade, diz que a re-FARM tem o objetivo de propor uma nova forma de confeccionar e consumir roupas. Com isso, a proposta causará menos impacto no meio ambiente. Além de repensar a roupa como modo de um negócio, que possa fazer a economia girar. Por meio do re-FARM Re-Roupa, a possibilidade de testar novos conceitos de moda criativa e sustentável podem ser viabilizados.

Todo o processo criativo das cerca de 3.000 peças desta coleção foi coordenado pela Re-Roupa. Parte do planejamento foi realizado no Instituto Alinha, pois a Gabriela Mazepa é usuária desta plataforma.

Tamanho da marca

Apesar da FARM não ser uma marca gigante ela possui 70 lojas próprias, além de 1.000 multimarcas espalhadas pelo país. Para o modo operante dessa proposta re-FARM Re-Roupa ter esta amplitude de pontos comerciais geram um positivo em grande escala. Ou seja, é criar a possibilidade de mais pessoas terem acesso a este tipo de vestuário. Por conta dos fundadores tomarem as decisões e empresa não ser grande no sentido de ter que passar por várias pessoas uma simples aprovação, faz toda a diferença para a fluidez da linha de produção.

Plataforma que dá novas visões de negócio

E não é só o projeto re-FARM que faz com que a empresa se engaje cada vez mais em iniciativas sustentáveis. A companhia também está presente no site Enjoei, na intenção de proporcionar outro tipo de vida útil à suas peças. Seria o caminho inverso de uma cultura que cresce.

Outros movimentos de atuação da marca são em parceria com a Rede Asta, focada em artesanato com retalhos, e com o Banco de Tecidos, que revendem tecidos que sobraram das coleções.

Além disso, como re-FARM tem sua base em uma economia circular, faz com que o projeto esteja atrelado ao pensamento de restauração e regeneração. Sendo assim, a marca também possui parceria com a S.O.S Mata Atlântica em projetos de reflorestamento. Sobre esta união, Taciana Abreu disse ao site Modefica:

“A viscose, fibra de origem celulósica, é uma importante matéria-prima para a FARM, então precisamos olhar para as florestas e entender o impacto disso”

*Foto: Divulgação

Stories do Instagram vira espaço para engajamento de marcas

stories do instagram vira espaço para engajamento de marcas

Mark Zuckerberg anunciou recentemente mais novidades em relação às suas redes sociais. O CEO do Facebook afirmou que está em fase de testes para o Instagram reduzir a relevância de seus likes. Com isso, o número de curtidas tanto em fotos como em vídeos deixará de no modo público.

O Instagram também disponibilizará tags exclusivas para compras. Um influenciador poderá marcar um produto que usa em seu post e seu seguidor poderá comprá-lo diretamente pela rede social. É este objetivo que pode fazer com o que o Instagram se torne uma plataforma digital importante para o E-commerce.

O PODER DOS STORIES PARA O CRESCIMENTO DE MARCAS

Já é uma realidade que o Instagram tem poder de interação três vezes maior que o Facebook. As informações são da empresa Socialbakers, que coletou dados de mais de 13 milhões de perfis no mundo todo. O estudo foi realizado tanto com páginas pessoais ou comerciais, por meio do engajamento de anúncios publicitários.

Segundo a country manager da Socialbakers, Alexandra Avelar, a pesquisa revela a mudança comportamental dos usuários. Para ela, os internautas têm procurado mais opiniões seguras de ‘vozes confiáveis’ na hora de adquirir produtos por meio digital. Ela conclui que é nesta fase que se dá a união entre influenciadores e marcas, criando veracidade ao público.

O estudo também mostra que a potência do formato dos Stories gera uma fonte muito rica para engajamento das marcas. Para ter uma ideia, no período de um ano a utilização do Stories de modo comercial aumentou em 21%. Sobre isso, Alexandra destaca três fatores:

  • Conteúdo simplificado, aproximando influenciador e público;
  • A interação detalhada entre influenciador e seguidores não causa cansaço;
  • O contato mais palpável entre consumidor, influenciador e marca possibilita conversas mais diretas.

A VOZ ATIVA DOS MICROINFLUENCIADORES

Segundo a Socialbakers, dos 13 milhões de perfis avaliados, cerca de 2,3 milhões corresponde a latino-americanos. Sobre eles, 97% do público são de microinfluenciadores, que possuem de 1.000 a 100 mil seguidores.

A executiva da empresa observa que este tipo de influenciador tem sua voz ativa às marcas. E, consequentemente, é importante a um determinado segmento de mercado e conseguem expandir por este motivo.

A plataforma brasileira Squid traçou em fevereiro desse ano um perfil dos microinfluenciadores nacionais. Os resultados constataram que 41% deles apresentam de 10 mil a 25 mil seguidores. Desses, 70% são do sexo feminino e 53,2% tem faixa-etária entre 26 e 35 anos. Já os assuntos que interessam a este nicho de mercado, estão: lifestyle (36,7%), moda (22%) e arte (18,1%).

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Por que as companhias aéreas detestam a prática do ‘skiplagging’?

skiplagging - recurso que as cias aéreas detestam

Nem todos conhecem este termo usado mais em outros países, mas o ‘skiplagging’ tem causado transtorno às companhias aéreas.

A prática, traduzindo para o português livre, diz respeito a burlar o sistema de compra de passagens de avião. Com isso, os passageiros economizam uma quantia significativa em tarifas.

Já o outro lado, ou seja, as companhias aéreas estão tentando criar medidas que proíbam o passageiro conseguir esta redução.

COMO FUNCIONA O SKIPLAGGING

Um exemplo prático é um cliente comprar uma passagem com partida de Boston rumo à Houston. Porém, a tarifa é muito cara entre os trechos. Como alternativa, o passageiro compra um bilhete saindo de Boston com destino à Las Vegas, mas com escala em Houston. Ele então irá descer em Houston e não utilizará o último trecho do trajeto adquirido. Todavia, a pessoa só consegue fazer isso sem despachar a bagagem, pois esta só pode ser retirada no destino final.

LUFTHANSA PROCESSOU UM PASSAGEIRO

O truque utilizado por muitos passageiros se tornou notícia mundial, quando a Lufthansa processou um cliente. A companhia aérea alemã pediu uma indenização de mais de US$ 2 mil ao usuário.

No passado, outras companhias tentaram ganhar processos como este, mas sem sucesso. É por esse motivo que as companhias aéreas detestam as pessoas que burlam o sistema de compra de bilhetes.

CIDADES OCULTAS

As empresas que comercializam as passagens tentam implementar soluções mais eficazes de proibir o skiplagging. Com isso, elas conseguiriam impedir que o passageiro compre bilhetes que contenham as chamadas ‘cidades ocultas’. Por meio dessas reservas, eles conseguem sair antes do trecho final como já vimos no exemplo acima.

Segundo o fundador da consultoria de viagens Atmosphere Research, Henry Harteveldt, as próprias companhias aéreas criam o problema de emissão de passagens com ‘cidades ocultas’.

Ao mesmo tempo que ele entende o porquê de as empresas aéreas tirarem o máximo de proveito sob a compra de bilhetes, Henry também enxerga o outro lado. Ou seja, quando uma companhia dispõe suas passagens a valores menores, mas com tarifa em um hub (aeroporto) muito alta, essa decisão é praticamente um chamado aos passageiros para fazerem reservas com trechos de ‘cidade oculta’.

DISTÂNCIA NÃO IMPORTA

A compra da passagem de Boston-Las Vegas, mesmo a distância sendo maior e com conexão o bilhete é mais barato. Pois Las Vegas é considerado um ponto de lazer e não empresarial.

Se uma companhia que tem como concorrente uma empresa de baixo custo, ela vai querer igualar o valor da passagem. Ou seja, tudo depende de quem é seu adversário neste negócio. Haverá redução estratégica ou não de bilhetes, seguindo esta linha de raciocínio.

DANOS ÀS COMPANHIAS AÉREAS

Uma companhia que não consegue elevar seu lucro, gera uma discussão do ponto de vista ético. Com o preço exorbitante das passagens, a procura por reservas com ‘cidades ocultas’ cresce.

Segundo o diretor-executivo do grupo de pesquisa de aviação Air Intelligence, Tony Weber, o processo movido pela Lufthansa é considerado algo aterrorizante.

Em contrapartida, de acordo com Harteveldt, para suprir essa redução de lucro causada pelo skiplagging, as companhias praticam o overbooking. E ao comercializarem assentos a mais do que o permitido e por saberem que nem todos os passageiros aparecem, é pouco provável que o voo decole com tais assentos vazios.

SKIPLAGGING É ANTIÉTICO?

Os ‘skiplaggers’ são clientes bastante experientes no quesito viagem. Além disso, para serem descobertos, a companhia aérea teria que acessar o site Skiplagged. O portal é especializado em disponibilizar a procura por ‘cidades escondidas’ nas conexões desejadas.

Segundo o portal BBC, o fundador da Skiplagged, Aktarer Zaman, não quis responder seus questionamentos. Porém, Zaman possui muitos admiradores virtuais, simpatizantes dessas causa. Prova disso é que ao ser processado, sem sucesso, pela empresa United, em 2015, uma campanha de financiamento coletivo angariou mais de US$ 80 mil para sua defesa.

Esses acontecimentos geram uma discussão do ponto de vista do que pode ser considerado como prática ilegal. Pois, ao comprar um bilhete e a pessoa arcar com os custos, a empresa recebeu exatamente por esse serviço.

Para os leitores da coluna ‘The Ethicist’, do jornal New York Times, o passageiro não é obrigado a utilizar o produto que comprou. Já Webber explica que as companhias receberam proporcional ao serviço vendido e que “é menor do que o valor de mercado das tarifas para o trecho que o cliente perdeu de propósito”.

A jornalista de viagens Benét Wilson conclui que os passageiros que optarem pela prática de skiplagging devem estar cientes que podem ser pegos pela empresas aéreas. Podem até serem impedidos de sair do aeroporto. Pois muitas companhias acompanham o desembarque no trecho de escala e encaminham os passageiros até o portão de embarque para o trajeto seguinte.

Além disso, as companhias ainda podem divulgar a seus concorrentes uma lista contendo os nomes de passageiros que burlaram o sistema.

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Cresce setor de tecnologia para a segurança privada e pública

cresce setor de tecnologia para a segurança privada e pública

Aplicativos desse setor chamam a atenção de startups e também de governos, como questão de segurança pública

Em decorrência do aumento de índice de criminalidade e violência no país, o ramo de tecnologia da segurança cresceu. A procura por inovação nesta área foi detectada mesmo em período de crise econômica.

O faturamento de 2018 para o setor foi de R$ 6 bilhões, com aumento percentual de 8%. Os dados são da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). E para este ano, a expectativa é um crescimento de 10%.

A grande procura por dispositivos de segurança tanto para o meio privado como para o público tem feito companhias e startups da área inovarem seus sistemas. As tecnologias vão desde o reconhecimento facial, passando por aplicativos que solicitem prestação de socorro até a ampliação de segurança em condomínios.

Segundo a presidente da Abese, Selma Migliori, mais de 90 companhias do setor devem lançar algum produto novo em 2019.

SEGURANÇA PÚBLICA

Selma enxerga um crescimento e interesse por parte dos governos, principalmente após as eleições de 2018. Pois um dos temas que fizeram parte do atual governo se tratava justamente de segurança pública.

A prefeitura de São Paulo já está em fase de testes dessas tecnologias, no caso de drones. A intenção é reduzir custos. Pois com o uso desse dispositivo, pode ser dispensada a utilização de helicópteros pela Guarda Civil Metropolitana em muitos casos. No ano passado, a prefeitura adquiriu sete drones por meio de apreensões da Receita Federal ou por doações.

Os equipamentos possuem câmeras e foram testados em tarefas, como monitoramento de multidões e para proteção de região de mananciais.

Segundo o coronel Rogério Vieira Peixoto, coordenador de tecnologia, logística e infraestrutura da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, um edital deve ser lançado para a secretaria adquirir mais de 40 drones. Os dispositivos serão entregues à equipes da Guarda Civil Metropolitana, que será treinada para a utilização dos mesmos.

RECONHECIMENTO FACIAL

Além disso, o drone também serve para reconhecimento facial de desaparecidos ou foragidos. O aparelho permite isso graças a uma câmera de alta precisão e dotada por um sistema de inteligência artificial.

Uma ideia similar foi praticada durante o carnaval desse ano, no Rio de Janeiro. Em parceria com a empresa de telefonia Oi foram espalhadas 34 câmeras pelo bairro de Copacabana. O projeto-piloto foi capaz de identificar por meio de sistema de inteligência artificial 10 foragidos. Este feito só foi possível também porque pelo uso de um cadastro que continha nomes de desaparecidos e pessoas com mandado de prisão a cumprir.

De acordo com o coordenador de comunicação social da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mauro Fliess, essa tecnologia praticada em grande alcance pode contribuir de alguma forma para redução da criminalidade. Ele ressalta que mais testes serão realizados em diferentes ocasiões antes do estado optar pela compra dos equipamentos.

SEGURANÇA PRIVADA

A mesma tecnologia já é adotada pelo setor privado. A empresa paulistana Haganá oferece serviço de reconhecimento facial para recepção e vigilância de edifícios. O dispositivo implantado ano passado permite acionar catracas para liberação de visitantes em prédios. Todavia, a companhia também disponibiliza o serviço de uma assistente virtual que entra em contato com o visitante via Whatsapp e solicita que ele tire uma “selfie”. Esta foto será verificada e autenticada por esta assistente, relata o presidente da Haganá, Chen Gilad. Com isso, a qualidade do sistema reforça o índice de segurança, além da redução da contratação de pessoal.

STAURTUPS VOLTADAS À SEGURANÇA PESSOAL

As startups têm desenvolvido sistemas para este nicho de mercado. Prova disso é a companhia Anjo 55 que oferece a seus clientes um serviço de vigilância. Por meio de vigilantes contratados, a pessoa poderá ser escoltada em suas atividades a partir de R$ 2,75 o minuto. O diferencial da empresa é ter parcerias com companhias de vigilância já estabelecidas e reconhecidas no mercado. Pois é necessário que os profissionais sejam capacitados e devidamente treinados.

Outra empresa que é especializada em segurança pessoal é a Family 24h. O propósito dessa startup é permitir que o cliente informe qualquer tipo de ocorrência de forma rápida e sem alarde. Isso é feito por meio de um botão de pânico que pode ser instalado no bolso da calça. O funcionamento do equipamento se dá pelo uso de sinais de smartphones que estão próximos do cliente. Ele enviará um alerta e a localização à parentes ou amigos pré-cadastrados pelo cliente. Porém, essas pessoas também precisam ter o aplicativo da startup baixado em seu celular. O custo da contratação é de R$ 99 para o botão de pânico mais mensalidades de R$ 6,99, que garantem total acesso às ferramentas do Family 24h.

Já para o ramo de condomínios, a empresa Noxnox oferece uma tecnologia de comunicação entre porteiros e moradores. O sistema é ativado por meio de aplicativo, que substitui o uso de interfones. Com isso, o condômino consegue visualizar pela tela do app quem deseja entrar em sua casa. A instalação do aparelho nos condomínios é gratuita e cada apartamento tem direito a utilizar o app em um único celular. Quem quiser o serviço em mais de um aparelho deve pagar R$ 33 por cada conta adicional.

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Cinema de rua mais famoso de SP passa a chamar Petra Belas Artes

cerveja petra é a nova patrocinadora do cine belas artes

Com o fim do patrocínio da Caixa Econômica Federal, em março, o Cine Belas Artes estava mais uma vez correndo o risco de fechar suas portas de vez. Por dois meses, o espaço encerrou suas atividades e no início de maio fechou um acordo com o grupo Petrópolis, detentor da marca de cerveja Petra.

Com isso, novos projetos entrarão em prática em breve, segundo pronunciamento do proprietário, o cineasta André Sturm. Esta é a primeira vez que uma marca de bebida irá patrocinar o espaço cultural situado à rua da Consolação.

A NEGOCIAÇÃO

A cerveja Petra cobrirá parte dos gastos anuais do cinema, incluindo o principal deles, o alto valor de aluguel. A despesa total do local por ano gira em torno de R$ 2 milhões.

O acordo dá direito à Petra de embutir seu nome ao complexo cultural em troca de injetar recursos (naming rights). Agora o cinema de rua mais famoso da capital paulista passa a atender pelo nome de Petra Belas Artes. A alteração de nome não muda em nada a programação do espaço, que continua a ter curadoria de André Sturm.

Em entrevista à Folha no dia do anúncio, a diretora de comunicação da Petra, Eliana Cassandre afirmou:

“É muito bom estar aqui hoje para anunciar algo que, como profissional e como pessoa, é muito importante para mim. A gente não poderia deixar fechar as portas desse espaço que é tão democrático, é tão acessível”.

Além disso, Sturm comemorou a parceria de cinco anos estabelecida pela própria marca de cerveja. Ele esperava e buscava um contrato de apenas três anos. Os valores de negociação não foram divulgados.

André disse ainda que o acordo fluiu de forma simples e fácil. Ele também destaca o patrocínio como bastante significativo ao atual momento pelo qual o setor cultural está passando.

ARTES CÊNICAS E MÚSICA

Além do espaço abrigar a tradicional programação de filmes com curadoria de Sturm, o local pretende expandir os negócios. Eventos musicais e de artes cênicas com previsão de estreia entre os meses de julho e agosto. Estão nos planos agregar ao local noites com degustação de drinques feitos com a cerveja Petra, desenvolvidos por bartenders convidados.

Sturm espera que com o novo patrocínio empresas de outros setores, não apenas bancário, também apoiem espaços culturais da cidade. O cineasta complementa achar admirável a atitude da cerveja em patrocinar pela primeira vez um espaço considerado patrimônio da metrópole.

O Belas Artes foi inaugurado em 1967. Atualmente, possui seis salas de projeção e já foi eleito em pesquisa Datafolha “o melhor cinema de rua e o detentor da melhor programação alternativa de São Paulo”.

CERVEJARIA PETRÓPOLIS

Além da Petra, a Cervejaria Petrópolis também é detentora das marcas: Itaipava, Lokal, Black Princess, Crystal e Weltenburger. A empresa adquiriu em 2017 a companhia Brassaria Ampolis e passou a comercializar as cervejas Biritis, Cacildis, Ditriguis e Forévis. Dessas bebidas, somente a Calcidis e a Petra serão vendidas dentro do Belas Artes.

Todavia, não é de hoje que a companhia cervejeira patrocina eventos no Brasil. Mas até então o destino destas verbas atendiam a negócios esportivos. Um desses casos aconteceu com a Arena Fonte Nova, em Salvador, que negociou os “naming rights” à Itaipava. O acordo, sem previsão de término por enquanto, vale cerca de R$ 3 milhões por ano.

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Magazine Luiza fortalece comércio na região Norte do país

magazine luiza fortalece comércio no norte do país

Ao adquirir direito de uso da rede Armazém Paraíba, o Magalu pode reforçar sua atuação nos estados do Pará e Maranhão.

O memorando de entendimento assinado no início de maio entre o Magazine Luiza e a Sociedade Comercial Irmãs Claudino S.A. (Socic), que gerencia o grupo Armazém Paulista autoriza que a empresa possa explorar os 48 pontos comerciais espalhados pelo Pará e Maranhão.

Com isso, o gigante varejista passará a marcar presença em 17 estados e ultrapassará mais de 1.000 lojas físicas.

Segundo o Magazine, a ideia é investir em um novo centro de distribuição para esta região em que os clientes tenham um melhor atendimento, tanto na forma online como offline.

PROGRAMA RETIRA LOJA

Além disso, um dos focos dos pontos comerciais do Pará e Maranhão será o funcionamento do programa “Retira Loja”. Portanto, o cliente que comprar algum produto via internet poderá retirá-lo diretamente em alguma loja física dos dois estados. De acordo com o vice-presidente do Magalu, Fabrício Garcia, a intenção é entrar no mercado da região Norte de forma bastante expressiva, abocanhando clientes tanto nas lojas físicas como no meio digital.

Em um comunicado, Garcia afirmou: “Em todas as regiões que chegamos com pontos físicos, nossas vendas digitais aumentam de forma significativa”.

A empresa tem expectativa que a assinatura dos contratos definitivos saiam em breve e que ainda seja aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A partir disso, é que a operação no Norte do país poderá ser iniciada.

AÇÕES DO MAGAZINE LUIZA

No fim de abril, foi divulgado que o Magalu alcançou a marca de 1.000% em valorização. Um dos fatores para este percentual foi a companhia ser de capital aberto desde 2011.

Ainda no mesmo período, pelo IPO (oferta pública inicial de ações), cada título da empresa foi negociado a R$ 16, com encerramento de R$ 191,26. O valor foi considerado o máximo já atingido pela rede varejista. Este percentual é muito mais expressivo do que os índices alcançados no Ibovespa de apenas 45,7%.

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“Árida”: conheça o primeiro game brasileiro ambientado no sertão

árida - conheça o game brasileiro ambientado no sertão

Jogo online narra a história de Cícera, uma jovem sertaneja do século 19

Lançado mês passado, o game brasileiro “Árida” foi desenvolvido por uma empresa de jogos baiana, a Aoca Game Lab.

O enredo traça a jornada da jovem Cícera, de 13 anos e seu avô em meio a uma grave seca. O sertão como pano de fundo da história engloba até a famosa Guerra de Canudos, que também aconteceu neste período.

A Aoca Games teve o cuidado com a pesquisa histórica, pois apesar de todos os sete desenvolvedores serem do estado Bahia, nenhum deles é sertanejo de fato.

COMO TUDO COMEÇOU

De acordo com o fundador da empresa, Felipe Pereira, o argumento de Árida surgiu há cerca de quatro anos. Ele recrutou profissionais da área e decidiram que a Guerra de Canudos seria apenas um elemento do game. Além disso, todos concordaram que a força da história estava mesmo no sertão baiano e resolveram ampliar este assunto.

COMO VIVER O UNIVERSO DE CÍCERA NO JOGO

A jornada da protagonista sertaneja é retratada durante uma grave seca ocorrida no século 19. Na primeira parte do game, Cícera e seu avô são apresentados aos jogadores. Eles poderão se ambientar com todo o universo dos personagens e saber as vantagens e desvantagens de viver em meio à seca.

Além disso, a Aoca Games deve lançar “Árida” apenas pela plataforma Steam, que é uma loja online. O usuário que quiser ser avisado sobre o lançamento do game, basta acessar o site da Steam e se cadastrar. Por enquanto, não é pretensão da produtora baiana trabalhar com console Xbox, um dos mais conhecidos do mercado.

FINANCIAMENTO E MERCADO INTERNACIONAL

A primeira parte do game foi viabilizada por meio de um edital de jogos as Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Já a segunda parte poderá ser captada por financiamento da Ancine. Recentemente, a Agência Nacional de Cinema passou a destinar recursos para este setor que também enxerga como um projeto audiovisual.

Em dezembro, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão divulgou investimento de R$ 45 milhões ao setor de game. O valor é mais que o dobro de recursos investidos pelo FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) ao desenvolvimento de jogos.

A empresa Aoca Games pretende expandir as vendas de “Árida” ao mercado internacional. Com isso, eles querem ter a oportunidade de despertar o interesse pelos nordestinos em outros países. Além disso, acham importante que a indústria do game brasileiro fuja do eixo Rio-São Paulo e contemplem outros estados.

Segundo Felipe, este jogo também pode se transformar em uma animação ou uma HQ, conforme seu sucesso fora do país.

*Foto: Divulgação

Impressora 3D já imprime um coração a partir de tecido humano

coração em 3d

Criado por equipe israelense da universidade de Tel Aviv, em Jerusalém, o protótipo possui células do próprio paciente

A revista Advanced Science publicou um estudo em abril, realizado por cientistas da universidade de Tel Aviv. Liderado pelo professor Tal Dvir o coração em 3D é considerado o primeiro no mundo a ser impresso com vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras.

A pesquisa desses cientistas pode abrir um caminho para que no futuro pacientes em filas de espera por um transplante não precisem mais recorrer a essa solução e poderão receber corações pulsantes por meio de impressoras 3D. Pois a rejeição praticamente seria nula ao utilizar no processo as próprias células do paciente.

Em entrevista à publicação, Dvir afirma:

“Realizamos uma pequena biópsia de tecido adiposo do paciente, removemos todas as células e as separamos do colágeno e de outros biomateriais, as reprogramamos para que fossem células-tronco e, então, as diferenciamos para que sejam células cardíacas e células de vasos sanguíneos”.

Em seguida, os materiais do paciente foram processados e convertidos em biotinta, podendo assim para serem impressos junto às células.

TAMANHO DO PROTÓTIPO E PASSOS SEGUINTES

Segundo os jornalistas que presenciaram a demonstração dos cientistas em uma coletiva também no mês abril, o tamanho do coração impresso é comparado ao de um coelho ou uma cereja, medindo cerca de três centímetros. Por enquanto, o coração completo ainda não é capaz de bombear, e sim apenas suas células se contraem.

De acordo com os cientistas ainda é necessário mais desenvolvimento até que o órgão consiga ser transplantado em um ser humano. As células precisam estar mais amadurecidas e se comuniquem entre si, ou seja, que elas aprendam a se comportar adequadamente. Porém, a ideia é primeiro realizar transplantes em pequenos animais, como ratos e coelhos.

Dvir finaliza:

“Talvez, em dez anos, haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos sejam conduzidos rotineiramente”.

DOENÇA CARDÍACA E TRANSPLANTES

Doenças ligadas ao coração são as principais causas de morte no mundo. Os dados são do Sistema Único de Saúde (SUS) e no Brasil é a causa número um que leva ao óbito. Nos EUA, os falecimentos em decorrência de problemas no coração estão em primeiro lugar. Já em Israel, ela fica em segunda posição, vindo logo após o câncer.

Na maioria das vezes, o paciente não consegue esperar a doação do órgão e morre antes, segundo informações do HCor. No Brasil, a espera chega entre 12 e 18 meses a depender da região onde a pessoa reside. Nos EUA, o paciente esperar cerca de seis meses por um transplante.

*Foto: Reprodução / Advanced Science – Tal Dvir, Assaf Shapira, Nadav Moor

Lojistas já recebem no ato da venda pela empresa PagSeguro

lojistas recebem pagamento no momento da compra pelo pagseguro

Desde maio a opção entrou em vigor aos lojistas que já possuem conta PagSeguro

A PagSeguro anunciou em final de abril que os vendedores que utilizam suas maquininhas receberão o pagamento imediatamente.

A medida vale aos comerciantes que já possuem conta na companhia pertencente ao grupo UOL. Além disso, a famosa empresa de maquininhas tem pequena participação acionária e indireta da Folha de São Paulo.

O vendedor poderá utilizar o dinheiro do pagamento da PagSeguro de duas formas: via débito ou sacá-lo em caixas eletrônicos.

FUNCIONAMENTO ANTERIOR DE PAGAMENTOS

Antes, quando o comerciante fazia uma venda por cartão de débito, demorava cerca de um dia para receber. E na opção de cartão de crédito a espera era de 30 dias ou menos, com prazo determinado pelo vajerista. Porém, essa escolha equivalia a juros maiores.

CONCORRÊNCIA FORTE

A decisão da PagSeguro serve como estratégia para atenuar a forte concorrência da Rede, companhia do Itaú. A empresa pertencente ao banco divulgou também em abril que as vendas realizadas na forma de crédito serão pagas em até dois dias. Com isso, o varejista não precisa mais antecipar o pagamento. Porém, a taxa cobrada não foi divulgada à imprensa.

A tática adotada pela Rede fez despencar as ações da PagSeguro no pregão, e também das concorrentes Cielo e Stone. Na bolsa de Nova York, em 22 de abril, a PagSeguro registrou queda de 1,23% e Stone, 2,38%, na Nasdaq.

Todavia, não foi só a Rede que impôs a medida agressiva ao mercado de maquininhas de cartão. A Safrapay, do banco Safra, também acatou a mesma alternativa em zerar a taxa de juros ao varejista que quiser antecipar o valor pago à vista pelo cliente no cartão de crédito.

CADE VAI AVERIGUAR INICIATIVA DA REDE

A decisão da Rede poderá alterar o modo competitivo das empresas do setor, segundo analistas da XP Investimentos.

Já o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai verificar a iniciativa adotada pela companhia. A concorrência alega que essa postura confere venda casada, pois os clientes devem possuir conta no Itaú para se beneficiarem das condições de pagamento e descontos promovidos pela Rede.

ABIPAG

A Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag), afirma que iniciativas como a da Rede devem ser vistas com desconfiança. Para a associação, uma medida como essa em que a empresa diz zerar a tarifa de antecipação para pagamentos via cartão de crédito, deve ser encarada como o de compensar a falta de taxa neste serviço, mas que provavelmente deve ser compensada na forma de outra tarifa. Em comunicado enviado à imprensa, a Abipag conclui que a intenção da Rede é acabar com as fintechs e impedir que tenha competição nesse nicho de mercado e ainda ressalta que também possa ser uma ação promocional de caráter duvidoso.

Foto: Divulgação

Maconha medicinal: importação pelo medicamento cresce no Brasil

cresce importação de maconha medicinal no brasil

Avanço das autorizações chegaram a 70% no ano passado, segundo a Anvisa

Desde 2018, o mercado de maconha medicinal tem atraído investidores estrangeiros ao Brasil.

A importação do medicamento cresceu bastante nos últimos tempos no país. Entres os motivos, está o fato da Anvisa ainda não ter alavancado o processo de regulamentação para que farmacêuticas brasileiras possam plantar a erva e comercializar seu uso do ponto de vista clínico.

O número de novos pedidos atingiu 2.371 casos só no ano passado, além de 1.242 solicitações de revalidação.

O mercado brasileiro de maconha medicinal chegou a ser citado no site americano Marijuana Business Daily, no mês passado. O que comprova que os investidores acompanham de perto o uso do medicamento em território nacional.

RENOVAÇÕES X LIBERAÇÕES EM 2019

Para este ano, o número de renovações tem sido o menor que o de liberações. Um dos motivos é alto custo para importação do medicamento. Entre janeiro e março, somente 429 licenças foram renovadas, segundo Caio Abreu, diretor da Entourage, empresa especializada nesse segmento.

AUTORIZAÇÕES DE PLANTIO VIA PROCESSO JUDICIAL

Muitos pacientes, por falta de condições financeiras, acabam limitando a dose de uso do medicamento. Pois assim, eles conseguem estender o tratamento à base de canabidiol. Tem casos de pessoas que optam por alternativas consideradas ilegais para conseguir a fórmula, ressalta Caio.

PLATAFORMA DE COMPRA LEGAL DE MACONHA MEDICINAL

Fundado em 2018, o portal Dr. Cannabis foi idealizado pela empresária Viviane Sedola. Vinda da área de relações públicas do site de crowdfunding Kickante, Viviane percebeu a carência de informação do mercado de maconha medicinal no Brasil.

A partir daí, resolveu apostar neste ramo de atividade e criar uma plataforma para divulgar informações de como comprar de forma legalizada: canabidiol (CBD) e tetraidrocanabinol (THC). Enfim, facilitar cada vez mais o acesso a esse recurso medicinal e que ainda é um tabu no país.

Pouca gente sabe que o medicamento serve para tratar casos de epilepsia, autismo, dores crônicas, esclerose múltipla e até ansiedade. Com isso, a CEO do Dr. Cannabis reúne em seu portal tanto médicos como usuários cadastrados. Eles recebem uma newsletter com as últimas informações deste universo medicinal.

Desde 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária permite ao paciente com receita médica que importe CBD ou THC. O processo de importação não é muito barato, podendo ultrapassar R$ 2 mil. Portanto, pacientes que não possuem condições financeiras, eles podem pedir judicialmente uma licença para poder plantar a erva em casa. Atualmente, já são 15, o número de casos de quem conseguiu este tipo de autorização via judicial.

LEGISLAÇÃO PARA PLANTIO

Está em discussão no Senado o projeto de lei 514/2017 para permissão do plantio da erva para fins medicinais. Com isso, a indústria farmacêutica brasileira teria muito a ganhar.

Quando foi divulgado em 2018 pelo presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, a aceleração do processo de regulamentação da maconha medicinal, o setor farmacêutico correu para se aprofundar sobre o assunto, etc. Porém, com o atraso em regularizar todos os trâmites, a instalação de linhas de produção desse mercado tiveram que esperar. A partir daí, que os investidores estrangeiros viram uma grande oportunidade de negócio no país.

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